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sexta-feira, 3 de julho de 2020

Coronavírus na Coreia do Norte: Kim Jong-un declara 'sucesso brilhante' no combate à pandemia e zero casos

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Falando em uma reunião do Politburo, líder norte-coreano disse que o país 'impediu a invasão do vírus maligno e manteve uma situação estável'.   
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Por BBC  
03/07/2020 10h21  Atualizado há 2 horas 
Postado em 03 de julho de 2020 às 12h25m

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Imprensa estatal diz que Kim fez alerta contra relaxamento apressado das restrições — Foto: Getty Images via BBCImprensa estatal diz que Kim fez alerta contra relaxamento apressado das restrições — Foto: Getty Images via BBC

O líder norte-coreano Kim Jong-un elogiou o "sucesso brilhante" de seu país ao enfrentar a pandemia de Covid-19, segundo a agência de notícias estatal "KCNA".

Falando em uma reunião do Politburo, Kim disse que o país "impediu a invasão do vírus maligno e manteve uma situação estável".
A Coreia do Norte fechou suas fronteiras e isolou sua população há seis meses, quando o novo coronavírus começou a se espalhar pelo mundo.

O governo norte-coreano alega que não possui casos da doença, embora analistas digam que isso é improvável.

Kim teria "analisado em detalhes" a estratégia nacional de combate ao novo coronavírus dos últimos seis meses em uma reunião do Politburo nesta quinta-feira (2). Ele disse que o sucesso no tratamento da doença foi "alcançado pela liderança perspicaz do Comitê Central do Partido".

Mas o líder norte-coreano enfatizou a importância de manter "o alerta máximo sem relaxamento na frente antiepidêmica", acrescentando que o vírus ainda estava presente nos países vizinhos.
"Ele alertou repetidamente que a flexibilização apressada das medidas antiepidêmicas resultará em uma crise inimaginável e irrecuperável", informou a reportagem da KCNA nesta sexta-feira.
Máscaras obrigatórias
No fim de janeiro, a Coreia do Norte agiu rapidamente contra o vírus — selando suas fronteiras e depois colocando em quarentena centenas de estrangeiros na capital, Pyongyang.

Também isolou dezenas de milhares de cidadãos e fechou escolas.
O país já reabriu as escolas, mas manteve a proibição a aglomerações e tornou obrigatório o uso de máscaras em locais públicos, informou a agência de notícias "Reuters" no último dia 1º de julho, citando um funcionário da Organização Mundial da Saúde (OMS).

A OMS também assinalou que apenas 922 pessoas foram testadas no país — todas tiveram resultados negativos.

A Coreia do Norte, que compartilha uma longa fronteira com a China, sustenta há muito tempo que não registrou nenhum caso do vírus.
No entanto, Oliver Hotham, editor-chefe do site "NK News", especializado em notícias da Coreia do Norte, disse à BBC no início deste ano que isso provavelmente não era verdade.
"É muito improvável que a Coreia do Norte não tenha registrado casos porque faz fronteira com a China e a Coreia do Sul. [Especialmente com a China], dada a quantidade de comércio transfronteiriço ... realmente não vejo como é possível que eles (norte-coreanos) possam ter evitado isso", disse.
"[Mas] eles realmente tomaram precauções cedo [então] acho que é possível que eles tenham evitado um surto completo."

Análise
por Laura Bicker, correspondente da BBC em Seul, na Coreia do Sul.
O coronavírus se espalhou pela Coreia do Norte? Ninguém realmente sabe. O país está fechado desde 30 de janeiro. Muito poucas pessoas conseguiram entrar ou sair.

A Cruz Vermelha tinha voluntários na área de fronteira trabalhando em medidas de prevenção de vírus e houve vários relatos não confirmados de casos no país.
Mas a maioria dos relatos do cotidiano na capital nas últimas semanas parece indicar que a vida segue normal.

Qualquer que seja a situação real, Pyongyang quer passar a imagem de que aniquilou a Covid-19.
Internamente, trata-se de uma mensagem forte de que as medidas rígidas que Kim Jong-un tomou funcionaram.

O resto do mundo pode estar sob uma pandemia e Kim deseja que seu povo saiba que ele os salvou.
Mas isso tem um custo. Todo o comércio fronteiriço foi cortado. Isso significa que é impossível obter suprimentos essenciais para o país empobrecido.

Fontes diplomáticas me disseram que existem estoques de equipamento de proteção individual e suprimentos médicos, incluindo vacinas, acumulados na fronteira, sem poder entrar no país.

Houve inúmeros relatos de compras de mercadorias internacionais em lojas de departamento motivadas por pânico em Pyongyang.
As prateleiras estão sendo esvaziadas em meio à escassez de produtos.

Também vale a pena notar que apenas 12 desertores chegaram à Coreia do Sul entre abril e junho deste ano — o número mais baixo já registrado neste período do ano.

O povo norte-coreano pode não estar sofrendo de coronavírus, mas agora está mais isolado do mundo exterior.
As ameaças nucleares entre Trump e Kim Jong-Un
As ameaças nucleares entre Trump e Kim Jong-Un

CORONAVÍRUS


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quinta-feira, 2 de julho de 2020

Em 33 anos, Amazônia perdeu 724 mil km² de floresta e vegetação em região que abrange 9 países

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Conhecida como 'Pan-Amazônia', a área tem 8,47 milhões de km² e envolve Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa. 
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Por Elida Oliveira, G1  
02/07/2020 11h02  Atualizado há 2 horas
Postado em 02 de julho de 2020 às 13h05m


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18 de abril de 2016 - Uma aldeia Yanomami é vista durante a operação do Ibama contra a mineração ilegal de ouro em terras indígenas. — Foto: Bruno Kelly/Reuters18 de abril de 2016 - Uma aldeia Yanomami é vista durante a operação do Ibama contra a mineração ilegal de ouro em terras indígenas. — Foto: Bruno Kelly/Reuters

A Pan-Amazônia, região de floresta amazônica que abrange 9 países, perdeu 724 mil km² de cobertura florestal e vegetal entre 1985 e 2018, de acordo com uma análise feita pelo MapBiomas Amazônia, divulgada nessa quinta-feira (2). A área perdida equivale à soma dos estados de SC, PR, SP, RJ, ES, ou a todo o território do Chile.

Desses 724 mil km², a maior parte (692 mil km²) era área de floresta, e 32 mil km², vegetação natural. Isso significa que, em 2018, havia 10% menos floresta na Pan-Amazônia do que em 1985, como mostra a imagem abaixo.

Imagem mostra a mudança do uso da terra da Pan-Amazônia. Em 1985, havia maior cobertura florestal e de vegetação. Em 2018, já é possível ver em amarelo a área de floresta desmatada. — Foto: MapBiomas/Infografia/G1
"É a primeira vez que se enxerga a Amazônia como um todo. Com isso, a gente consegue entender onde estão acontecendo as transformações mais rápidas, onde está mudando a cobertura de uso do solo", afirma Tasso Azevedo, coordenador-geral do MapBiomas.
A região da Pan-Amazônia abrange a área de floresta no Brasil, Bolívia, Peru, Equador, Colômbia, Venezuela, Suriname, Guiana e Guiana Francesa.

O Brasil concentra a maior parte do bioma (61,8%) e foi também o país que mais perdeu cobertura florestal no período, tanto em termos absolutos quanto proporcionais: são 624 mil km² a menos. Em seguida, vem Bolívia, com 36 mil km²; Peru, com 16 mil km², e Colômbia, com 14 mil km².

Na contramão, Guiana e Suriname ganharam cobertura florestal, com 1,7 mil km² e 600 km², respectivamente.
Criação de gado em Alta Floresta, norte de Mato Grosso, dentro do bioma Amazônia — Foto: Divulgação/PecsaCriação de gado em Alta Floresta, norte de Mato Grosso, dentro do bioma Amazônia — Foto: Divulgação/Pecsa

No mesmo período, a área voltada à agricultura e pecuária teve aumento de 172% no bioma.

Em 1985 eram 415 mil km² com atividades de agropecuária em toda a Pan-Amazônia. Em 2018, passou para 1,12 milhão de km² – quase três vezes mais.

Avanço da agropecuária na Pan-Amazônia, em km²
Dados se referem ao avanço da agricultura e pecuária nos 9 países cobertos pelo bioma amazônico.
Fonte: MapBiomas Amazônia

A maior parte do crescimento veio do Brasil. Em 1985, eram 319 mil km² de terras para a agropecuária. Em 2018, eram 960 mil km².
Avanço da agropecuária na Amazônia no Brasil, em km²
Dados se referem ao avanço da agricultura e pecuária nos estados cobertos pela Amazônia no Brasil.

Territórios indígenas e áreas protegidas
O desmatamento no período avançou sobre unidades de conservação. Dos 692 mil km² de floresta amazônica perdida no período em toda a região, 50 mil km² estavam em territórios indígenas e áreas naturais protegidas.

Segundo Tasso Azevedo, as unidades de conservação são importantes mecanismos para frear a derrubada de florestas nativas.

Ele afirma que, entre 1985 e 2018, foram perdidos 1% de cobertura florestal nas áreas protegidas. "Nas áreas fora das unidades de conservação, perdemos 20%. O que mostra que as unidades de conservação e as terras indígenas são uma super barreira de proteção", afirma.
Terra Indígena Ituna-Itatá, no PA. — Foto: Reprodução / Jornal NacionalTerra Indígena Ituna-Itatá, no PA. — Foto: Reprodução / Jornal Nacional

Um outro levantamento, feito pelo Instituto Pesquisa Amazônia (Ipam) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), aponta que a Amazônia tem 23% de floresta em terras públicas não destinadas registradas ilegalmente como propriedades privadas.

O percentual representa 11,6 milhões de hectares de florestas públicas "tomadas" ao longo de 21 anos (1997-2018). Ao todo, a Amazônia tem 49,8 milhões de hectares de florestas sem destinação.

A consequência da falta de destinação destas áreas é a invasão de grileiros e o aumento do desmatamento e das queimadas: as árvores são derrubadas e incendiadas para abrir espaço ao pasto e ao gado, dando aspecto de "produtividade" à área. Caso fossem destinadas a unidades de conservação, a proteção à vegetação nativa poderia ser mais efetiva.

"Existe um problema fundiário sério na Amazônia. Há um caos. Parte desta solução é destinar para proteção, ou para terras indígenas ou para uso sustentável de terras naturais, como manda a lei de floresta pública de 2006. Na medida em que essas áreas públicas não são destinadas, em que você não diz em que tipo de categoria ela vai se encaixar, você abre um flanco grande para grilagem", avalia o diretor executivo do Ipam e um dos autores do estudo, Paulo Moutinho.

Relatório inédito mostra que 99% do desmatamento feito no Brasil em 2019 foi ilegal
Relatório inédito mostra que 99% do desmatamento feito no Brasil em 2019 foi ilegal

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

EUA compraram 90% do estoque de antiviral que deu sinais de ser eficaz no tratamento contra a Covid-19

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Agência de saúde americana anunciou compra de 500 mil doses do medicamento remdesivir, que não é encontrado comercialmente e não está disponível no Brasil. Isso representa 90% da capacidade de produção da fabricante até o fim de setembro. 
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Por G1  
01/07/2020 11h18  Atualizado há 13 minutos
Postado em 01 de julho de 2020 às 11h45m

            .      Post.N.\9.372     .         
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Medicamento Remdesivir produzido em laboratório nos EUA — Foto: Gilead Sciences via AP
Medicamento Remdesivir produzido em laboratório nos EUA — Foto: Gilead Sciences via AP

Os Estados Unidos compraram praticamente todo o estoque global de remdesivir, um dos medicamentos que deram sinais de serem efetivos para o tratamento de Covid-19, pelos próximos três meses.
Segundo a agência Reuters, o governo Trump adquiriu mais de 500 mil doses, que representa toda da produção da fabricante, a Gilead, para julho, e 90% da capacidade de agosto e setembro.

A Gilead havia fixado o valor do antiviral em U$2.340 por paciente para os países ricos e aceitou enviar quase toda a oferta para os EUA.
O remdesivir é indicado para impedir que certos vírus, inclusive o novo coronavírus, façam cópias de si mesmos, o que pode sobrecarregar o sistema imunológico. O remédio não funcionou em testes como tratamento para Ebola.
Brasil usa medicação Remdesivir apenas para testes clínicos
Brasil usa medicação Remdesivir apenas para testes clínicos

Há expectativa de que a demanda seja alta, já que é um dos poucos tratamentos que mostrou ajudar na recuperação da doença.

No Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária afirmou em maio que está em contato com a empresa que fabrica o remdesivir pra acompanhar a evolução dos estudos. O remdesivir não é vendido em farmácias.

Anúncio no começo da semana
A Gilead informou na segunda-feira que concordou em enviar a maior parte de sua produção para o Departamento de Saúde e Serviços Humanos dos EUA (HHS, na sigla em inglês).

Foi essa agência que afirmou ter adquirido as 500 mil doses. A HHS tem sido responsável por distribuir o medicamento, e não a fabricante Gilead. A empresa afirmou que não discutiu sua estratégia de abastecimento para países ricos que não sejam os EUA.

A Gilead fez parcerias com fabricantes de genéricos na Índia e no Paquistão para produzir o medicamento para 127 países em desenvolvimento.

Europa e Coreia do Sul incorporaram medicamento às diretrizes
A Coreia do Sul acrescentou o antiviral às suas diretrizes de tratamento do coronavírus em sua primeira revisão de recomendações desde o início do surto.

A Agência Europeia de Medicamentos (EMA) recomendou na semana passada a autorização "condicional" do uso do antiviral remdesivir em pacientes afetados pelo coronavírus.
Em comunicado, a EMA informou que a molécula será o primeiro medicamento contra a Covid-19 formalmente recomendado aos pacientes da União Europeia.

O procedimento derrogatório da EMA permite acelerar a comercialização – por um ano – de um medicamento cuja avaliação ainda não está completa. No caso do remdesivir, a agência europeia decidiu recomendar sua utilização para adultos e adolescentes a partir dos 12 anos que sofrem de pneumonia e precisam de oxigênio, ou seja, "os que estão afetados por uma forma grave" da Covid-19. A decisão final caberá à Comissão Europeia e poderá ser anunciada na próxima semana, indicou a agência.

Um estudo da EMA demonstrou que os pacientes com a Covid-19 e tratados com remdesivir se recuperam, em média, quatro dias antes que outros enfermos.

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