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sábado, 22 de fevereiro de 2020

A surpreendente imagem de milhares de aves migrando captada por radar meteorológico

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De acordo com meteorologistas, o grupo ocupou um raio de pelo menos 145 km no céu.
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 Por BBC  

 Postado em 22 de fevereiro de 2020 às 15h50m  

Radar na Flórida detectou pássaros (em verde e amarelo) voando a 3 mil pés — Foto: NOAA/BBCRadar na Flórida detectou pássaros (em verde e amarelo) voando a 3 mil pés — Foto: NOAA/BBC


Uma enorme revoada de pássaros migrando não é nada incomum — bandos podem voar milhares de quilômetros sem serem detectados.

Mas, em um evento raro na segunda-feira (17/02), o radar do Serviço Nacional de Meteorologia dos Estados Unidos registrou a movimentação de pássaros migrando da América do Sul sobre a Flórida.

As condições atmosféricas favoreceram para que os sistemas detectassem os pássaros, que levaram horas para sobrevoar a estação de Key West.
O grupo ocupou um raio de pelo menos 145 km, segundo meteorologistas.

Em 2017, um enxame de borboletas migratórias do tipo Vanessa foi detectado por um radar sobre o Colorado, mas a detecção desses fenômenos por radares é algo raro.

Um GIF produzido pelo Serviço Meteorológico mostra as aves migratórias em verde e amarelo e a chuva representada em azul.

Mais de 100 espécies
Todos os anos, milhões de pássaros fazem viagens árduas de milhares de quilômetros para migrar de acordo com as estações do ano para procriar e procurar comida.

Nas Américas, os pássaros voam para o norte da América do Sul e do Caribe para os EUA, começando nos primeiros meses do ano.

Uma animação produzida pela Universidade de Cornwell mostra 118 espécies migratórias nas Américas. Algumas começam suas viagens rumo ao norte em fevereiro, mas o maior movimento ocorre entre março e abril.

Um dos pássaros que sobrevoam a Flórida depois de passar o inverno no Caribe e na América Central é a pequena parula do norte, com uma envergadura de apenas 16 a 18 centímetros.

O pilrito-peitoral também sobrevoa a Flórida, fazendo uma viagem de ida e volta de quase 30 mil quilômetros. Ele faz ninho no Alasca e no norte do Canadá, antes de voar para passar o inverno na América do Sul.
O pilrito-peitoral é um dos pássaros que sobrevoam a Flórida durante a migração — Foto: Gett Imaes/BBCO pilrito-peitoral é um dos pássaros que sobrevoam a Flórida durante a migração — Foto: Gett Imaes/BBC

As razões exatas de como e por que os pássaros optam por migrar em um determinado momento não são totalmente compreendidas.

"Alguns pássaros podem estar passeando no México ou em Cuba, esperando os ventos de cauda pegá-los", disse Gina Kent, cientista de conservação do Instituto de Pesquisa e Conservação de Aves ao jornal Tampa Bay.

"O vento permite que mais pássaros, com muitos que poderiam não estar prontos (para encarar a viagem) conseguindo aproveitar o impulso."

O grupo que passou por Key West saiu de Cuba no dia anterior e chegou à Flórida pouco antes do nascer do sol na segunda-feira, disse Kate Lenninger, do Serviço Meteorológico.

Mas só foi possível registrar a presença dos pássaros graças às condições climáticas específicas na Flórida.

"Havia uma espécie de camada estável de ar acima de nós que estava desviando o raio do radar para mais perto da superfície", acrescentou Lenninger. "Então, conseguimos registrar mais objetos em baixas altitudes."
Sabe-se que 118 espécies de aves fazem a migração norte-sul nas Américas — Foto: Getty Images/BBCSabe-se que 118 espécies de aves fazem a migração norte-sul nas Américas — Foto: Getty Images/BBC

Os radares meteorológicos usam pulsos eletromagnéticos para medir a localização e a intensidade das chuvas.

O radar mede o tempo necessário para que esses pulsos retornem de um objeto. Esse tempo, então, é usado para calcular a localização do fenômeno detectado, explicou o Serviço Meteorológico do Reino Unido.

"Há muitos anos sabemos que outros objetos (além da chuva) também podem gerar um retorno, como bandos de pássaros."

As populações de aves nos EUA e no Canadá estão em risco, com o número diminuindo em três bilhões, ou 29%, nos últimos 50 anos, segundo dois estudos.

As mudanças climáticas também podem colocar em risco as aves migratórias.
As águias douradas podem não conseguir mudar o período de sua migração anual para coincidir com a chegada da mudança da primavera.

No ReinoUnido, mudanças no tempo das migrações também podem levar a diferenças entre quando os filhotes precisam ser alimentados e a disponibilidade de alimentos.


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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

Confiança do comércio cresce em fevereiro e retorna ao patamar de 1 ano atrás, aponta FGV

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Índice de Confiança do Comércio (ICOM) da Fundação Getulio Vargas subiu 1,7 ponto na comparação com janeiro. Melhora das expectativas, no entanto, ocorre em sentido contrário ao dos consumidores.
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 Por G1  

 Postado em 21 de fevereiro de 2020 às 15h00m  


A confiança do comércio aumentou entre janeiro e fevereiro, segundo divulgou nesta sexta-feira (21) a undação Getulio Vargas (FGV). O Índice de Confiança do Comércio (Icom) subiu 1,7 ponto e passou de 98,1 para 99,8 pontos, retornando ao patamar de fevereiro de 2019 (99,8 pontos).
Foi a terceira alta mensal seguida do indicador.

A confiança do comércio inicia 2020 em alta, sob influência dos indicadores de expectativas, que se consolidaram acima do nível neutro de 100 pontos. Essa melhora das expectativas, no entanto, ocorre em sentido contrário ao dos consumidores, que em fevereiro se tornaram bem mais cautelosos em relação ao futuro próximo, lançando dúvidas sobre a possibilidade de sustentação da atual tendência de alta da confiança do comércio, avalia Rodolpho Tobler, Coordenador da Sondagem do Comércio da FGV IBRE.

Carnaval movimenta comércio e serviços de SP
Carnaval movimenta comércio e serviços de SP

Em fevereiro, a confiança dos empresários do comércio subiu em 5 dos 6 segmentos. A melhora do índice foi mais influenciada pelo resultado favorável do Índice de Expectativas (IE-COM), que avançou 2,6 pontos, ao passar de 104,4 para 107,0, maior nível desde fevereiro de 2019 (107,2) superando o nível neutro pelo nono mês consecutivo. Já o Índice de Situação Atual (ISA-COM) variou, 0,7 ponto, saindo de 91,9 para 92,6 pontos.

Apesar da ligeira melhora dos indicadores da situação atual em fevereiro, o resultado foi insuficiente para compensar a perda de janeiro, sugerindo que ainda existem dificuldades para o setor engrenar um ritmo mais forte de vendas, avaliou Tobler.
O Índice de Confiança da Construção (ICST), da Fundação Getulio Vargas, por sua vez, recuou 1,4 ponto em fevereiro, para 92,8 pontos. Apesar da queda pontual, o índice regista a nona alta em médias móveis trimestrais, passando de 91,9 pontos em janeiro para 93,0 pontos.

Em fevereiro, o Índice de Expectativas, que havia avançado em ritmo forte nos meses anteriores, mostrou uma correção no otimismo setorial. Essa moderação pode ter muitas origens como uma frustração com o ritmo da recuperação ou o aumento das incertezas em relação à continuidade do Programa Habitacional. Ainda assim, os empresários do setor apresentam uma confiança superior à alcançada no mesmo mês de 2019 e a percepção em relação à situação corrente dos negócios continuou avançando e já está em patamar equivalente ao do início de 2015, o que, por enquanto, validam as projeções de crescimento para o ano, disse Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção da FGV IBRE.

    quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

    Chibano, a idade geológica da Terra que acabou há 126 mil anos e só agora ganhou um nome

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    Mudanças ocorridas no planeta nessa época podem voltar a acontecer.
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     Por BBC  

     Postado em 19 de fevereiro de 2020 às 13h00m  

    O Chibano é uma das quatro idades do Pleistoceno, uma época de muitas glaciações — Foto: Istock via BBC
    O Chibano é uma das quatro idades do Pleistoceno, uma época de muitas glaciações — Foto: Istock via BBC

    Uma idade geológica da Terra que começou há cerca de 770 mil anos e terminou há cerca de 126 mil anos finalmente ganhou um nome oficial.

    A União Internacional de Ciências Geológicas concordou que a idade que começou com a última inversão conhecida dos polos magnéticos da Terra e terminou com o início do último grande período glacial será conhecida como Chibano ou Idade Chibana.

    A Idade Chibana é uma das quatro subdivisões da época do Pleistoceno, que por sua vez faz parte do período quaternário da era Cenozóica.

    O nome escolhido é uma referência ao município japonês de Chiba, onde é possível observar os ​​sedimentos que registram essa inversão dos polos magnéticos.

    O fenômeno da inversão dos polos é conhecido como "inversão magnética de Brunhes-Matuyama" em homenagem ao geofísico francês Bernard Brunhes, o primeiro a concluir que o chamado polo norte magnético já foi localizado no hemisfério sul; e a seu colega japonês Motonori Matuyama, o primeiro a afirmar que o campo magnético da Terra passou por várias inversões no passado.

    Os sedimentos conservados no penhasco localizado em Ichihara, no município de Chiba, permitem indentificar o início da inversão há cerca de 770 mil, um tempo de constantes glaciações.
    "Nessa seção, em Chiba, está um dos melhores registros do mundo do intervalo de inversões", explicou o geólogo Stanley Finney à Eos, uma publicação especializada em notícias científicas sobre a Terra e o espaço.
    "É um registro significativo da história passada da Terra que nos ajuda a entender o que pode acontecer agora."

    Fenômeno que se repete
    De fato, os polos magnéticos da Terra estão se movendo em uma velocidade diferente da prevista, o que poderia nos afetar de várias maneiras.

    A física espacial Lucie Green explicou à BBC que "o campo geomagnético é tremendamente importante porque atua como uma barreira que nos protege da radiação solar".

    Além disso, uma inversão dos polos magnéticos também pode afetar negativamente muitas de nossas tecnologias.
    A Terra já inverteu seus polos magnéticos diversas vezes; a última inversão conhecida deu início à idade Chibano — Foto: Istock via BBC
    A Terra já inverteu seus polos magnéticos diversas vezes; a última inversão conhecida deu início à idade Chibano — Foto: Istock via BBC


    "Os efeitos provavelmente seriam notados na infraestrutura elétrica, mas também nos satélites, que são suscetíveis à radiação solar", disse o geofísico Phil Livermore.
    No entanto, essa mudança é algo que acontece ao longo de milhares de anos, portanto, os animais e humanos "provavelmente se adaptariam", segundo Livermore.

    A maioria dos cientistas estima que a inversão de Brunhes-Matuyama levou cerca de 22 mil anos para ocorrer, mas também existem estudos afirmando que ela aconteceu em menos tempo.
    "Sabemos que a vida não acabou (durante a último inversãa)", diz Livermore.
    No início da Idade Chibana, a espécie humana já havia começado a se espalhar pela Europa e também há indícios de que nossos ancestrais já conheciam o fogo.

    Eras, períodos, épocas e idades
    Quando se fala em tempo da Terra, as distâncias temporais são tão grandes que, em vez de dividir o tempo em anos, o geólogos falam em éons, eras, períodos, épocas... — e cada termo tem um significado diferente.
    Segundo o Serviço Geológico do Brasil, éons compreendem o maior período de tempo. Os 4,54 bilhões de anos da Terra estão divididos em quatro éons, sendo o mais recente o Fanerozoico.

    Os éons são divididos em eras, caracterizadas pelo modo como os continentes e os oceanos estavam distribuídos.

    As eras são divididas em períodos, que por sua vez são subdivididos em épocas.
    As idades, como a recém-nomeada idade Chibana, são a menor divisão do tempo geológico. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, as idades têm no máximo 6 milhões de anos (e só as épocas mais recentes ganham esse tipo de subdivisão).

    O final da Idade Chibana foi marcado pelo início do último período glacial, há cerca de 126 mil anos. O fim dessa glaciação, há cerca de 10 mil anos, deu início ao período Holoceno, conhecido por ser quando os seres humanos proliferaram pelo planeta.

    As três idades do Holoceno são Gronelandesa, a Norte-Gripiana e a Meghalaiana, que vai de 4 mil anos atrás até o presente. Os nomes fazem referêcia à localização dos três estratos de sedimentos que registram os eventos geológicos que marcaram os inícios e fins dessas idades.
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