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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Temperatura na Antártica chega a 20,75ºC e bate novo recorde

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Pesquisador brasileiro fez o registro que ainda precisa ser confirmado por Organização Meteorológica Mundial.
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 Por G1  

 Postado em 13 de fevereiro de 2020 às 20h40m  


No último domingo (9), a Antártica registrou temperatura acima dos 20 graus pela primeira vez no registro histórico, trazendo atenção à questão da crise climática.
Em entrevista ao jornal inglês The Guardian, o cientista Carlos Schaefer, do projeto Terrantar, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), afirmou que estão acompanhando a tendência de aquecimento em muitos dos locais, "mas nunca vimos nada parecido com isso", declarou.

Na entrevista, Schaefer disse que a temperatura do arquipélago de James Ross, região onde foi feito o registro, tem estado irregular nos últimos 20 anos - que após o resfriamento na primeira década deste século, aqueceu rapidamente.
Cientistas brasileiros registram temperatura recorde de 20,75ºC na Antártica
Cientistas brasileiros registram temperatura recorde de 20,75ºC na Antártica

Segundo recorde
No dia 6 de fevereiro, um pesquisador argentino na base Esperanza, localizada no extremo norte da Península Antártica, havia registrado 18,3ºC,
Base Esperança, na Península Antártica  — Foto: Arte/G1
Base Esperança, na Península Antártica — Foto: Arte/G1

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) ainda tem que confirmar o recorde de temperatura. No último registro, a OMM havia alertado que o aumento da temperatura pode acelerar o derretimento das camadas de gelo e da subida do nível do mar.

"(Esta) não é uma cifra que você associaria normalmente com a Antártida, nem no verão. Isso bate o recorde anterior de 17,5ºC, que foi estabelecido em 2015", disse no início de fevereiro a porta-voz da OMM, Clare Nullis.


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quarta-feira, 12 de fevereiro de 2020

Vendas do comércio crescem pelo 3º ano seguido, mas perdem ritmo em 2019

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Avanço de 1,8% no ano foi menor que o registrado em 2017 e 2018. Em dezembro, vendas recuaram 0,1%, interrompendo uma sequência de 7 altas seguidas.
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1 — São Paulo e Rio de Janeiro  

 Postado em 12 de fevereiro de 20120 às 14h00m  

Desempenho do comércio em 2019 é mais fraco do que nos 2 anos anteriores
Desempenho do comércio em 2019 é mais fraco do que nos 2 anos anteriores

As vendas do comércio varejista cresceram 1,8% em 2019, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da terceira alta anual seguida, embora tenha ocorrido uma desaceleração em relação ao ritmo de recuperação registrado em 2017 (2,1%) e 2018 (2,3%).

Mesmo após 3 anos de taxas positivas, o setor ainda não conseguiu recuperar as perdas de 2015 e 2016 e mostrou perda de fôlego na reta final do ano. Em dezembro, o volume de vendas no varejo caiu 0,1% na comparação com novembro, primeira queda mensal desde maio.

Durante a recessão, o setor acumulou uma perda de 10,2%. Nos três últimos anos, o ganho acumulado chegou a 6,3%, segundo a gerente da pesquisa, Isabella Nunes. Ou seja, o comércio brasileiro fechou 2019 em um nível de vendas 3,7% abaixo de seu pico mais alto, alcançado em outubro de 2014. O patamar é equivalente ao registrado em abril de 2015, ainda no início da crise. No pior momento, em dezembro de 2016, ficou 13,4% abaixo do pico.
Vendas do comércio ano a ano — Foto: Economia G1
Vendas do comércio ano a ano — Foto: Economia G1

Inflação e renda freiam compras em supermercados
Segundo o IBGE, o crescimento do setor em 2019 só não foi maior por conta do segmento de hipermercado, que foi o que impulsionou as altas de 2017 e 2018. As vendas do segmento, que acumulavam até novembro alta de 0,8% no ano, perderam ritmo em dezembro e fecharam o ano com avanço de 0,4%.
As principais razões que levaram os hipermercados a perderem o protagonismo foram a pressão inflacionária e a renda do trabalho que não cresceu, disse a pesquisadora.

Ela enfatizou que 40% da população ocupada em 2019 era de trabalhadores informais. O trabalho informal tem renda menor que o formal e, portanto, não tem condições de aumentar a renda para impactar nas vendas.

Sete das 8 atividades analisadas pelo IBGE tiveram resultados positivos em 2019, com destaque para as atividades de "Outros artigos de uso pessoal e doméstico" (6%), que engloba lojas de departamentos, óticas, joalherias, artigos esportivos e brinquedos, "Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria" (6,8%) e o segmento de "Móveis e eletrodomésticos" (3,6%).

A pesquisa do IBGE mostra ainda que no comércio varejista ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, o volume de vendas cresceu 3,9% em 2019. A alta foi impulsionada pelo setor de veículos, motos, partes e peças (10%), enquanto material de construção teve avanço de 4,3%.

Desempenho de cada segmento em 2019
  • Combustíveis e lubrificantes: 0,6%
  • Hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo: 0,4%
  • Tecidos, vestuário e calçados: 0,1%
  • Móveis e eletrodomésticos: 3,6%
  • Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria: 6,8%
  • Livros, jornais, revistas e papelaria: -20,7%
  • Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação: 0,8%
  • Outros artigos de uso pessoal e doméstico: 6%
  • Veículos, motos, partes e peças: 10% (varejo ampliado)
  • Material de construção: 4,3% (varejo ampliado)
Primeira queda mensal após 7 altas seguidas
Em dezembro, o volume de vendas do comércio teve queda de 0,1%, na comparação com novembro, interrompendo sete meses seguidos de crescimento. Na comparação com dezembro do ano passado, entretanto, houve alta de 2,6%, favorecido em parte pelo fato de que dezembro de 2019 teve um dia útil a mais do que dezembro de 2018.

Segundo o IBGE, houve queda nas vendas em 18 das 27 unidades da federação, com destaque para os recuos registrados em Roraima (-13,8%), Rondônia (-9,5%) e Acre (-8,2%).
Vendas do comércio mês a mês — Foto: Economia G1
Vendas do comércio mês a mês — Foto: Economia G1

Resultado de dezembro decepciona
A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,2% em dezembro na comparação com o mês anterior e de avanço de 3,50% sobre um ano antes.
"A primeira leitura decepciona e acredito que isto deve realimentar a discussão no mercado de que o Banco Central deve cortar mais uma vez a Selic uma vez que a atividade não engata e a inflação permanece sob controle", avaliou André Perfeito, economista da Necton.
Seis das 8 atividades pesquisadas no comércio varejista tiveram taxas negativas de novembro para dezembro, sendo que o que mais pesou no índice geral foram as vendas no segmento hipermercados e supermercados (-1,2%).

"Essa atividade, que tem peso de 44% no total do varejo, foi particularmente afetada pelo comportamento dos preços das carnes”, destacou Isabella.

Também pesaram no resultado de dezembro o recuo nas vendas de "Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos" (-2%), "Tecidos, vestuário e calçados (-1%)", "Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação" (-10,9%); "Combustíveis e lubrificantes" (-0,4%) e "Outros artigos de uso pessoal e doméstico" (-0,1%).

Por outro lado, dois setores mostraram avanço, suavizando a queda no indicador geral: Móveis e eletrodomésticos (3,4%) e Livros, jornais, revistas e papelaria (11,6%).

Já o comércio varejista ampliado, que inclui, além do varejo, as atividades de Veículos, motos, partes e peças e de Material de construção, teve queda de 0,8% em dezembro, em comparação a novembro. O resultado foi impactado, principalmente, pelo recuo de 4% nas vendas de veículos e de 1,1% em material de construção.

Para a Associação Comercial de São Paulo (ACSP), a queda no volume de vendas em dezembro também é explicada pela antecipação de compras de Natal em novembro, durante a Black Friday.

Perda de ritmo no 4º trimestre
Na análise do 4º trimestre frente aos 3 meses anteriores, houve alta de 1,2%, após avanço de 1,6% no 3º trimestre.

A média móvel trimestral também mostrou redução de ritmo, com variação de 0,2% no trimestre encerrado em dezembro, após um avanço de 0,6% em novembro, reforçando a leitura de uma recuperação mais fraca da economia na reta final do ano.

A produção da indústria, por exemplo, caiu 0,7% em dezembro, na segunda taxa negativa seguida – acumulando queda de 2,4% nos últimos dois meses do ano. Em 2019, a indústria acumulou queda de 1,1%.

O mercado financeiro trabalha com uma estimativa de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em 2019 um pouco acima de 1%, após avanço de 1,3% em 2017 e em 2018%. O governo projeta uma alta de 1,12% no PIB do ano passado.

Para 2020, os analistas das instituições financeiras projetam um desemprenho melhor da economia, com crescimento de 2,30% do PIB, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central.

CNC reduz estimativa de crescimento do comércio em 2020
A Confederação Nacional do Comércio de Bens Serviços e Turismo (CNC) reduziu a sua projeção para o crescimento das vendas no varejo ampliado em 2020, de 5,4% para uma alta de 5,3%. Já no varejo restrito – que exclui os ramos automotivo e de materiais construção –, a estimativa é de uma alta de 3,5%.

Para o economista da CNC Fabio Bentes, as vendas neste ano deverão manter a atual tendência de alta, ancoradas no Produto Interno Bruto (PIB) e nos indicadores que medem o consumo das famílias. Fatores como a permanência da inflação baixa e a expectativa de que a taxa básica de juros seja mantida no piso histórico fazem com que esperemos um maior ritmo de atividade econômica em 2020, afirma.

O setor deverá superar plenamente a crise somente no início de 2021, avaliou.

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terça-feira, 11 de fevereiro de 2020

Mercedes-Benz lança EQC, seu primeiro carro elétrico no Brasil, por R$ 477.900

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Valor inclui 3 anos de garantia, revisões, um carregador caseiro, com instalação e 1 ano de energia grátis. Modelo começa a ser vendido em junho e vai concorrer com o Jaguar I-Pace e o Audi E-Tron.
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 Por André Paixão, G1 — São Paulo  

 Postado em 11 de fevereiro de 2020 às 13h00m  

Mercedes-Benz EQC — Foto: André Paixão/G1
Mercedes-Benz EQC — Foto: André Paixão/G1
A Mercedes-Benz anunciou nesta terça-feira (11) o preço de seu primeiro veículo elétrico no país. O EQC custará R$ 477.900, com garantia de 3 anos e revisões já inclusas no preço.
O valor envolve ainda um carregador caseiro, com instalação e 1 ano de energia grátis. A pré-venda do modelo começa em fevereiro e as vendas regulares se iniciam em junho.

O EQC vai concorrer com o Jaguar I-Pace, lançado no Brasil em maio de 2019, e que custa R$ 452.200. Outro rival é o Audi E-Tron, em pré-venda por R$ 459.990.

Qual é a do EQC
O EQC tem dois motores elétricos, posicionados um em cada eixo. Somados, eles entregam 408 cavalos e 78 kgfm. Segundo números de fábrica, ele acelera de 0 a 100 km/h em 5,1 segundos, com velocidade máxima limitada em 180 km/h.
Mercedes-Benz EQC — Foto: Divulgação
Mercedes-Benz EQC — Foto: Divulgação

Baterias de íon de lítio garantem autonomia de mais de 400 km, de acordo com a Mercedes. A recarga de 80% da capacidade demora 50 minutos em carregador rápido, de 400V, diz a marca.

E esse mesmo nível é atingido em 7,5 horas numa tomada que pode ser instalada em casa ("wallbox"), em 220V.
Audi e Mercedes entram na briga dos SUVs elétricos
Audi e Mercedes entram na briga dos SUVs elétricos

Seus dados são semelhantes aos dos rivais. O E-Tron, por exemplo, tem 417 km de autonomia - ambos podem rodar menos do que o I-Pace, que completa 470 km com uma recarga.
Na potência, Audi e Mercedes empatam em 408 cv, 8 cv a mais do que o Jaguar.
Mercedes-Benz EQC — Foto: Divulgação
Mercedes-Benz EQC — Foto: Divulgação

O EQC é um pouco maior do o I-Pace. São 4,76 metros de comprimento, 1,88 m de largura e 1,62 m de altura. O entre-eixos é de 2,87 m. No porta-malas, vão 500 litros.

No entanto, ele é menor do que o Tesla Model X, rival no exterior, que tem mais de 5 metros de comprimento.

Em relação aos SUVs "convencionais" da Mercedes, ele fica ligeiramente acima do GLC.

Mais lançamentos
Mercedes-Benz A 35 4M Sedan — Foto: André Paixão/G1
Mercedes-Benz A 35 4M Sedan — Foto: André Paixão/G1

A Mercedes também lançou nesta terça o novo Classe A 35 4M Sedan, versão esportiva do sedã que já começa a ser vendido no país em abril. Com motor 2.0 de 306 cv, ele custará R$ 293.900.
Mercedes-Benz CLA 35 — Foto: André Paixão/G1
Mercedes-Benz CLA 35 — Foto: André Paixão/G1

Com esse mesmo motor, também chega o sedã com jeito de cupê CLA 35. Seu preço, no entanto, é um pouco mais alto - R$ 299.900.

Por fim, a Mercedes também confirmou a chegada do SUV GLE 400 d, modelo grande, com capacidade para até 7 passageiros. Ele traz motor 2.9 diesel de 330 cv. Seu preço é de R$ 465.900.
Mercedes-Benz GLE — Foto: André Paixão/G1Mercedes-Benz GLE — Foto: André Paixão/G1


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