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terça-feira, 19 de março de 2019

Indústria do Brasil só é mais competitiva que a da Argentina, diz estudo

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Levantamento da Confederação Nacional da Indústria analisou o desempenho de 18 economias parecidas com a brasileira. 

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Por Luiz Guilherme Gerbelli, G1 

Postado em 19 de março de 2019 às 11h00m 
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Indústria brasileira só é mais competitiva do que a da Argentina — Foto: PexelsIndústria brasileira só é mais competitiva do que a da Argentina — Foto: Pexels

O setor industrial do Brasil segue em desvantagem em relação aos seus principais concorrentes. Um levantamento realizado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) aponta que a indústria brasileira só é mais competitiva que a da Argentina.

Diferente de grandes pesquisas internacionais, o levantamento da CNI se concentra em medir a competitividade de 18 países cuja estrutura econômica e de exportação é parecida com a do Brasil. Assim, é possível captar de forma mais fiel um avanço ou retrocesso do setor no Brasil.

A Coreia do Sul é a economia com melhor desempenho, segundo a publicação. Ela é seguida por Canadá e Austrália.

A competitividade é um fator bastante importante para o setor industrial – é ela que garante vantagem na concorrência do comércio internacional. "O Brasil não conseguiu acelerar a agenda da competitividade", disse o gerente-executivo de pesquisas da CNI, Renato da Fonseca. "A indústria brasileira precisa correr mais do que os outros países se quiser avançar."

O estudo da CNI analisou diversos fatores da indústria para classificar a competitividade do setor em cada país. 

Veja os destaques apontados sobre o Brasil:
  • O Brasil ocupa a lanterna em disponibilidade e custo de capital. É mais caro investir aqui que em outros países;
  • O Brasil tem o terceiro pior ambiente macroeconômico e de negócios entre os países analisados;
  • Em educação, o Brasil aparece na 11ª colocação. Nesse quesito, o país gasta o mesmo do que as principais economias, mas tem resultados abaixo do esperado;
  • O Brasil vai melhor em disponibilidade e custo de mão de obra. A indústria brasileira está na sexta colocação, atrás apenas de Peru, Índia, Chile, Turquia e Colômbia.
Competitividade da indústria — Foto: Diana Yukari/G1  
Competitividade da indústria — Foto: Diana Yukari/G1

Agenda longa
A agenda de melhora da competitividade da indústria está na mesa há mais de uma década. Ao longo dos últimos anos, a indústria enfrentou uma combinação perversa: na mais severa crise econômica da história do Brasil, a produção manufatureira perdeu relevância na balança comercial, e o setor passou a ter dificuldade para competir com os produtos importados.

"A indústria tem uma conta que é crescente. Ela está andando em círculo e nem sequer consegue virar a página da crise enfrentada nos últimos três anos", afirma o economista do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi), Rafael Cagnin.
Indústria brasileira precisa superar uma série de gargalos — Foto: DivulgaçãoIndústria brasileira precisa superar uma série de gargalos — Foto: Divulgação

Para avançar, o Brasil vai ter de endereçar uma série de questões, melhorando o resultado de políticas públicas de educação, avançando no ambiente de negócios e macroeconômico.

No dia a dia das empresas, a perda de competitividade fica evidente logo na largada da produção. O setor tem uma alta carga tributária, de 45%, 12 pontos porcentuais a mais do que a carga média do país, de acordo com a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

"Atualmente, produzir no Brasil significa enfrentar custos adicionais que os concorrentes não enfrentam. O setor tem uma carga tributária muito acima da observada nos países em desenvolvimento", diz o assessor da assuntos estratégicos da presidência da Fiesp, André Rebelo.

O exemplo coreano
Atual líder em competitividade, a Coreia do Sul já foi uma economia bastante parecida com a brasileira e hoje serve de modelo de desenvolvimento do Brasil.

Em 1980, o Produto Interno Bruto (PIB) per capita do Brasil era de US$ 4,9 mil, e o coreano era de US$ 2,19 mil, segundo dados do Fundo Monetário Internacional (FMI). No ano passado, o PIB per capita brasileiro foi de apenas US$ 16,1 mil, enquanto o coreano chegou a US$ 41,4 mil.

No recorte detalhado estudo da CNI, a Coreia é líder em infraestrutura e logística e ocupa a segunda colocação em disponibilidade e custo de capital, além de ter a terceira melhor educação entre os 18 países analisados.

"A Coreia adotou um modelo mais focado em alguns setores. Houve um incentivo para alguns setores, mas também uma cobrança", diz Fonseca, da CNI. "Com uma mercado interno pequeno, a Coreia não tinha outra opção a não ser se tornar competitiva para aproveitar o mercado externo."
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    segunda-feira, 18 de março de 2019

    Brasil assina acordo que permite aos EUA lançar satélites da base de Alcântara

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    Acordo de uso comercial da base foi assinado em Washington e ainda precisa ser aprovado pelo Congresso. Presidente Bolsonaro está nos EUA para se reunir com Donald Trump.

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    Por Guilherme Mazui, G1 — Brasília 

    Postado em 18 de março 2019 às 19h45m 
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    Brasil e EUA fecham acordo sobre uso da base de lançamentos de Alcântara, no Maranhão 
    Representantes dos governos do Brasil e dos Estados Unidos assinaram nesta segunda-feira (18) em Washington (EUA) um acordo de salvaguardas tecnológicas (AST) para permitir o uso comercial do centro de lançamento de Alcântara, no Maranhão.

    Na prática, o acordo prevê que os Estados Unidos poderão lançar satélites e foguetes da base maranhense. O território continuará sob jurisdição brasileira.
    EUA usarão a base de Alcântara para lançamento de foguetes e satélites   — Foto: ArquivoEUA usarão a base de Alcântara para lançamento de foguetes e satélites — Foto: Arquivo

    O acordo foi assinado em uma cerimônia na Câmara Americana de Comércio. Do lado do Brasil, assinaram o acordo os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Marcos Pontes (Ciência e Tecnologia). O presidente Jair Bolsonaro acompanhou a assinatura.

    Bolsonaro está em visita oficial aos EUA e terá um encontro nesta terça-feira (19) com o presidente norte-americano Donald Trump.
    O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, durante assinatura do acordo que permite aos EUA lançar satélites da base de Alcântara (MA) — Foto: Alan Santos/Presidência da República O ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, durante assinatura do acordo que permite aos EUA lançar satélites da base de Alcântara (MA) — Foto: Alan Santos/Presidência da República

    Acordo assinado
    O compromisso entre os países é um dos principais atos previstos para a viagem de Bolsonaro. Até a última atualização desta reportagem, o conteúdo do acordo ainda não havia sido divulgado.

    Para entrar em vigor, o acordo exige a aprovação do Congresso Nacional, de acordo com o embaixador do Brasil em Washington, Sérgio Amaral.

    O acordo de salvaguardas tecnológicas entre Brasil e EUA é negociado desde os anos 2000, chegou a ser assinado, porém foi rejeitado pelo Congresso brasileiro. O compromisso tem cláusulas que protegem a tecnologia usada pelos dois países.

    O que diz o governo
    Na semana passada, Bolsonaro defendeu a assinatura do acordo ao fazer um pronunciamento em uma rede social.
    Segundo o presidente, o Brasil está "perdendo dinheiro" há muito tempo por não explorar a base de forma comercial.

    Mais cedo, nesta segunda, em um vídeo publicado nas redes sociais, o ministro da Ciência e Tecnologia, Marcos Pontes, também defendeu a medida.

    Marcos Pontes destacou que o ato respeita a soberania do Brasil, já que a base fica no Maranhão, e que o governo brasileiro buscará firmar acordos com outros países no futuro.
    "É importante ressaltar, como eu já falei ontem, que isso não fere de maneira nenhuma nossa soberania", disse.

    "É um contrato importante, feito naturalmente agora com os EUA e, provavelmente, com outros países em um futuro próximo, também, que nos permita lançar outros foguetes e outras espaçonaves de outros países", acrescentou.

    Pontes ainda informou pelas redes sociais que se reuniu com executivos da empresa SpaceX para tratar da possibilidade de lançamentos de satélites da companhia no Brasil.

    Acordos assinados
    Saiba abaixo todos os acordos assinados entre Brasil e Estados Unidos nesta segunda-feira:
    • Acordo sobre salvaguardas tecnológicas relacionadas à participação dos Estados Unidos em lançamentos a partir do centro espacial de Alcântara e seu guia operacional;
    • Ajuste complementar entre a Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (Nasa) dos Estados Unidos e a Agência Espacial Brasileira (AEB) para cooperação na tarefa de pesquisa de observações de previsão de cintilação;
    • Carta de intenções entre a Agência para o Desenvolvimento Internacional dos Estados Unidos (Usaid) e o Ministério do Meio Ambiente do Brasil.
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    Baleia é encontrada morta com 40 quilos de plástico no estômago

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    Carcaça foi encontrada nas Filipinas. Biólogo diz que animal morreu de fome e desidratação.

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    Por G1 

    Postado em 18 de março de 2019 às 17h20m 

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    Plástico é retirado do estômago de baleia morta encontrada nas Filipinas  — Foto: D'Bone Collector/FacebookPlástico é retirado do estômago de baleia morta encontrada nas Filipinas — Foto: D'Bone Collector/Facebook
    Uma baleia da espécie bicuda de Cuvier foi encontrada em Mabini, na costa das Filipinas, morta com 40 quilos de plástico em seu estômago. A informação foi divulgada pelos cientistas do grupo D'Bone Collector Museum, organização que visa educar as pessoas sobre a preservação do meio ambiente.

    O biólogo marino Darrell Blatchley, fundador da organização, disse em entrevista à rede americana "CNN" que a baleia morreu de desidratação e inanição e vomitou sangue antes de morrer.

    "Eu não estava preparado para a quantidade de plástico", disse Blatchley. "Cerca de 40 quilos de sacas de arroz, sacolas de supermercado, sacolas de plantação de banana e sacolas plásticas em geral. Dezesseis sacas de arroz no total."
    Biólogo retira plásticos do estômago de baleia  — Foto: D'Bone Museum/FacebookBiólogo retira plásticos do estômago de baleia — Foto: D'Bone Museum/Facebook

    Ele ressaltou que havia tantos sacos plásticos no estômago do animal que alguns começaram a se calcificar.

    Blatchley explicou que os cetáceos - uma família de mamíferos aquáticos que inclui baleias e golfinhos - não bebem água do oceano, mas obtêm a água dos alimentos que comem. Como a baleia não era mais capaz de consumir grandes quantidades de comida devido ao plástico ingerido, ela morreu de desidratação e fome.

    Em um comunicado no Facebook, a organização declarou que foi a maior quantidade de plástico que já registrou em uma baleia: "Uma lista completa dos itens de plástico seguirá nos próximos dias. Esta baleia tinha a maior quantidade de plástico que já vimos em uma baleia. É nojento. A ação deve ser tomada pelo governo contra aqueles que continuam a tratar os rios e oceanos como lixeiras".
    Baleia encontrada morta nas Filipinas tinha plástico no estômago — Foto: D'Bone Museum/FacebookBaleia encontrada morta nas Filipinas tinha plástico no estômago — Foto: D'Bone Museum/Facebook
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