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domingo, 10 de março de 2019

Nasa capta pela primeira vez imagens de ondas de choque de aviões supersônicos

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Fotografia faz parte dos esforços para desenvolver aeronave capaz de romper barreira do som sem produzir o chamado 'estrondo sônico' - tão alto que pode ser ouvido no solo.

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Por BBC 

Postado em 10 de março de 2019 às 15h00m 
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Nasa capta pela primeira vez imagens de ondas de choque de aviões supersônicos — Foto: NasaNasa capta pela primeira vez imagens de ondas de choque de aviões supersônicos — Foto: Nasa






















A Nasa, agência espacial americana, capturou imagens inéditas da interação de ondas de choque de dois aviões supersônicos em pleno voo.

As fotos mostram dois jatos T-38 da Força Aérea dos Estados Unidos durante um teste de voo realizado em um centro de pesquisa na Base Aérea de Edwards, na Califórnia.

Originalmente monocromáticas, as imagens são resultado de uma nova tecnologia fotográfica, que levou dez anos para ser desenvolvida.
Elas fazem parte do projeto AirBOS, que busca reduzir o impacto acústico de aeronaves supersônicas.

Há anos, a Nasa se dedica ao desenvolvimento do jato supersônico X-59 QueSST, aeronave que seria capaz de romper a barreira do som sem produzir o chamado "estrondo sônico" (tão alto que pode ser ouvido no solo) .

"Esses dados vão realmente nos ajudar a avançar no entendimento de como essas ondas de choque interagem", afirma Neal Smith, engenheiro de pesquisa da agência espacial.

Como as fotos foram tiradas?
As imagens foram capturadas por um avião King Air B-200, equipado com a nova tecnologia fotográfica, que permite registrar 1,4 mil quadros por segundo.

Ele estava voando a 9 mil metros, a 600 metros acima dos dois jatos T-38 que foram fotografados.
Os jatos T-38 voavam a uma altura de 8,4 mil metros quando as imagens foram captadas pela Nasa — Foto: NasaOs jatos T-38 voavam a uma altura de 8,4 mil metros quando as imagens foram captadas pela Nasa — Foto: Nasa

O teste exigiu alta precisão dos pilotos, uma vez que os aviões supersônicos precisavam voar lado a lado, a cerca de 10 metros de distância um do outro, para que as ondas de choque pudessem interagir.

Além disso, a nova tecnologia permite registrar apenas três segundos, por isso a sincronização tinha que ser perfeita.

Para que servem as fotografias?
Além da beleza estética, as fotos foram tiradas com uma finalidade prática.
A Nasa quer desenvolver aeronaves que não gerem 'estrondo sônico' ao quebrar a barreira do som — Foto: NasaA Nasa quer desenvolver aeronaves que não gerem 'estrondo sônico' ao quebrar a barreira do som — Foto: Nasa

Conforme explicado pela Nasa, o sistema de captura de imagens de alta resolução de ondas de choque vai permitir estudar como essas ondas se comportam e desenvolver aeronaves que não produzam estrondo sônico.

Atualmente, o "estrondo" leva a restrições que limitam a possibilidade de romper a barreira do som sobrevoando áreas populosas.

A capacidade de voar a velocidades supersônicas sem o estampido pode levar ao desenvolvimento de novos modelos de aeronaves. 

O que é o estrondo sônico?
Todos os aviões produzem ondas sonoras durante o voo.

Quando um jato se desloca a uma velocidade de cruzeiro (cerca de 800 km/h), as ondas se movem na frente da aeronave em movimento.
As imagens, originalmente monocromáticas, foram retocadas com cores no computador — Foto: NasaAs imagens, originalmente monocromáticas, foram retocadas com cores no computador — Foto: Nasa

No entanto, ao viajar a velocidades superiores a 1.235,5 km/h (velocidade do som), o avião se move mais rápido que as ondas de propagação sonora, gerando as chamadas ondas de choque.
O estrondo sônico é, essencialmente, o barulho associado às ondas de choque.

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    sábado, 9 de março de 2019

    Os materiais encontrados na natureza que podem substituir o plástico

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    Apesar dos esforços de reciclagem e mudança de hábitos de consumo, a poluição por plástico persiste por causa da grande dependência que temos do material; mas, com ajuda da natureza, é possível achar um plano B.

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    Por BBC 

    Postado em 09 de março de 2019 às 21h00m 
    GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013




    Plástico tem efeitos tóxicos para o meio ambiente — Foto: PixabayPlástico tem efeitos tóxicos para o meio ambiente — Foto: Pixabay
    Canudos, sacolas e garrafas pet são os plásticos descartáveis mais vilanizados atualmente em campanhas de defesa do meio ambiente, mas o problema maior é a grande dependência humana do polietileno. Do transporte aos serviços de alimentação, o plástico está em toda parte, e o combate a essa "poluição branca" levará a uma mudança radical no próprio material.

    Felizmente, cientistas, engenheiros e designers estão mudando o foco para alternativas sustentáveis que criam ecossistemas circulares com menos desperdício - madeira líquida, uso de algas marinhas em sistemas de isolamento térmico e substitutos para polímeros feitos de amido de plantas fermentadas, a exemplo do milho e da batata.

    Veja abaixo algumas alternativas que apontam para novos caminhos em questões como abrigar adequadamente uma população crescente, compensar as emissões de carbono e devolver nutrientes à terra.

    Lã de pedra
    A lã de pedra surge da rocha magmática - que se forma depois que a lava esfria - e de um produto descartado na produção do aço chamado escória; essas substâncias são fundidas e transformadas em fibras, que se parecem com um algodão doce.

    Ao contrário do isolamento térmico à base de fibra de vidro (feito com vidro reciclado) ou espuma de poliuretanto (materiais geralmente usados para bloquear a transferência de calor em sótãos e telhados), a lã de pedra pode ter propriedades especiais, incluindo resiliência ao fogo, capacidades acústicas e térmicas, resistência à água e durabilidade em condições climáticas extremas.

    Nos últimos anos, a lã de pedra ganhou força entre arquitetos e designers preocupados com o meio ambiente em busca de materiais de construção sustentáveis e que sejam econômicos e estéticos.

    O Grupo Rockwool é um dos principais fabricantes de isolamento de lã de pedra e gerencia unidades na Europa, América do Norte e Ásia. A empresa instalou o material em edifícios comerciais e industriais ao redor do mundo, incluindo a O2 Arena, de Londres, e o Aeroporto de Hong Kong.

    Fungos remodelados
    Cogumelos não são apenas ingredientes saborosos refogados ou em molhos. Em breve, fungos que crescem em árvores e cogumelos do solo da floresta poderão substituir materiais de poliestireno, embalagens, isolamento acústico, móveis, materiais aquáticos e até artigos de couro.

    Na MycoWorks, uma equipe de engenheiros criativos, designers e cientistas trabalha para extrair tecidos de cogumelos e solidificá-los em novas estruturas. O objetivo é moldar fungos em outros materiais orgânicos, a exemplo da borracha ou cortiça. Outra empresa, a Evocative Design, sediada em Nova York, utiliza o micélio - o caule - como agente aglutinante na produção de painéis de madeira e para embalagens retardantes de chamas.
    Substitutos naturais para plásticos podem ajudar a reverter a maré crescente de resíduos plásticos nos oceanos — Foto: Fábio Tito/G1Substitutos naturais para plásticos podem ajudar a reverter a maré crescente de resíduos plásticos nos oceanos — Foto: Fábio Tito/G1

    Cogumelos consistem em uma rede de filamentos chamados hifas. Em condições adequadas, seus corpos frutíferos - as estruturas especializadas na produção de esporos - se multiplicam rapidamente. Enquanto isso, o micélio pode ser cultivado em praticamente qualquer resíduo agrícola, da serragem a cascas de pistache. E pode ser moldado em qualquer formato, criando polímeros naturais tão aderentes quanto a cola mais forte do mercado. Além disso, esquentados em temperaturas precisas, eles se tornam inertes, param de se multiplicar.

    Enquanto cantarelo, shitake e portobello vão melhor com uma pizza do que um gesso de cogumelos, uma coisa é certa: o futuro é do fungos.

    Tijolos de urina
    A fabricação do cimento, principal ingrediente do concreto, é responsável por cerca de 5% das emissões de dióxido de carbono do mundo. Por isso, pesquisadores e engenheiros trabalham para criar alternativas com menos gasto de energia. Entre as opções estão tijolos feitos a partir dos restos de produção de cerveja, concreto modelado a partir de quebra-mares romanos (misturas de cal e rocha vulcânica que formam um material altamente estável) e tijolos feitos de… urina.

    Como parte de sua monografia, o estudante da Faculdade de Arte de Edimburgo Peter Trimble trabalhava em uma exposição que tratava de sustentabilidade. Quase que por acidente, ele criou o Biostone, uma mistura de areia, nutrientes e ureia - substância da urina humana.

    Por um ano, Trimble testou centenas de fórmulas em que acrescentava uma solução bacteriana a areia em um molde. Eventualmente, os microrganismos metabolizaram a mistura de areia, ureia e cloreto de cálcio, colando as moléculas de areia.

    O design de Trimble substituiria métodos de uso intensivo de energia por um processo biológico que não produz gases de efeito estufa. O material ainda precisaria ser reforçado para ter a mesma resistência que o concreto, e, se for possível, ele poderia se tornar uma opção barata para se construir estruturas temporárias.

    De todo modo, a Biostone já gerou uma discussão sobre maneiras pelas quais a manufatura industrial pode se tornar mais sustentável. Isso seria particularmente relevante na África Subsaariana e em outros países em desenvolvimento onde a areia está prontamente disponível.

    Esses tijolos biológicos têm, no entanto, uma desvantagem ambiental: o mesmo metabolismo bacteriano que os solidifica também transforma a ureia em amônia, o que pode poluir as águas subterrâneas se vazarem para o meio ambiente.

    Um compensado mais verde
    Apesar do que parece, o compensado de madeira, usado em móveis em todo o mundo, não tem assento no panteão da construção verde. A cola usada para aglutinar as fibras de madeira contém formaldeído - uma substância incolor, inflamável, de cheiro forte e conhecida como irritante respiratório e carcinogênico. Isso significa que sua prateleira de madeira falsa está silenciosamente liberando toxinas no ar.

    A empresa NU Green criou um material feito de resíduos industriais ou fibras de madeira recuperadas. O Uniboard, como é chamado, preserva árvores e reduz o lixo de aterros sanitários enquanto produz menos gases do efeito estufa do que o tradicional compensado de madeira - e não contém toxinas. A empresa é pioneira no uso de fibras renováveis como caules de milho e lúpulo e sem adição de resina de formaldeído para servir de cola.
    Placas de madeira contém colas que podem liberar vapor tóxico de formaldeído — Foto: PixabayPlacas de madeira contém colas que podem liberar vapor tóxico de formaldeído — Foto: Pixabay

    Não é segredo que a extração de petróleo, necessária para produzir plástico, traz consequências ambientais devastadoras. Mas ainda pior é como esse plástico é descartado, pois os produtos químicos nele contidos acabam chegando a alimentos, bebidas e águas subterrâneas. E o mais chocante é que a reciclagem apenas retarda a chegada do plástico aos aterros sanitários ou oceanos, uma vez que o material é apenas quebrado em fragmentos cada vez menores, mas nunca completamente degradados.

    Alguns relatórios preveem que, até 2030, 111 milhões de toneladas de plástico vão acabar em aterros sanitários e oceanos. Reciclar é um passo na direção certa, mas para reverter de fato esse curso é preciso buscar alternativas ao plástico.

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    Em fevereiro foi registrado maior volume de saques da poupança dos últimos três anos, diz BC

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    No mês passado, saques superaram os depósitos na modalidade de investimentos em R$ 4,02 bilhões, informou a instituição. No bimestre, R$ 15,25 bilhões foram sacados da poupança.

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    Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 

    Postado em 09 de março de 2019 às 19h45m 
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    As retiradas de recursos da caderneta de poupança superaram os depósitos em R$ 4,020 bilhões em fevereiro deste ano, informou nesta sexta-feira (8) o Banco Central. Este foi o quinto ano seguido com saída líquida de recursos da poupança e foi, também, a maior retirada em meses de fevereiro desde 2016 – ou seja, em três anos.

    CAPTAÇÃO LÍQUIDA DA CADERNETA DE POUPANÇA EM FEVEREIRO
    RESULTADO É NEGATIVO QUANDO SAQUES SUPERAM OS DEPÓSITOS
    Created with Highcharts 5.0.9EM R$ BILHÕES1.8591.859-6.263-6.263-6.638-6.638-1.670-1.670-708-708-4.020-4.020201420152016201720182019-8k-6k-4k-2k02k4k
    Fonte: BANCO CENTRAL

    Ainda de acordo com dados oficiais, a retirada líquida de recursos da modalidade de investimentos (acima dos depósitos) foi de R$ 15,253 bilhões no primeiro bimestre deste ano. Foi o maior saque para este período desde 2016 (-R$ 18,670 bilhões).

    Segundo o Banco Central, os depósitos superaram os saques em R$ 38,2 bilhões em 2018.

    Volume total de recursos
    Com a saída líquida de recursos na poupança, o estoque dos valores depositados, ou seja, o volume total aplicado, registrou queda em fevereiro.

    Em janeiro de 2019, o saldo da poupança estava em R$ 788,898 bilhões. Já em fevereiro deste ano o estoque total de recursos aplicados na poupança somou R$ 787,933 bilhões.

    Além dos depósitos e das retiradas, os rendimentos creditados nas contas dos poupadores também são contabilizados no estoque da poupança. Em fevereiro deste ano, os rendimentos somaram R$ 2,965 bilhões.

    Atratividade da poupança
    Com a queda dos juros básicos da economia registrada até março de 2018 e a manutenção desde então da taxa Selic na mínima histórica de 6,5% ao ano, a caderneta de poupança passou a render menos.

    Pela norma em vigor, há corte no rendimento da poupança sempre que a taxa Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano. Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC.

    Com a taxa Selic atualmente em 6,5% ao ano, a remuneração da poupança está hoje em 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.

    Mas a queda de rendimento afeta também as aplicações conhecidas como pré-fixadas, que têm por base a Selic.

    Segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".

    Analistas avaliam que o Tesouro Direto, programa que permite a pessoas físicas comprar títulos públicos pela internet, via banco ou corretora, sem necessidade de aplicar em um fundo de investimentos, também pode ser uma boa opção para os investidores. O programa tem atraído o interesse de aplicadores nos últimos anos.

    Além disso, outras aplicações financeiras também têm registrado performance melhor do que a poupança. No ano passado, por exemplo, ouro e dólar foram os melhores investimentos. A poupança ficou na décima colocação (Veja abaixo).
     — Foto: Fernanda Garrafiel/G1— Foto: Fernanda Garrafiel/G1


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