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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019

Reduzir, reutilizar e reciclar: como seis comunidades em diferentes partes do mundo enfrentam o problema do lixo

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'Para cada cidade, a solução pode ser diferente', diz autora de um relatório do Banco Mundial que apontou soluções para descarte adequado dos resíduos.
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Por Lara Pinheiro, G1 

Postado em 04 de fevereiro de 2019 às 22h00m 
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Palau, Japão, San Francisco, Tunísia, Burkina Faso, Israel: seis exemplos de países que inovaram ao lidar com o lixo. — Foto: Fotos: Google Street View e Pixabay. Montagem: G1

Descarte a vácuo, proibição de garrafas de plástico, multas, reciclagem obrigatória, valorização de técnicas tradicionais de compostagem: essas foram algumas medidas adotadas por países ao redor do mundo para diminuir a quantidade de lixo produzida ou descartada de forma inadequada todos os anos.
Os exemplos são de um relatório do Banco Mundial, publicado no ano passado.
A ideia era apresentar um conjunto diversificado de experiências globais, com diversidade regional, socioeconômica e populacional, assim como uma variedade de assuntos abordados. Para cada cidade, a solução pode ser diferente, explica Silpa Kaza, especialista em desenvolvimento urbano do Banco Mundial e autora do relatório.
Kaza ressalva que a intenção não foi, entretanto, promover uma prática em detrimento de outras. "Existem muitas outras boas práticas para serem compartilhadas globalmente — e algumas funcionarão em alguns lugares e não em outros, diz.

Além de cinco lugares mencionados no relatório do Banco — San Francisco, Tunísia, Palau, Israel e Burkina Faso — o G1 também encontrou, numa pequena cidade do Japão, uma forma inovadora de lidar com o lixo.

Veja como esses seis lugares criaram soluções para lidar com o lixo:

San Francisco, EUA
Existem três tipos de lixeira em San Francisco: a verde é para compostagem, a azul, para reciclagem, e a preta, para os resíduos destinados a aterros. — Foto: San Francisco Department of the EnvironmentExistem três tipos de lixeira em San Francisco: a verde é para compostagem, a azul, para reciclagem, e a preta, para os resíduos destinados a aterros. — Foto: San Francisco Department of the Environment
  • Como inovou: programas de reciclagem e compostagem obrigatórios, proibição de materiais que prejudicam o meio ambiente, incentivos financeiros aos moradores
Em 2002, San Francisco anunciou a intenção de zerar, até 2020, a quantidade de lixo descartada em aterros na cidade. A cidade tem um programa obrigatório de compostagem e reciclagem e ações de educação para moradores, além de incentivos financeiros: residentes têm descontos em taxas de gestão do lixo se separarem os resíduos corretamente.

Os resíduos ficam distribuídos em três tipos de lixeira: a de compostagem, a de reciclagem e a destinada ao aterro. Funcionários percorrem as vizinhanças e monitoram o lixo. Se um local tem descarte errado com frequência, por exemplo, os moradores recebem visitas domiciliares para entender como devem jogar o lixo fora.

Além disso, é proibido vender sacolas plásticas em supermercados e farmácias e garrafas de plástico pequenas (menos de 621mL).
O isopor de poliestireno, normalmente usado em copos, embalagens e coolers, foi proibido em San Francisco. — Foto: Unsplash O isopor de poliestireno, normalmente usado em copos, embalagens e coolers, foi proibido em San Francisco. — Foto: Unsplash

Uma legislação que entrou em vigor no ano passado baniu, ainda, o uso e a venda de produtos de isopor de poliestireno — que não é reciclável — dentro da cidade. O material é encontrado, principalmente, em copos e coolers. As empresas que descumprem a lei podem pagar multa de até 500 dólares (cerca de R$ 1.857), segundo o departamento de meio ambiente da cidade.

Graças às iniciativas, a cidade conseguiu, em 2012, alcançar uma taxa de 80% de reutilização do lixo, segundo apuração da revista 'Wired'. A média americana é de 34%. No ano passado, San Francisco anunciou uma nova meta: reduzir, pela metade, a quantidade de lixo da cidade que é descartada em aterros até 2030, em comparação a 2015.

Silpa Kaza acredita que seria possível fazer as medidas adotadas em San Francisco funcionarem no Brasil — mas alguns ingredientes seriam necessários.

"Seria fantástico e certamente possível se houvesse financiamento suficiente, instituições e leis fortes, mecanismos de aplicação, vontade política e engajamento cidadão, entre outras coisas", diz.

Tunísia
Coletores reúnem o lixo para reciclagem na Tunísia — Foto: Via relatório do Banco MundialColetores reúnem o lixo para reciclagem na Tunísia — Foto: Via relatório do Banco Mundial
  • Como inovou: remunera pessoas que recolhem plástico e metal das ruas
O país lançou, em 2001, o programa Eco-Lef, para lidar com o problema das embalagens descartadas que iam para aterros. Coletores de lixo individuais ou informais podem recolher embalagens usadas de plástico e metal e levá-las a um dos 221 postos de recolhimento do Eco-Lef em troca de remuneração, que varia de acordo com o tipo e a quantidade de embalagens recolhidas.

Segundo o Banco Mundial, os coletores ganham 700 dinars tunisianos (cerca de R$ 880) por cada tonelada de embalagens plásticas entregues. Desde 2001, já foram recolhidas 150 mil toneladas de embalagens de plástico.
Reciclagem feita no programa Eco-Lef, na Tunísia — Foto: Università degli Studi di Siena/Agence Nationale de Gestion des DéchetsReciclagem feita no programa Eco-Lef, na Tunísia — Foto: Università degli Studi di Siena/Agence Nationale de Gestion des Déchets

Em 2018, o orçamento anual do programa foi de 5,8 milhões de dólares (cerca de R$ 21,6 milhões). Ele é financiado e administrado em parcerias da iniciativa privada com o governo (não precisamos dar o nome da agência).

A depender do tipo de plástico, de 70% a 90% dos resíduos são reciclados, com a participação de mais de 70 recicladores privados ativos que recebem plástico recolhido pelo sistema Eco-Lef. A iniciativa já gerou cerca de 18 mil empregos.

Israel
Yavne teve o primeiro bairro de Israel com descarte a vácuo de lixo — Foto: Google Street View Yavne teve o primeiro bairro de Israel com descarte a vácuo de lixo — Foto: Google Street View
  • Como inovou: sistema a vácuo de coleta de lixo na cidade de Yavne
Em 2012, Israel inaugurou uma vizinhança verde — Neot Rabin — na cidade histórica de Yavne. O bairro tem o primeiro sistema a vácuo automatizado de coleta de lixo do país.

Prédios com o mecanismo usam uma rede de canos que passam por baixo da superfície para conectar cada residência a uma unidade de depósito central de lixo.

Em cada andar, os moradores jogam fora os resíduos em duas calhas: uma com lixo seco e outra com lixo úmido ou molhado. Uma vez por semana, o lixo é bombeado ou sugado a vácuo por um cano, em velocidades de 50 a 80 km/h, para o depósito central, onde será removido e transportado.

Com base no sucesso do projeto, a cidade de Yavne começou a substituir as latas de lixo públicas da cidade com o sistema. Em 2015, segundo o Banco Mundial, havia cerca de 30 pontos de coleta com o sistema em áreas públicas — incluindo parques, escolas, e ruas. 

Outras duas cidades israelenses, Ra’anana e Bat Yam, também começaram a montar sistemas parecidos.
Iniciativas semelhantes existem ainda em outras cidades do mundo, como Barcelona.

Palau
Quem compra garrafas de plástico com menos de 940 mL em Palau precisa Quem compra esses produtos precisa pagar uma taxa de 10 centavos de dólar (cerca de R$ 0,37).  — Foto: PixabayQuem compra garrafas de plástico com menos de 940 mL em Palau precisa Quem compra esses produtos precisa pagar uma taxa de 10 centavos de dólar (cerca de R$ 0,37). — Foto: Pixabay
  • Como inovou: taxa para compra de garrafas e sistema que devolve dinheiro ao consumidor que retorna o lixo a locais de coleta
No país — um arquipélago de mais de 500 ilhas no Pacífico com apenas 21 mil habitantes e que recebe em média 12,5 mil visitantes por mês, o plástico representa 32% do lixo.

Para combater esse aumento, o governo aprovou uma legislação sobre o descarte de garrafas de plástico, vidro ou metal contendo 940mL ou menos. Quem compra esses produtos precisa pagar uma taxa de 10 centavos de dólar (cerca de R$ 0,37).

Quando a pessoa devolve o recipiente a um coletor, ela recebe metade desse valor de volta. Do que é retido, metade vai para o governo da capital, Koror, e o resto vai para o governo federal, para cobrir os custos administrativos.

Para Silpa Kaza, o exemplo de Palau é o que poderia ser aplicado mais prontamente no Brasil.
"Uma tendência universal é a de [que existam] incentivos financeiros. O sistema pneumático de Israel, por exemplo, iria requerer muita construção subterrânea — e financiamento significativo! Pode não ser a melhor ideia para cidades densas, onde seria difícil de implementar. O tampouré [veja mais abaixo] só faria sentido se houvesse uma grande porção orgânica de resíduos, se as pessoas tivessem espaço no quintal e o tipo certo de clima", explica.
Segundo o Banco Mundial, durante a operação plena do programa, de 2011 a 2016, Palau conseguiu arrecadar 2,2 milhões de dólares (cerca de R$ 8,2 milhões) e devolveu R$ 14,5 milhões aos consumidores, com o recolhimento de mais de 88 milhões de recipientes.

Já existem iniciativas semelhantes em vários países da Europa, como a Noruega — onde é possível devolver recipientes plásticos, por exemplo, e receber vouchers ou moedas em troca.

Japão
A loja Kuru-kuru, em Kamikatsu, permite que moradores levem produtos que não usam mais para serem retirados de graça por outras pessoas.  — Foto: Departamento de planejamento e proteção ambiental de KamikatsuA loja Kuru-kuru, em Kamikatsu, permite que moradores levem produtos que não usam mais para serem retirados de graça por outras pessoas. — Foto: Departamento de planejamento e proteção ambiental de Kamikatsu
  • Como inovou: eliminou veículos de coleta de lixo, estabeleceu lojas para reutilização de produtos e criou subsídios para máquinas de compostagem caseiras
Com cerca de 1,6 mil habitantes, a cidade de Kamikatsu, no sudoeste do Japão, começou o projeto de produzir zero lixo em 2002. Naquele ano, a cidade começou a separar o lixo em 34 tipos, e, em 2003, a cidade aprovou unanimemente a primeira declaração de lixo zero do Japão. Antes da política, os resíduos costumavam ser incinerados.

Depois da iniciativa, a regra passou a ser "reduzir [o lixo], reutilizar e reciclar". Kamikatsu criou uma loja de recicláveis — os moradores podem levar itens dos quais não precisam mais, mas que ainda têm serventia, e outras pessoas podem retirá-los de graça. A loja também oferece produtos refabricados a partir de tecidos e algodão que não são mais necessários, usando métodos tradicionais aprendidos com os idosos do município.
Os próprios moradores de Kamikatsu são responsáveis por levar o lixo ao local de reciclagem. — Foto: Divisão de planejamento e proteção ambiental de KamikatsuOs próprios moradores de Kamikatsu são responsáveis por levar o lixo ao local de reciclagem. — Foto: Divisão de planejamento e proteção ambiental de Kamikatsu

A cidade estabeleceu, ainda, um subsídio financeiro para moradores comprarem máquinas elétricas de eliminação de resíduos, de uso doméstico. Assim, o lixo orgânico é transformado em adubo por cada residência, que costuma ter um quintal ou terra para plantio.

Para reduzir a quantidade de lixo que é incinerada, os moradores separam metodicamente todos os tipos de lixo, para que negócios de reciclagem possam reutilizar os produtos. A cidade não utiliza veículos de coleta — os moradores levam os resíduos a uma estação de descarte intermediária dentro da cidade.

De 1998 a 2015, Kamikatsu conseguiu aumentar a taxa de reciclagem de 55% para quase 80%. Já o volume destinado à incineração caiu de 136 toneladas em 1998 para 61 em 2015.

Burkina Faso
O governo de Burkina Faso incentiva financeiramente a prática tradicional de compostagem, o tampouré — Foto: Google Street View (Hari Das) O governo de Burkina Faso incentiva financeiramente a prática tradicional de compostagem, o tampouré — Foto: Google Street View (Hari Das)
  • Como inovou: concedeu financiamentos para incentivar prática tradicional de compostagem
No país do oeste africano, já era costume local guardar o lixo orgânico por meio de uma prática chamada de tampouré — que consiste em armazená-lo na frente das casas nas estações secas e, antes das primeiras chuvas, os moradores espalham o material pelo solo.
O composto serve como adubo para melhorar a produtividade em áreas pouco férteis.

Percebendo isso, o governo resolveu incentivar a prática, financiando a construção de poços de adubo. Entre 2005 e 2012, a gestão federal desenvolveu parcerias e construiu 15 mil poços de adubo no leste do país, informa o Banco Mundial.

Hoje, são produzidas cerca de duas milhões de toneladas de fertilizante orgânico por ano em Burkina Faso.


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BMW não estará no Salão Duas Rodas de 2019

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Marca afirma que irá focar em atividades específicas para clientes e fãs. Maior evento de motos na América Latina acontecerá em novembro, em São Paulo.
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Por G1 

Postado em 04 de fevereiro de 2019 às 22h10m 
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Estande da BMW no Salão Duas Rodas 2017 — Foto: Marcelo Brandt/G1

A BMW anunciou nesta segunda-feira (4) que não irá participar do Salão Duas Rodas de 2019. O evento é a maior feira de motos da América Latina, enquanto a fabricante é a líder de vendas do segmento de luxo no Brasil.

No comunicado, de um parágrafo, a BMW afirma que irá "se retirar" do evento, com o objetivo de "focar e fortalecer o engajamento em atividades específicas de experiência da marca", e que "está constantemente examinando a sua presença em feiras e outros compromissos".

A BMW encerrou 2018 como a quinta maior vendedora de motocicletas do Brasil, com 7.158 unidades comercializadas. A empresa possui fábrica em Manaus.

A edição de 2019 do Salão Duas Rodas será realizada entre os dias 19 e 24 de novembro, no São Paulo Expo. Ainda não há informações sobre as vendas de ingressos e nem quais montadoras irão participar do evento.
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Mercado passa a prever inflação abaixo de 4% e juro básico estável em 2019

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Previsão para o IPCA de 2019 passou de 4% para 3,94%. Analistas dos bancos estimam que não haverá aumento dos juros básicos da economia neste ano.
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília 

Postado em 04 de fevereiro de 2019 às 13h35m 
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Os economistas do mercado financeiro passaram a prever inflação abaixo de 4% em 2019, ao mesmo tempo em que estimam que não haverá aumento dos juros básicos da economia no decorrer deste ano. Os juros básicos da economia são fixados pelo Banco Central (BC).

As previsões constam no boletim de mercado, também conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta segunda-feira (4) pelo BC. O relatório é resultado de levantamento feito na semana passada com mais de 100 instituições financeiras.

Para 2019, os analistas das instituições financeiras diminuíram a expectativa de inflação de 4% para 3,94%. Essa foi a terceira queda seguida do indicador e, também, foi a primeira vez que o mercado estimou que o IPCA ficará abaixo de 4% neste ano.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic). A meta central deste ano é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

Para 2020, o mercado financeiro manteve em 4% sua estimativa de inflação – em linha com a meta central, que também é de 4% para o próximo ano. No ano que vem, a meta terá sido oficialmente cumprida se a inflação oscilar entre 2,5% e 5,5%.

Estimativas do mercado para a economia
Taxas esperadas de 2019 a 2022
Created with Highcharts 5.0.9Inflação (em %)PIB (em %)Selic (em %)Câmbio (R$ por dólar)201920202021202223456789
Fonte: Banco Central

Juros básicos da economia
O mercado baixou, na semana passada, sua estimativa para os juros básicos da economia no fim de 2019, de 7% para 6,5% ao ano (atual patamar da taxa Selic, que também é a mínima histórica).

Isso quer dizer que os economistas dos bancos deixaram de projetar aumento da taxa de juros, que serve de referência para todo mercado, no decorrer deste ano.

Para o fim de 2020, a previsão para os juros continuou em 8% ao ano. Com isso, os analistas seguem prevendo alta dos juros no ano que vem. 

Produto Interno Bruto
Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, a previsão do mercado financeiro permaneceu inalterada em 2,50% na semana passada.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

Para o ano que vem, a expectativa do mercado financeiro para expansão da economia continuou também em 2,50%.

Os economistas dos bancos não alteraram a previsão de expansão da economia para 2021 e para 2022 – que seguiu em 2,50% para os dois anos.

Outras estimativas
  • Dólar - A projeção do mercado financeiro para a taxa de câmbio no fim de 2019 recuou de R$ 3,75 para R$ 3,70 por dólar. Para o fechamento de 2020, caiu de R$ 3,78 para R$ 3,75 por dólar.
  • Balança comercial - Para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2019 caiu de US$ 52 bilhões para US$ 51 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado para o superávit recuou de US$ 49 bilhões para US$ US$ 47,65 bilhões.
  • Investimento estrangeiro - A previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2019, caiu de US$ 80 bilhões para US$ 79,5 bilhões. Para 2020, a estimativa dos analistas recuou de US$ 82,44 bilhões para US$ 80 bilhões.
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domingo, 3 de fevereiro de 2019

Explosão causada por queda de meteorito sacode oeste de Cuba

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Incidente foi registrado na província de Pinar del Río, na noite desta sexta-feira (1º). Não há relatos de feridos, segundo autoridades.
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Por France Presse 

Postado em 03 de fevereiro de 2019 às 16h00m 
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Morador exibe pedaço de meteorito em Viñalez — Foto: Fatima Rivero/Telepinar/AFP

A queda de um meteorito causou nesta sexta-feira (1º) uma forte explosão antecedida de um clarão no céu que sacudiu vários municípios da província cubana de Pinar del Río, segundo um membro do instituto estatal de astronomia.

"A explosão sentida em vários territórios da província Pinar del Río, no extremo ocidental de Cuba, poderia ser o resultado de um meteorito", detalhou a Prensa Latina.

"Estamos na presença de um meteorito de tipo pétreo, que tem uma liga de ferro e níquel e também tem uma grande quantidade de silicato de magnésio", disse Efrén Jaimez Salgado, do Instituto Nacional de Geofísica e Astronomia, citado pela Rádio Guamá.

Jaimez afirmou que o maior fragmento encontrado até agora é de 11 centímetros.
Alguns dos pedaços de meteorito que caíram em Viñalez — Foto: Fatima Rivero/Telepinar/AFPAlguns dos pedaços de meteorito que caíram em Viñalez — Foto: Fatima Rivero/Telepinar/AFP

O estrondo e o clarão no céu aconteceram por volta das 14h do horário local e foram reportados por muitas pessoas em suas redes sociais. Jornalistas da Telepinar divulgaram fotografias de rochas pretas do tamanho de um punho que caíram no povoado de Viñales.

O vice-presidente do Conselho da Administração em Viñales, Osmany Moseguí, disse que não há registros de pessoas afetadas.

"Em Viñales caíram várias partículas de pedras. A maior de que temos notícia é de entre 20 e 30 centímetros, na estrada que leva ao Mural da Pré-história, uma das atrações do destino turístico pinarenho, e deixou marcas do impacto", afirmou.

A sede em Key West do Serviço Nacional do Clima (NWS, sigla em inglês) informou via Twitter que recebeu relatos sobre um "meteorito visto no céu sobre as Florida Keys".

      Post.N.\8.579  
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