Total de visualizações de página

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Biólogo brasileiro reúne imagens de todas as cobras já identificadas no Cerrado

==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
\..________-------------------- ----------------------------------------------------------------=---------------------------------------------------------------------------------------________../

  Gipope  - Intelligence & Solutions®.
  NOTÍCIAS  &  INFORMAÇÕES.  
   Brasil    -.x.x.-.> Ciências & Natureza - Répteis & Biodiversidade - Estudos & Pesquisas - ][> Fatos & Fotos <][

Em livro ilustrado, Cristiano de Campos Nogueira quer reduzir rejeição da população aos répteis e permitir convivência mais harmoniosa.

.________---------------------------------------------------------------------------------------=--------------------------------------------------------------------------------------________..
/==---____--------------------__________________::__________________==..===..==..===___________________::________________----------------------____---==\

BBC
Por BBC
Postado em 18 de dezembro de 2017 às 11h30m


Biólogo brasileiro reúne em livro ilustrado imagens de todas as cobras já identificadas no Cerrado | (Foto: Divulgação)

Nascido e criado no Cerrado brasileiro, o biólogo Cristiano de Campos Nogueira, do Departamento de Ecologia do Instituto de Biociências (IB) da USP, sempre se interessou pela região, principalmente pelas cobras que lá vivem. Na época de sua juventude, elas praticamente não eram estudadas.

Então, quando cursava Biologia, na mesma USP, em 1996, começou suas pesquisas sobre a diversidade de serpentes do bioma, o segundo maior do Brasil, com 22% do território nacional.

O resultado desse trabalho é o livro Serpentes do Cerrado - Guia Ilustrado, que registra em imagens todas as cobras identificadas até hoje na chamada savana brasileira.
Pesquisa sobre serpentes do bioma começou em 1996 (Foto: Divulgação) 

A obra, produzida com seu colegas Otavio Augusto Vuolo Marques, do Instituto Butantan; André Eterovic, da Universidade Federal do ABC; e Ivan Sazima, da Unicamp, reúne 185 fotografias de 135 espécies de serpentes, muitas delas difíceis de serem encontradas e várias até mesmo na lista de espécies ameaçadas de extinção.

Algumas foram fotografadas no Instituto Butantan, mas a grande maioria foi mesmo capturadas no campo, em locais como o Parque Nacional das Emas e Chapada dos Veadeiros, em Goiás; no Jalapão, em Tocantins; na região de Brasília; na Chapada dos Guimarães, no Mato Grosso; e no Parque Nacional Grande Sertão Veredas, na divisa entre Minas Gerais e Bahia, entre outras.
Jalapão, na serra do Espírito Santo é um dos pontos onde são encontradas espécies com frequência (Foto: Divulgação) 

"Os maiores obstáculos foram a imensa extensão territorial do Cerrado, que cobre quase 2 milhões de quilômetros quadrados, e a extrema dificuldade me encontrar serpentes na natureza", conta Nogueira.

"Cobras são o grupo de vertebrados mais difícil de se amostrar em campo. Para um bom inventário desses animais, ainda mais em regiões ricas como o Cerrado, onde uma mesma localidade pode abrigar até cerca de 60 espécies diferentes, são necessários muitos anos para que haja uma boa amostragem."

Ele conta que em um mês em campo só é possível ver, em média, de cinco a 10 espécimes, número que, com muito trabalho e sorte, pode chegar a 20.

O objetivo do trabalho é ensinar as pessoas a reconhecer serpentes (Foto: Divulgação) 

Segundo Nogueira, antes do seu trabalho, praticamente não se sabia nada sobre serpentes do Cerrado. Por isso, suas pesquisas procuraram determinar o número de espécies existentes, quais as mais comuns e as mais raras, em que ambiente vivem, quantas e quais são endêmicas (que só existem na região), qual a sua dieta e quando e como se reproduzem. "São questões básicas de História Natural, que não eram conhecidas", diz.

"Era como estudar dois temas cercados de total desconhecimento e muito preconceito. Primeiro, as próprias cobras, que por falta de conhecimento são tidas como animais perigosos e muitas vezes perseguidos. O segundo, o Cerrado, completamente desconhecido e desvalorizado dentro e fora do Brasil. Foi uma descoberta atrás da outra."

O objetivo do trabalho de Nogueira não é exclusivamente científico. "Também queremos ensinar as pessoas que encontram serpentes na natureza a identificá-las e conviver com elas", explica. "No nosso trabalho percebemos que a população tem um desconhecimento muito grande sobre as cobras, o que gera um preconceito contra elas. Como não sabem diferenciar as venenosas das que não são, acaba matando todas que encontram, até mesmo alguns lagartos que, por não terem patas, são confundidos com serpentes."

De acordo com Nogueira, a maior parte das cobras do cerrado não são venenosas, mas mesmo assim são perseguidas e mortas, indiscriminadamente, em todas as áreas rurais onde foram feitos os estudos. Nesse sentido, o seu trabalho já trouxe resultados. "Ao mostrar as espécies aos moradores locais, ao explicar sua relevância e que são, em geral inofensivas, muitas pessoas pararam de matá-las em fazendas e localidades de estudo por onde andei ao longo de meu mestrado e doutorado", conta.

No área científica propriamente dita, o trabalho de Nogueira também trouxe resultados significativos, como a descoberta de espécies já ameaçadas de extinção. É o caso da corre-campo (Philodryas lívida), registrada pelo pesquisador no Parque Nacional das Emas. Como seu nome popular sugere, essa serpente vive em regiões de campo, onde praticamente não há água e a vegetação se limita a gramíneas.

"Essas áreas são as primeiras a desaparecer, para dar espaço à agricultura mecanizada", diz. "São chapadas, planas, altas e fáceis de operar as máquinas, e, por isso, muito cobiçadas para produção de milho e soja, por exemplo."

A descoberta de novas espécies de cobras foi outro resultado dos estudos de Nogueira, muitas ainda não descritas, sem nome científico disponível. "Houve também o encontro de espécies do gênero Siagonodon, como S. acutirostris", diz. "Em geral são espécies fossórias, ou seja, que vivem a maior parte do tempo sob o solo, em galerias subterrâneas, onde se alimentam e evitam os efeitos de variação de umidade e de temperatura e da ação do fogo. É uma adaptação importante, e muitas novas espécies nestes grupos vêm sendo descobertas e depois descritas. A fauna fossorial é bastante rica no cerrado."

Parte das cobras foram fotografadas no Instituto Butantan, em São Paulo (Foto: Divulgação) 

Segundo Nogueira, essas descobertas e os conhecimentos agregados ao longo deste trabalho serviram, por exemplo, para auxiliar a revisão da lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção. Além disso, integraram também um estudo mundial recente mapeando, pela primeira vez, todas as espécies de répteis do planeta. "Nesse trabalho, o cerrado surgiu como uma zona de alta riqueza e relevância", diz o pesquisador. "Sem os estudos de base, como o nosso, teria sido um grande vazio nos mapas, uma 'terra incógnita', como era até bem recentemente."

Os bons resultados e o livro não encerram o trabalho de Nogueira, no entanto. "Ele ainda está em andamento", diz. "Hoje passamos de uma fase de documentação básica da diversidade para estudar a conservação das serpentes, e para entender o papel delas e dos répteis em geral do cerrado no contexto de sua distribuição no planeta. No início era fazer o básico: quais são, onde estão. Hoje, é entender no contexto de conservação da diversidade global de répteis, e também divulgar as descobertas para fora do meio científico, para o público geral, que se mostra muito interessado, sempre, em cobras."

Seus estudo o levam a fazer um alerta: caso não sejam tomadas medidas mais efetivas e enérgicas para conservar o que restou do cerrado, hoje reduzido a menos de 30% de sua cobertura original nativa (tomada cada vez mais por monoculturas de grãos, como soja, milho e sorgo), em breve será perdida grande parte das espécies de flora e fauna endêmicas da região, incluindo boa parte de suas cobras.

"Isso será uma perda irreparável, e teremos destruído uma das regiões mais ricas e intrigantes do planeta", diz. "Como pesquisador desse bioma e de sua riquíssima diversidade biológica, me entristece muito ver que a savana mais biodiversa da Terra continua a ser desmatada em ritmo muito rápido, desaparecendo numa taxa de perda muito superior à verificada, por exemplo, na Amazônia." 
     Post.N.\8.120 
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
                     <.-.-.-   Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
    Rua Décio Monte Alegre, 20 
    Bairro Santa Cruz -Valente - Bahia -Brasil.
    Funcionamento:das 18:00 às 02:00
    -----------------------------------------------
    -----------------------------------------------
    -----------------------------------------------

         |||---------------________--_____________--------------------------------__--------- ------------------------|||
    Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches.          ._._._._._._|:|:|
    |||--------------------------------------------------------_________________________________________------ ------_----------------------------------||| : =.=:=.=.|:|
    .__-______________________________________________________________________________________-__.

      Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98262 - 7946  
    .__-______________________________________________________________________________________-__.

domingo, 17 de dezembro de 2017

A cidade da Alemanha construída com 72 mil toneladas de diamantes

==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
\..________-------------------- ----------------------------------------------------------------=---------------------------------------------------------------------------------------________../

  Gipope  - Marketing & Opinião®.
  NOTÍCIAS  &  INFORMAÇÕES.  
   Internacional    -.x.x.-.> Natureza & Fenômenos - Estudos & Pesquisas - Fatos & Fotos - }}> Urbanismo & Engenharia <{{

Área da pequena Nördlingen foi atingida por asteroide há cerca de 15 milhões de anos; impacto criou formação rochosa cheia de diamantes milimétricos, usada para erguer a cidade.

.________---------------------------------------------------------------------------------------=--------------------------------------------------------------------------------------________..
/==---____--------------------__________________::__________________==..===..==..===___________________::________________----------------------____---==\

BBC
Por BBC
Geólogos locais estimam que existam aproximadamente 72 mil toneladas de diamantes nos muros e prédios da cidade (Foto: Julie Ovgaard /BBC) 

Enquanto subo as estreitas escadas da torre da igreja gótica de Nördlingen, no sul da Alemanha, os degraus de pedra parecem brilhar ao sol, fazendo inesperados raios de luz iluminarem o que deveria ser uma subida escura.

"Isso é porque a torre inteira é feita de pedras com pequenos diamantes dentro delas", diz Horst Lenner, um entusiasmado guarda do prédio. "Por sorte (os diamantes) são muito, muito pequenos, senão acho que a torre já teria sido derrubada há muito tempo", brinca, com um amplo sorriso no rosto.

Lenner fala de brincadeira, mas diz uma verdade: durante a construção do povoado, que nos registros aparece como datada do século 9, seus moradores não perceberam que as pedras eram formadas por milhões de pequenos diamantes - é uma concentração sem igual.
Do alto da torre, essa pequena cidade alemã - de 19 mil habitantes - é um cartão postal de tranquilidade.


Mas foi um evento violento o responsável por essa inusitada característica de Nördlingen: o impacto de um asteroide com a Terra há 15 milhões de anos.

Pedras brilhantes
Viajando a uma velocidade estimada de 25 km por segundo, o asteroide de 1 km de comprimento bateu no solo com força, formando uma cratera de 26 km de diâmetro. É nesse ponto que fica o povoado de Nördlingen.

Força do impacto do asteroide transformou elementos das rochas em diamante (Foto: Julie Ovgaard ) 

O impacto submeteu o solo rochoso a tanto calor e a tanta pressão que bolhas de carbono dentro das pedras se converteram em pequenos diamantes - todos com menos de 0,2 milímetros, quase invisíveis ao olho humano. 

Como não sabiam que a pedra, chamada suevita, estava salpicada de diamantes, os moradores construíram edifícios quase que completamente com essa rocha, fazendo de Nördlingen um povoado sem igual em quase todo o planeta. 
"Tudo o que está dentro dos muros da cidade foi feito com a rocha que foi impactada pelo asteroide", conta Roswitha Feil, moradora da cidade.

Mas ainda mais estranho é o fato de que os moradores só descobriram recentemente a origem da cratera onde foi erguida a cidade onde vivem.

Como nunca haviam pensado seriamente sobre o brilho proveniente de suas casas, eles estavam convencidos de que o povoado havia sido construído na cratera de um vulcão extinto. A história só mudou quando os geólogos americanos Eugense Shoemaker e Edward Chao visitaram a cidade, na década de 1960.

Depois de estudar a paisagem à distância, os cientistas notaram que a cratera não cumpria os critérios próprios de uma vulcão. Então eles viajaram até o local para provar sua tese: a de que o buraco havia se formado de cima para baixo.

A dupla não precisou de muito tempo para confirmar a hipótese: ao explorar o muro da igreja de Nördlingen, imediatamente descobriu o acúmulo de pedras preciosas.

"Na escola, nos ensinaram que nossa terra é assim por causa de um vulcão", lembra Feil. "Mas depois que se descobriu que era por causa de um asteroide, todos os livros de história foram mudados", conta.

Pouco depois da visita dos americanos, geólogos locais estimaram que os muros e prédios da cidade continham aproximadamente 72 mil toneladas de diamantes.

Lugar único
A suevita pode ser encontrada em outras partes do mundo, onde ocorreram impactos semelhantes, mas não há nenhum lugar com concentração tão grande de pedras preciosas como Nördlingen.
E caminhando pelas ruas tranquilas depois de descer da torre, protegido do frio pelas casas coloridas de seu centro histórico e do muro que rodeia Nördlingen, posso ver como as paredes brilham toda vez que os raios de sol passam por entre as nuvens.

"É algo único", me diz Stefan Hölzl, geólogo e diretor do museu RiesKrater. Abrigado em um estábulo do século 16, o espaço educa seus visitantes sobre como o impacto do asteroide mudou o futuro da cidade. Em seis locais há vitrines com pedaços do meteorito.

"Há lugares no mundo onde esse tipo de material foi usado em construções, mas nunca na mesma proporção daqui", diz Hölzl, enquanto vemos as vitrines. "Aqui se utilizou as pedras em toda a cidade", acrescenta.
Cratera de Nördlingen é tão especial que os astronautas da Apollo visitaram a cidade antes de ir à lua (Foto: Julie Ovgaard/BBC) 

E não são apenas os prédios que refletem eventos de milhões de anos atrás.
Além do muro da cidade, florestas de pinheiros e coníferas que lembram o período Jurássico rodeiam a cratera, alimentadas pelo solo extremamente fértil da região atingida pelo asteroide. Pedreiras e minas de suevita estão distribuídas pela paisagem.

Hölzl me diz que a cratera de Nördlingen é tão particular que os astronautas das missões Apollo 14 e Apollo 16 visitaram o local antes de viajar para a Lua. A ideia era se familiarizar com as rochas que eles poderiam encontrar no espaço e saber quais deveriam trazer de volta para a Terra.

"Recebemos visitas da Nasa. Astronautas da Agência Espacial Europeia estiveram aqui há duas semanas", conta o cientista antes me levar a uma sala do museu onde se exibe uma pedra lunar, recordação de uma das missões Apollo à Lua.

Apesar de tudo, muitos habitantes parecem não dar grande importância ao fato de viverem rodeados de milhões de pequenos diamantes.
"Nós os vemos todos os dias, para a gente não é nada de especial", me diz uma mulher enquanto sai da igreja.

Para Hölzl, que vivia em Munique antes de se mudar para Nördlingen, causa surpresa a ideia de que a pessoas não se importam com a geologia única do local. "Eles não acreditam que seja algo importante, e se perguntam por que tanta gente de todo o mundo visita a cidade", diz.

Segundo ele, Nördlingen é tão importante quanto a pedra lunar exposta no museu que dirige. "A verdade é que tudo aqui está conectado com eventos que ocorreram há milhões de anos. O presente é um produto do passado."
ALEMANHA 
     Post.N.\8.119 
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
                     <.-.-.-   Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
    Rua Décio Monte Alegre, 20 
    Bairro Santa Cruz -Valente - Bahia -Brasil.
    Funcionamento:das 18:00 às 02:00
    -----------------------------------------------
    -----------------------------------------------
    -----------------------------------------------

         |||---------------________--_____________--------------------------------__--------- ------------------------|||
    Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches.          ._._._._._._|:|:|
    |||--------------------------------------------------------_________________________________________------ ------_----------------------------------||| : =.=:=.=.|:|
    .__-______________________________________________________________________________________-__.

      Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98262 - 7946  
    .__-______________________________________________________________________________________-__.

sábado, 16 de dezembro de 2017

Cinco gráficos que explicam como a poluição por plástico ameaça a vida na Terra

==---____--------------------__________________::___________________==..===..==..===____________________::________________----------------------____---==
\..________-------------------- ----------------------------------------------------------------=---------------------------------------------------------------------------------------________../

  Gipope  - Logística & Solutions®.
  NOTÍCIAS  &  INFORMAÇÕES.  
   Internacional    -.x.x.-.> Ciências & Natureza - Meio Ambiente & Poluição - Estudos & Pesquisas - [[> Estatística & Números <]]

Corremos o risco de danos irreparáveis a ecossistema marinho em decorrência de milhões de toneladas de resíduos de plástico que vão parar no mar todos os anos.

.________---------------------------------------------------------------------------------------=--------------------------------------------------------------------------------------________..
/==---____--------------------__________________::__________________==..===..==..===___________________::________________----------------------____---==\

BBC
Por BBC
Postado em 16 de dezembro de 2017 às 21h00m


Talheres de plástico flutuam entre as costas da Guatemala e de Honduras (Foto: Cortesia de Caroline Power) 
A vida marinha corre o risco de sofrer danos irreparáveis em decorrência de milhões de toneladas de resíduos de plástico que vão parar no mar todos os anos.

"É uma crise planetária. Estamos acabando com o ecossistema oceânico", afirmou à BBC Lisa Svensson, diretora de oceanos do programa da ONU para o Meio Ambiente.

Diante do alerta, a BBC preparou cinco gráficos para explicar como o plástico se transformou em uma ameaça ao meio ambiente e mostrar a dimensão do estrago que ele pode causar ao ser descartado no oceano.

Por que o plástico é problemático?
O plástico da forma que conhecemos existe há cerca de 70 anos. E, desde então, o uso desse material tem transformado muitas áreas - da confecção de roupas à culinária, passando pela engenharia, design e até o comércio varejista.
Quanto plástico está espalhado pela Terra? (Foto: BBC) 

Uma das grandes vantagens de muitos tipos de plástico é o fato de que são projetados para durar mais - por muitos e muitos anos.
Praticamente todo plástico já produzido continua existindo, mesmo que não esteja em seu formato original.

Em artigo publicado na revista acadêmica Science Advances, em julho, o pesquisador Roland Geyer, da Universidade da Califórnia em Santa Bárbara, estima em 8,3 bilhões de toneladas a quantidade de plástico já produzida no mundo.

Desse total, cerca de 6,3 bilhões de toneladas são classificadas como resíduos - e 79% estariam em aterros ou na natureza. Ou seja, pouco material é reciclado ou reaproveitado.

A grande quantidade de resíduos de plástico é resultado do estilo de vida moderno, em que o plástico é usado como matéria-prima para diversos itens descartáveis ou "de uso único", como garrafas de bebida, fraldas, cotonetes e talheres.

Oceanos de plástico (Foto: BBC)

4 bilhões de garrafas de plástico
Garrafas de bebida são um dos tipos mais comuns de resíduos de plástico. 
Estima-se que 480 bilhões de garrafas tenham sido vendidas em todo o mundo até 2016 - o que representa 1 milhão de garrafas por minuto. 
Somente a Coca-Cola foi responsável por produzir 110 bilhões de garrafas de plástico. 

Um milhão de garrafas são compradas por minuto (Foto: BBC)
Alguns países têm discutido maneiras de diminuir o consumo do material. O Reino Unido, por exemplo, debate oferecer água potável de graça nas grandes cidades e criar unidades para devolução de plástico.

Que quantidade de plástico vai para o mar?
Calcula-se que 10 milhões de toneladas de plástico vão parar no mar todos os anos.
Em 2010, pesquisadores do Centro de Análises Ecológicas da Universidade da Georgia, nos Estados Unidos, contabilizaram 8 milhões de toneladas - e estimaram 9,1 milhões de toneladas para 2015.

O mesmo estudo, publicado na revista acadêmica Science em 2015, analisou 192 países com território à beira-mar que estão contribuindo para o lançamento de resíduos de plástico nos oceanos. E descobriu que 13 dos 20 principais responsáveis pela poluição marinha são nações asiáticas.

Enquanto a China está no topo da lista, os Estados Unidos aparecem na 20ª posição.
O Brasil ocupa, por sua vez, o 16º lugar do ranking, que leva em conta o tamanho da população vivendo em áreas costeiras, o total de resíduos gerados e o total de plástico jogado fora.

O lixo plástico costuma acumular em áreas do oceano onde os ventos provocam correntes circulares giratórias, capazes de sugar qualquer detrito flutuante. Há cinco correntes desse tipo no mundo, mas uma das mais famosas é a do Pacífico Norte.
O que pode acontecer com cotonetes (Foto: BBC) 
Os detritos da costa dos Estados Unidos levam, em média, seis anos para atingir o centro dessa corrente. Já os do Japão podem demorar até um ano.

As cinco correntes apresentam normalmente uma concentração maior de resíduos de plástico do que outras partes do oceano. Elas promovem ainda um fenômeno conhecido como "sopa de plástico", que faz com que pequenos fragmentos do material fiquem suspensos abaixo da superfície da água.

Além disso, a decomposição da maioria dos resíduos de plástico pode levar centenas de anos.

Existem, no entanto, iniciativas para limpar a corrente do Pacífico Norte. Uma operação liderada pela organização não-governamental Ocean Cleanup está prevista para começar em 2018.

Por que é prejudicial à vida marinha?
Para aves marinhas e animais de maior porte - como tartarugas, golfinhos e focas -, o perigo pode estar nas sacolas de plástico, nas quais acabam ficando presos. Esses animais também costumam confundir o plástico com comida.

Tartarugas não conseguem diferenciar, por exemplo, uma sacola de uma água-viva. Uma vez ingeridas, as sacolas de plástico podem causar obstrução interna e levar o animal à morte.
Pedaços maiores de plástico também causam danos ao sistema digestivo de aves e baleias - e são potencialmente fatais.

Com o tempo, os resíduos de plástico são degradados, dividindo-se em pequenos fragmentos. O processo, que é lento, também preocupa os cientistas.

Uma pesquisa da Universidade de Plymouth, na Inglaterra, mostrou que resíduos de plástico foram encontrados em um terço dos peixes capturados no Reino Unido, entre eles o bacalhau.

Além de resultar em desnutrição e fome para os peixes, os pesquisadores dizem que, ao consumir frutos do mar, os seres humanos podem estar se alimentando, por tabela, de fragmentos de plástico. E os efeitos disso ainda são desconhecidos.

Em 2016, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar alertou para o crescente risco à saúde humana, dada a possibilidade de micropartículas de plástico estarem presentes nos tecidos dos peixes comercializados. 
     Post.N.\8.118 
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
                     <.-.-.-   Atendimento Personalizado com recepção Vip!  -.-.-.>
    .__-______________________________________________________________________________________-__.
    Rua Décio Monte Alegre, 20 
    Bairro Santa Cruz -Valente - Bahia -Brasil.
    Funcionamento:das 18:00 às 02:00
    -----------------------------------------------
    -----------------------------------------------
    -----------------------------------------------

         |||---------------________--_____________--------------------------------__--------- ------------------------|||
    Gipope® - Gariba's ™ // Bar & Lanches.          ._._._._._._|:|:|
    |||--------------------------------------------------------_________________________________________------ ------_----------------------------------||| : =.=:=.=.|:|
    .__-______________________________________________________________________________________-__.

      Celular.-:) 075 - 99913 - 4248 -.- 98299 - 8117 -.- 98262 - 7946  
    .__-______________________________________________________________________________________-__.