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sábado, 5 de novembro de 2016

Calamidade cósmica: o que dizem as impressionantes imagens dos 'pilares da destruição' no espaço


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Imagens de estruturas imensas de gás e poeira mostram estrelas maciças que destroem a nuvem em que nasceram.

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Da BBC
04/11/2016 11h35 - Atualizado em 04/11/2016 11h36
Postado em 05 de novembro de 2016 às 11h15m
 Observações foram feitas na nebulosa de Carina, centro de formação de estrelas que se encontra a aproximadamente 7.500 anos luz (Foto: ESO) Observações foram feitas na nebulosa de Carina, centro de formação de estrelas que se encontra a aproximadamente 7.500 anos luz (Foto: ESO)

Pilares gigantescos que simbolizam, ao mesmo tempo, criação e destruição.
As recém-descobertas estruturas foram observadas na nebulosa de Carina a partir de um instrumento instalado no Very Large Telescope (VLT), localizado no observatório astronômico europeu mais avançado do mundo, no Paranal, no Deserto do Atacama, no Chile.

Ao contrário dos famosos "pilares da criação" da nebulosa de Águia, uma das imagens mais icônicas do universo, as estruturas que aparecem nestas imagens poderiam ser chamadas de "pilares de destruição", de acordo com o Observatório Europeu do Sul (ESO, na sigla em inglês).

As torres e pilares que aparecem nas novas imagens da nebulosa de Carina são enormes nuvens de poeira e gás dentro de um centro de formação de estrelas, localizado a cerca de 7.500 anos-luz de distância.

Segundo cientistas do ESO, o que observamos nada mais é do que a colorida nebulosa de Carina "devastada por estrelas brilhantes próximas".

Milhares de imagens de uma só vez
O VLT é um conjunto de quatro telescópios e vários instrumentos, incluindo o MUSE (sigla em inglês para Multi Unit Spectroscopy Explorer), explorador espectroscópico que permitiu obter estas imagens espectaculares.
Região R18 da nebulosa de Carina: pontos rosa são estrelas que ainda estão dentro da nuvem de poeira original (Foto: ESO)Região R18 da nebulosa de Carina: pontos rosa são estrelas que ainda estão dentro da nuvem de poeira original (Foto: ESO)

Região R44, na nebulosa de Carina. Após ser formada, estrela maciça começa a destruir a nuvem em que nasceu (Foto: ESO)
O MUSE fornece espectros simultâneos de numerosas regiões adjacentes no céu. E o que faz dele uma ferramenta tão poderosa é a sua capacidade de gerar milhares de imagens da nebulosa de uma só vez, cada uma com um comprimento de onda de luz diferente.
Esse recurso permite aos astrônomos detectar as propriedades químicas e físicas do material em diferentes partes da nebulosa, explica o ESO.

"Em nossa galáxia, a Via Láctea, novas estrelas ainda estão se formando. Estas estrelas são formadas a partir de nuvens gigantes de gás e poeira que, por alguma razão, entram em colapso até que seu interior atinja temperatura suficiente para ativar o mecanismo de produção de energia: a fusão de átomos de hidrogênio em átomos de hélio", disse à BBC Miguel Mass-Hesse, coordenador da rede de transmissão do ESO.

"Algumas dessas estrelas são relativamente pequenas, como o Sol, mas outras são bem maiores e muito mais brilhantes. À medida que acendem, a luz emitida por estas estrelas evapora e destroi os restos da nuvem em que elas se formaram, dissipando o material ao seu redor até deixar uma cavidade praticamente vazia de gás e poeira. Nestas imagens, podemos ver esse fenômeno em todo o seu esplendor ", acrescenta.

Pontos cor-de-rosa
A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, pediu a Mass-Hesse que explicasse em detalhes o que pode ser observado nas imagens, como a que vemos acima: a região R18 da nebulosa de Carina.

"Os pontos rosa são estrelas que ainda se encontram dentro da nuvem de poeira original. A poeira absorve a luz azul, deixando passar apenas o componente vermelho, daí surge a cor que vemos."
'Pode parecer uma calamidade cósmica, com estrelas maciças destruindo seus próprios criadores', afirmou o ESO (Foto: ESO)'Pode parecer uma calamidade cósmica, com estrelas maciças destruindo seus próprios criadores', afirmou o ESO (Foto: ESO)

"É um fenômeno semelhante ao que acontece no entardecer no verão, em que o sol atravessa a poeira na atmosfera e vemos um tom avermelhado. Em primeiro plano, podemos ver um 'pilar' de poeira que ainda não foi destruído (evaporado) por completo. Este é um processo que requer vários milhões de anos até que se dissipe na região de formação de estrelas. "
"As auras rosa são apenas um efeito de como foram criadas as imagens e representam uma média de cor dessas estrelas."

"A imagem colorida é obtida pela combinação de imagens de diferentes regiões obtidas por meio do MUSE. É bastante semelhante ao que seria a cor natural da região, embora os contrastes sejam acentuados para realçar os detalhes."

"O MUSE é um instrumento muito sofisticado, capaz de fotografar áreas extensas do céu, recebendo centenas de imagens em cores diferentes, do azul ao vermelho. A combinação de registros de distintas regiões nos permite obter imagens sensacionais, mas, acima de tudo, aprender sobre os processos físicos que ocorrem nessas zonas"

'Ironia'
No total, foram observados dez pilares e foi possível identificar uma relação clara entre a radiação emitida por estrelas maciças próximas e as características dos pilares.
Região R44, na nebulosa de Carina. Após ser formada, estrela maciça começa a destruir a nuvem em que nasceu (Foto: ESO)

Uma das primeiras consequências da formação de uma estrela maciça é que ela começa a destruir a nuvem em que nasceu - fenômeno que o ESO descreve como "ironia".

"A tese de que as estrelas maciças têm um efeito considerável sobre o ambiente ao seu redor não é nova: sabe-se que estas estrelas lançam uma enorme quantidade de radiação ionizante (emissão com energia suficiente para arrancar elétrons de átomos). No entanto, é muito difícil obter evidências da relação entre essas estrelas e o seu entorno".

Estrelas que destroem seus criadores
A equipe do ESO analisou o efeito dessa radiação de energia nos pilares: um processo conhecido como fotoevaporação, quando o gás é ionizado e depois dispersado para longe.
A partir da observação dos resultados da fotoevaporação - que inclui a perda de massa do pilares -, foi possível descobrir a causa.
ESO: 'Há uma clara relação entre a quantidade de radiação ionizante emitida pelas estrelas próximas e a dissipação dos pilares' (Foto: ESO)ESO: 'Há uma clara relação entre a quantidade de radiação ionizante emitida pelas estrelas próximas e a dissipação dos pilares' (Foto: ESO)

"Houve uma clara relação entre a quantidade de radiação ionizante emitida por estrelas próximas e a dissipação dos pilares."

De acordo com o ESO, "pode parecer uma calamidade cósmica, com estrelas de grande massa destruindo seus próprios criadores. No entanto, ainda não é completamente compreendida a complexidade dos mecanismos de retroalimentação entre as estrelas e os pilares".
"Pilares da Criação" - imagem da nebulosa de Águia, obtida pelo telescópio espacial Hubble (Foto: NASA, Jeff Hester, Paul Scowen Univ. Est. Arizona )"Pilares da Criação" - imagem da nebulosa de Águia, obtida pelo telescópio espacial Hubble (Foto: NASA, Jeff Hester, Paul Scowen Univ. Est. Arizona )

Estes pilares podem parecer densos, mas as nuvens de poeira e gás que se formam na nebulosa são, na verdade, muito difusas.

Para o ESO, "essas estruturas celestes surpreendentes têm muito mais a dizer, e o MUSE é o instrumento ideal para provar isso".
E o que será que Mass-Hesse vê nessas imagens?
"Estas imagens nos mostram de forma clara como se formam novas estrelas, a partir de poeira e gás interestelar. Estas partículas de poeira são formadas dentro de outras estrelas maciças que explodiram como supernovas por consumir seu combustível nuclear, espalhando suas cinzas ao redor".

"Ao formar novas estrelas, essa poeira interestelar se condensa na forma de novos planetas rochosos, como a Terra, onde talvez a vida se desenvolva em um futuro ainda muito distante".

"Ao observar essas imagens que mostram como o sistema solar em que vivemos foi formado, entendemos por que, literalmente, não somos nada além do que 'poeira cósmica'."
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sexta-feira, 4 de novembro de 2016

O criativo mapa que mostra o mundo como realmente é


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Inspirado no origami, arquiteto japonês projeta mapa que busca refletir com precisão as proporções entre os países e continentes.

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Da BBC
04/11/2016 07h56 - Atualizado em 04/11/2016 07h56
Postado às 16h30m
Mapa criado por arquiteto japonês Hajime Narukawa busca refletir com precisão as proporções entre continentes e países (Foto: AutaGraph)Mapa criado por arquiteto japonês Hajime Narukawa busca refletir com precisão as proporções entre continentes e países (Foto: AutaGraph)

O mapa mundi que os alunos usam na escola e consta no Atlas não corresponde extamente à realidade.
Esse mapa, conhecido como projeção de Mercator, mostra a Antártida e a Groenlândia, por exemplo, de forma distorcida e desproporcional.

Um artista e arquiteto japonês desenvolveu uma representação que busca mostrar com precisão as proporções reais entre os países e continentes. A criação foi inspirada no origami, arte milenar japonesa de dobradura de papel.

O mapa se chama AutaGraph e seu autor, Hajime Narukawa, ganhou com a sua criação um dos mais respeitados prêmios de design do Japão, o Good Design Award, concedido pelo Instituto de Promoção de Design Japonês.

Tradicional e problemático
A tradicional projeção de Mercator foi apresentada pela primeira vez pelo geógrafo e cartógrafo flamengo Gerardus Mercator em 1569. Foi ele também que introduziu o termo "atlas" para descrever uma coleção de mapas.

Projeção de Mercator, que está no Atlas, mostra a Groenlândia tão grande quanto a África (Foto: Wiki commons)Projeção de Mercator, que está no Atlas, mostra a Groenlândia tão grande quanto a África (Foto: Wiki commons)

O sistema desenvolvido pela projeção de Mercator respeita as formas dos continentes, mas não os tamanhos. Seus mapas ganharam popularidade e foram usados como cartas náuticas, uma vez que permitiam traçar rotas como linhas retas, diferentemente de outras projeções mais precisas.

As distâncias entre os meridianos e paralelos, no entanto, estão distorcidas. E os países e regiões próximas aos polos aparecem em um tamanho muito maior do que o real.
A Groenlândia, por exemplo, aparece quase tão grande quanto a África, sendo que o continente africano tem uma área 14,4 vezes maior.

A técnica de origami
Como Hajime Narukawa criou seu mapa de origami?
Técnica de origami foi usada para criação do mapa (Foto: AutaGraph)Técnica de origami foi usada para criação do mapa (Foto: AutaGraph)

O arquiteto dividiu o globo terrestre em 96 triângulos, que logo foram transformados em tetraedros, poliedros com quatro faces. Poliedros são formas geométricas com faces planas e volumes definidos.

A partir desta técnica, Narukawa conseguiu exibir as informações da esfera terrestre em um retângulo, mantendo suas proporções.
'AuthaGraph representa fielmente os oceanos e continentes, promovendo uma perspectiva precisa e moderna de nosso planeta',disse a instituição de premiou Narukawa (Foto: AutaGraph)'AuthaGraph representa fielmente os oceanos e continentes, promovendo uma perspectiva precisa e moderna de nosso planeta',disse a instituição de premiou Narukawa (Foto: AutaGraph)

Representação fiel
O mapa pode não ser o ideal para navegação e pode parecer estranho à primeira vista, com uma mudança de posição da Ásia e da América do Norte.

Narukawa (agachado na primeira fileira à esquerda) com alunos de seu laboratório na Universidade de Keio, em Tóquio (Foto: Gentileza Narukawa lab)Narukawa (agachado na primeira fileira à esquerda) com alunos de seu laboratório na Universidade de Keio, em Tóquio (Foto: Gentileza Narukawa lab)

Ele resolveu, no entanto, o difícil desafio de projetar um planeta esférico em um mapa plano.
"AuthaGraph representa fielmente os oceanos e os continentes, incluindo a Antártida, e fornece uma perspectiva precisa e moderna do nosso planeta", disse a organização que concedeu o prêmio a Narukawa.

Os organizadores do prêmio acrescentam, no entanto, que o mapa poderia ser mais detalhado, "aumentando o número de subdivisões", para refinar ainda mais a precisão.
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Cientistas brasileiros descobrem dois planetas: um super-Netuno e uma super-Terra

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Planetas orbitam ao redor de estrela gêmea do Sol que fica a 300 anos-luz da Terra. Pesquisa foi liderada por astrônomos da USP.

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Por Mariana Lenharo, G1

Postado às 12h30m

Cientistas descobriram dois novos planetas ao redor de uma estrela muito similar ao Sol. O super-Netuno e a super-Terra, que orbitam a estrela HIP 68468, estão entre os primeiros planetas descobertos por equipes lideradas por astrônomos brasileiros, depois da descoberta de um planeta semelhante a Júpiter anunciada em 2015.

Segundo o astrônomo Jorge Melendez, professor do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP) e líder da pesquisa, um dos principais objetivos do estudo era comparar o nosso Sistema Solar com outros sistemas planetários. A descoberta foi publicada pela revista especializada "Astronomy & Astrophysics".

O que se encontrou ao redor da estrela HIP 68468 foi um sistema planetário bem diferente daquele que nos abriga. Isso porque, apesar de a massa dos planetas recém-descobertos ser comparável às da Terra e de Netuno, eles orbitam a uma distância muito próxima de sua estrela, o que sugere que os planetas tenham migrado de uma região mais externa para a região mais interna desse sistema planetário.

O super-Netuno, chamado de HIP 68468c, tem uma massa 50% maior que a do planeta Netuno. Mas enquanto o nosso Netuno fica bem distante do Sol (30 vezes a distância Terra-Sol), a órbita do novo planeta equivale a apenas 70% da distância Terra-Sol.

Já a super-Terra, chamada de HIP 68468b, tem uma massa equivalente a três vezes a terrestre e sua órbita equivale a apenas 3% da distância Terra-Sol, ou seja, fica quase grudada em sua estrela.

A estrela HIP 68468, que tem 6 bilhões de anos, fica a uma distância de 300 anos-luz de distância da Terra.
Gêmea solar HIP 68468 está representada no centro da imagem (Foto: The STScI Digitized Sky Survey)
Gêmea solar HIP 68468 está representada no centro da imagem (Foto: The STScI Digitized Sky Survey)

Planetas podem ser engolidos 
Além de constatar que esses planetas podem ter migrado de regiões externas para regiões internas do sistema, as observações também dão sinais de que a estrela HIP 68468 pode ter engolido um planeta. Um dos indícios de que isso tenha ocorrido é a presença de um excesso de lítio, elemento mais abundante nos planetas e pouco comum nessa quantidade em estrelas
E planetas recém-descobertos não estão imunes ao apetite de sua estrela. 

Especialmente o planeta que está mais próximo [a super-Terra] pode ser facilmente engolido, diz Melendez. Mesmo que sua órbita seja estável, o planeta está tão próximo de sua estrela que de qualquer jeito vai ser destruído. As estrelas, quando evoluem, vão aumentando de tamanho. Basta que essa estrela aumente um pouco seu tamanho para destruí-lo.

Comparação com Sistema Solar
Segundo Melendez, observar esse sistema planetário em que existe uma migração dos planetas da área mais externa para a mais interna ajuda a entender a dinâmica do nosso Sistema Solar.

Se os planetas migrassem no Sistema Solar, nosso planeta ficaria desestabilizado, com órbita caótica e risco de colidir com outro planeta, ser ejetado do Sistema Solar ou em direção ao Sol, diz o astrônomo.

Uma das propostas dos cientistas para explicar por que isso não acontece é a de que Júpiter atuaria como uma barreira que não permitiria que os planetas gigantes do Sistema Solar migrassem para as regiões mais internas. No sistema planetário descoberto, não existe um planeta equivalente a Júpiter.

Isso reforça o papel importante que Júpiter desempenha para manter a arquitetura planetária do Sistema Solar, com planetas rochosos na parte interna e gigantes na externa, conclui Melendez.

Observatório Europeu do Sul 
A descoberta dos dois novos planetas ocorreu graças a observações feitas em um sofisticado instrumento acoplado no telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), que fica no deserto do Atacama, no Chile.

Melendez explica que não é possível fazer uma observação direta dos planetas. Em vez disso, o espectrógrafo é capaz de detectar movimentos muito sutis que as estrelas fazem quando um planeta gira ao seu redor devido à gravidade. Assim como a estrela puxa os planetas em sua direção, os planetas também têm efeito semelhante sobre sua estrela, levando o astro a fazer pequenos movimentos. É a partir desses movimentos que a existência de novos planetas é inferida.

Essas observações foram feitas durante 43 noites entre 2012 e 2016.
O projeto a médio e longo prazo é procurar um planeta gêmeo da Terra. Isso vai ser possível muito em breve porque tem um instrumento no ESO que vai ter tecnologia suficiente para poder detectar esse tipo de planeta. 
Atualmente nosso limite são planetas com massa de 2 ou 3 vezes a da Terra, diz o astrônomo.

Melendez lembra que a adesão do Brasil ao ESO, que é o maior consórcio de pesquisas astronômicas do mundo, está pendende desde 2010, quando o acordo de adesão foi assinado pelo então ministro brasileiro da Ciência e Tecnologia, Sergio Rezende.

Ao aderir ao ESO, o Brasil abriria para os cientistas brasileiros a oportunidade de usarem telescópios e instrumentos de observação de ponta instalados no norte do Chile.O consórcio é responsável pelo projeto do megatelescópio E-ELT (Sigla para European Extremely Large Telescope, ou Telescópio Europeu Extremamente Grande), que deve ser o maior telescópio do mundo, com um espelho de 39 metros de diâmetro.

A equipe que descobriu os planetas também conta com pesquisadores do Laboratório Nacional de Astrofísica (LNA), Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), Universidade de Chicago, Universidade do Texas em Austin, Universidade Nacional da Austrália, Universidade de Göttingen, Academia de Ciências da China, Instituto de Astronomia Max Planck e Instituto de Ciência Telescópio Espacial.

Ilustração do topo: Gabi Perez / IAC
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