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terça-feira, 27 de setembro de 2016

BC segue vendo estouro da meta de inflação em 2016 e 'tombo' do PIB

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Previsão do BC é do IPCA em 7,3% em 2016 e próximo de 4,5% em 2017.
Instituição vê queda de 3,3% no PIB em 2016 e alta de 1,3% em 2017.

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Alexandro Martello-Do G1, em Brasília
27/09/2016 08h33 - Atualizado em 27/09/2016 09h38
Postado às 10h23m
O Banco Central estimou nesta terça-feira (27) que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - a inflação oficial do país - deve ficar em 7,3% neste ano, e mais próximo da meta central de 4,5% no ano que vem.

Com isso o IPCA deverá ficar, pelo segundo ano seguido, acima do teto de 6,5% determinado pelo sistema de metas de inflação brasileiro. Em 2015, a inflação somou 10,67%, a maior taxa desde 2002.

Já os economistas do mercado financeiro preveem uma inflação de 7,25% para 2016.
Para o Produto Interno Bruto (PIB), a autoridade monetária estimou uma contração de 3,3% neste ano e uma alta de 1,3% em 2017. 

Veja mais detalhes abaixo
Inflação em 2017 e 2018
Para o ano que vem, entretanto, a autoridade monetária previu, no relatório de inflação do terceiro trimestre, que a inflação oficial do país deverá ficar próxima da meta de 4,5%.

No chamado cenário de referência, que pressupõe juros estáveis no atual patamar de 14,25% ao ano e câmbio em R$ 3,30 por dólar, o BC estimou que o IPCA somará 4,4% no ano que vem.

Já no cenário de mercado - que utiliza as projeções dos economistas dos bancos para os juros e câmbio neste ano e no próximo (embutindo queda dos juros) - a expectativa do Banco Central para a inflação está em 4,9% para 2017.

Na previsão anterior feita pelo BC, divulgada em junho, a estimativa era de que o IPCA ficasse entre 4,7% e 5,5% em 2017.
O mercado financeiro estima uma inflação de 5,07% para o próximo ano.

O Banco Central também fez projeções para a inflação em 2018. Segundo a autoridade monetária, o IPCA, naquele ano, deve ficar entre 3,8% (cenário de referência, com juros e câmbio estáveis) e 4,6% (cenário com estimativas do mercado para juros e câmbio).

Corte nos juros
A queda nas previsões de inflação do Banco Central, com uma proximidade maior em relação à meta central de 4,5% do ano que vem, é um indicativo de que o BC pode estar mais próximo de inciar o processo de corte dos juros básicos da ecomomia.


Isso porque as decisões do Comitê de Política Monetária da instituição, colegiado formado por diretores e presidente do BC, são "prospectivas", ou seja, são tomadas olhando para as expectativas de inflação para os próximos meses.

Neste momento, o BC já está olhando o cenário de 2017 para tomar essa decisão. O mercado financeiro acredita que os juros cairão ainda neste ano, mas ainda resta uma dúvida se o corte poderá acontecer já no próximo encontro do Copom, em meados de outubro, ou na última reunião deste ano, no fim de novembro.

Com a queda do IPCA-15 em setembro, e a divulgação das novas previsões do BC, a tendência é de aumentar chances de um corte de juros já em meados do próximo mês. Atualmente, a taxa básica de juros está em 14,25% ao ano - o maior nível em dez anos.

"O Copom avalia que uma flexibilização das condições monetárias [corte nos juros] dependerá de fatores que permitam que os membros do Comitê tenham maior confiança no alcance das metas para a inflação", informou o BC no relatório de inflação nesta quinta-feira.

Entre os fatores que podem permitir maior confiança no alcance das metas, informou o BC, está o encaminhamento das reformas fiscais (proposta de PEC do teto para gastos, já enviada ao Congresso, e reforma da Previdência Social - cuja proposta ainda será divulgada).

"Há sinais positivos em relação ao encaminhamento e à apreciação das reformas fiscais. Entretanto, o processo de tramitação ainda está no início e as incertezas quanto à aprovação e à implementação dos ajustes necessários permanecem", informou o BC.

Produto Interno Bruto
No relatório de inflação do primeiro trimestre deste ano, divulgado nesta terça-feira (27), o BC prevê ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) deve "encolher" 3,3% em 2016 - mesma previsão feita em junho - mas estima uma expansão de 1,3% para o ano que vem.


Se confirmado este cenário, será a segunda retração seguida da economia brasileira, que já despencou 3,8% no ano passado - a maior queda em 25 anos. Dois anos seguidos de recuo do PIB não acontecem desde o início da série histórica do IBGE - em 1948.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos dentro do país e serve para medir o comportamento da atividade econômica.
Para este ano, o mercado financeiro estima uma contração de 3,14% para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro e um crescimento de 1,3% para 2017.

No segundo trimestre, o PIB brasileiro teve queda de 0,6% em comparação com os três meses anteriores. Foi a sexta queda trimestral seguida do PIB brasileiro.

"O cenário básico do Copom contempla estabilização da atividade econômica no curto prazo e possível retomada gradual ao longo dos próximos trimestres, em contexto de elevado nível de ociosidade na economia", informou o BC.

Componentes do PIB
Sobre os componentes do PIB, o BC estima uma retração de 2,2% para a produção agropecuária neste ano e uma expansão de 3,5% em 2017.

Já a indústria deverá ter uma queda de 3,3% em 2016 e uma alta de 1,5% no próximo ano.
Ao mesmo tempo, o setor de serviços deverá registrar contração de 2,7% neste ano e um crescimento de 0,9% em 2017.

Ainda de acordo com o Banco Central, pelo lado da demanda, o consumo das famílias deverá recuar 4,4% em 2016 e registrar um aumento de 0,8% no ano que vem.

O consumo do governo, por sua vez, deverá ter retração de 1,3% em 2016 e um crescimento de 0,5% no próximo ano, estimou o Banco Central.
Já a chamada "formação bruta de capital fixo" - a taxa de investimentos - deverá ter retração de 8,7% em 2016 e um crescimento de 4% no ano que vem.
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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Movimento do comércio tem alta em agosto, mas acumula queda no ano

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Dados foram divulgados pela Boa Vista SCPC nesta segunda.
Nos 12 meses terminados em agosto, a queda foi de 4,7% ante 2015.

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Do G1, em São Paulo
26/09/2016 11h40 - Atualizado em 26/09/2016 11h48
Postado às 21h00m
O movimento do comércio caiu 4,7% nos últimos 12 meses terminados em agosto, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (26) pela Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito). Já entre julho e agosto, houve alta de 1,5%, descontados os efeitos sazonais. Na comparação com agosto de 2015, o avanço foi de 1,1%. No acumulado do ano, o movimento do comércio tem perdas de 4,2%.

Caso o cenário mais benigno apontado pelas projeções de mercado se consolide, o atual movimento inflexão da tendência deverá ser mantido de modo consistente, recuperando gradativamente as vendas do setor para um patamar positivo já no primeiro trimestre de 2017, disse em nota a Boa Vista SCPC.
Movimento do comércio (Foto: g1)
Por setores
Entre os 6 setores analisados, a maior queda em agosto na comparação com o mesmo foi do segmento de tecidos, vestuários e calçados, com perdas de 8,7%, seguido pelos combustíveis e lubrificantes, com recuo de 2,9%. Já o movimento do setor de supermercado, alimentos e bebidas caiu 1,7%.

Na outra ponta, o item outros segmentos do varejo registrou 14,9% de alta, ainda na comparação entre agosto de 2016 e o mesmo mês do ano anterior. Já o setor de moveis e eletrodomésticos teve alta de 5,7%, enquanto o varejo cresceu 1,1%.

Movimento em shoppings diminuiu, aponta pesquisa do Ibope (Foto: Ely Venâncio/EPTV)Movimento do comércio acumula queda no ano (Foto: Ely Venâncio/EPTV)
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Dívida pública cai 0,07% e fecha julho em R$ 2,95 trilhões, diz Tesouro

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Governo quitou dívida com investidores no valor de R$ 100,26 bilhões no mês.
Tesouro estima que dívida poderá atingir R$ 3,3 trilhões em 2016.

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Alexandro Martello-Do G1, em Brasília
26/09/2016 10h35 - Atualizado em 26/09/2016 10h43
Postado às 13h45m
A dívida pública federal brasileira, que inclui os endividamentos interno e externo do governo, registrou redução marginal, de 0,07%, em julho deste ano, para R$ 2,95 trilhões. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (26) pelo Tesouro Nacional. Em junho, o endividamento público também somava R$ 2,95 trilhões.

Essa pequena redução se deve principalmente ao maior resgate de papéis no período. O governo quitou dívidas que tinha com investidores no valor R$ 100,26 bilhões e, ao mesmo tempo, novas emissões de papéis da dívida totalizaram R$ 68,68 bilhões. Com isso, houve um resgate líquido (acima das emissões) de R$ 31,57 bilhões.

Também houve, no mês passado, despesa com juros de R$ 29,44 bilhões - que contribuiu para elevar a dívida em igual proporção. Os números da dívida pública de julho estão sendo divulgados com um mês de atraso por conta de movimento de paralisação de servidores do Tesouro Nacional.

Dívida interna X externa
No caso da dívida interna, houve queda de 0,2% em julho, para R$ 2,83 trilhões. A queda decorre do resgate líquido de papéis no período, compensado quase totalmente pelas despesas com juros - que impulsionaram a dívida para cima em julho.


No caso do endividamento externo, houve uma alta de 2,97% no mês passado, para R$ 124,3 bilhões. O aumento ocorreu devido à emissão líquida ocorrida no período, de R$ 1,9 bilhão (emissão de papéis no exterior) e à apropriação positiva de juros, no valor de R$ 1,69 bilhão.
Programação para 2016
A expectativa do Tesouro Nacional é de que a dívida pública continuará avançando em 2016 e deverá ultrapassar a barreira dos R$ 3 trilhões no fim deste ano, podendo chegar a R$ 3,3 trilhões.


Segundo o Tesouro, as necessidades brutas de financiamento da dívida pública neste ano, por meio da emissão de títulos, são de R$ 698 bilhões, mas estão previstos R$ 108 bilhões em recursos orçamentários. Com isso, a necessidade líquida de financiamento é de R$ 589 bilhões.

Compradores
Os números do Tesouro Nacional também revelam que a participação dos investidores estrangeiros na dívida pública interna caiu em julho. No mês passado, os investidores não residentes detinham 16,23% do total da dívida interna (R$ 459 bilhões), contra 16,41% (R$ 465 bilhões) em maio.


Com isso, os estrangeiros seguem na quarta colocação de principais detentores da dívida pública interna em julho, atrás dos fundos de previdência (24,33%, ou R$ 689 bilhões) - que assumiram a liderança -, das instituições financeiras (22,85% do total, ou R$ 647 bilhões), e dos fundos de investimento (21,22% do total, ou R$ 600 bilhões).
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