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quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Com desonerações e atividade fraca, arrecadação tem 1ª queda desde 2009

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Em 2014, arrecadação federal caiu 1,79%, para R$ 1,18 trilhão, diz Fisco.
Em dezembro, valor arrecadado foi o mais baixo para o mês desde 2009.

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Alexandro Martello Do G1, em Brasília
28/01/2015 15h30 - Atualizado em 28/01/2015 16h47
Postado às 16h25m
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Pela primeira vez desde 2009, a arrecadação de impostos caiu no ano passado. Segundo dados divulgados nesta quarta-feira (28) pela Secretaria da Receita Federal, impostos, contribuições federais e demais receitas somaram R$ 1,187 trilhão em 2014, uma queda real (ou seja, em valores corrigidos pela inflação) de 1,79% em relação ao ano anterior.

Em 2009, último ano em que houve queda real da arrecadação, a economia brasileira sentia os efeitos da crise financeira internacional. Naquele ano, a arrecadação teve queda real de 2,66% (número revisado).
Selo arrecadação 2014 (Foto: Arte/G1)
Impactos
A arrecadação federal sofreu impacto, em 2014, do fraco nível de atividade econômica, o que gera menos recolhimento de tributos, além das desonerações de tributos implementadas pelo governo federal nos últimos anos para estimular a economia e gerar mais competitividade para as empresas.


Por outro lado, o governo arrecadou, no ano passado e em 2013, recursos de parcelamentos.
No início de 2014, o Fisco estimava uma alta real de 3,5% na arrecadação no ano passado.

Depois, esta estimativa de crescimento passou para 2% e, posteriormente, para 1% de crescimento. Em novembro, a previsão passou a ser de um "crescimento real zero" em 2014 e, no mês passado, a Receita finalmente admitiu que a arrecadação poderia ter queda real.
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ARRECADAÇÃO FEDERAL
Variação frente ao ano anterior, em %
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Fonte: Receita Federal
Contabilização
Segundo o governo, as reduções de tributos realizadas nos últimos anos tiveram impacto de queda na arrecadação de R$ 104 bilhões no ano passado, contra R$ 78,5 bilhões em 2013.


Para estimular o consumo e o emprego, o governo desonerou a folha de pagamentos, baixou tributos como o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de carros novos, móveis e eletrodomésticos da linha branca (como geladeiras e fogões).

Medidas como essa também significam menor arrecadação federal. Neste ano, porém, o governo já está elevando tributos.
Ao mesmo tempo, a fraca atividade econômica também gerou reflexos no nível de arrecadação do governo. 

De acordo com a Receita Federal, a produção industrial teve queda de 3,15% no ano passado, enquanto que as vendas de bens e serviços recuaram 1,21% e o valor em dólar das importações teve retração de 3,52% em 2014.

Recursos de parcelamentos
Ao mesmo tempo, porém, a arrecadação de 2014 também contou com a "ajuda" das novas modalidades do Refis, programa de parcelamento de débitos de empresas e pessoas físicas com o governo, que contribuíram para inflar os valores arrecadados em R$ 19,94 bilhões no ano passado.


Em 2013, a arrecadação também contou com a ajuda de parcelamentos. Naquele ano, os valores arrecadados por conta do Refis foi de R$ 21,78 bilhões.

Arrecadação por tributos
A Receita Federal informou que o Imposto de Renda arrecadou R$ 313 bilhões em 2014, com queda real de 0,44% sobre o ano de 2013 (R$ 314 bilhões).

selo tributos (Foto: Arte/G1)
No caso do Imposto de Renda Pessoa Jurídica (IRPJ), a arrecadação somou R$ 124,9 bilhões no ano passado, com queda real de 5,79% sobre o ano anterior. Sobre o IR das pessoas físicas, o valor arrecadado totalizou R$ 28,56 bilhões em 2014, com recuo real de 1,12%. 

Já o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) arrecadou R$ 159,56 bilhões no ano passado, com alta real de 4,32% sobre 2013.
Com relação ao Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI), os números do Fisco mostram que o valor arrecadado somou R$ 52,18 bilhões no último ano, com alta real de 1,5% sobre 2013.

No caso do Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), houve uma queda real de 4,79%, para R$ 30,57 bilhões no ano passado. Neste caso, a arrecadação foi influenciada pela redução do tributos, que já foi recomposto no início deste ano, e pela desaceleração no ritmo dos empréstimos bancários.

A Contribuição para Financiamento da Seguridade Social (Cofins), por sua vez, arrecadou R$ 200 bilhões em 2014, com queda real de 3,69%, enquanto a Contribuição Social Sobre o Lucro Líquido (CSLL) registrou arrecadação de R$ 67,51 bilhões no ano passado, com queda real de 2,26%.

Mês de dezembro
No último mês do ano passado, a arrecadação federal somou R$ 114 bilhões. Com isso, registrou forte queda real de 8,89% sobre o mesmo mês de 2013 (R$ 125,94 bilhões - valor corrigido pela inflação). Segundo dados oficiais, este foi o pior resultado, para meses de dezembro, desde 2009 - quando a arrecadação somou R$ 102 bilhões.

Dívida pública sobe 8,15% em 2014, para R$ 2,29 trilhões


Principal fator que elevou dívida em 2014 foram os juros: R$ 243 bilhões.
Ao mesmo tempo, governo também emitiu mais R$ 60 bilhões para BNDES.

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Alexandro Martello Do G1, em Brasília
28/01/2015 14h42 - Atualizado em 28/01/2015 15h40
Postado às 16h25m
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A dívida pública federal, que inclui tudo o que o governo deve a credores dentro e fora do país, subiu 8,15% em 2014, para R$ 2,29 trilhões, novo recorde. As informações foram divulgadas nesta quarta-feira (28) pela Secretaria do Tesouro Nacional, do Ministério da Fazenda.
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ESTOQUE DA DÍVIDA PÚBLICA
Em R$ bilhões
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Fonte: Tesouro
O crescimento da dívida pública no ano passado foi de R$ 173 bilhões. Em 2013, a dívida pública havia registrado crescimento menor, de 5,7%, ou R$ 115 bilhões, para R$ 2,12 trilhões.

A dívida pública é a contraída pelo Tesouro Nacional para financiar o déficit orçamentário do governo federal. Quando os pagamentos e recebimentos são realizados em real, a dívida é chamada de interna. Quando tais operações ocorrem em moeda estrangeira (dólar, normalmente), é classificada como externa.

Fatores para o crescimento
O crescimento da dívida pública no ano passado está relacionado, principalmente, com as despesas com juros, no valor de R$ 243 bilhões.


Também pesou no aumento da dívida a injeção de R$ 60 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) em 2014. Nos últimos anos, o governo já injetou mais de R$ 400 bilhões no banco público para que a instituição financeira pudesse financiar os investimentos produtivos do setor privado.

Ao todo, a emissão para o BNDES em 2014 respondeu por 34,6% do aumento da dívida pública no ano passado. O ano passado, porém, pode ser o último de repasses do Tesouro para o BNDES. Isso porque o novo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, anunciou que esses repasses devem acabar.

A dívida só não cresceu mais no ano passado porque houve um resgate líquido (vencimento acima do volume de emissão de títulos públicos) no valor de R$ 69,2 bilhões no mercado financeiro.

Programação para 2014
De acordo com a Secretaria do Tesouro Nacional, o crescimento dívida pública ficou dentro do programado no ano passado. A estimativa do governo, divulgada no ínício de 2014, era de que a dívida terminasse o último ano entre R$ 2,17 trilhões e R$ 2,32 trilhões.


Em 2014, os vencimentos de títulos públicos previstos somaram R$ 544 bilhões, ao mesmo tempo em que os encargos da dívida pública totalizaram R$ 54 bilhões. O governo alocou, entretanto, R$ 121,8 bilhões em recursos orçamentários para pagar os vencimentos.

Aumento nos últimos anos
Segundo os dados do Tesouro, nos últimos dez anos a dívida pública mais que dobrou: em 2004, o estoque de dívida estava em R$ 1,01 trilhão, subindo para R$ 2 trilhões no fechamento de 2012 e para R$ 2,29 trilhões no fim do ano passado.


Da expansão da dívida pública de cerca de R$ 1,11 trilhão nos últimos dez anos, cerca de R$ 400 bilhões referem-se a emissões de títulos públicos para capitalizar o BNDES, ou aproximadamente de 30% da alta total.

Dívidas interna e externa
No caso da dívida interna, segundo informou o Tesouro Nacional, foi registrado um aumento de 7,32% em 2014, para R$ 2,18 trilhões. Já no caso da dívida externa brasileira, resultado da emissão de bônus soberanos (títulos da dívida) no mercado internacional e de contratos firmados no passado, o governo contabilizou um aumento de 0,83% no ano passado, para R$ 112 bilhões.


Perfil da dívida
Em dezembro de 2014, o percentual de papéis prefixados somou 43,08% do total, ou R$ 940 bilhões, contra 43,3% no fechamento de 2013, ou R$ 878 bilhões. Os números foram calculados após a contabilização dos contratos de "swap cambial".


Os títulos atrelados à taxa Selic (os pós-fixados), por sua vez, tiveram sua participação reduzida em 2014. No fim do ano passado, representaram 6,57% do total (R$ 143 bilhões), em comparação com 11,35% no fechamento de 2013 (R$ 230 bilhões).

A parcela da dívida atrelada aos índices de preços (inflação), por sua vez, somou 36,7% no fim de 2014, o equivalente a R$ 801 bilhões, contra 36,1% no fechamento de 2013, ou R$ 732 bilhões.

Os ativos indexados à variação da taxa de câmbio, por sua vez, somaram 13,64% do total no fim de 2014, ou R$ 297 bilhões, contra 9,22% no fim de 2013, ou R$ 186 bilhões, no fim do ano anterior. O crescimento da dívida em dólar se deve à emissão de contratos de "swap cambial" pelo BC - para evitar uma alta maior na cotação da moeda norte-americana.

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Petrobras desiste de refinarias, e perdas chegam a R$ 2,707 bilhões

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Lucro da empresa foi afetado por perdas, segundo a companhia.
Companhia atribuiu, entre outros fatores, desistência à falta de parceiros.


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Do G1, em São Paulo
28/01/2015 10h48 - Atualizado em 28/01/2015 13h33
Postado às 15h20m
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Entenda Petrobras (Foto: Editoria de Arte/G1)
A Petrobras informou no balanço do terceiro trimestre divulgado na madrugada desta quarta-feira (28) que as duas refinarias Premium, no Ceará e Maranhão, que não saíram do papel, geraram uma baixa contábil de R$ 2,707 bilhões: R$ 2,111 bilhões da Premium I e R$ 596 milhões, da Premium II.

O lucro líquido da Petrobras foi de R$ 3,087 bilhões, valor 38% inferior ao segundo trimestre deste ano, "refletindo as maiores despesas operacionais, principalmente pela baixa dos valores relacionados à construção das refinarias Premium I e Premium II", segundo informa o balanço da Petrobras.

A companhia atribuiu a desistência dos projetos das refinarias à falta de parceiros e à revisão das expectativas de crescimento do mercado de combustíveis. A decisão de descontinuar os projetos, segundo a companhia, foi tomada no último dia 22 de janeiro.

"A companhia, diante dos resultados econômicos alcançados até o momento, consideradas as taxas previstas de crescimento dos mercados interno e externo de derivados e da ausência de parceiro econômico para a implantação, condição prevista no Plano de Negócios e Gestão da Companhia, PNG 2014-2018, entendeu que deveria encerrar estes projetos de implantação", citou a empresa, no balanço do terceiro trimestre de 2014.

Ainda segundo a Petrobras, a empresa adotará todas as providências necessárias para reestruturar os compromissos assumidos para os projetos das refinarias Premium I e II junto aos governos estaduais e municipais, agências reguladoras e outros órgãos envolvidos.

Dados do balanço
O balanço da Petrobras não traz as perdas esperadas por conta das denúncias de corrupção na estatal investigadas na Operação Lava Jato, conforme era esperado pelo mercado.

De acordo com o balanço, que não tem o aval da auditoria independente PwC, a petroleira teve lucro líquido de R$ 3,087 bilhões no terceiro trimestre do ano passado.
O valor representa uma queda de 38% em relação ao trimestre anterior em 2014, "refletindo o menor lucro operacional", segundo a Petrobras.

Já em relação ao terceiro trimestre de 2013, quando o lucro havia sido de R$ 3,395 bilhões, o recuo foi de 9,9%.
No acumulado de janeiro a setembro, o lucro foi de R$ 13,439 bilhões, uma queda de 22% frente ao mesmo período do ano passado.

Repercussão nos mercados
A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) abriu em baixa nesta quarta-feira (27), pressionada pela divulgação do balanço da Petrobras. Sem incluir perdas por denúncias de corrupção, como era esperado, o relatório desagradou investidores.

Por volta das 10h35, as ações preferenciais da Petrobras perdiam 9,64%, e as ordinárias, 9,13%. Na véspera, os papeis da estatal ficaram instáveis à espera do balanço.

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Primeiras Impressões: Lexus CT200h

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Conjunto mecânico vem do Toyota, mas lista de equipamentos é extensa.
Com visual arrojado, hatch consegue fazer mais de 15 km/l na cidade.

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André Paixão Do G1, em São Paulo
28/01/2015 06h00 - Atualizado em 28/01/2015 06h00
Postado às 09h40m
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Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)

A letra “L” estilizada no logotipo do capô não ajuda muito na identificação da Lexus por quem não está familiarizado com a marca nas ruas. Pudera, a montadora de luxo que pertence à Toyota é extremamente exclusiva. São apenas duas concessionárias em todo o país, ambas em São Paulo, que vendem os cinco modelos da linha no Brasil.

O mais barato deles é CT200h, um híbrido (com um motor a combustão e outro elétrico) que parte de R$ 134 mil na versão Eco. Na Luxury, o preço sobe para R$ 154 mil.

O G1 avaliou a versão mais equipada do hatch. Em relação ao modelo mais “básico”, ele conta com bancos de couro perfurado, com aquecimento e regulagens elétricas, teto solar elétrico, faróis de LED com lavador e sensores de estacionamento dianteiro e traseiro.

O modelo mais "barato", entretanto, não é despojado. Ele já vem muito bem equipado. Há ar-condicionado digital de duas zonas, direção elétrica, central multimídia, 8 airbags, controles de tração e estabilidade, assistente de partida em rampa, central multimídia, acesso e partida sem chave e retrovisores rebatíveis eletricamente. 
Tabela de concorrentes do Lexus CT200h (Foto: Arte/G1)
Modelo "de entrada" da Lexus, o CT200h não é para qualquer um. Mas, por baixo do traje de gala, há um Toyota Prius. Os dois japoneses compartilham a base mecânica composta por um motor a combustão de 1.8 litro e 99 cavalos e outro elétrico, que gera o equivalente a 82 cv. Somados, eles proporcionam 136 cv e 21 kgfm de torque ao hatch de 1.465 kg.
Como funciona?
Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)
Tela mostra qual motor está fornecendo energia para o carro (Foto: Fabio Tito/G1)

Há quatro modos de o motorista guiar o CT200h. Em todos eles, o sistema híbrido aciona o motor elétrico quando necessário, sem a intervenção do condutor. Se a ideia é melhorar o consumo, basta girar o seletor (localizado abaixo dos comandos rádio) para a esquerda. Dessa forma está acionado o mapa Eco.

Com ele (e contando com o bom senso do motorista, de pisar moderadamente e progressivamente no acelerador), o sistema busca empurrar o carro apenas com o motor elétrico. Em um rápido teste, foi possível chegar aos 40 km/h utilizando somente a eletricidade. Em velocidades mais altas e com cargas maiores, o motor a gasolina é acionado.

Neste modo, o G1 anotou médias de consumo do CT200h. Na cidade, onde o motor elétrico é acionado com maior frequência, o hatch alcançou a média de 15,3 km/l. Na estrada, onde o motor a combustão atua com o elétrico, o consumo foi pior, de 14,8 km/l, o que é normal em híbridos, já que o motor elétrico não é tão utilizado. De qualquer forma, ele apresenta índices semelhantes a veículos populares, com motor 1.0 e bem mais leves.
'Bipolar'
No modo Sport, quadro de instrumentos recebe iluminação vermelha (Foto: Divulgação)
No modo Sport, quadro de instrumentos ganha conta-giros e iluminação vermelha (Foto: Divulgação)

Com tamanho apelo “ecológico”, parece que o CT200h não oferece diversão para quem gosta de acelerar. Errado. No modo Sport, na maior parte do tempo os dois motores estão acionados, para gerar o máximo de potência e torque para o hatch. Além disso, o quadro de instrumentos se transforma. 

Saem de cena o indicador de consumo ou regeneração de energia e a iluminação azul, para dar lugar a luz vermelha e um conta-giros convencional, mostrando um lado menos pacato do hatch.

O resultado é um desempenho agrada, mas em absolutamente nada lembra o “primo distante” LFA, superesportivo da Lexus de 552 cv. Mas a questão é que acaba sendo mais “divertido” pisar mais leve no acelerador e gastar menos combustível do que chegar alguns minutos antes ao destino.
Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)
Capa do motor do CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)

No modo normal, o CT200h busca o equilíbrio entre o Sport e o ECO, acionando o motor auxiliar quando a solicitação por velocidade aumenta. No último modo, EV, o carro só se move usando o propulsor elétrico. Porém, a autonomia é limitada, já que depende do nível de carga da bateria.

Esta, aliás, é recarregada automaticamente em dois momentos: quando o motorista tira o pé do acelerador e deixa o carro “rolar”  em frenagens, usando o sistema de regeneração de energia cinética. 

Visual e aerodinâmica
Com um visual invocado, o CT200h sugere ser muito mais esportivo do que de fato é. Dá até para fazer uma analogia "ousada" com o Hyundai Veloster, que também é mais conhecido por suas linhas arrojadas do que pelo desempenho. Porém, uma das grandes diferenças entre os dois modelos está no fato de o Lexus não ser veloz, mas, pelo menos, consumir muito menos combustível.


Além de criar um desenho exuberante, os projetistas da marca também conseguiram reduzir a resistência ao ar do veículo. O coeficiente aerodinâmico (Cx) de 0,29 é considerado excelente para um hatch, e pode ser comparado a sedãs, que tradicionalmente possuem menor arrasto, como o Audi A3 Sedan (0,30) e esportivos, como a Ferrari F12berlinetta (0,29).

Um dos motivos para um número tão bom é a pouca altura do assoalho para o solo, de apenas 14 cm. Por isso, é bom redobrar a atenção em valetas e lombadas mais altas, pois o carro pode raspar com frequência.

Interior 'tiozão'
Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)

Todo o dinamismo que se vê no exterior é perdido ao entrar no CT200h. Extremamente conservadora, a cabine do hatch aposta na sobriedade. Todos os comandos estão onde um consumidor mais tradicional espera encontra-los, sem frescuras ou ousadias estéticas.

A central multimídia é operada por uma espécie de mouse, localizado abaixo da alavanca de câmbio. Seu funcionamento poderia ser mais intuitivo, sobretudo se a tela de 8 polegadas fosse sensível ao toque. 

Porém, a central multimídia é polivalente. Ela possui, além do rádio e CD player, DVD player, TV digital e exibe imagens da câmera de ré, coordenadas do navegador e informações de climatização da cabine.
Comandos do rádio do Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)
Comandos de rádio e seletor para escolha dos
modos de condução (Foto: Fabio Tito/G1)

Porém, alguns comandos ficam “soltos”, e são acionados apenas por botões. Além do volume, a mudança de estação no dial e a fonte reprodutora de áudio só podem ser configuradas por teclas “convencionais”.

Ainda sobre o som, o sistema da Panasonic tem 10 alto-falantes e 2 tweeters faz jus ao “pedigree” Lexus. Seja a música popular ou a mais erudita delas, os ouvidos serão agraciados com um som de qualidade.
O acabamento acompanha o alto padrão. Há muito couro e alumínio espalhado pela cabine.

Mérito da Lexus que não baixou a qualidade dos materiais em seu modelo de entrada. O único senão são os bancos em tom claro de couro. O bege, além de não ser a cor favorita dos brasileiros, também está mais sujeita a aparentar sujeiras. Mas nada que o dono de um Lexus não possa pagar pela limpeza.

Mercado
Com o recente anúncio da redução do imposto de importação para veículos híbridos sem recarga e com motores entre 1.0 e 3.0 litros, o CT200h acabou beneficiado. Porém, a Lexus afirma que só irá promover mudanças na tabela quando o modelo se tornar linha 2015, o que, até agora, ainda não aconteceu.


Enquanto não tem o preço reduzido, ele ocupa um segmento quase único entre os híbridos. Não concorre com o Prius, por ser muito mais sofisticado, e também não faz frente ao Ford Fusion Hybrid, que, apesar ter preço próximo, é muito maior e mais espaçoso.

Assim, os “concorrentes” mais próximos acabam sendo outros hatches premium, que, se por um lado apostam em esportividade, por outro contam com pacote de equipamentos, preço e tamanho similares.
Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)Lexus CT200h (Foto: Fabio Tito/G1)

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