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quarta-feira, 19 de março de 2014

Obra roubada de museu do Pará é recuperada em Nova York

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Livro em latim de 1628 foi uma das 60 obras roubadas em 2008.
Diretor do Museu Emílio Goeldi recebeu a obra nesta quarta-feira.


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19/03/2014 17h47 - Atualizado em 19/03/2014 20h27
Postado às 23h30m
Natália Mello Do G1 PA

Obra Rara Museu Emílio Goeldi (Foto: Reprodução/TV Liberal)Obra rara foi restituída ao Museu Emílio Goeldi nesta quarta-feira (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Uma obra rara do século XVII roubada do Museu Paraense Emílio Goeldi, em Belém, e avaliada em cerca de US$ 200 mil, foi devolvida para a instituição nesta quarta-feira (19) após ser encontrada em Nova York, nos Estados Unidos. O comunicado de que a obra havia sido encontrada em território estrangeiro foi feito ao Museu Goeldi pela Polícia Federal Brasileira no último dia 11 de março.

A publicação é uma das cerca de 60 edições que foram roubadas em 2008 da Coleção de Obras Raras da Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna. De acordo com o Museu Emílio Goeldi, o inquérito policial já havia sido encerrado, e foi reaberto graças a descoberta do paradeiro da obra.

O livro em latim "Rerum Medicarum Novae Hispaniae", de 1628, é de autoria do médico e botânico espanhol Francisco Hernandez, um pioneiro no estudo da saúde. A publicação foi encontrada por um livreiro que comprava obras raras e desconfiou quando foi oferecida a publicação. 

O especialista da galeria Swan entrou em contato com as autoridades brasileiras, que, então, tomaram medidas para restituir o patrimônio ao Museu Goeldi.
Obra Rara Museu Emílio Goeldi (Foto: Reprodução/TV Liberal)
Livro é de autoria de médico e botânico espanhol
(Foto: Reprodução/TV Liberal)


O livro recuperado retrata a flora mexicana, detalhando as plantas medicinais, e é resultado da Expedição Espanhola de História Natural do Novo Mundo, que foi encomendada por Filipe II da Espanha e realizada de 1570-1577, especialmente no México.

Importância de recuperar a obra
Para o diretor do museu, Nilson Gabas, o valor das obras está longe de ser monetário. "Não tem como estimar o valor de recuperar uma obra como essa. Ela foi estimada em US$ 200 mil. 


Não tem como mensurar em quanto estão avaliadas todas as obras roubadas, porque foram vários livros, muitos desses livros têm desenhos, que os especialistas chamam de pranchas. Cada obra tem pelo menos 120 desenhos, e cada um deles pode valer de 4 a 5 mil dólares. É um valor inestimável", afirma.

Gabas acredita que a obra ajuda a resgatar a memória mundial. "É uma publicação que descreve a fauna e flora do México, e isso foi escrito em meados do século XVII, são informações preciosíssimas. Ela não é rara pela quantidade de exemplares no mundo, mas pelo valor científico", pontua.

Os originais da expedição ficaram guardados na Biblioteca El Ecorial da Espanha, que foi destruída em 17 julho de 1871 por um incêndio. Consequentemente todos os originais foram perdidos. Felizmente, todo o material da expedição havia sido publicado no "Rerum Medicarum Hispane Thesaurus", em 1826.
Obra Rara Museu Emílio Goeldi (Foto: Reprodução/TV Liberal)
O diretor Nilson Gabas diz que obra ajuda a resgatar
memória mundial (Foto: Reprodução/TV Liberal)

Preservação das obras
O diretor do museu explica que, um mês antes do roubo de 2008, o museu já investia na melhoria da segurança das obras. Uma sala cofre está em funcionamento desde 2009. "Nesta sala, a pessoa não entra sem ser filmada e o curador da sala está presente. 


Tomamos todos os cuidados. Estamos implementando um sistema para digitalizar as obras raras. O manuseio físico das obras raras será eliminado. A pessoa poderá consultar o arquivo digitalizado", explica Gabas.

De acordo com Astrogilda Ribeiro, chefe da Coordenação de Informação e Documentação (CID) do Museu Goeldi, a instituição tem cerca de três mil obras essenciais e raras acondicionadas na sala cofre. Os usuários interessados em consultar o acervo têm que preencher uma série de requisitos. 

“Identificar-se previamente ao curador, e, ao ser aprovado seu pedido, preencher um formulário com dados documentais”. Para manusear este tipo de obra, o visitante recebe luvas, máscaras e recomendações de restrições a fotografar e filmar.
Biblioteca do Museu Emílio Goeldi, em Belém, reabre para o público (Foto: Divulgação / MPEG)Biblioteca do Museu Emílio Goeldi, em Belém, reabriu para o público em abril de 2013, após dois anos e oito meses fechada para reforma (Foto: Divulgação / MPEG)

O livro foi a primeira obra recuperada dentre as aproximadamente 60 roubadas em 2008. A partir dela, a PF já tem suspeitos de envolvimento no roubo e a investigação será retomada. "Após a reabertura do inquérito, a Polícia Federal pode chegar a outras obras. E eu espero que outras publicações sejam recuperadas", conclui.

Roubo
Segundo o Museu Emílio Goeldi, o furto foi descoberto no dia 17 de dezembro de 2008, durante um treinamento para manuseio e curadoria das coleções. No dia seguinte foram iniciadas as investigações do caso, comandadas por três delegados da Polícia Federal.


Com a instauração de inquérito policial, participaram servidores, funcionários, bolsistas e terceirizados do Museu Goeldi. A instituição realizou uma sindicância interna e notificou os órgãos competentes que atuam no combate ao comércio ilegal de obras raras.

Coleção de obras raras
Idealizada por Domingos Soares Ferreira Penna e concretizada em 1894 por Emílio Goeldi, a biblioteca atende aos pesquisadores da instituição e àqueles encaminhados por instituições conveniadas, além de alunos de pós-graduação. 


Junto com o Arquivo do Museu Goieldi, tem por objetivo reunir, tratar, organizar, conservar todo o material bibliográfico que se encontra sob sua guarda e difundir as informações nele contidas.
A Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna é referência nas áreas de Antropologia, Arqueologia, Botânica, Ciências da Terra, Ecologia, Linguística e Zoologia relacionados à Amazônia. 

O espaço atende público especializado e de caráter acadêmico e científico, com acervo composto por livros, periódicos, folhetos, separatas, mapas, CDs, fotografias, filmes, fitas e microfilmes.

Serviço:
A Biblioteca Domingos Soares Ferreira Penna está localizada no Campus de Pesquisa do Museu Goeldi (MPEG), situado na Avenida Perimetral, em Belém-PA. Após uma reforma recente, reabriu para o público no dia 15 de abril de 2013 para a satisfação de estudantes, mestres e doutores, que buscam apoio no acervo para realizar pesquisas acadêmicas.


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terça-feira, 18 de março de 2014

Cientistas detectam pela primeira vez ecos diretos do Big Bang

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Importante descoberta ajuda a esclarecer origem do universo.
É a 1ª evidência de 'inflação cósmica' (expansão rápida do universo).


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17/03/2014 13h29 - Atualizado em 17/03/2014 13h47
Posrado em 18 de maeço de 2014 às 14h35m
Da France Presse
Nesta foto de 2007 o sol se põe por trás do telescópio BICEP2 na Antártida (Foto: Steffen Richter/AP)
O telescópio BICEP2, que fez descoberta (Foto: Steffen Richter/AP)

Cientistas americanos revelaram nesta segunda-feira (17) a detecção pela primeira vez de ecos do Big Bang, ocorrido há 14 bilhões de anos, uma importante descoberta para entender as origens do universo.

A "primeira evidência direta da inflação cósmica" foi observada com um telescópio no Polo Sul e foi anunciada por especialistas do Centro de Astrofísica (CfA) de Harvard-Smithsonian.

A existência destas ondulações de espaço-tempo, primeiro eco do Big Bang, previstas na teoria da relatividade de Albert Einstein, demonstra a expansão extremamente rápida do universo na primeira fração de segundo de sua existência, uma fase conhecida como inflação cósmica.

"A detecção destas ondulações é um dos objetivos mais importantes da cosmologia na atualidade e resultado de um enorme trabalho realizado por uma grande quantidade de cientistas", destacou John Kovac, professor de Astronomia e de Física no CfA e chefe da equipe de investigação BICEP2, que fez a descoberta.

"Era como encontrar uma agulha em um palheiro, mas em seu lugar encontramos uma barra de metal", disse o físico Clem Pryke, da Universidade de Minnesota, chefe adjunto da equipe.

Para o físico teórico Avi Loeb, da Universidade de Harvard, o avanço "representa um novo esclarecimento sobre algumas das questões mais fundamentais para saber por quê existimos e como o universo começou".

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O veterano mentor das empresas de tecnologia

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Bill Miller transformou Stanford em um celeiro de companhias de ponta

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PALO ALTO. A história de William Miller, 88 anos, se confunde com a do Vale do Silício. Recrutado em 1964 pelo legendário reitor de Stanford Frederick Terman, Bill, como é conhecido na região, veio a ocupar o cargo por oito anos na década de 1970, tornando-se ele mesmo uma lenda. 

Professor de administração pública e privada e de ciências da computação, ajudou a tornar a universidade sediada em Palo Alto um celeiro de companhias de tecnologia de ponta. “Como diz Bill Miller” é uma forma comum de se começar uma explicação no corredor entre San Jose e São Francisco.

Físico de formação e engenheiro por prática, Bill é um dos criadores, na década de 1960, do mais antigo fundo de venture capital dos EUA dedicado ao investimento em empresas de tecnologias inovadoras em estágio inicial, o Mayfield. 

Por 11 anos, presidiu a SRI International, instituto de pesquisa de Stanford que há 44 anos deixou o campus para se tornar agente independente de desenvolvimento tecnológico e transferência de conhecimento à comunidade. Fundou inúmeros empresas. A primeira, aos 62 anos. A última, aos 84.

Se a indústria tecnológica dos EUA produzisse um manual de sucesso, Bill Miller certamente seria convidado a escrevê-lo. A lição mais importante: não ter medo de errar. Abaixo, o Vale do Silício nas palavras do mestre, que conversou com jornalistas estrangeiros na sala do curso Startup Garage, da Escola de Negócios da graduação de Stanford, onde Bill ainda leciona.

O segredo definitivo
“O molho, o verdadeiro segredo do Vale do Silício é que não temos medo de errar, de não dar certo, e começar de novo. Tem um caso famoso aqui de um sujeito que começou duas empresas que naufragaram. 

As firmas de venture capital perderam US$ 75 milhões com ele, que na época era muito dinheiro. A terceira empresa dela foi um super-sucesso. E quem o financiou¿ Os investidores das duas primeiras rodadas. Aqui todo mundo assume risco.”

Ideias devem circular
“O Vale passou por muitas ondas de mudança neste jogo. Tivemos rádio, a indústria de computadores, a de software, depois biotecnologia, internet móvel, mais recentemente redes sociais. 

Surfamos cada uma delas porque aqui existe fluxo livre de ideias, entre todos os agentes: a partir das empresas, das universidades e dos investidores. Aqui conhecimento se compartilha. Essa é a fundação para que sempre surjam novas ideias.”

Dinheiro por perto anima inovadores
“Na origem do Vale, houve angels (investidores individuais que tiravam dinheiro do próprio bolso). Na década de 60, chegaram as empresas de venture capital (capital de risco) _ que é muito diferente de dinheiro de banco, que é empréstimo _ e há uma grande concentração delas no Vale. 

Elas aprenderam a ser muito boas com startups. Sem dinheiro, nenhum ideia anda. E a existência de dinheiro estimula inovação. O mesmo vale para outros recursos, como jurídicos, consultores. Ter este conjunto é um dos molhos do Vale”.

União faz a força
“O Vale é um lugar de pólos múltiplos. O pólo focado pode ser uma boa ideia, as pessoas trabalhando nele ficarão melhores e melhores naquilo e até muito competitivos. Mas não criará novas indústrias se ficar isolado. O melhor é ter vários pólos que interajam e se retroalimentem. 

Aqui, biotecnologia interage com infotecnologia e a nanotecnologia, essa é a maneira de criar toda uma nova indústria dinâmica. A indústria moderna de ciências da vida não nasceu na biotecnologia e sim em centros médicos e nos laboratórios de Física”.

Concorrente também é parceiro
“Você deve falar com o concorrente, para aprender com ele, assim se constroi conhecimento coletivo. A Costa Oeste é uma terra de pioneiros e pioneiros fazem duas coisas: são aventureiros, se lançam ao desafio, mas também constroem comunidades. Ninguém vai pro meio do nada e fica sozinho. 

Os fundadores de Stanford criaram uma universidade mas também uma comunidade em torno dela. O mundo da tecnologia funciona na mesma lógica. O Vale é uma comunidade: trabalha-se junto, mesmo em competição. 

Assim como é ok mudar de emprego. A Califórnia há anos proíbe a inclusão de cláusulas de não-competição em contratos de trabalho. A mobilidade de pessoal _ para outras empresas e para começarem suas firmas _ é muito importante. ”

Imigrantes são facilitadores da indústria
“Ter conexões com o exterior sempre foi uma vantagem no Vale, onde há cidades que forte presença de imigrantes. Mais de 50% das startups no Vale são iniciadas por empreendedores estrangeiros. Esses empreendedores estabelecem conexões com seus países de origem, amplificam os negócios.

Inovação não se faz mais num só lugar. São estas pessoas que ajudam a pegar um pedaço aqui, outro acolá, e fomentam o trabalho de integração, numa rede global”.

Um pouco de governo é fundamental
“O Vale teve pouca ajuda governamental em sua história. Mas, quando a ajuda é certa, é muito produtiva. Lei de Concordata e Falências, por exemplo. 

Em alguns países, quem pede concordata fica afastado dos negócios, não pode pegar financiamento por anos. No Vale, como a regra é errar e começar de novo, um ambiente regulatório desses seria a morte”.


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Pedro Doria
O colunista escreve às terças-feiras
oglobo.globo.com/tecnologia/o-novo-governo-da-internet

O novo governo da internet


Uma reunião que ocorrerá em São Paulo, no próximo mês, pode afastar os EUA do comando de parte da grande rede



No próximo dia 23 de abril, começa em São Paulo uma reunião para tratar do Futuro da Governança da Internet. Organizados pelo ICANN, órgão que coordena globalmente os endereços da rede, estes encontros acontecem com frequência. 

Mas, desde a sexta-feira, um anúncio surpreendente por parte do governo americano fez triplicar a atenção nesta cúpula paulistana. É que os EUA, até então responsáveis mundiais pela entidade, anunciaram a intenção de se afastar.

O anúncio tem seus mistérios. O ICANN responde diretamente à Secretaria de Comércio. Na sexta, o ministro Lawrence Strickling encomendou oficialmente à entidade um plano para fazer esta transição. Até 30 de setembro de 2015, um contrato submete o grupo ao governo americano. Se, depois disso, ele seguirá independente, ainda não está claro.

Mas a porta foi aberta. É neste plano de transição que a reunião de abril focará.
A mudança tem motivo: Edward Snowden. E o cenário desta reunião é convenientemente o Brasil. O furo de reportagem do repórter Glenn Greenwald a respeito do superesquema de espionagem online da NSA saiu primeiro no diário britânico The Guardian

Mas a primeira repercussão internacional , em colaboração de Greenwald com os repórteres José Casado e Roberto Kaz, saiu aqui no GLOBO. Mostrava que entre os focos da espionagem estavam tanto a presidente Dilma Rousseff quanto a Petrobras. O governo brasileiro foi o primeiro a protestar. 

Uma das mais antigas reclamações de Brasil e outros tantos é o controle que os EUA têm sobre a internet.
O ICANN foi instaurado em 30 de setembro de 1998 por ordem do presidente Bill Clinton, inspirado por seu vice, Al Gore. Até então, o responsável pelos endereços da rede era um tipo estupendo: Jon Postel.

Postel era um cientista da computação que passou toda a vida na Universidade da Califórnia em Los Angeles, UCLA. Se alguém precisasse sacar do bolso o estereótipo do cientista excêntrico, ele serviria: a barba espessa, desgrenhada, os óculos de lentes grossas. Foi um dos inventores da internet, ainda em finais dos anos 1960, quando era um jovem engenheiro com menos de um ano de formado.

A maior contribuição de Jon Postel para a história da internet foram os RFCs. Sigla para “pedido de comentários” em inglês, eram documentos que detalhavam tecnicamente como algo seria desenvolvido na rede. Cientistas de todo mundo poderiam, então, se envolver na discussão, propondo soluções diferentes. Foi neste espírito de colaboração entre cientistas que a internet nasceu e cresceu.

Também de seu escritório na UCLA, Postel governou solitário a internet mundial. Ou quase. Se alguém quisesse uma série de endereços IP, os números que identificam cada computador da rede, era Postel quem os concedia. 

Se alguém quisesse determinar que a um determinado IP correspondesse o domínio algumacoisa.com, também com Postel se combinava. Quando 1998 chegou, porém, a internet crescia com tal rapidez que já não era viável a um único homem cuidar de tudo. O ICANN nasceu para tê-lo como primeiro comandante. Não deu. Duas semanas após seu nascimento, o cientista infartou. Morreu aos 55 anos de idade.

Uma das condições impostas pelo governo americano para ceder comando do ICANN é de que nenhum outro país exerça papel dominante na estrutura do grupo. Washington espera uma proposta de estrutura de comando que inclua inúmeras entidades de muitos lugares.

Organizações da sociedade civil, ONU, universidades, pode até incluir governos. Por um lado, é uma aposta no espírito colaborativo de Postel e os muitos fundadores da internet. Mas é também geopolítica.
Os EUA são uma sociedade democrática. 

Escândalos surgem e são arduamente debatidos em público. A ideia de pensar que outros países como China e Rússia possam ter controle sobre parte essencial do funcionamento da internet não agrada a ninguém. Há uma janela de oportunidade. Em algumas semanas, o futuro da rede será definido no Brasil.