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quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Aumenta número de brasileiros em assentamentos irregulares

GIPOPE - OPINIÃO.

NOTÍCIAS & INFORMAÇÃO.
BRASIL -- ESTATÍSTICA

Dados fazem parte da publicação “Aglomerados Subnormais - Primeiros resultados”, do IBGE

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Karine Rodrigues
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Favela de Heliópolis, em São Paulo Foto: Marcos Alves / O Globo
Favela de Heliópolis, em São Paulo Marcos Alves / O Globo

[*||\\0//||*] RIO - Em uma década, o número de brasileiros nos chamados assentamentos irregulares, como favelas, invasões e palafitas, subiu 75% no país, segundo dados do Censo 2010 divulgados nesta quarta-feira. Em 2000, somavam 6,5 milhões de pessoas, total que pulou para 11,4 milhões no ano passado, representando 6% da população do país. Elas viviam em 6.329 aglomerados subnormais, que, por sua vez, estavam distribuídos em 323 municípios. No Rio de Janeiro, há a maior população deste tipo de moradia no país.


Os dados fazem parte da publicação “Aglomerados Subnormais - Primeiros resultados”, do IBGE, que usou inovações metodológicas e operacionais, como imagens de satélite de alta resolução, para aprimorar a identificação das referidas ocupações. O levantamento traz informações dos conjuntos domicílios constituídos de, no mínimo, 51 unidades habitacionais, caracterizadas, em geral, por carência de serviços públicos essenciais e situadas, ou tendo ocupado até recentemente, terreno de propriedade alheia.


Segundo o IBGE, em 2010, as habitações situadas em favelas estavam concentradas na Região Sudeste (49,8%), com destaque para os estados de São Paulo, que abrigava 23,3% dos referidos domicílios do país, e do Rio, com 19,1%. A ocorrência era bem menor nas regiões Centro-Oeste (1,8%) e Sul (5,3%).


Polo de concentração de emprego e de melhor infraestrutura, as áreas no entorno das metrópoles, não à toa, são o lugar onde esse tipo de habitação costuma se proliferar mais facilmente: 88,2% dos domicílios em aglomerados subnormais estavam em Regiões Metropolitanas (RMs) com mais de 1 milhão de habitantes. Vale ressaltar que quase a metade (43,7%) dos domicílios do país situados em favelas estavam localizadas nas RMs de São Paulo, do Rio e de Belém.


Estado dos superlativos também em relação aos aglomerados subnormais, São Paulo tinha, em 2010, a maior população vivendo nessas referidas áreas (2,7 milhões de pessoas), seguido por Rio (2 milhões) e Pará (1,2 milhão). Também possuía o maior número de domicílios particulares em tais assentamentos irregulares (748,8 mil), que, por sua vez, são mais numerosos lá (2.087) do que em qualquer outro estado do país. (2.087). Na outra ponta, Roraima apresentava a menor população morando em favelas (1.157), distribuídas nos três únicos assentamentos irregulares registrados pelo IBGE no estado.


Já a cidade do Rio tem a maior população vivendo em aglomerados: 1,39 milhão, seguida, da capital paulista, com 1, 28 milhão. Considerando as dez favelas mais populosas do país, o Rio também se destaca, já que a Rocinha, com 69 mil habitantes, está no topo do ranking, seguido por Sol Nascente (56,4 mil), no Distrito Federal, Rio das Pedras (54,7 mil), também no Rio, Coroadinho (53,9 mil), no Maranhão, e Baixadas da Estrada Nova Jurunas (53 mil), no Pará.


A pesquisa apontou também que o tamanho dos aglomerados subnormais é muito variável. Há municípios com predominância de assentamentos irregulares muito adensados, com 1.000 habitações ou mais, como Belém e São Luís, na qual eles respondem por mais de 80% do total existente, enquanto em outros, como Maceió (AL) e Curitiba (PR), esse percentual está na faixa dos 17%. Em geral, destaca o IBGE, quanto maior o tamanho e a densidade das áreas em questão, mais críticas são a acessibilidade, a circulação e a insolação.


Apesar de metade dos domicílios em aglomerados subnormais estar situada no Sudeste, Belém, na Região Norte, a Região Metropolitana de Belém tem a maior proporção de pessoas residentes nesse tipo de assentamento irregulare - 53,9% -, em relação à população total, que representa o dobro do registrado na RM de Salvador, onde foi registrado o segundo maior percentual do país (26,1%).


A publicação também revelou que, de quatro serviços considerados essenciais - abastecimento de água, esgotamento sanitário, destino do lixo e disponibilidade de energia elétrica - o esgotamento sanitário é o o que possui o menor grau de adequação nos domicílios situados em favelas (67,3%) e também o que apresentava a maior diferença percentual em relação às áreas urbanas regulares (85,1%).

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Google e Apple trabalham em ‘computação para vestir’

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Acessórios inteligentes já ganham protótipos em laboratórios secretos

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Muito além do smartphone, Google e Apple estudam conceito de 'computação para vestir' Foto: JUSTIN SULLIVAN / AFP
Muito além do smartphone, Google e Apple estudam conceito de 'computação para vestir' JUSTIN SULLIVAN / AFP

[#!!-=-!!#] RIO - Você já pensou em um "acessório inteligente" como um par de óculos ou pulseira conectados à internet? Pois a Google e a Apple sim, diz o "The New York Times". Em segredo, o laboratório "Google X" está pesquisando periféricos que - quando conectados à roupa ou ao corpo, sem o uso de fios - enviam informações de volta para smartphones Android. A Apple também estaria buscando alternativas em formato de pulseiras tendo o iPhone como central de recepção de dados móveis.


Ambas as empresas teriam com o objetivo principal vender mais aparelhos e a Google, em especial, publicidade em seus serviços. Com protótipos em desenvolvimento, é possível ainda que as pessoas tenham acesso a esses dispositivos, com comando de voz, num "futuro próximo", diz a reportagem.


A "computação para vestir", que é um termo amplo, pode ser compreendida por meio de dispositivos citados pelas fontes do "NYT" como um iPod com vidro curvo que envolve o punho e pode se comunicar com o usuário por meio do Siri - o assistente pessoal comandado por voz da Apple - que receberia ordens do seu dono e acionaria a execução de tarefas virtuais.


Pessoas que tiveram acesso a informações sigilosas dos laboratórios dizem que a Google está contratando engenheiros do Nokia Labs, da Apple e de universidades de engenharia que se especializaram no assunto. Entretanto, não se sabe ainda quem está mais adiantado na pesquisa e chegará primeiro ao mercado com os “aparelhos para vestir”.


Telas em óculos e monstros virtuais
Mesmo com novos gadgets, a central de processamento de dados ainda é o smartphone que, atualmente, não sai do bolso de seus usuários. O primeiro aparelho que pode ser enquadrado no conceito de "computação para vestir", dizem especialistas.


Segundo levantamento, um celular nunca fica mais de um metro de distância de seu dono, nem durante o sono. O que, segundo Michael Liebhold, pesquisador especializado em "computação para vestir" no Institute for the Future, de Palo Alto, é o caminho para a indefinição dos mundos real e virtual.


Nos próximos dez anos, ele prevê que as pessoas vão estar usando óculos com telas embutidas, por exemplo.
"As crianças vão brincar de jogos eletrônicos com seus amigos em um parque e correr perseguindo criaturas virtuais", disse ele.

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