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O principal índice da bolsa de valores brasileira avançou 2,20%, aos 175.589 pontos. Já a moeda americana recuou 0,67%, cotada a R$ 5,2840 — menor valor desde 11 de novembro.<<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo
Postado em 22 de Janeiro de 2.026 às 11h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O Ibovespa, principal índice da bolsa, subiu 2,20% nesta quinta-feira (22) e encerrou aos 175.589 pontos, alcançando o quinto recorde de fechamento em 2026. Na máxima do dia, chegou a superar os 177 mil pontos. Já o dólar recuou 0,67%, cotado a R$ 5,2840, no menor valor desde 11 de novembro.
O avanço dos mercados foi impulsionado, mais uma vez, pela entrada de recursos estrangeiros no Brasil. O tom mais moderado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aliviou as tensões externas e continuou favorecendo mercados emergentes, como o brasileiro.
▶️ As bolsas globais registraram ganhos após Trump descartar o uso de força militar para anexar a Groenlândia e suspender tarifas previstas para oito países europeus, reduzindo a percepção de risco nos mercados.
▶️ Ações de peso no Ibovespa fecharam em alta e puxaram o bom desempenho do índice. A Petrobras (PETR3) avançou 0,69%, enquanto a Vale (VALE3) subiu 0,58%. Já o Itaú (ITUB4) disparou 3,38%.
▶️ Nos EUA, dados revisados do PCE, indicador de inflação, mostraram alta de 2,8% no terceiro trimestre. O núcleo do índice, que exclui energia e alimentos, avançou 2,9%. Ambos os números vieram em linha com as leituras anteriores.
▶️ Além disso, o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025. Já os pedidos iniciais de auxílio-desemprego, divulgados hoje, subiram apenas 1 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, abaixo do esperado por economistas.
- 🔎 Esses números, acompanhados pelo Federal Reserve (Fed), banco central dos EUA, dão pistas sobre as decisões de juros no país e impactam os mercados. A maioria dos analistas espera que a taxa siga inalterada na próxima reunião do Fed, na faixa de 3,50% a 3,75% ao ano.
- Acumulado da semana: 1,65%;
- Acumulado do mês: -3,73%;
- Acumulado do ano: -3,73%.
- Acumulado da semana: +6,55%;
- Acumulado do mês: +8,98%;
- Acumulado do ano: +8,98%.
Na quarta-feira, após falas bastante críticas à Europa durante discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, o presidente americano, Donald Trump, disse ter alcançado um acordo sobre o futuro da Groenlândia junto à Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
"Com base em uma reunião muito produtiva que tive com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, formamos a estrutura de um futuro acordo relacionado à Groenlândia e, na prática, a toda a região do Ártico", afirmou o republicano em uma publicação no seu perfil no Truth Social.
Ele também destacou que, caso essa solução seja concretizada, "será muito positiva para os EUA e para todos os países da Otan".
Com base nesse entendimento, Trump também decidiu recuar das tarifas de 10% impostas a países europeus no último sábado, em retaliação à contrariedade dessas nações sobre a aquisição da Groenlândia pelos EUA.
Apesar disso, nesta quinta Rutte disse que o acordo não prevê cessão da soberania e prevê apenas que os membros da Otan poderão intervir no Ártico — onde fica a Groenlândia — em ameaças à segurança da região.
Já a primeira-ministra dinamarquesa, Mette Frederiksen, afirmou que "não houve negociação com a Otan ontem sobre soberania". A porta-voz da organização, Allison Hart, também negou que a soberania tenha sido discutida.
“O secretário-geral não propôs qualquer compromisso em relação à soberania durante sua reunião com o presidente em Davos”, disse Hart.
Rutte e Trump se reuniram após o discurso do republicano no Fórum Econômico Mundial em Davos, na Suíça. Depois do encontro, o republicano afirmou que foi estabelecida uma estrutura de um futuro acordo que atende os interesses dos EUA e de todos os países membros da Otan.
Agenda econômica
- PIB e preços dos EUA no 3T25
O Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA avançou a uma taxa anualizada de 4,4% no terceiro trimestre de 2025. O dado faz parte da segunda estimativa divulgada nesta quinta-feira pelo Departamento de Comércio dos EUA.
Essa atualização substitui a terceira estimativa do período, que estava prevista para 19 de dezembro de 2025, mas acabou não sendo publicada por causa da recente paralisação do governo americano, conhecida como shutdown.
Segundo o próprio departamento, a interrupção das atividades afetou o calendário oficial de divulgação dos dados econômicos.
Na primeira leitura do PIB, divulgada em dezembro, após o fim do shutdown, o crescimento da economia americana havia sido estimado em 4,3% no terceiro trimestre.
Já o índice de preços de gastos com consumo, conhecido como PCE (na sigla em inglês), avançou 2,8% no terceiro trimestre, segundo dados revisados, repetindo o resultado divulgado anteriormente.
O núcleo do PCE — que desconsidera itens mais voláteis, como energia e alimentos — teve alta de 2,9%, também em linha com a leitura prévia.
- Pedidos semanais de auxílio-desemprego nos EUA
Segundo o Departamento do Trabalho dos EUA, os pedidos iniciais de auxílio-desemprego aumentaram em apenas 1 mil na semana encerrada em 17 de janeiro, chegando a 200 mil solicitações após ajuste sazonal. Economistas consultados pela Reuters esperavam um número maior, de cerca de 210 mil pedidos.
Nas últimas semanas, esses dados têm apresentado oscilações por causa das dificuldades de ajustar os números ao período de festas de fim de ano e à virada do calendário.
Mesmo assim, os economistas avaliam que o mercado de trabalho permanece em um cenário de “baixa contratação e baixa demissão” — ou seja, as empresas não estão contratando muito, mas também não estão promovendo demissões em massa.
Esse comportamento, segundo analistas, está ligado às políticas mais duras de comércio e imigração adotadas por Trump, que reduziram tanto a oferta quanto a procura por trabalhadores.
Além disso, muitas empresas ainda hesitam em ampliar suas equipes, já que estão investindo fortemente em inteligência artificial.
Bolsas globais
O mercado em Wall Street fechou em alta, aproximando-se de suas máximas históricas, depois que Trump reduziu sua ameaça de tarifas sobre os países europeus, enquanto novos dados apontaram para uma economia resiliente.
O Dow Jones Industrial Average avançou 0,63%, aos 49.384,01 pontos, o S&P 500 subiu 0,55%, aos 6.913,35 pontos, e o Nasdaq Composite teve alta de 0,91%, aos 23.436,02 pontos.
Na Europa, os mercados também reagiram de forma positiva ao alivio no cenário internacional.
Os principais índices europeus também fecharam em alta, com o STOXX 600 subindo 1,03%. Entre os mercados nacionais, o DAX da Alemanha avançou 1,20%, o CAC 40 da França teve alta de 0,99%, o FTSE MIB da Itália ganhou 1,36% e o FTSE 100 de Londres subiu 0,12%.
Na Ásia, os mercados encerraram o dia com leves ganhos. Em algumas praças, as altas foram impulsionadas por setores ligados à indústria aeroespacial e à energia, que compensaram perdas em empresas de metais, afetadas pela queda do ouro.
No fechamento, os resultados foram mistos, mas positivos. Em Xangai, o índice SSEC subiu 0,14%, enquanto o CSI300 avançou 0,01%. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 0,17%.
Já em outros mercados asiáticos, o Nikkei de Tóquio avançou 1,7%, o KOSPI de Seul ganhou 0,87%, o índice de Taiwan subiu 1,60% e o Straits Times de Singapura teve valorização de 0,33%.
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