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Segundo análise de Lourival Sant'Anna ao CNN Prime Time, os EUA têm dominância militar, mas o Irã possui domínio estratégico do conflito, o que força Trump a negociar em posição desfavorável
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Da CNN Brasil
Postado em 24 de Março de 2.026 às 15h30m
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De acordo com Sant'Anna, Trump teve que abrir mão de todos os objetivos inicialmente estabelecidos para a guerra. "Ele não conseguiu acabar com o arsenal de mísseis e de drones do Irã, que continua ativo, continua operativo. Não conseguiu assegurar que o Irã não terá nunca mais um programa nuclear", explicou o analista.
"E muito menos a mudança de regime que Trump havia desejado no início", acrescentou.
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A situação evidencia um paradoxo estratégico: enquanto os Estados Unidos possuem dominância militar no conflito, o Irã detém a dominância política e estratégica. Isso ocorre porque o Irã tem maior tolerância à dor e mais capacidade de causar danos insuportáveis aos Estados Unidos, principalmente através do impacto no preço da energia e seu efeito dominó sobre outros produtos.
Negociações em posição de força
O Irã tem negociado em posição de vantagem, exigindo a continuidade da cobrança de pedágio no Estreito de Hormuz - aproximadamente 2 milhões de dólares por cargueiro ou petroleiro - além de garantias de que Israel e Estados Unidos não realizarão novos ataques. Há também indícios de que o país persa estaria buscando reparações de guerra.
"O Irã está com a posição de força nessa negociação e, ao piscar o presidente Trump, porque foi ele que piscou o primeiro, ele demonstra, incentiva o Irã a ter essa atitude", afirmou Sant'Anna. Segundo ele, a negociação estaria sendo conduzida através de Mohammed Kalibaf, presidente do parlamento iraniano, embora este tenha negado publicamente a existência de tratativas.
"A guerra está se desenhando para um fim, com o presidente Trump tendo que criar uma narrativa para evitar a imagem de que ele perder, mas o Trump não tem condições de continuar essa guerra", finalizou Sant'Anna, indicando que a potência americana se vê forçada a aceitar termos menos favoráveis do que esperava inicialmente.



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