--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
De acordo com porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, embarcações navegaram após alinhamento com autoridades; trata-se da primeira travessia pelo canal desde o início do conflito
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Jonathan Saul, da Reuters
Postado em 31 de Março de 2.026 às 11h00m
#.* -- Post. - Nº.\ 12.185 -- *.#

Navios no Estreito Ormuz • Reuters
“O Estreito de Ormuz e as águas ao redor são rotas importantes para o comércio global e o fornecimento de energia. A China pede um cessar-fogo imediato, o fim dos combates e a restauração da paz e da estabilidade na região do Golfo”, afirmou a porta-voz Mao Ning, ao comentar a passagem das embarcações.
Dados de rastreamento marítimo mostraram que dois navios de contêineres chineses atravessaram o estreito na segunda-feira (30), em uma segunda tentativa de deixar o Golfo, após uma primeira tentativa sem sucesso.
As embarcações navegaram em formação próxima para fora do estreito e seguiram para águas abertas, segundo dados da plataforma MarineTraffic.
“Ambos os navios conseguiram cruzar com sucesso na segunda tentativa, marcando os primeiros contêineres a deixar o Golfo Pérsico desde o início do conflito, excluindo embarcações com bandeira iraniana”, disse Rebecca Gerdes, analista de dados da Kpler, empresa proprietária do MarineTraffic.
“Os dois navios seguem em velocidade elevada rumo ao Golfo de Omã neste momento.”
Autoridades da COSCO, grupo de navegação que opera as embarcações, não responderam a pedidos de comentário.
Tráfego de carga geral retoma parcialmente
Em comunicado de 25 de março, a COSCO informou que havia retomado reservas para contêineres de carga geral de Ásia para países do Golfo, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Kuwait e Iraque.
O Irã lançou ataques contra embarcações no Golfo e ameaçou novos ataques, deixando centenas de navios e cerca de 20 mil tripulantes presos na região.
Exportações de energia, incluindo petróleo bruto da Arábia Saudita e gás natural liquefeito do Catar, foram praticamente interrompidas.
Embora tenham ocorrido discussões com o Irã e países como Índia e Paquistão sobre a passagem de suas frotas pelo estreito, os mercados de petróleo e transporte marítimo têm monitorado qualquer sinal de retomada do tráfego.
A maioria das embarcações que passou pelo canal transportava petróleo iraniano, com poucos navios de outros países conseguindo atravessar diariamente.
Navio grego parte rumo à Índia
Um navio operado por empresa grega com destino à Índia, carregando petróleo saudita, também deixou o Golfo recentemente pelo estreito, mostraram dados de rastreamento da LSEG.
O navio Marathi começou a transmitir sua posição na costa da Índia em 26 de março, após ter registrado sua última posição dentro do Golfo em 2 de março.
O navio foi visto pela última vez na costa oeste da Índia na segunda-feira (30), segundo dados da LSEG.
Foi o terceiro petroleiro carregado de petróleo operado pela empresa grega Dynacom a deixar o Golfo desde o início da guerra.
A Dynacom não respondeu imediatamente a pedidos de comentário.
A empresa é uma das poucas dispostas a arriscar a travessia pelo estreito, onde os riscos incluem minas flutuantes, mísseis e drones iranianos.
Empresas que fizeram a travessia usaram táticas como desligar os transponders de rastreamento AIS e navegar à noite para reduzir visibilidade, disseram fontes à Reuters.
Dois navios indianos de gás liquefeito de petróleo (GLP) atravessaram o estreito no sábado, após outros dois que transportaram suprimentos críticos de gás de cozinha destinados à Índia nos últimos dias.



Nenhum comentário:
Postar um comentário