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quarta-feira, 6 de maio de 2026

Irã está mais propenso a buscar arma atômica agora, diz especialista Ao WW, professor de RI

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Gunther Rudzit afirma que programa nuclear iraniano foi adiado, não destruído, e que país é mais perigoso agora do que antes dos ataques
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Da CNN Brasil
06/05/26 às 09:33 | Atualizado 06/05/26 às 09:33
Postado em 06 de Maio de 2.026 às 10h00m
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programa nuclear iraniano não foi destruído pelos ataques realizados pelos Estados Unidos e por Israel, contrariando declarações feitas pelos dois países. É o que indica uma reportagem recente, analisada pelo especialista Gunther Rudzit ao WW, da CNN Brasil, desta terça-feira (5).

Para o professor de Relações Internacionais da ESPM e da Unifa, tudo aponta que o Irã permanece com partes significativas de sua cadeia de enriquecimento de urânio intactas.

Segundo Rudzit, tanto Israel quanto os Estados Unidos afirmaram, ao menos três vezes, que o programa nuclear iraniano teria sido danificado a ponto de inviabilizar a retomada da busca por material físico para armas nucleares. No entanto, os fatos indicam que esse objetivo não foi alcançado.

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Prazo para bomba foi adiado, não eliminado

Antes do início do conflito, estimava-se que o Irã levaria entre três e seis meses para construir uma bomba nuclear e colocá-la em prática. Agora, esse prazo foi estendido para entre um ano e um ano e meio. "Foi adiado, não foi dizimado", afirmou Rudzit, lembrando que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, chegou a declarar que o programa havia sido "obliterado".

Guarda Revolucionária e o risco nuclear

"Um dos principais objetivos da guerra, ao menos do ponto de vista do governo americano, não foi atingido", ponderou o especialista. Pelo contrário: com o regime iraniano atualmente sob controle da Guarda Revolucionária, o país estaria "muito mais propenso a buscar essa arma atômica do que antes". Para Rudzit, o Irã é hoje um país "muito mais perigoso do que antes".

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