"Isso
significa que o Irã ainda tem muita capacidade de retaliação,
principalmente contra os países do Golfo, e de continuar causando
estragos do ponto de vista geoeconômico para o mundo inteiro, inclusive
ali no Estreito de Ormuz", explicou.
O professor
destacou a inconsistência nas declarações de Trump sobre o conflito.
"Talvez seja esse um dos motivos que Donald Trump tenha mudado a
retórica de forma constante. Veja que hoje ele anuncia que deve conseguir desobstruir o Estreito de Ormuz de forma muito fácil, ou seja, ele volta agora com a narrativa de tentar desbloquear o Estreito de Ormuz", observou Coelho.
Coelho
lembra que dias antes Trump havia afirmado que o Estreito de Ormuz não
importava mais e que os Estados Unidos já tinham atingido seu objetivo.
Segundo ele, há dois possíveis cenários a partir dessas informações:
"Um deles é
que Donald Trump queira escalar ainda mais a guerra, até porque
continuam sendo enviadas mais tropas a Irã. Em segundo lugar, o aumento
dos discursos contra a OTAN, tentando culpar a existências de mísseis ou
problema do bloqueio do Estreito de Ormuz pela falta de ajuda dos
países europeus", projetou o professor.
Coelho também falou sobre o caça americano abatido no Irã,
informação já confirmada por fontes norte-americanas. O professor
classifica o episódio como parte de uma "guerra psicológica":
"O Irã vai
utilizar isso como uma narrativa de estar criando dificuldades. A
estratégia não é vencer militarmente os Estados Unidos, o objetivo é não
ser derrotado, se manter de pé. O que talvez a gente não saiba é o que
significa vitória para o lado dos Estados Unidos", pontuou o
especialista, reforçando que há um "descompasso" entre o discurso de
Trump e o que acontece no Irã.
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