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quinta-feira, 29 de outubro de 2026

Ibovespa cai pelo 4º dia, e queda na semana passa de 17%; dólar sobe e fecha a R$ 5,38

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A bolsa brasileira recuou 1,06%, aos 169.186 pontos. Já a moeda americana fechou em alta de 0,89%, a R$ 5,3874.
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Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 29 de Outubro de 2.026 às 10h00m
 
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

O dólar fechou em alta de 0,89% nesta quinta-feira (29), cotado a R$ 5,3874. Na máxima do dia, chegou a R$ 5,4285. Já o Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, caiu 1,06%, aos 169.186 pontos, no quarto dia seguido de perdas.

Após o Fed manter os juros dos Estados Unidos inalterados, investidores voltaram as atenções para novos dados de inflação e atividade americana. No Brasil, o foco ficou nos desdobramentos das eleições presidenciais e na definição da alíquota da CBS, no âmbito da reforma tributária.

▶️ O PCE e o PIB dos EUA foram os principais destaques da sessão. O Índice de Preços de Despesas de Consumo Pessoal (PCE) subiu 0,5% em setembro, em meio à alta da gasolina e de outros bens, enquanto a economia americana cresceu mais do que o esperado no terceiro trimestre. Os dados reforçam a expectativa de uma nova alta de juros na próxima reunião do Fed.

▶️ Os estados e o Distrito Federal aprovaram um novo aumento do ICMS sobre combustíveis. Na véspera, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) definiu os novos valores para gasolina, diesel e gás de cozinha, que entram em vigor em fevereiro de 2027. A decisão foi oficializada no Diário Oficial da União (DOU).

▶️ Outro destaque foi a alíquota proposta para a CBS, novo tributo sobre o consumo criado pela reforma tributária. Na quarta-feira, o Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou o cálculo de uma alíquota de referência de 11,3% para 2027. O valor final será definido pelo Senado.

Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.

💲Dólar

  • Acumulado da semana: -17,50%
  • Acumulado do mês: -9,20%;
  • Acumulado do ano: +5%.
Os próximos passos da reforma tributária

O TCU aprovou na quarta-feira (28) uma proposta para que a alíquota de referência da Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), novo tributo aprovado no âmbito da reforma tributária sobre o consumo, seja de 11,3% em 2027.

O valor será encaminhado ao Congresso Nacional, que poderá concordar ou não. Caberá ao Senado fixar o valor final da alíquota, que será cobrada a partir de 2027, até 15 de dezembro.

Além da CBS, haverá a cobrança transitória do Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) com uma alíquota total de 0,1% em 2027 e 2028, dividida entre estados (0,05%) e municípios (0,05%). Essa alíquota começa a subir gradualmente a partir de 2029.

Com a reforma tributária, os tributos sobre o consumo passarão a seguir o modelo de Imposto sobre Valor Agregado (IVA), adotado em grande parte do mundo, com cobrança não cumulativa.

Isso significa que o imposto será recolhido em cada etapa da cadeia produtiva, mas as empresas poderão descontar os tributos pagos nas fases anteriores.

Por exemplo: se o IVA for de 20%, um produto vendido ao consumidor final por R$ 100 terá imposto, que, ao final da cadeia, totalizará R$ 20, após os mecanismos de crédito e compensação entre os diferentes empresas da produção e comercialização. Veja o que muda para empresas em 2027.

  • ICMS sobre combustíveis vai aumentar

Outro ponto de atenção fica com a aprovação, por parte do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz), da atualização anual das alíquotas do ICMS sobre gasolina, diesel e gás de cozinha.

Bolsas globais

Nos EUA, os três principais índices de Wall Street fecharam em queda nesta quinta-feira, conforme investidores repercutiam balanços corporativos e novos dados de inflação e atividade.

O Dow Jones caiu 0,25%, enquanto o S&P 500 recuou 0,30% e o Nasdaq Composite teve perda de 1,38%.

Já na Europa, a maioria dos índices fechou em alta, conforme investidores avaliavam a renuncia de Christine Lagarde à presidência do Banco Central Europeu (BCE) e repercutiam a decisão de ontem do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), de manter os juros inalterados nos EUA.

O índice pan-europeu STOXX 600 subiu 0,7%, para 644,14 pontos. Entre os demais índices da região, o DAX, da Alemanha, avançou 0,37%, enquanto o CAC-40, da França, teve alta de 0,02% e o FTSE 100, do Reino Unido, ganhou 0,04%.

Na Ásia, as ações chinesas fecharam em queda nesta quinta-feira, em meio a mais uma onda de vendas de ações ligadas ao setor de tecnologia.

O SSEC, Índice de Xangai, caiu 0,8%, e o CSI300, que reúne grandes empresas chinesas, recuou 1%. No Japão, o Nikkei avançou 1,10% e o Kospi, da Coreia do Sul, desvalorizou 1,24%. O Hang Seng, de Hong Kong, teve perdas de 0,59%.

* Com informações da agência de notícias Reuters.

Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels
Cédulas de dólar — Foto: John Guccione/Pexels

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