--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Líder supremo iraniano falou na TV estatal do país em meio a negociações com os EUA em Genebra nesta terça (17). Presidente dos EUA pressiona o Irã para fazer um acordo que limite o programa nuclear iraniano.
--------------------------------------------------------------------------------------------------------------
Por Redação g1
Postado em 17 de Fevereiro de 2.026 às 08h00m
#.* -- Post. - Nº.\ 12.091 -- *.#
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/4/l/NOBc4uTXKyLWVo7CrS9A/fotojet-2026-01-29t153310.914.jpg)
Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci
O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira (17) que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, não conseguirá acabar com a República Islâmica. Ele também ameaçou derrubar o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, que está na próximo ao Irã.
"O presidente dos EUA diz que o Exército deles é o mais forte do mundo, mas o Exército mais forte do mundo às vezes pode levar um golpe tão forte que não consegue se levantar. (...) Mais perigoso que o porta-aviões deles é a arma que pode enviá-lo ao fundo do mar", afirmou Khamenei em discurso em Teerã.
A fala ocorreu em meio à retomada das negociações entre EUA e Irã, mediadas pelo Omã, para limitar o programa nuclear iraniano. Trump exige que Teerã acabe com seu programa e protagoniza uma escalada de tensões e militar contra o regime Khamenei. O líder norte-americano ameaça atacar o país do Oriente Médio caso as negociações fracassem. (Leia mais abaixo)
Ao contrário de Khamenei, Trump fala constantemente sobre as negociações com o Irã e alterna entre ameaças e um tom mais otimista. Na segunda-feira, ele disse que estaria envolvido "indiretamente" nas tratativas e voltou a ameaçar o país do Oriente Médio caso não haja acordo.
"Estarei envolvido indiretamente nas negociações, vamos ver o que vai acontecer. Acho que eles são maus negociadores, porque poderíamos ter tido um acordo em vez de enviar os B-2 para destruir o potencial nuclear deles. E tivemos que enviar os B-2", disse Trump a repórteres a bordo do Air Force One. “Não acho que eles queiram as consequências de não fechar um acordo”, concluiu.
Desde que iniciou a pressão contra o Irã, em janeiro, Trump ordenou a ida de uma ampla presença militar para o Oriente Médio, que inclui dois porta-aviões e dezenas de outros navios de guerra, incluindo destróieres, além de dezenas de jatos de combate.
O grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln chegou no final de janeiro ao Mar Arábico, próximo à costa sul do Irã. Já o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, foi despachado para a região nos últimos dias.
Negociação nuclear e tensão militar
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/Q/A/AQTwOyRfS1hAFJ0wsArg/ap26045405390269.jpg)
Manifestantes a favor do príncipe herdeiro do Irã, em Munique. — Foto: Ebrahim Noroozi/AP
As negociações são tratadas com cautela porque EUA e Irã ainda têm grandes diferenças entre eles: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear.
A principal autoridade nuclear iraniana afirmou nesta semana que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear.
O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA.
O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar "medidas muito duras" contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região.
A Guarda Revolucionária do Irã anunciou na segunda-feira que faria novos exercícios militares no Estreito de Ormuz, o que elevou as tensões com as tropas dos EUA que estão estacionadas na região.
/i.s3.glbimg.com/v1/AUTH_59edd422c0c84a879bd37670ae4f538a/internal_photos/bs/2026/h/B/KG6RjFSrSuESLAspOcBw/2026-02-17t104216z-198529925-rc2mnjauejpu-rtrmadp-3-iran-usa-talk.jpg)
Líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, discursa em Teerã em 17
de fevereiro de 2026. — Foto: Gabinete do líder supremo do Irã/Wana
Handout via REUTERS