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segunda-feira, 23 de março de 2026

EUA vivem processo acelerado rumo à autocracia, aponta estudo

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Relatório divulgado pelo instuto V-Dem mostra que, pela primeira vez em mais de 50 anos, o país deixou de ser classificado como uma democracia liberal
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Da CNN Brasil
23/03/26 às 17:55 | Atualizado 23/03/26 às 18:04
Postado em 23 de Março de 2.026 às 18h25m
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O presidente dos EUA, Donald Trump, durante coletiva de imprensa na Flórida  • Roberto Schmidt/Getty Images

Os  EUA estão vivendo um dos processos mais acelerados de erosão democrática já registrados, ao mesmo tempo em que o mundo enfrenta um retrocesso generalizado, segundo o relatório Democracy Report 2026: Unraveling the Democratic Era?, divulgado pelo instituto V-Dem (Instituto Variedades da Democracia).

O estudo, que monitora a situação da democracia pelo mundo, mostra que, pela primeira vez em mais de 50 anos, o país administrado pelo presidente Donald Trump deixou de ser classificado como uma democracia liberal, passando para a categoria de democracia eleitoral.

Os Estados Unidos também perderam posições no ranking global, caindo da 20ª para a 51ª posição entre os 179 países analisados.

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O LDI (Índice de Democracia Liberal), principal indicador utilizado pelo estudo, registrou queda significativa, passando de 0,79 em 2023 para 0,57 em 2025, uma redução de cerca de 24% em apenas um ano.

Com isso, o nível democrático do país retornou a padrões comparáveis aos de 1965, período que antecede a consolidação de direitos civis modernos.

Democracia Liberal x Eleitoral

O instituto V-Dem classifica a Democracia Eleitoral como o núcleo fundamental de qualquer tipo de democracia. Ela tem como foco a integridade do processo de escolha dos governantes e nas liberdades políticas básicas.

Nele, as eleições são livres, justas e recorrentes, com os funcionários podendo aproveitar do poder político como preferir e partidos políticos e candidatos podendo se organizar para competir livremente.

Já a Democracia Liberal possui todos os atributos da Democracia Eleitoral, mas tem como foco a limitação do poder governamental e a proteção dos direitos contra possíveis abusos do Estado, por meio dos seguintes mecanismos:

  • Freios e contrapesos sobre o poder executivo, exercidos pelos Poderes Legislativo e Judiciário;
  • Independência dos Poderes para fiscalizar o governo;
  • Estado de Direito robusto;
  • Proteção rigorosa das liberdades civis individuais;
  • Garantia de igualdade perante a lei;
Cenário mundial

Fora dos EUA, o nível de democracia experimentado pelo cidadão médio global retornou aos patamares de 1978, praticamente anulando os avanços conquistados desde a chamada terceira onda de democratização, iniciada na década de 1970, ainda segundo o levantamento.

O estudo indica que hoje, cerca de 74% da população mundial (aproximadamente 6 bilhões de pessoas) vivem sob regimes autocráticos, enquanto apenas 7% estão em democracias liberais, o menor índice em mais de meio século.

Pela primeira vez, há mais pessoas vivendo em autocracias fechadas do que em democracias somadas.

Concentração de poder e enfraquecimento institucional

Segundo o relatório, o processo de autocratização nos Estados Unidos ocorre em ritmo inédito.

O estudo aponta que a concentração de poder no Executivo e o enfraquecimento dos contrapesos avançaram mais rápido do que em casos recentes de desgaste democrático em países como Hungria, Índia e Turquia.

Um dos indicadores mais afetados foi o de restrições legislativas ao Executivo, que, só em 2025, perdeu cerca de um terço de seu valor, atingindo o nível mais baixo em mais de um século. O dado sugere uma redução significativa da capacidade de fiscalização do Congresso sobre o governo.

Além disso, o relatório aponta desgastes consistentes em áreas-chave, como:

  • A liberdade de expressão e de imprensa, que atingiu o nível mais baixo desde o pós-Segunda Guerra Mundial;
  • Os índices de direitos civis e igualdade perante a lei, que recuaram aos patamares do fim dos anos 1960;
  • As restrições ao poder Judiciário, que enfraqueceram a níveis que não são vistos desde 1900.

Apesar desse quadro, os componentes eleitorais, como o direito ao voto e a realização de eleições, permanecem relativamente estáveis. Ainda assim, o estudo alerta para riscos nas eleições legislativas de 2026.

"Terceira onda de autocratização" avança

O caso dos Estados Unidos se insere em um fenômeno mais amplo, descrito pelo V-Dem como a terceira onda de autocratização. Atualmente, 44 países passam por processos simultâneos de declínio democrático, concentrando cerca de 41% da população global (aproximadamente 3,4 bilhões de pessoas).

Outro ponto de destaque é o ataque sistemático à liberdade de expressão, considerado o pilar mais afetado da democracia contemporânea. Apenas no último ano, houve deterioração nesse aspecto em 44 países, com censura à mídia sendo adotada por 73% dos regimes em autocratização.

Risco à governança global

O relatório conclui que a combinação entre o enfraquecimento das democracias e a expansão de regimes autoritários representa uma mudança estrutural no equilíbrio global de poder.

Nesse contexto, o declínio dos EUA, historicamente uma das principais referências democráticas, é visto como um fator que pode acelerar ainda mais essa transformação, ampliando os riscos para a estabilidade política internacional.

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Copa do Brasil 2026: veja os confrontos da quinta fase

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Jogos de ida e volta serão nas semanas de de 22 de abril e 13 de maio
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Por João Santana e Ronald Lincoln — Rio de Janeiro

Postado em 23 de Março de 2.026 às 15h15m
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Sorteio dos confrontos da 5ª fase da Copa do Brasil
Sorteio dos confrontos da 5ª fase da Copa do Brasil

A CBF sorteou, na tarde desta segunda-feira, em sua sede, os confrontos da quinta fase da Copa do Brasil 2026. Os jogos estão previstos para ocorrer nas semanas de 22 de abril (ida) e 13 de maio (volta). As datas exatas ainda serão confirmadas pela confederação.

+ AO VIVO: acompanhe a repercussão na ge tv
+ Confira a tabela da Copa do Brasil

Há duas mudanças em 2026: os 20 clubes que disputam a Série A do Brasileirão já estreiam nesta fase do torneio, que será disputada em jogos de ida e volta.

Confrontos da quinta fase da Copa do Brasil 2026 — Foto: Ronald Lincoln/ge
Confrontos da quinta fase da Copa do Brasil 2026 — Foto: Ronald Lincoln/ge

Veja todos os confrontos da quinta fase

  • Atlético-MG x Ceará (Ceará decide em casa)
  • Cruzeiro x Goiás (Cruzeiro decide em casa)
  • Athletico-PR x Atlético-GO (Atlético-GO decide em casa)
  • Flamengo x Vitória (Vitória decide em casa)
  • Grêmio x Confiança-SE (Confiança decide em casa)
  • Vasco x Paysandu (Vasco decide em casa)
  • Fortaleza x CRB (CRB decide em casa)
  • Bahia x Remo (Remos decide em casa)
  • Botafogo x Chapecoense (Chapecoense decide em casa)
  • Red Bull Bragantino x Mirassol (Mirassol decide em casa)
  • Corinthians x Barra-SC (Corinthians decide em casa)
  • Fluminense x Operário-PR (Fluminense decide em casa)
  • Palmeiras x Jacuipense-BA (Jacuipense decide em casa)
  • Internacional x Athletic-MG (Inter decide em casa)
  • Santos x Coritiba (Coritiba decide em casa)
  • São Paulo x Juventude (Juventude decide em casa)

Os 32 times classificados foram separados em dois potes com 16 equipes em cada, respeitando o posicionamento de cada um no ranking nacional de clubes da CBF. Com os 16 melhores colocados no pote A e os demais, no pote B.

  • Pote 1: Flamengo, Corinthians, Palmeiras, Atlético-MG, São Paulo, Fluminense, Botafogo, Athletico-PR, Bahia, Vasco, Cruzeiro, Grêmio, Fortaleza, Internacional, RB Bragantino e Santos.
  • Pote 2: Vitória, Ceará, Coritiba, Mirassol, Chapecoense, Remo, Paysandu, Operário-PR, Athletic, Confiança, Atlético-GO, CRB, Jacuipense, Juventude, Goiás e Barra-SC.

O sorteio também definiu os mandos de campo. Considerando questões de segurança pública, dois clubes da mesma cidade não poderiam ser mandantes na mesma data base, exceto para cidades com mais de dois participantes.

Premiação

  • Quinta fase: R$ 2 milhões
  • Oitavas de final: R$ 3 milhões
  • Quartas de final: R$ 4 milhões
  • Semifinal: R$ 9 milhões
  • Vice-campeão: R$ 34 milhões
  • Campeão: R$ 78 milhões
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Irã não vai abrir o Estreito de Ormuz para EUA e aliados, diz especialista

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Especialista em Direito Internacional alerta que o Estreito de Ormuz seguirá fechado para aliados americanos e que possíveis ataques iranianos terão impacto econômico global
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Da CNN Brasil
22/03/26 às 19:57 | Atualizado 22/03/26 às 19:57
Postado em 23 de Março de 2.026 às 05h00m
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O Irã não vai ceder à pressão dos Estados Unidos e não vai abrir o Estreito de Ormuz para aliados americanos, alerta Priscila Caneparo, doutora em Direito Internacional e professora na Ambra University. Em entrevista ao Agora CNN, a especialista enfatiza que o Estreito não está completamente fechado, mas sim seletivamente bloqueado para países aliados aos EUA, enquanto permanece aberto para parceiros como China e Rússia.

"A gente sabe que o Irã não vai ceder, não vai abrir o Estreito de Ormuz justamente para os países aliados aos Estados Unidos. É importantíssimo deixar claro que o Estreito de Ormuz não está fechado. Tanto é verdade que barcos petroleiros que rumam, por exemplo, à China, à Rússia, continuam tendo acesso ao Estreito", explicou Caneparo.

Impactos econômicos globais

A tensão no Estreito de Ormuz, por onde passa significativa parte do petróleo mundial, já causa preocupação nos mercados financeiros globais. Segundo a especialista, caso ocorram os ataques esperados, haverá aumento no preço do barril de petróleo e uma inflação que afetará diversos países, incluindo o Brasil.

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"Um ataque ao Irã não vai produzir efeitos apenas dentro do território iraniano, porque o Irã é um grande exportador de petróleo e tem uma estrutura apta a influenciar todo e qualquer lugar do mundo, inclusive o Brasil. Isso faz com que haja elevação dos preços dos combustíveis e principalmente também uma inflação atrelada aos alimentos, logística e transporte", alertou Caneparo.

Contra-ataques iranianos

A especialista também prevê que o Irã não se limitará a uma postura defensiva e deve contra-atacar em setores estratégicos de outros países do Oriente Médio. Ela citou como exemplo um recente ataque iraniano a uma infraestrutura de gás liquefeito no Catar, que afetou 17% da produção local, e mencionou possíveis ataques a estruturas na Arábia Saudita.

"A gente sabe que o Irã vai contra-atacar também em setor estratégico em outros países do Oriente Médio. O Irã está ameaçando atacar via bombardeio alguma estrutura na Arábia Saudita relacionada à extração de petróleo pelo Mar Vermelho para o restante do mundo", afirmou Caneparo.

Poder militar iraniano

Caneparo ressaltou que o Irã possui uma considerável força militar, sendo a segunda maior potência do Oriente Médio, atrás apenas de Israel. Além disso, destacou que o regime dos aiatolás é bem estruturado e possui um sistema militar descentralizado, o que dificulta sua desestabilização.

"Nós não estamos falando de um Estado, nós estamos falando de uma civilização que tem um poder de resiliência muito grande. E mais problemático ainda é que nós temos um regime, o regime dos aiatolás, muito bem estruturado. Ele é um regime, a partir da perspectiva militar, descentralizado", explicou a especialista.

A doutora em Direito Internacional também alertou que ataques ocidentais ao território iraniano podem fortalecer o apoio popular ao regime atual, mesmo entre aqueles que anteriormente se opunham a ele, pois a população tende a se unir em defesa do território nacional.

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