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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

Só 31 escolas públicas com alunos de baixa renda mantêm excelência no ensino desde 2011, diz pesquisa

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Em 2011, grupo das excelentes era formado por 215 escolas; queda no Ideb e desempenho insuficiente em matemática explicam perda de 'selo de qualidade'.

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Por Vanessa Fajardo, G1

Só 31 escolas públicas brasileiras que atendem alunos de baixo nível socioeconômico do ciclo 1 do ensino fundamental conseguiram manter a excelência do ensino ao longo de três edições consecutivas de uma pesquisa feita pela Fundação Lemann, Instituto Credit Suisse Hedging-Griffo e Itaú BBA, a partir de dados da Prova Brasil. O resultado da última análise, referente a 2015, foi divulgado nesta terça-feira (19).

No primeiro ano da pesquisa, em 2011, um grupo de 215 escolas foram consideradas excelentes. Elas estão dentro de um universo de 15 mil escolas que atendem alunos de 1º ao 5º ano do ensino fundamental. Destas 215, só 54 se mantiveram neste ano, e apenas 31 apareceram nas três pesquisas (dos anos de 2011, 2013 e 2015). Só quatro delas são da rede estadual, o restante é municipal (veja a lista abaixo).

É um número baixo, gostaríamos de ter muito mais escolas. Poucas conseguem se manter no patamar que julgamos adequado. Não sabemos se é o perfil do aluno que muda ou se é a gestão, porque a régua não é rigorosa. Houve uma queda no Ideb e estamos tentamos entender o motivo, diz Ernesto Martins Faria, coordenador do estudo.

O estudo aponta que, entre 2011 e 2015, mais de 80% das escolas que perderam a condição de excelência tiveram também uma diminuição no Ideb. O segundo critério que mais contribuiu para a queda de escolas no topo da qualidade foi o desempenho insuficiente em matemática, o que ocorreu com 63% dos alunos. Outros 35% tiveram desempenho insuficiente em língua portuguesa.

O mapeamento tem como base a Prova Brasil, um exame que avalia os conhecimentos dos alunos em matemática e língua portuguesa. O resultado do desempenho é um dos componentes do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Anos finais do fundamental
O número de escolas excelentes cai muito quando se avalia os anos finais do segundo ciclo do ensino médio. Apenas dez bateram os critérios da pesquisa em 2013 e 2015 (veja a lista abaixo). Nesta fase, que compreende do 6º ao 9º ano do ensino fundamental, o Brasil também não alcançou as metas do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb).

Em 2013, o total de 235 escolas foi classificado como excelente, mas em 2015 apenas 61 dessas continuaram no mesmo patamar de qualidade.

No fundamental 2 os critérios foram menos exigentes. Acho que é escasso o número de escolas com desempenho satisfatório. Não sabemos se o problema é a formação de professor, se é a distância entre aluno ou professor, afirma Ernesto Martins Faria.

Um dado alarmante é que em muitos estados das regiões Norte e do Nordeste não há uma escola sequer com bons resultados nos anos finais do ensino fundamental. Isso mostra que, embora algumas regiões sejam destaque [Ceará, por exemplo], ainda há muita desigualdade no país. Em algumas regiões não há nenhuma escola com resultado aceitável que seja referência e sirva de inspiração ao entorno, diz Ernesto.

Ceará tem maior número de escolas contempladas
O mapeamento aponta que o estado do Ceará tem o maior número de escolas de baixa renda classificadas como excelentes. São 84 unidades que atendem alunos dos anos iniciais, com destaque para a cidade de Sobral, onde estão 19 escolas. Outras 31 escolas cearenses para estudantes do segundo ciclo do fundamental de baixa renda estão na lista de excelência – seis delas, em Sobral.

Para os anos iniciais do ensino fundamental, independente do nível socioeconômico, outros três estados se destacam: São Paulo, Paraná e Minas Gerais. São Paulo agregra também o maior número de escolas excelentes com alunos de alta renda (21).

Em contrapartida, em estados como Amapá, Bahia, Pará, Rio Grande do Norte, Roraima e Sergipe não foram identificados nenhum bom exemplo de escola de anos iniciais, independepente da condição socioeconômica dos alunos. Nos anos finais, no Acre, no Alagoas, no Amapá, no Mato Grosso, na Paraíba, no Rio Grande do Norte, na Roraima, em Rondônia, em Sergipe e no Tocantins também não foram classificadas escolas exemplares.

Escolas que atendem aos critérios 'excelência com equidade' em 2011, 2013 e 2015

ANOS INICIAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL (31 escolas)

Escola - estado - cidade - rede
  • Professor Nazaré Varela - Amazonas - Carauari - estadual
  • Dinorah Ramos - Ceará - Sobral - municipal
  • Mocinha Rodrigues - Ceará - Sobral - municipal
  • Raimundo Pimentel Gomes - Ceará - Sobral - municipal
  • Emeferico Veríssimo - Mato Grosso - Lucas do Rio Verde - municipal
  • Couto de Magalhães - Goiás - Corumbaíba - municipal
  • Evangélica Monte Moria - Goiás - Goianésia - municipal
  • Pingo de Gente polo - Mato Grosso do Sul - Nova Andradina - municipal
  • Elisa Rabelo de Mesquista - Minas Gerais - Campo do Meio - municipal
  • João Narciso - Minas Gerais - Congonhas - municipal
  • Paulo Barbosa - Minas Gerais - Formiga - municipal
  • Padre Waldemar Antônio de Pádua Teixeira - Minas Gerais - Itaúna - municipal
  • José Teotônio de Castro - Minas Gerais - Lagoa da Prata - estadual
  • Frei Orlando - Minas Gerais - Morada Nova de Minas - estadual
  • Monsenhor Sebastião Vieira - Minas Gerais - Paraisópolis - municipal
  • Frei Leopoldo - Minas Gerais - Patos de Minas - municipal
  • Professor José Luiz de Araújo - Minas Gerais - Rio Paranaíba - estadual
  • Iracy José Ferreira - Minas Gerais - São Gotardo - municipal
  • Professora Maria Aparecida Passos - Minas Gerais - São José da Barra - municipal
  • Augusto Werner - Paraná - Foz do Iguaçu - municipal
  • Duque de Caxias - Paraná - Foz do Iguaçu - municipal
  • Erico Veríssimo - Paraná - Foz do Iguaçu - municipal
  • Monteiro Lobato - Paraná - Foz do Iguaçu - municipal
  • Olavo Bilac - Paraná - Foz do Iguaçu - municipal
  • Osvaldo Cruz - Paraná - Foz do Iguaçu - municipal
  • Vinicius de Moraes - Paraná - Foz do Iguaçu - municipal
  • Idalina P Bonatto - Paraná - Medianeira - municipal
  • São Francisco de Assis - Paraná - Siqueira Campos - municipal
  • Presidente Tancredo Neves - Pernambuco - Tupanatinga - municipal
  • Tobias Barreto - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - municipal
  • Professor Jair Luiz da Silva - São Paulo - Junqueirópolis - municipal

Escolas que atendem aos critérios 'excelência com equidade' em 2013 e 2015

ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL (10 escolas)

Escola - estado - cidade - rede
  • Aquiles Peres Mota - Ceará - Carnaubal - municipal
  • Inácio de Barros Neto - Ceará - Russas - municipal
  • Francisco Monte - Ceará - Sobral - municipal
  • Armando Ziller - Minas Gerais - Belo Horizonte - municipal
  • Eduardo Senedese - Minas Gerais - Juruaia - estadual
  • João Nunes Ferreira - Minas Gerais - Lambari - estadual
  • Povoado Lagoa de Baixo - Minas Gerais - Rubelita - estadual
  • Rodrigues Alves - Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - municipal
  • Rotary - Rio Grande do Norte - Mossoró - municipal
  • Professora Hebe de Almeida Leite Cardoso - São Paulo - Novo Horizonte - municipal 
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Ficar sentado por longos períodos pode aumentar risco de morte, mesmo para pessoas ativas

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Cientistas americanos constaram que duração de períodos de repouso também influencia negativamente a saúde - eles recomendam ficar sentado por no máximo 30 minutos.

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Por BBC


Não apenas as costas são afetadas pelo hábito de permanecer muito tempo sentado (Foto: Pixabay)Não apenas as costas são afetadas pelo hábito de permanecer muito tempo sentado (Foto: Pixabay)

Cientistas americanos alertam que passar muito tempo sentado pode aumentar o risco de morte mesmo para pessoas que não são sedentárias.

De acordo com um estudo publicado no início da semana pela revista especializada "Annals of Internal Medicine", e que estudou quase 8 mil adultos, pessoas que passam muito tempo sentadas precisam se movimentar a cada 30 minutos para ajudar a evitar uma morte prematura.

"As autoridades médicas falam para as pessoas se exercitarem e não passarem muito tempo sentadas, mas não dizem como. Sugerimos recomendações específicas como cinco minutos de caminhada rápida para cada 30 minutos consecutivos que se passa sentado", explica Keith Diaz, da Faculdade de Medicina da Universidade Columbia, em Nova York, principal autor do estudo.

Diaz comandou uma equipe de profissionais de várias instituições acadêmicas americanas. Eles analisaram dados sobre diferenças geográficas e raciais na ocorrência de derrames nos Estados Unidos, em especial uma amostragem criada para tentar explicar porque negros tendem a sofrer mais episódios que brancos - um programa conhecido como Regards, levado a cabo pelo Instituto Nacional de Saúde do país.

Durante quatro anos, os cientistas acompanharam 7.985 indivíduos brancos e negros, com idade a partir de 45 anos, que se voluntariaram para o Regards.

Para medir o tempo de sedentarismo desses adultos, foram usados aparelhos para medir a aceleração dos indivíduos. Analisando os dados, os cientistas descobriram que, em média, o comportamento sedentário correspondia a 12,3 horas de 16 "acordadas".

Estudos anteriores tinham registrado uma média de 9 a 10 horas, mas Diaz vê na diferença uma consequência do envelhecimento.

"À medida que envelhecemos, nossas funções físicas e mentais diminuem de ritmo, o que nos faz ficar mais sedentários. Estudamos uma população começando na meia-idade. E também pode ser que, ao contrário de outros estudos, monitoramos ativamente o tempo de sedentarismo em vez de confiar em autoavaliações", especula Diaz.

Os pesquisadores constataram que o risco de morte cresceu proporcionalmente ao tempo os participantes passavam sentados. E significativamente: segundo o pesquisador, aqueles que se sentavam mais de 13 horas por dia, por exemplo, tinham duas vezes mais chance de morrer que os que passavam menos de 11 horas na posição.

Também foi constatado que a duração de cada período sentado faz diferença: pessoas que passaram períodos de menos de meia hora sentadas apresentaram risco 55% menor de morte do que pessoas que superavam essa marca.

Os pesquisadores ressaltam que o estudo não teve como objetivo explicar como o comportamento sedentário afeta a saúde, mas sim analisar diferenças entre tempo total de sedentarismo e períodos ininterruptos de sedentarismo.

"Médicos e pesquisadores estão cada vez mais convencidos de que ficar sentado por muito tempo é o novo tabagismo", diz Monika Safford, da Universidade de Cornell, e coautora do estudo.
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sábado, 16 de setembro de 2017

A difícil busca pelo depósito definitivo de lixo nuclear

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Há mais de seis décadas, usinas nucleares em todo o mundo geram resíduos radioativos, e nunca se encontrou uma solução para o armazenamento final – e por milhões de anos.

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Por Deutsche Welle
Seis das dez novas usinas são localizadas na China (Foto: Pixabay)
Seis das dez novas usinas são localizadas na China (Foto: Pixabay)


Em 2016 entraram em funcionamento dez reatores nucleares em todo o mundo, além de outros dois no primeiro semestre de 2017, segundo o relatório World Nuclear Industry Status Report, publicado na sexta-feira passada (8).

Seis dessas novas usinas estão localizadas na China, que passou ao terceiro lugar entre as cinco maiores potências geradoras de energia atômica, depois dos Estados Unidos e da França. Juntas, as cinco grandes produtoras geram 70% desse tipo de energia no mundo, cabendo a metade aos EUA e França.

Uma vez que, nesse mesmo período, apenas quatro reatores foram desativados, torna-se ainda mais premente a decisão de o que fazer com os resíduos radioativos – uma questão que ainda não foi devidamente respondida.

Oposição da população alemã
Em setembro de 2017, a Alemanha começará a procura por um local definitivo para armazenar seu lixo atômico. Uma comissão especial está encarregada de rastrear o país em busca de um sítio geológico apropriado à construção de um depósito profundo. Nele ficará enterrado, de uma vez por todas, o legado de décadas de produção de energia nuclear.

O governo alemão espera encontrar esse local até o ano de 2031. No entanto, críticos estão céticos de que o prazo seja viável. Há questões técnicas complexas, por exemplo se argila, granito ou sal oferecem a melhor proteção contra vazamento ou contaminação. O sítio deve fornecer segurança por 1 milhão de anos, portanto os cientistas querem estar certos de que ele resistirá a ocorrências como eventuais eras glaciais.

O maior desafio, contudo, será persuadir as comunidades a aceitar um depósito de lixo atômico "no seu quintal". No fim dos anos 1970, por exemplo, a Alemanha Ocidental decidiu testar uma mina de sal em Gorleben, na Baixa Saxônia, como possível depósito definitivo: seguiu-se uma batalha de décadas, com os moradores locais protestando veementemente contra o projeto.

Os opositores argumentavam que a área pouco populosa e próxima à fronteira com a antiga Alemanha comunista, teria sido escolhida por motivos políticos, e não científicos. Levantaram-se também objeções técnicas.

O especialista americano em assuntos nucleares Robert Alvarez destaca que a Alemanha ao menos dispõe de um conjunto de critérios científicos para selecionar um sítio que seja geologicamente estável e preserve os contêineres da oxidação e consequente corrosão. Em comparação com o governo dos EUA, Berlim "tem prestado mais atenção aos geólogos e aos especialistas em segurança nuclear".

Segurança questionável nos EUA
Nos EUA, o presidente Donald Trump tomou iniciativas para reiniciar as obras num depósito na Montanha Yucca, antigo local de testes de armas nucleares no remoto deserto de Nevada. Segundo Alvarez, a escolha do sítio, ocorrida antes da eleição de 1988, foi resultado de uma jogada política do Congresso, que descartou um estudo sobre possíveis locações por todo o país.

"As pessoas ficaram loucas, e isso assustou os políticos que concorriam na eleição. Então, em 1987, quando o processo estava se desenrolando, o Congresso simplesmente mudou a lei e disse: 'Vamos colocar o depósito em Yucca, vocês todos estão fora de perigo'."

O pesquisador sublinha que o local já estava contaminado pelos testes nucleares, e que na época Nevada só dispunha de quatro votos no colégio eleitoral que escolhe o presidente. No entanto as condições geológicas na montanha estão longe de ser ideais, exigindo ventilação em grande escala por pelo menos cem anos a fim de manter baixa a temperatura dos resíduos.

"Há um monte de baboseira sobre Yucca ser o melhor local", afirma Alvarez. Melhor seria um sítio granítico, como os que estão sendo explorados na Finlândia e na Noruega. "Temos uma grande extensão de solo de granito em nosso país, mas fica em áreas populosas", observa o especialista.

Obstáculos em aberto na Europa
A Finlândia ocupa as manchetes internacionais com o que se tem saudado como o primeiro depósito nuclear permanente de longo prazo do mundo, a 400 metros de profundidade no leito granítico do litoral oeste.

Segundo Alvarez, os países escandinavos estão se afirmando como a vanguarda no setor. Ainda assim, não há garantias de que os depósitos de granito profundos continuarão seguros daqui a centenas de anos, como pretendem os finlandeses. "Para dizer o mínimo, essa afirmativa contém fortes elementos de especulação. Como prever como estará o mundo daqui a cem anos?", objeta o cientista.

Outros países enfrentam dificuldades ainda maiores. "O problema na Finlândia e na Suécia é muito simples", diz Andy Blowers, do grupo independente de especialistas Nuclear Waste Advisory Associates. "Elas têm um tipo de geologia, e em grande quantidade, têm poucas usinas elétricas e, portanto, um volume definido de resíduos."

A França, que gera três quartos de sua energia de fontes termonucleares, planejava abrir em 2030 um depósito em Bure, no sul. No entanto, assim como no caso da montanha Yucca, o local apresenta uma série de problemas técnicos e de segurança, e ativistas vêm protestando contra o projeto.

No Reino Unido, os planos para um depósito definitivo próximo ao sítio de desmantelamento e reprocessamento nuclear foram cancelados, em seguida a consultas junto ao público e a autoridades científicas.

Também devido à oposição do público, em meados deste ano o governo da Austrália abandonou seus planos de um depósito internacional, onde iria se armazenar lixo atômico de todo o mundo.

Seco ou molhado?
Assim, antes mesmo de a Finlândia começar a encher seu novo depósito, os resíduos acumulados pelo mundo em mais de seis décadas de energia nuclear estão basicamente esperando sobre o solo, em instalações temporárias. Com graus variáveis de segurança, essas instalações nunca foram pensadas para concentrar tanto lixo radioativo, nem por tanto tempo.

Também neste ponto, Alvarez considera a posição da Alemanha melhor do que a de muitas outras nações: por um lado, ela tem utilizado contêineres que são "Mercedes", comparados aos "velhos Chevrolets" dos EUA, bem mais espessos e aptos a manter os resíduos em segurança por mais tempo.

Uma decisão importante é se o armazenamento de dejetos atômicos deve ser seco ou em piscinas. Os dejetos precisam ser mantidos resfriados em líquido, mas se este evapora, o lixo radioativo se aquece rapidamente, resultando em incêndios cujas consequências superariam Chernobyl de longe, preveem analistas.

Durante o acidente de Fukushima, em 2011, essa catástrofe esteve em cogitação por um breve período, quando uma piscina contendo um reator inativo foi seriamente danificada. No entanto um outro vazamento voltou a enchê-la. Sem esse acaso feliz, dezenas de milhões de japoneses – talvez até 27% da população total, segundo certos especialistas – teriam de ser removidos.

No entanto, apesar de todos os perigos e das recomendações dos analistas para que se opte pelo armazenamento seco em contêineres, países como França, Reino Unido, Coreia do Sul e EUA continuam depositando resíduos atômicos em piscinas.

Das piscinas para a eternidade
Especialistas apontam que a questão mais premente não é encontrar locais definitivos para o armazenamento, mas assegurar que os temporários sejam seguros e permaneçam assim até estar resolvida a charada de como eliminar os dejetos mais tóxicos que a humanidade já gerou. "Desconfio que o que temos pela frente é um período bem mais longo de depósitos de superfície", prevê Alvarez.

O alemão Mycle Schneider, analista independente de política nuclear e principal autor do relatório anual sobre o status do setor, diz não estar nem mesmo convencido de que o armazenamento geológico devesse ser a meta final: o lixo atômico precisaria sobretudo estar acessível para o caso de se encontrar um meio mais eficaz de dispor dele.

Por enquanto, a questão é encontrar a solução menos ruim. "A coisa é bem clara: tirar o mais rápido possível o combustível usado das piscinas e colocá-lo em armazenamento seco, mesmo que, para início de conversa, isso não seja o ideal. Depois, passar ao próximo estágio, que é uma construção adequada, e depois a um depósito reforçado, como um bunker. A partir daí, pode-se começar a pensar na eternidade." 
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