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quarta-feira, 11 de março de 2026

China alerta EUA para apocalipse ao estilo 'Exterminador do Futuro' por uso militar da IA

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Atualmente, americanos estão envolvidos em um intenso debate ético sobre as aplicações militares da IA. China diz que distopia retratada em filme pode se tornar realidade.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 11 de Março de 2.026 às 16h50m
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Uso de IA em guerras é questionado na justiça nos EUA
Uso de IA em guerras é questionado na justiça nos EUA

A China alertou o governo dos Estados Unidos nesta quarta-feira (11) que o uso excessivo de inteligência artificial (IA) nas Forças Armadas poderia mergulhar o mundo no apocalipse retratado no filme "O Exterminador do Futuro", onde as máquinas tomam o poder.

Os Estados Unidos estão atualmente envolvidos em um intenso debate ético sobre as aplicações militares da IA. O governo do presidente Donald Trump está em impasse com a startup americana Anthropic, que foi alvo de sanções.

Essa empresa de IA se recusa a permitir que as Forças Armadas americanas usem sua tecnologia sem restrições, como exige o governo. Entre os objetivos dos EUA estão usar a ferramenta para vigilância em massa da população e automatização de bombardeios com consequências mortais.

Segundo diversos veículos de comunicação, os modelos tecnológicos da Anthropic foram usados na preparação da ofensiva israelense-americana contra o Irã, que desencadeou uma guerra no Oriente Médio.

"Continuar a militarização desenfreada da inteligência artificial, usá-la como ferramenta para violar a soberania de outras nações, permitir que influencie indevidamente decisões de guerra e deixar que algoritmos exerçam poder de vida ou morte sobre seres humanos não só mina os fundamentos éticos e as responsabilidades em tempos de guerra, como também corre o risco de levar à perda do controle tecnológico", disse Jiang Bin, porta-voz do Ministério da Defesa da China.

"Uma distopia como a retratada no filme americano 'O Exterminador do Futuro' pode um dia se tornar realidade", enfatizou em um comunicado, respondendo a uma pergunta sobre a disposição dos EUA em dar ao exército americano acesso irrestrito à IA.

Exterminador do futuro — Foto: Divulgação/ Site
Exterminador do futuro — Foto: Divulgação/ Site

"O Exterminador do Futuro" estreou em 1984, estrelado por Arnold Schwarzenegger. O filme retrata um futuro apocalíptico em que, em 2029, robôs controlados por uma inteligência artificial superior lutam contra humanos.

Na semana passada, o Departamento de Defesa dos EUA adicionou a Anthropic à sua lista de empresas que representam um "risco à segurança nacional em matéria de suprimentos", elaborada pelo Pentágono, em resposta à recusa da empresa em suspender as restrições ao uso de sua IA.

Essa inclusão exige que todos os fornecedores interrompam imediatamente o uso da Anthropic e de seu assistente de IA generativa, Claude, em seus serviços para a agência governamental.

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Risco no mar: o que são as minas navais e por que elas podem agravar a guerra entre Irã, EUA e Israel

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Ameaça envolve rota estratégica do petróleo mundial e fez Trump elevar o tom no conflito. Irã pode enfrentar dificuldades para instalar as armas na região, segundo estudo.
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Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Março de 2.026 às 09h00m
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EUA destroem navios iranianos com minas no Estreito de Ormuz

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a subir o tom contra o Irã na terça-feira (10), após reportagens da imprensa norte-americana afirmarem que forças iranianas poderiam colocar explosivos conhecidos como minas navais no Estreito de Ormuz.

▶️ Contexto: O Estreito de Ormuz é uma rota marítima por onde passa cerca de 20% do petróleo comercializado no mundo. A região é considerada estratégica e fica entre o território iraniano e a Península Arábica.

  • Após o início da guerra, em 28 de fevereiro, o Irã afirmou que estava fechando o estreito e ameaçou atacar embarcações que tentassem fazer a travessia.
  • Diante da ameaça, o tráfego marítimo na região caiu drasticamente.
  • O movimento pressionou o preço do barril de petróleo, que chegou a se aproximar dos US$ 120 na segunda-feira (9).

Ainda na segunda, Trump afirmou que o estreito não estava fechado, em uma tentativa de incentivar o fluxo de petróleo. O presidente disse que poderia atacar o Irã vinte vezes mais forte caso o país interferisse no transporte da commodity.

Agora, com a possibilidade de minas estarem sendo colocadas na região, qualquer navio que tente cruzar as águas pode correr riscos. Os explosivos ficam submersos ou à deriva e podem ser acionados automaticamente por contato ou quando detectam a passagem da embarcação.

Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 — Foto: David Krigbaum/US Navy
Mina naval da Alemanha instalada na Segunda Guerra Mundial sendo detonada em maio de 2014 — Foto: David Krigbaum/US Navy

💥 Poder do Irã: Estimativas apontam que o governo iraniano pode ter um estoque entre 2 mil e 6 mil minas navais. As armas são explosivos posicionados no mar para atingir embarcações.

  • Existem diferentes modelos de minas navais. Algumas ficam presas ao fundo do mar, enquanto outras permanecem ancoradas a certa profundidade ou, em alguns casos, podem ficar à deriva.
  • Modelos mais simples explodem a partir do impacto com o casco do navio.
  • Versões mais modernas utilizam sensores que detectam alterações no campo magnético, na pressão da água ou no ruído dos motores.

De acordo com análises do Strauss Center for International Security and Law, da Universidade do Texas, o Irã mantém um arsenal variado de minas de origem soviética, ocidental e de fabricação própria.

Um estudo do centro aponta que um dos modelos mais avançados em posse do país seria a EM-52, de origem chinesa.

  • Essa mina permanece no fundo do mar e dispara uma espécie de foguete em direção ao alvo quando detecta a passagem de uma embarcação.
  • Segundo o estudo, a capacidade iraniana de instalar minas desse tipo em grande escala é limitada, já que o país teria apenas três submarinos apropriados para lançar o modelo.
  • Diante disso, o Irã poderia usar embarcações pequenas para posicionar minas mais simples.

Ainda de acordo com o Strauss Center, mesmo que o Irã consiga atingir navios no Estreito de Ormuz, dificilmente uma única mina seria capaz de afundar uma embarcação de grande porte, como um petroleiro. O navio, no entanto, poderia sofrer danos.

  • O uso de minas marítimas é regulamentado pela Convenção de Haia de 1907.
  • O tratado proíbe que países instalem minas de contato perto da costa ou de portos inimigos com o objetivo de bloquear o tráfego de embarcações comerciais.
  • O Estreito de Ormuz já foi minado no passado. Na década de 1980, durante a fase final da guerra entre Irã e Iraque, explosivos foram espalhados pela região.
Mina naval foi encontrada no Mar Negro por pescadores — Foto: Forças Armadas da Romênia via Reuters
Mina naval foi encontrada no Mar Negro por pescadores — Foto: Forças Armadas da Romênia via Reuters

EUA atacam barcos

Em uma publicação na rede Truth Social, Trump exigiu que o Irã desistisse de instalar minas na região ou removesse qualquer explosivo que tenha sido colocado na rota marítima.

Se, por qualquer motivo, minas foram colocadas e não forem removidas imediatamente, as consequências militares para o Irã serão de uma magnitude sem precedentes, afirmou.

  • O presidente disse ainda que os Estados Unidos monitoram a região e destruirão qualquer embarcação usada para minar o Estreito de Ormuz.
  • Pouco depois, o Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) anunciou que atacou vários barcos iranianos ao longo da terça-feira.
  • Entre os alvos estariam 16 embarcações usadas para transportar minas navais.

Na segunda-feira (9), Trump afirmou em entrevista que avaliava tomar o controle do Estreito de Ormuz. Ele disse ainda que poderia destruir o Irã caso o país tentasse interferir na região.

Se fizerem qualquer coisa errada, será o fim do Irã e vocês nunca mais ouvirão esse nome novamente, afirmou.
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Com R$ 65,1 bilhões em dívidas, Raízen entra com pedido de recuperação extrajudicial

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A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira e busca negociar e reorganizar suas dívidas bilionárias, além de débitos entre empresas do próprio grupo.
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 Por Micaela Santos, g1 — São Paulo

Postado em 11 de Março de 2.026 às 07h55m
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Raízen — Foto: Divulgação
Raízen — Foto: Divulgação

A Raízen anunciou nesta quarta-feira (11) que entrou com pedido de recuperação extrajudicial, em meio às negociações com credores para reestruturar sua dívida e reforçar o caixa da companhia.

Em comunicado, a empresa informou que o pedido foi protocolado na Comarca da Capital de São Paulo e foi estruturado em acordo com seus principais credores quirografários.

  • 🔎Os credores quirografários são aqueles que têm valores a receber da empresa, mas não possuem garantias específicas, como imóveis, máquinas ou outros bens dados como garantia da dívida. Na prática, isso significa que eles ficam atrás de credores com garantias na ordem de pagamento em processos de renegociação ou recuperação. Entram nessa categoria bancos, investidores ou fornecedores que emprestaram dinheiro ou concederam crédito sem exigir um bem como garantia.

O objetivo é criar um ambiente jurídico mais seguro para negociar e reorganizar as dívidas financeiras do grupo, que somam cerca de R$ 65,1 bilhões, além de valores devidos entre empresas do próprio grupo.

Segundo a companhia, o plano já conta com a adesão de credores que representam mais de 47% das dívidas financeiras sem garantia, percentual suficiente para protocolar o pedido de recuperação extrajudicial.

  • 🔎 A recuperação extrajudicial é um acordo no qual a empresa renegocia parte das dívidas diretamente com alguns credores, fora da Justiça. O objetivo é obter mais prazo ou melhores condições de pagamento para reorganizar as finanças e evitar problemas mais graves, como o risco de falência.

A partir de agora, a empresa terá até 90 dias para obter o apoio mínimo necessário para que o plano seja homologado pela Justiça e passe a valer para todos os credores incluídos na negociação.

O plano pode incluir injeção de dinheiro pelos acionistas, transformação de parte das dívidas em ações da empresa, troca de dívidas por novos prazos de pagamento, mudanças na estrutura da companhia e venda de ativos.

A Raízen afirmou ainda que o processo tem escopo apenas financeiro e não inclui obrigações com clientes, fornecedores, revendedores ou outros parceiros comerciais, que continuarão sendo pagos normalmente.

A recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, disse a empresa em comunicado. 
Dívidas e pressão financeira

A empresa de açúcar, etanol e distribuição de combustíveis enfrenta pressão financeira após ver sua dívida líquida atingir R$ 55,3 bilhões no fim de dezembro, segundo dados divulgados anteriormente.

Nos últimos dias, a controladora Cosan vinha indicando que uma solução para a situação da empresa poderia ser anunciada em breve, segundo a Reuters.

Em teleconferência com analistas, o CEO da companhia, Marcelo Martins, afirmou que as discussões estavam avançando com credores e acionistas.

Isso tudo acabou resultando em uma conversa estruturada com os credores, e que nós acreditamos hoje que deva levar a uma evolução que a gente possa encontrar uma solução satisfatória para o mercado que resolva definitivamente o problema de Raízen, disse Martins.

A Raízen já havia informado anteriormente que avaliava uma proposta de capitalização liderada pela Shell, no valor total de R$ 4 bilhões.

O plano previa um aporte de R$ 3,5 bilhões da Shell e mais R$ 500 milhões de um veículo de investimento ligado à família do empresário Rubens Ometto.

🔎 Na prática, esse dinheiro entraria na empresa como novo capital, fortalecendo o caixa e ajudando a equilibrar as finanças enquanto a companhia renegocia suas dívidas com credores.

Em comunicado divulgado no final de fevereiro, a companhia afirmou que também analisava a possibilidade de reestruturar seu endividamento por meio de uma recuperação extrajudicial.

De acordo com Martins, já haviaum engajamento bastante forte nas conversas envolvendo credores, a Shell e o próprio Ometto, que integra o grupo controlador da Cosan.

A situação financeira da Raízen se deteriorou nos últimos anos em meio a altos investimentos, condições climáticas instáveis e juros elevados, fatores que pressionaram o caixa da companhia.

Saiba mais na reportagem abaixo.

Ainda segundo o CEO da Cosan, a holding não participará diretamente da capitalização em discussão, embora acompanhe as negociações como acionista.

Mas nós como acionistas e conselheiros temos acompanhado esta evolução e acreditamos que nos próximos dias a gente deva ter novos desdobramentos desse plano de encontrar uma saída adequada para a companhia, afirmou, segundo a Reuters.

A Cosan é controlada por Rubens Ometto e sua família por meio da Aguassanta, embora tenha ações negociadas na B3 e conte com investidores minoritários.

Já a Raízen tem controle compartilhado entre Cosan e Shell. A companhia foi criada em 2011 como uma joint venture entre as duas empresas, que dividem as decisões estratégicas do negócio.

No ano passado, a Aguassanta Participações, holding que reúne os investimentos da família Ometto, firmou acordos com os fundos BTG Pactual e Perfin para um aporte de capital na Cosan (CSAN3).

A operação tem como objetivo ajudar a reduzir a alavancagem do grupo. Pelo acordo, a Aguassanta manterá os direitos de voto na companhia.

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