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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Irã anuncia exercícios militares com Rússia e China em meio a negociações nucleares com os EUA

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Segundo agências iranianas, Teerã e Moscou realizarão exercícios já na quinta (19), e novas manobras militares com forças chinesas devem ocorrer até o fim do mês. EUA e Irã negociam limites ao programa nuclear iraniano sob ameaças de ataque feitas por Donald Trump.
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Por Redação g1

Postado em 19 de Fevereiro de 2.026 às 07h30m
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Irã faz exercício militar no Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com os EUA
Irã faz exercício militar no Estreito de Ormuz em meio a negociações nucleares com os EUA

O Irã anunciou a realização de exercícios militares conjuntos com a Rússia e a China até o final do mês, segundo agências de notícias iranianas, em meio a uma escalada de tensões com os Estados Unidos e negociações para limitar seu programa nuclear.

A agência de notícias semioficial iraniana Fars informou nesta quarta-feira (18) que o Exército iraniano realizará exercícios navais em conjunto com forças russas no Mar de Omã e no norte do Oceano Índico na quinta-feira. O governo da Rússia não se manifestou oficialmente sobre o assunto até a última atualização desta reportagem.

Criar convergência e coordenação em medidas conjuntas para enfrentar atividades que ameaçam a segurança e a proteção marítima (...) bem como combater o terrorismo marítimo estão entre os principais objetivos deste exercício conjunto, disse um comandante da Marinha iraniana, Hassan Maghsoodloo, segundo a Fars.

O anúncio dos exercícios militares conjuntos ocorrerão durante uma escalada de tensões entre o Irã e os Estados Unidos e negociações entre os dois países para limitar o programa nuclear iraniano. As tratativas foram motivadas pelo presidente norte-americano, Donald Trump, ameaça atacar o país do Oriente Médio caso as negociações fracassem. (Leia mais abaixo)

Exercícios militares devem elevar ainda mais a tensão militar entre os EUA e Irã e seus aliados. Isso porque Trump posicionou uma ampla presença militar de navios de guerra e jatos de combate próximo ao território iraniano, em alcance de Teerã em um eventual ataque. Manobras no início do mês levaram a reações pontuais do Exército norte-americano presente no Golfo Pérsico.

As manobras conjuntas Irã-Rússia ocorrerão também poucos dias após a Guarda Revolucionária Islâmica, braço militar mais forte do regime do aiatolá Ali Khamenei, ter conduzido exercícios militares no Estreito de Ormuz. O estreito teve que ser parcialmente fechado na terça-feira por conta das manobras. (Veja no vídeo no início da reportagem)

Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026. — Foto: Wana via Reuters
Irã divulga imagens de exercícios militares da Guarda Revolucionária Islâmica no Estreito de Ormuz em 17 de fevereiro de 2026. — Foto: Wana via Reuters

Segundo agências estatais iranianas, até o final de fevereiro, a China se junta a Irã e Rússia para novos exercícios militares no Oriente Médio. As manobras integrarão um programa chamado "Cinturão de Segurança Marítima", que visa aumentar a integração na segurança entre os três países e ocorre anualmente desde 2019.

O assessor do Kremlin Nikolai Patrushev afirmou na terça-feira que a Rússia e a China enviaram navios de guerra para perto do Irã para participar dos exercícios militares. O governo chinês não se manifestou publicamente sobre os exercícios militares até a última atualização desta reportagem.

Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci
Ali Khamenei e Donald Trump — Foto: Gabinete do Líder Supremo do Irã via AP; AP Photo/Evan Vucci

O primeiro encontro para negociações nucleares entre EUA e Irã, no início do mês em Omã, teve "atmosfera muito positiva" e os países retomam as tratativas após consultas internas.

O ministro das relações Exteriores iraniano, Abbas Araqchi, afirmou na terça-feira que houve avanços na segunda rodada de negociações com os EUA, e que o caminho para um acordo nuclear estaria aberto. Washington, no entanto, foi mais comedido e falou que ainda tem um longo caminho pela frente.

As negociações são tratadas com cautela porque EUA e Irã ainda têm grandes diferenças entre eles: enquanto Washington exige de Teerã extinguir os programas nuclear e de mísseis e parar de apoiar grupos armados da região, o regime Khamenei afirma que negociará apenas seu programa nuclear.

O líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, afirmou nesta terça-feira que Trump não conseguirá derrubar seu regime e ameaçou derrubar o porta-aviões norte-americano USS Abraham Lincoln, que está estacionado nas águas do Mar Arábico em alcance de um eventual ataque ao Irã.

A principal autoridade nuclear iraniana afirmou que o país está disposto a diluir seu estoque de urânio enriquecido em troca do fim das sanções impostas ao país. Segundo a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), o Irã tem cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, perto do nível de uma bomba nuclear.

O presidente iraniano, Masud Pezeshkian, disse na semana passada que o país está disposto a "inspeções" da AIEA para mostrar que seu programa nuclear é pacífico, mas afirmou que não cederá a "exigências excessivas" dos EUA.

O presidente dos EUA, Donald Trump, alterna entre indicar esperança por um acordo nuclear e ameaças diretas ao regime Khamenei. Na semana passada, Trump ameaçou tomar "medidas muito duras" contra o Irã caso as negociações fracassem e enviou o maior porta-aviões do mundo, o USS Gerald Ford, para reforçar o cerco militar ao país do Oriente Médio —que já tem o grupo de ataque do USS Abraham Lincoln posicionado na região.

O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse nesta semana que fazer um acordo com o Irã "será difícil" e chamou os aiatolás iranianos, que governam o país, de radicais.

O Irã insiste que seu programa nuclear é meramente para fins pacíficos, e disse estar disposto se submeter a "inspeções" para provar isso. O ministro iraniano das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, encontrou-se com o chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, nesta segunda-feira. Ambos afirmaram que tiveram uma discussão "aprofundada" sobre questões nucleares.

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Comitiva de viagem de Lula à Índia é composta por 11 ministros

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Presidente visita Nova Délhi a convite do primeiro-ministro Narendra Modi; viagem reúne comércio, tecnologia, agro e geopolítica
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Duda Cambraia, da CNN Brasil
Brasília
Postado em 19 de Fevereiro de 2.026 às 05h00m
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Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, durante chegada a Nova Deli. Aeroporto Internacional Indira Gandhi (DEL). Nova Délhi, Índia.  • Ricardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou em Nova Délhi, capital da Índia, nesta quarta-feira (18). Lula fica no país até dia 21 de fevereiro, a convite do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi.

Nos dias 19 e 20, o presidente participará da Cúpula sobre o Impacto da Inteligência Artificial. Já no dia 21, Lula será recebido em visita de Estado e cumprirá agenda de encontros com lideranças indianas. Em 2025, a Índia foi o quinto maior parceiro comercial do Brasil.

Segundo o Palácio do Planalto, Lula está acompanhado por uma comitiva composta de 11 ministros, quatro parlamentares e outras autoridades. A primeira-dama, Janja Lula da Silva, embarcou com o presidente, mas seguiu viagem direto para Seul, capital da Coreia do Sul, onde Lula também cumpre agenda a partir do dia 23 de fevereiro.

Enquanto Lula estará em Nova Dhéli, Janja cumprirá agendas com a primeira-dama sul-coreana, Kim Hea-Kyung, e com brasileiros que residem na Coreia do Sul.

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Em Seul, ocorre o Fórum Empresarial Brasil-Coreia, que reunirá 230 empresas brasileiras, com oportunidades de diálogos econômicos e comerciais. A Coreia do Sul é o quarto maior parceiro comercial do Brasil na Ásia.

Ao menos 11 ministros de Estado acompanham o presidente na Índia. O embaixador Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores; Fernando Haddad, ministro da Fazenda; Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima; Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e da Pecuária; Camilo Santana, ministro da Educação; Alexandre Padilha, ministro da Saúde; Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte; Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos; Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações; Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação; e Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar.

Outras autoridades também viajam com o presidente da República. É o caso do diretor-geral da PF (Polícia Federal), Andrei Rodrigues. Segundo a PF, Andrei participa de reuniões com autoridades policiais locais para tratar de cooperação policial internacional, intercâmbio de capacitação, combate a crimes cibernéticos e financeiros, uso de tecnologia e outras iniciativas conjuntas, além da proposta de assinatura de acordo de cooperação entre as instituições. Também estão previstos encontros com autoridades locais e diplomatas brasileiros para tratar da instalação da Adidância da Polícia Federal no país.

Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital; Márcio Elias Rosa, secretário-Executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços; Tarciana Medeiros, presidente do Banco do Brasil; Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa; e Jorge Viana, Presidente da ApexBrasil confirmaram viagem à Índia.

Veja lista completa de autoridades na comitiva presidencial:

  1. Janja Lula da Silva; primeira-dama
  2. Embaixador Mauro Vieira, ministro das Relações Exteriores;
  3. Fernando Haddad, ministro da Fazenda;
  4. Carlos Fávaro, ministro da Agricultura e da Pecuária;
  5. Camilo Santana, ministro da Educação;
  6. Alexandre Padilha, ministro da Saúde;
  7. Márcio França, ministro do Empreendedorismo, da Microempresa e da Empresa de Pequeno Porte;
  8. Esther Dweck, ministra da Gestão e Inovação em Serviços Públicos;
  9. Frederico de Siqueira Filho, ministro das Comunicações;
  10. Luciana Santos, ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação;
  11. Paulo Teixeira, ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar;
  12. Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima;
  13. Márcio Elias Rosa, secretário-executivo do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços;
  14. Ana Estela Haddad, secretária de Informação e Saúde Digital;
  15. Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal;
  16. Tarciana Medeiros, presidenta do Banco do Brasil;
  17. Leandro Safatle, diretor-presidente da Anvisa;
  18. Jorge Viana, presidente da ApexBrasil;
  19. Eliziane Gama (PSD-MA), senadora;
  20. Jorge Solla (PT-BA), deputado-federal;
  21. Dorinaldo Malafaia (PDT-AP), deputado-federal;
  22. Zé Neto (PT-BA), deputado-federal.
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