Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Preço médio da gasolina A passará a ser, em média, de R$ 2,57 por litro — uma redução de R$ 0,14 por litro. Diesel não foi alterado. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Redação g1— São Paulo Postado em 26 de Janeiro de 2.026 às 14h10m #.* -- Post. - Nº.\ 12.061 -- *.#
Petrobras vai reduzir preço da gasolina em 5,2%
A Petrobras vai reduzir o preço da gasolina para as distribuidoras a partir desta
terça-feira (27). Essa será a primeira redução do combustível promovida
pela petroleira neste ano.
Com isso, o preço médio da gasolina A passará a ser de R$ 2,57 por litro— uma redução de R$ 0,14 por litro.
"Desde
dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram
reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta
redução é de 26,9%", diz a empresa em nota. (veja a íntegra abaixo)
A companhia também informou que deve manter inalterados, neste momento,
os preços de venda do diesel para as distribuidoras. Nesse caso,
segundo a Petrobras, a redução acumulada nos preços do diesel é de 36,3%
desde 2022.
Preços na bomba
Segundo a Petrobras, os preços praticados pela empresa representam
cerca de um terço do valor final pago pelos consumidores nos postos.
A petroleira explica que o preço da gasolina nas bombas é composto por diversos fatores, além do valor cobrado pela estatal.
São eles:
Custos e margem de lucrode distribuidoras e revendedores;
Custo do etanol anidro, que é misturado à gasolina A para formar a gasolina C;
Impostos federais, como Cide, PIS/Pasep e Cofins;
Imposto estadual(ICMS), cuja alíquota varia conforme a unidade da federação.
Veja a nota da Petrobras
A
partir de amanhã, 27/01, a Petrobras reduzirá seus preços de venda de
gasolina A para as distribuidoras em 5,2%. Dessa forma, o preço médio de
venda da Petrobras para as distribuidoras passará a ser, em média, de
R$ 2,57 por litro, uma redução de R$ 0,14 por litro.
Desde
dezembro de 2022, os preços de gasolina para as distribuidoras foram
reduzidos em R$ 0,50 / litro. Considerando a inflação do período, esta
redução é de 26,9%.
Para
o diesel, neste momento, a Petrobras está mantendo seus preços de venda
para as companhias distribuidoras. Desde dezembro de 2022, a redução
acumulada nos preços de diesel para as companhias distribuidoras,
considerando a inflação, é de 36,3%.
Jonathan Mcevoy percorreu os arredores da casa de veraneio do heptacampeão de F1 em Maiorca, na Espanha, e alegou ter conversado com funcionários <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Redação ge — Rio de Janeiro 26/01/2026 08h49 Atualizado há uma hora Postado em 26 de Janeiro de 2.026 às 09h50m #.* -- Post. - Nº.\ 12.060 -- *.#
Acidente de Michael Schumacher completou 10 anos em 2023
Os detalhes sobre o estado de saúde de Michael Schumacher, longe da
mídia desde o grave acidente de esqui sofrido na França em 2013, são
escassos. No entanto, o jornalista inglês Jonathan Mcevoy, também autor
de uma biografia sobre Lewis Hamilton, alega ter sido informado que o
ex-piloto não está preso à cama - após percorrer os arredores da casa de
veraneio de Schumacher na Espanha.
Michael Schumacher em 2012, quando era piloto da Mercedes — Foto: Vladimir Rys/Getty Images
Mcevoy, que chegou a conversar com um segurança da mansão em Maiorca,
declarou no portal "Daily Mail" que Schumacher é conduzido por
enfermeiros e terapeutas de cadeira de rodas pela residência. O
jornalista também afirma ter ouvido de uma fonte próxima ao ex-piloto,
sob anonimato, que seu estado de consciência é indefinido:
- Não dá pra ter certeza se ele entende tudo porque ele não pode falar
com ninguém. A sensação é que ele entende algumas das coisas acontecendo
ao seu redor, mas provavelmente não tudo.
No início de 2025, três homens foram condenados pela justiça da Alemanha
por tentativa de extorsão à família de Schumacher. Entre eles, há um
ex-segurança do heptacampeão, que trabalhou na casa do ex-piloto até
2020 e obteve mais de 1500 arquivos pessoais de Schumacher - incluindo
vídeos, fotos e prontuários médicos.
O trio ameaçou divulgar o material na dark web caso não recebessem
cerca de 14 milhões de euros, equivalentes a R$ 88 milhões. Foi a
segunda vez que a família de Schumacher passou por algo semelhante: em
2014, um homem acusado de roubar os prontuários médicos do ex-piloto foi
preso e morto dentro do presídio.
Sinalização na pista de esqui de Meribel, local do caso Schumacher — Foto: Agência Reuters
O acidente de Schumacher, em uma estação de esqui em Maribel, nos Alpes
Franceses, completou 12 anos em dezembro do ano passado. Vítima de um
traumatismo craniano decorrente de uma queda, o ex-piloto recupera-se em
sua casa, na Suíça, sob total sigilo mantido pela esposa Corinna e os
filhos, a hipista Gina, e o piloto da IndyCar, Mick.
Com carga tributária em nível recorde, brasileiros sentem pouco retorno em serviços e peso maior sobre o consumo. Especialistas apontam que revisão de gastos, subsídios e mecanismos como cashback podem aliviar o impacto sem cortar impostos. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Maria Eduarda Caldo, g1 — Brasília 25/01/2026 04h01 Atualizado há 02 horas Postado em 25 de Janeiro de 2.026 às 06h00m #.* -- Post. - Nº.\ 12.059 -- *.#
Miriam Leitão: Corte de 10% nas isenções de impostos vai ajudar nas contas
Você paga imposto quando recebe salário, quando compra comida e até
quando liga a luz de casa. A sensação de muitos brasileiros é de que o
dinheiro some e não volta em serviços públicos na mesma proporção.
Em 2026, ano eleitoral, o tema ganha ainda mais espaço no debate. O g1
ouviu especialistas para explicar por que o imposto pesa tanto no bolso
— e que medidas os governos podem adotar para aliviar esse impacto,
além de simplesmente reduzir tributos.
Entenda abaixo:
Primeiro, o brasileiro paga muito imposto?
Os dados oficiais mais recentes do Brasil são de 2024. Naquele ano, a carga tributária total do Brasil (tudo que foi pago em impostos por indivíduos e empresas) foi de 32,2% do PIB, um recorde na série histórica. Ou seja, nunca se pagou tanto imposto no país em relação ao PIB.
Na comparação com os países da Organização para Cooperação e
Desenvolvimento Econômico (OCDE) — espécie de "clube" com países ricos e
alguns em desenvolvimento — o Brasil paga menos imposto na média.
Porém, paga mais que a média na comparação com os países da América
Latina e do Caribe. Veja (em dados de 2023, os mais recentes disponíveis
para esse conjunto de países):
Países da OCDE: 34,1% do PIB
Países da América Latina e Caribe: 21,3%
Brasil: 30,2%
Baixo retorno em serviços
A carga tributária no Brasil — quase a média dos países ricos da OCDE —
não retorna em serviços na mesma qualidade das nações mais
desenvolvidas.
O Brasil tem, por exemplo, o Sistema Único de Saúde (SUS), um caso de
destaque na saúde pública do mundo, o que custa caro. Mesmo assim, o
serviço poderia ser de maior qualidade. O mesmo se dá na Educação, na
Infraestrutura, na Segurança.
“Na
realidade há também essa ideia de parte de algumas pessoas, de uma
parte da população, que os serviços que são prestados não são
satisfatórios ou não são de boa qualidade. Então fica aquela discussão
entre o que se paga, ou entre a carga tributária, e os serviços que a
gente tem fornecidos pelo Estado”, afirmou o professor de Finanças
Públicas da Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli.
Isso gera um efeito de aversão aos impostos, que não necessariamente
ocorre nas sociedades onde os serviços atendem aos anseios da população.
“Você vai para outros países, que as pessoas têm retorno, as pessoas
não são tão críticas ao tributo. Aqui no Brasil, o tributo é uma norma
de rejeição social porque, infelizmente, a gente paga muito e vê pouco, e
aí acaba que a população tem esse distanciamento, essa rejeição à
tributação”, explica Bianca Xavier, professora de Direito Tributário da
FGV e diretora da Sociedade Brasileira de Direito Tributário (SBDT).
Juros ajudaram a controlar a inflação em 2025; entenda a ferramenta do Banco Central
Peso desigual nos bolsos
Além da percepção de pouco retorno em serviços públicos, os impostos
pesam tanto no bolso do brasileiro porque são cobrados de forma
desigual. Segundo especialistas, proporcionalmente, quem ganha menos
paga mais imposto no país.
Isso ocorre porque os tributos sobre consumo — embutidos nos preços de
produtos e serviços — são altos, enquanto os que incidem sobre renda e
patrimônio têm peso menor. Como todos pagam a mesma alíquota ao
consumir, esses impostos comprometem uma parcela maior da renda das
famílias mais pobres.
Em 2024, os impostos sobre bens e serviços foram a principal fonte de
arrecadação, somando R$ 1,64 trilhão, o equivalente a 14% do PIB e a
43,5% da carga tributária total, segundo dados da Receita Federal.
Na outra ponta, os mais ricos pagam proporcionalmente menos. Um estudo
de 2025 mostra que pessoas com renda anual acima de R$ 5,5 milhões têm
uma alíquota efetiva média de 20,6%, enquanto o brasileiro médio paga
cerca de 42,5% da renda em impostos.
Já os tributos sobre lucro, renda e ganho de capital somaram R$ 1,07
trilhão em 2024, o equivalente a 9,1% do PIB — valor abaixo da média dos
países da OCDE, que foi de 12,1% do PIB em 2023.
O que fazer então?
Segundo especialistas, uma das chaves para reduzir o peso dos impostos
no bolso dos brasileiros passa pela forma como o governo gasta os
recursos públicos. A avaliação é que o Estado brasileiro gasta muito e
nem sempre gasta bem. Com despesas mais eficientes e melhor
direcionadas, a carga tributária poderia pesar menos, mesmo sem cortes
diretos de impostos.
Um dos principais exemplos citados é o volume de subsídios e benefícios
fiscais concedidos pelo governo. Esses incentivos reduzem ou isentam
determinados setores do pagamento de tributos e representam uma perda
significativa de arrecadação — nem sempre acompanhada de retorno social
ou econômico direto para a população.
Dados do Ministério da Fazenda mostram que os chamados gastos
tributários, que incluem isenções, deduções e regimes especiais, somaram
mais de R$ 540 bilhões no último ano. Para especialistas, parte desses
benefícios poderia ser reavaliada ou extinta, abrindo espaço para uma
distribuição mais eficiente dos recursos públicos.
O principal problema, segundo eles, é a dificuldade de comprovar a
efetividade desses incentivos. “O beneficiário deveria demonstrar, por
critérios objetivos, que está devolvendo à sociedade um benefício que
justifique essa renúncia”, afirma o professor de Finanças Públicas da
Universidade de Brasília (UnB), Roberto Piscitelli.
A diretora da Sociedade Brasileira de Direito Tributário (SBDT), Bianca
Xavier, avalia que os subsídios tendem a ser mais eficientes quando
estão ligados a políticas públicas que impactam diretamente a vida das
pessoas. Quando a renúncia fiscal beneficia apenas setores econômicos
específicos, o efeito costuma ser pouco perceptível para a população.
“Política pública a gente consegue ver. Mas quando o governo concede um
benefício a um setor econômico, a população se pergunta: ‘Por que
aquela indústria ou o agronegócio não estão pagando tributos?’”, afirma.
Outra alternativa apontada por especialistas para aliviar o peso dos impostos no bolso da população é o cashback tributário.
O mecanismo prevê a devolução de parte dos tributos pagos no consumo às
famílias de baixa renda, dando ao cidadão a sensação de que está sendo,
ao menos em parte, retribuído pelo que paga, explica o professor da UnB
Roberto Piscitelli.
Previsto na reforma tributária e com data para início em 2027, o
cashback funciona por meio da devolução direta de uma parcela do imposto
pago, geralmente vinculada ao CPF do consumidor e integrada a programas
sociais já existentes. Segundo especialistas, é uma forma direta de
reduzir o impacto dos impostos nas contas de quem mais precisa.
“Eu entendo que o cashback é uma forma justa de desonerar quem precisa.
O benefício não tem a ver com o produto que você está comprando, mas
com quem está comprando”, afirma a professora Bianca Xavier.
Além disso, ao unificar impostos sobre consumo, a reforma tributária
busca simplificar o modelo de cobrança no Brasil, o que, segundo o
governo, deverá baratear os custos das empresas. Os dispositivos da
reforma, já aprovados pelo Congresso, vão ser implementados gradualmente
nos próximos anos.
Reforma do Imposto de Renda
A redução do Imposto de Renda também é apontada como uma forma de
aliviar o impacto dos tributos sobre a renda dos brasileiros que ganham
menos. Desde o início do ano, passou a valer a isenção total do IR para
quem recebe até R$ 5 mil por mês, além de uma redução gradual do imposto
para rendas de até R$ 7.350.
Segundo projeções do Ministério da Fazenda, mais de 10 milhões de
brasileiros ficam totalmente isentos com a nova regra. Para compensar a
perda de arrecadação, o governo instituiu um imposto mínimo de até 10%
para pessoas com renda anual acima de R$ 600 mil e passou a tributar
dividendos acima de R$ 50 mil por mês. Ao todo, cerca de 141 mil
contribuintes devem ser impactados por essas medidas.
Dividendos são a parcela do lucro das empresas distribuída aos acionistas.
A expectativa do governo é que a mudança estimule a movimentação da
economia. Com parte da renda livre do Imposto de Renda, os contribuintes
tendem a direcionar esses recursos para consumo, investimentos ou
outros gastos, impulsionando diferentes setores da atividade econômica.
Estudos mostram que a interferência em bancos centrais tende a elevar a inflação e prejudicar a economia. Relembre fatos históricos envolvendo as instituições em cinco países. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Reuters — São Paulo 24/01/2026 05h01 Atualizado há 02 horas Postado em 24 de Janeiro de 2.026 às 07h00m #.* -- Post. - Nº.\ 12.058 -- *.#
Brasil se une a bancos centrais globais em defesa do presidente do Fed após ameaça de Trump
A independência dos bancos centrais — ou seja, a capacidade de definir
os juros sem interferência política — é considerada essencial para o
bem-estar econômico de um país.
Em países onde os bancos centrais se alinham às preferências de políticos, os resultados costumam ser piores, com inflação mais elevada e crescimento econômico mais lento, como indicam décadas de estudos acadêmicos.
Por outro lado, a experiência histórica mostra que bancos centrais independentes têm mais sucesso na manutenção da estabilidade de preços.
Há diversos exemplos de bancos centrais submetidos à pressão política. Veja abaixo cinco casos notáveis.
Estados Unidos
Foto de arquivo: O presidente dos EUA, Donald Trump, observa Jerome
Powell, seu indicado para presidir o Federal Reserve (Fed), durante
discurso na Casa Branca, em Washington, EUA, em 2 de novembro de 2017. —
Foto: REUTERS/Carlos Barria/Foto de arquivo
Embora nenhum dirigente do Fed tenha sido demitido por não atender às
exigências de um presidente americano sobre juros, isso não significa
que líderes dos EUA não tenham tentado — e às vezes conseguido — exercer
influência de outras formas.
O ex-presidente Richard Nixon pressionou o então presidente do Fed,
Arthur Burns, a manter os custos de empréstimos baixos, apesar da rápida
alta dos preços, para ajudá-lo a vencer a reeleição em 1972.
O episódio é amplamente visto como o ponto de partida de um surto
inflacionário que só foi contido pelas ações politicamente impopulares
de um sucessor no comando do Fed, Paul Volcker, que elevou os juros para
dois dígitos.
A estratégia levou o país à recessão, mas controlou a inflação por
quase quatro décadas, em grande parte por restabelecer a credibilidade
do banco central americano como uma instituição independente.
Nixon, porém, não foi o primeiro presidente a tentar impor sua vontade
ao Fed. Em 1965, Lyndon Johnson convocou o então presidente da
instituição, William McChesney Martin Jr., para seu rancho no Texas e
exigiu o fim da alta dos juros — chegando a empurrá-lo e repreendê-lo
fisicamente.
Martin recusou, temendo que o estímulo fiscal de Johnson alimentasse a
inflação. Anos depois, porém, afrouxou a política monetária em troca da
promessa do presidente de elevar impostos — acordo que mais tarde
avaliou ter contribuído para a aceleração da inflação.
Turquia
Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, durante discurso em Istambul — Foto: Murad Sezer/REUTERS
O presidente turco, Tayyip Erdogan — que se autodeclara um “inimigo dos
juros” — demitiu quatro dirigentes do banco central entre 2019 e 2023
por elevarem os custos de empréstimos ou resistirem aos cortes que ele
exigia e que, segundo sua avaliação, reduziriam a inflação.
O efeito foi o oposto: a inflação disparou, a lira entrou em colapso e
famílias passaram a ter dificuldade para arcar com itens básicos, como
aluguel e alimentação.
Em 2023, Erdogan mudou de rumo e nomeou a executiva financeira
americana Hafize Gaye Erkan, que elevou rapidamente a taxa básica de
juros de 8,5% para 45%.
Seu sucessor e atual presidente do banco central, Fatih Karahan,
apertou ainda mais a política monetária antes de iniciar, recentemente,
um alívio. A inflação recuou do pico de 85% no fim de 2022, mas segue em
dois dígitos.
Argentina
Casa Rosada, na Argentina — Foto: Rafael Leal/g1
A nacionalização do banco central pelo ex-presidente argentino Juan
Perón, em 1946, colocou o país sul-americano em uma trajetória de crises
recorrentes nas décadas seguintes.
Nesse período, o governo passou a imprimir dinheiro para financiar
gastos, o que provocou sucessivas ondas de inflação elevada e
hiperinflação.
Dos 14 presidentes do BC desde 2000, vários foram afastados por
divergências com o governo, entre eles Martín Redrado, demitido em 2010
por se recusar a executar o plano da então presidente Cristina Fernández
de Kirchner de usar bilhões de dólares em reservas cambiais para pagar
dívidas.
Venezuela
Nicolás Maduro discursa durante manifestação na Venezuela — Foto: Stringer/AFP
A Constituição do país garante certo grau de independência ao banco
central e proíbe o financiamento direto de déficits do governo.
Ainda assim, o líder venezuelano Nicolás Maduro — que será julgado em Nova York por acusações de tráfico de drogas, após ter sido preso por forças especiais dos EUA
— aprovou leis que colocaram a instituição sob controle total do
Executivo, com a direção indicada exclusivamente pelo presidente.
Após a queda dos preços globais do petróleo em 2014, o banco central
passou a emitir moeda para financiar déficits elevados, alimentando uma
hiperinflação que atingiu o pico em 2018, estimada por alguns cálculos
em mais de 1.000.000%.
Zimbábue
O ex-presidente do Zimbábue, Robert Mugabe, em foto de 3 de outubro de 2017 — Foto: AP Photo/Themba Hadebe
O BC do Zimbábue também emitiu moeda para financiar gastos do governo
do então presidente Robert Mugabe — incluindo, segundo o Fundo Monetário
Internacional (FMI), despesas eleitorais, transferências para entidades
controladas pelo Estado e a compra de equipamentos subsidiados para
agricultores.
A hiperinflação atingiu níveis extremos e, em janeiro de 2009, levou o
então presidente do banco central, Gideon Gono, a emitir uma cédula de
100 trilhões de dólares.