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quarta-feira, 26 de fevereiro de 2025

O que significa o raro alinhamento de planetas que está acontecendo no céu

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Os observadores do céu já podem ver seis planetas alinhados - e, no dia 28 de fevereiro, Mercúrio se junta ao clube. Evento pode trazer oportunidades a cientistas.
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TOPO
Por BBC

Postado em 26 de Fevereiro de 2.025 às 07h30m

#.* Post. - Nº.\  11.525*.#

O que significa o raro alinhamento de planetas que está acontecendo no céu — Foto: Getty Images/via BBC
O que significa o raro alinhamento de planetas que está acontecendo no céu — Foto: Getty Images/via BBC

Se você olhar para o céu em uma noite clara até o fim do mês, poderá se deparar com uma surpresa. Seis planetas — Vênus, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno — estão atualmente visíveis no céu noturno.

Durante uma única noite, no dia 28 de fevereiro, Mercúrio se juntará a eles, criando um raro alinhamento de sete planetas visíveis no céu.

Mas esses eventos não são apenas um espetáculo para os observadores de estrelas; eles também podem ter um impacto real em nosso Sistema Solar e oferecer novos insights sobre o nosso lugar nele.

Os oito planetas principais do nosso Sistema Solar seguem órbitas no mesmo plano ao redor do Sol e a diferentes velocidades.

Mercúrio, o planeta mais próximo do Sol, completa uma órbita — um "ano" para o planeta — em 88 dias terrestres.

O ano da Terra, claro, é de 365 dias, enquanto, no plano extremo superior, Netuno leva impressionantes 60.190 dias, ou cerca de 165 anos terrestres, para completar uma única volta ao redor da nossa estrela.

As diferentes velocidades dos planetas significam que, em algumas ocasiões, vários deles podem se alinhar aproximadamente no mesmo lado do Sol.

Da Terra, se as órbitas se alinharem de maneira precisa, podemos ver múltiplos planetas em nosso céu noturno ao mesmo tempo.

Mercúrio, Vênus, Marte, Júpiter e Saturno são brilhantes o suficiente para serem visíveis a olho nu, enquanto Urano e Netuno exigem binóculos ou um telescópio para serem observados.

Neste ano, este evento pode ser testemunhado em janeiro e fevereiro.

Os planetas não estão exatamente alinhados, então eles aparecerão em um arco pelo céu devido ao seu plano orbital no Sistema Solar.

Durante as noites claras, todos os planetas, exceto Mercúrio, estarão visíveis — um evento às vezes chamado de "desfile planetário".

No dia 28 de fevereiro, no entanto — se o tempo permitir, sem nuvens — todos os sete planetas serão visíveis, um grande espetáculo para os observadores na Terra.

"Há algo especial em olhar para os planetas com seus próprios olhos", diz Jenifer Millard, comunicadora científica e astrônoma no Fifth Star Labs, no Reino Unido.

"Sim, você pode ir ao Google e encontrar fotos espetaculares de todos esses planetas. Mas quando você olha para esses objetos, esses são fótons que viajaram milhões ou bilhões de quilômetros pelo espaço para atingir suas retinas."

Embora fascinantes de observar, esses alinhamentos têm algum impacto aqui na Terra? Ou podem ter algum uso para aumentar nosso entendimento sobre o Sistema Solar e além?

De fato, diz Millard, "é apenas uma coincidência que eles estejam nessa posição de suas órbitas".

E, embora alguns cientistas tenham sugerido que os alinhamentos planetários possam causar impactos na Terra, a base científica para a maioria dessas alegações é fraca ou inexistente.

No entanto, em 2019, pesquisadores sugeriram que os alinhamentos planetários poderiam ter um impacto na atividade solar.

Uma das principais questões em aberto sobre o Sol é o que impulsiona seu ciclo de 11 anos entre períodos de atividade máxima, conhecidos como máximo solar (no qual estamos atualmente), e períodos de menor atividade, o mínimo solar.

Frank Stefani, físico do Helmholtz-Zentrum, centro de pesquisa em Dresden-Rossendorf, na Alemanha, sugeriu que as forças gravitacionais combinadas de Vênus, Terra e Júpiter poderiam ser a resposta.

Embora a atração gravitacional de cada planeta sobre o Sol seja extremamente pequena, Stefani diz que, quando dois ou mais planetas se alinham com o Sol — fenômeno conhecido como uma sizígia —, eles podem se combinar para causar pequenas rotações dentro da estrela, chamadas ondas de Rossby, que podem impulsionar eventos climáticos.

"Na Terra, as ondas de Rossby causam ciclones e anticiclones", diz Stefani. "Temos as mesmas ondas de Rossby no Sol."

Os cálculos de Stefani mostraram que os alinhamentos de Vênus, Terra e Júpiter causariam uma periodicidade de atividade solar de 11,07 anos, quase exatamente igual à duração dos ciclos solares que observamos.

Nem todos estão tão convencidos da ideia, com alguns observando que a atividade solar já pode ser explicada apenas por processos dentro do próprio Sol.

"A evidência observacional sugere que os planetas não têm efeito diretamente no ciclo solar", diz Robert Cameron, cientista solar do Instituto Max Planck de Pesquisa do Sistema Solar, na Alemanha, que publicou um artigo sobre o assunto em 2022. "Não há evidência de qualquer sincronização."

Mas há outras peculiaridades bem menos controversas dos alinhamentos planetários que certamente têm impacto sobre nós: sua utilidade para observações científicas, particularmente em termos de exploração do Sistema Solar.

Chegar aos planetas externos com uma espaçonave é difícil porque esses mundos estão tão distantes que seriam necessárias décadas para serem alcançados.

No entanto, usar a atração gravitacional de um planeta bem posicionado, como Júpiter, para impulsionar uma espaçonave para fora pode reduzir drasticamente o tempo de viagem, algo que nenhuma espaçonave fez melhor do que os veículos Voyager da Nasa.

Em 1966, um cientista da Nasa chamado Gary Flandro calculou que haveria um alinhamento dos quatro planetas mais distantes — Júpiter, Saturno, Urano e Netuno — em 1977, o que permitiria visitar todos os quatro em um intervalo de apenas 12 anos, em comparação com 30 anos se eles não estivessem alinhados.

Esse alinhamento fortuito, que ocorre apenas uma vez a cada 175 anos, levou a Nasa a lançar as espaçonaves gêmeas Voyager 1 e 2 em 1977 em uma "grande turnê" do Sistema Solar exterior.

A Voyager 1 passou por Júpiter em 1979 e por Saturno em 1980, evitando Urano e Netuno porque os cientistas queriam passar por Titã, a fascinante lua de Saturno, e não podiam fazer isso sem arruinar o efeito de impulso.

Mas a Voyager 2 usou o alinhamento para visitar todos os quatro planetas, tornando-se a única espaçonave da história a visitar Urano e Netuno, em 1986 e 1989, respectivamente.

"Isso funcionou maravilhosamente", diz Fran Bagenal, astrofísica da Universidade do Colorado em Boulder, nos EUA, e membro da equipe científica da Voyager. "Se a Voyager 2 tivesse partido em 1980, teria levado até 2010 para chegar a Netuno. Eu não acho que teria obtido apoio. Quem iria financiar algo assim?"

Não é apenas dentro do nosso Sistema Solar que os alinhamentos planetários são úteis. Astrônomos usam os alinhamentos para investigar muitos aspectos diferentes do Universo, especialmente na descoberta e estudo de exoplanetas, mundos que orbitam outros astros.

A principal maneira de encontrar esses mundos é conhecida como o método de trânsito: quando um exoplaneta passa na frente de uma estrela, do nosso ponto de vista, ele diminui a luz da estrela, permitindo que seu tamanho e órbita sejam discernidos.

Graças a esse método, descobrimos muitos planetas em órbita ao redor de estrelas específicas.

Trappist-1, uma estrela-anã vermelha localizada a 40 anos-luz da Terra, possui sete planetas do tamanho da Terra, todos os quais fazem trânsito na estrela do nosso ponto de vista.

Os planetas nesse sistema estão, na verdade, em ressonância de movimento uns com os outros — o que significa que o planeta mais externo completa duas órbitas para cada três órbitas do próximo planeta mais interno, depois quatro, seis, e assim por diante.

Isso significa que há períodos em que múltiplos planetas nesse sistema se alinham em uma linha reta, algo que não ocorre em nosso Sistema Solar.

Usando os métodos de trânsito, podemos estudar a existência de atmosferas em planetas como esses.

"Se um planeta com uma atmosfera passa na frente de uma estrela, esse alinhamento faz com que a luz da estrela passe através do planeta, e as moléculas e átomos na atmosfera do planeta absorvem luz em certos comprimentos de onda", diz Jessie Christiansen, astrônoma do Instituto de Ciências Exoplanetárias da Nasa, no Instituto de Tecnologia da Califórnia.

Isso permite que diferentes gases, como dióxido de carbono e oxigênio, sejam identificados. "A grande maioria das nossas análises de composição atmosférica se deve aos alinhamentos", diz ela.

Alinhamentos muito mais grandiosos podem nos permitir sondar o Universo distante, nomeadamente os alinhamentos de galáxias. Observar galáxias no início do universo é difícil porque elas são muito fracas e distantes.

No entanto, se uma grande galáxia ou um aglomerado de galáxias passar entre nossa linha de visão com uma galáxia muito mais distante e precoce, sua grande atração gravitacional pode amplificar a luz do objeto mais distante, permitindo que o observemos e estudemos, um processo chamado lente gravitacional.

"Esses são enormes alinhamentos na escala do universo", diz Christiansen. Eles são usados por telescópios como o Telescópio Espacial James Webb para observar estrelas e galáxias distantes, como Earendel, a estrela mais distante conhecida da Terra.

A luz observada pelo telescópio dessa estrela veio dos primeiros bilhões de anos da história do Universo, que tem 13,7 bilhões de anos, e foi visível somente devido à lente gravitacional.

E ainda existem outros usos mais recentes para os alinhamentos, como sondar a existência de vida extraterrestre em sistemas solares onde os exoplanetas passam um na frente do outro do nosso ponto de vista.

Em 2024, o estudante de pós-graduação Nick Tusay, da Universidade Estadual da Pensilvânia, nos Estados Unidos, usou esses alinhamentos para procurar por qualquer comunicação sendo enviada entre os mundos do sistema Trappist-1, como fazemos na Terra ao enviar sinais para planetas como Marte, em nosso sistema solar, para nos comunicarmos com rovers e espaçonaves.

"Sempre que dois planetas estão alinhados pode ser interessante", diz Tusay.

Nesta ocasião, as buscas não deram resultados. Mas uma civilização alienígena olhando para o nosso Sistema Solar poderia usar alinhamentos semelhantes para o mesmo propósito.

Embora o "desfile planetário" deste mês dependa de um ponto de vista — quaisquer dois planetas do nosso sistema podem estar alinhados se você estiver posicionado no ângulo certo — não é impossível imaginar alguém do outro lado, assistindo.

"Talvez outra civilização alienígena veja isso como uma oportunidade para conduzir suas próprias investigações", diz Tusay.

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Por que Marte é vermelho? Cientistas podem finalmente ter a resposta e ela traz pista sobre vida no planeta

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Nova pesquisa sugere que Marte é vermelho por causa da ferrugem resultante da reação de um composto com água e oxigênio. Com isso, mostra condições de habitação no planeta.
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Por Redação g1

Postado em 26 de Fevereiro de 2.025 às 05h35m

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Pesquisadores descobrem resposta sobre cor vermelha do planeta — Foto: NASA/JPL-Caltech
Pesquisadores descobrem resposta sobre cor vermelha do planeta — Foto: NASA/JPL-Caltech

Marte cativou cientistas e o público por séculos. Um dos maiores motivos é sua tonalidade avermelhada, que lhe rendeu o título de "planeta vermelho". Agora, pesquisadores encontraram uma explicação: a ferrugem da reação de um composto com água e oxigênio. Com isso, surgem novas pistas sobre a possibilidade de o planeta ter sido habitável no passado.

➡️ Antes, pesquisas sugeriam que a cor avermelhada era causada por um mineral seco e semelhante à ferrugem, chamado hematita. Ou seja, a reação teria ocorrido sem a presença de umidade — um fator crucial para determinar se Marte já foi habitável.

No entanto, nas últimas décadas o planeta recebeu várias missões espaciais que permitiram análises do material coletado. Com base nesses dados, pesquisadores sugerem uma nova explicação: o mineral de ferro rico em água, chamado ferrihidrita, pode ser o principal responsável pela poeira avermelhada de Marte.

➡️ A ferrihidrita é um mineral de óxido de ferro que se forma em ambientes ricos em água. Na Terra, está comumente associada a processos como o intemperismo de rochas vulcânicas e cinzas. Até agora, seu papel na composição da superfície marciana não era bem compreendido, mas esta nova pesquisa sugere que ela pode ser um dos principais componentes da poeira que cobre o planeta.

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram dados de várias missões a Marte, combinando observações orbitais do Mars Reconnaissance Orbiter, da NASA, e do Mars Express e Trace Gas Orbiter, da Agência Espacial Europeia, além de medições feitas na superfície por veículos como Curiosity, Pathfinder e Opportunity. A pesquisa foi publicada nesta terça-feira (25) na revista Nature Communications.

A descoberta oferece uma pista promissora sobre o passado mais úmido e potencialmente habitável de Marte, pois, diferentemente da hematita — que normalmente se forma sob condições mais quentes e secas —, a ferrihidrita se forma na presença de água fria.

➡️ Esse novo contexto sugere que Marte pode ter tido um ambiente capaz de sustentar água líquida, um ingrediente essencial para a vida, antes de fazer a transição para o ambiente seco que conhecemos hoje, bilhões de anos atrás.

Já houve vida? Para entender isso, precisamos compreender as condições que estavam presentes durante a formação desse mineral. O que sabemos, a partir deste estudo, é que as evidências apontam para a formação de ferrihidrita, e para que isso acontecesse, deve ter havido um ambiente onde o oxigênio, proveniente do ar ou de outras fontes, e a água puderam reagir com o ferro. Essas condições eram muito diferentes do ambiente seco e frio de hoje
— Adomas Valantinas, astrônomo e um dos autores do estudo.

A pesquisa ainda não é capaz de confirmar se houve vida em Marte, mas fornece indícios de que o planeta já teve condições favoráveis à habitação. “Esta pesquisa é uma oportunidade de abrir novas portas”, afirma John Mustard, outro dos pesquisadores envolvidos.



terça-feira, 25 de fevereiro de 2025

8 em cada 10 consumidores voltam a se endividar menos de um ano após saírem da inadimplência

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Segundo especialistas, retorno à inadimplência pode ser explicado pela inflação, que afeta o poder de compra, e pelos juros elevados, que tornam as parcelas das dívidas mais caras.
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Por Jornal Nacional

Postado em 25 de Fevereiro de 2.025 às 09h10m

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De cada dez brasileiros que conseguiram sair da inadimplência, oito voltaram a se endividar em menos de um ano

De cada dez brasileiros que conseguiram sair da inadimplência, oito voltaram a se endividar menos de um ano depois.

"Dívida? Todo mundo tem, né? Inclusive eu. É, a gente está aí trabalhando para pagar dívida”, diz a artesã Tatiana Fernandes.

Em uma feira na Zona Norte do Rio de Janeiro, mulheres ganham a vida vendendo artesanato, e é um desafio equilibrar as contas.

"Se organizar, comprar à vista. Tem as datas certas, procurar os melhores preços, descontos”, diz a artesã Sandra Mendes.

A Lucimar Evangelista, que trabalha há 42 anos como artesã, acumula uma dívida de R$ 3 mil com a Secretaria de Fazenda do Rio. Ela conta que, um ano atrás, conseguiu tirar o nome do Serviço de Proteção ao Crédito depois de quitar o que devia. Mas, agora, ficou inadimplente de novo e decidiu fechar a microempresa.

"Eu sou uma péssima administradora da minha vida financeira. Eu sei trabalhar, eu sei criar, eu sei fazer as minhas coisas, mas eu não sei lidar com o dinheiro”, conta Lucimar.

Dívidas preocupam especialmente quem ficou sem uma fonte de renda nos últimos meses. Todos os dias, dezenas tentam uma chance de voltar a trabalhar. A conquista de um emprego é sempre um alívio. Muitas vezes, permite pagar dívidas e sair da inadimplência. Mas nem sempre o salário resolve.

Desde outubro de 2024, vem crescendo o número de brasileiros que voltaram a ficar com as contas em atraso. Segundo a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas e o Serviço de Proteção ao Crédito, em novembro, esse percentual chegava a 81%. Em dezembro, aumentou para 83% e, em janeiro de 2025, foi para quase 85%. Segundo especialistas, esse retorno à inadimplência pode ser explicado pela inflação, que afeta o poder de compra, e pelos juros elevados, que tornam as parcelas das dívidas mais caras.

"Quando a gente vê, pergunta para aquela pessoa que está inadimplente, que tem intenção de pagar nos próximos meses, ela até diz que sim, mas a gente também vê que quando ela vai fazer isso compromete o pagamento das contas básicas e aí ela acaba voltando para a situação de inadimplência”, explica Merula Borges, especialista em finanças da CNDL.

O auxiliar de serviços gerais Antônio Carlos do Santos limpou o nome em novembro de 2024. Um mês depois, estava sem trabalho e sem fôlego para pagar as contas:

"Eu já estava quase tentando respirar, mas aí em dezembro, de dezembro para cá eu voltei de novo para a inadimplência”.

“Precisa fazer um planejamento completo da dívida e um orçamento que realmente caiba dentro da dinâmica daquele consumidor. E o consumidor também precisa partir para uma negociação a partir de uma posição em que ele realmente tenha algum valor aí que ele possa dar de entrada, ou uma boa negociação", afirma Merula Borges.

8 em cada 10 consumidores voltam a se endividar menos de um ano após saírem da inadimplência — Foto: Reprodução/TV Globo
8 em cada 10 consumidores voltam a se endividar menos de um ano após saírem da inadimplência — Foto: Reprodução/TV Globo

Rio de Janeiro

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segunda-feira, 24 de fevereiro de 2025

Boletim Focus: economistas do mercado elevam estimativa de inflação para 2025 e 2026

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Números foram divulgados pelo Banco Central nesta segunda-feira. Analistas também mantiveram em 2,01% projeção de crescimento do Produto Interno Bruto neste ano.
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Por Alexandro Martello, g1 — Brasília

Postado em 24 de Fevereiro de 2.025 às 10h30m

#.* Post. - Nº.\  11.522*.#

Os analistas do mercado financeiro elevaram, mais uma vez, as expectativas de inflação para este ano e para 2026.

As projeções, fruto de pesquisa com mais de 100 instituições financeiras na última semana, constam do relatório "Focus" divulgado nesta segunda-feira (24) pelo Banco Central (BC).

➡️Para 2025, a estimativa de inflação subiu de 5,60% para 5,65% na décima nona alta seguida. Com isso, segue acima e cada vez mais distante do teto da meta.

EXPECTATIVA DE INFLAÇÃO DO MERCADO PARA 2025
EM % AO ANO


Fonte: BANCO CENTRAL

➡️Para 2026, a expectativa subiu de 4,35% para 4,40%. Foi o nono aumento consecutivo no indicador.

➡️Para 2027, a expectativa ficou estável em 4%.

➡️Para 2028, a expectativa recuou de 3,80% para 3,79%

  • Pelo sistema de metas, o BC tem de calibrar os juros para tentar manter a inflação dentro do intervalo existente.
  • Para isso, a instituição olha para frente, pois a Selic demora de seis a 18 meses para ter impacto pleno na economia.
  • Neste momento, por exemplo, o BC já está mirando na expectativa de inflação calculada em 12 meses até meados de 2026.
  • Desde janeiro, a inflação acumulada em doze meses é comparada com a meta e com o intervalo de tolerância.
  • Se a inflação ficar fora do intervalo de tolerância por seis meses consecutivos, a meta é considerada descumprida.
  • Caso a meta de inflação não seja atingida, o BC terá de escrever e enviar uma carta pública ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad, explicando os motivos.

Com o estouro da meta de inflação de 2024, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, enviou carta ao ministro Haddad no início de janeiro – creditando o resultado a fatores como a forte atividade econômica, a queda do real e os extremos climáticos.

🔎Porque isso importa? Quanto maior a inflação, menor é o poder de compra das pessoas, principalmente das que recebem salários menores. Isso porque os preços dos produtos aumentam, sem que o salário acompanhe esse crescimento.





Julia Duailib comenta o protecionismo do Brasil e o impacto das tarifas na inflação

Taxa de juros

Os economistas do mercado financeiro mantiveram estável a projeção para a taxa básica de juros neste ano.

No fim de janeiro, o BC elevou os juros pela quarta vez seguida, para 13,25% ao ano. E também indicou que deve elevar novamente a taxa em março.

  • Para o fechamento de 2025, a projeção do mercado para o juro básico da economia permaneceu em 15% ao ano.
  • Para o fim de 2026, o mercado financeiro manteve a projeção em 12,50% ao ano.
  • Para o fechamento de 2027, a projeção do mercado continuou em 10,50% ao ano.
Produto Interno Bruto

Para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2025, a projeção do mercado ficou estável em 2,01%.

➡️O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país. O indicador serve para medir a evolução da economia.

Já para 2026, a previsão de alta do PIB do mercado financeiro permaneceu em 1,70%.

Outras estimativas

Veja abaixo outras estimativas do mercado financeiro, segundo o BC:

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio para o fim de 2025 caiu de R$ 6 para R$ 5,99. Para o fim de 2026, a estimativa permaneceu também em R$ 6.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações) em 2025, a projeção subiu de US$ 76 bilhões para US$ 76,7 bilhões de superávit. Para 2026, a expectativa para o saldo positivo avançou de US$ 78,3 bilhões para US$ 78,6 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil neste ano continuou em US$ 70 bilhões. Para 2026, a estimativa de ingresso permaneceu em US$ 75 bilhões.

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