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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Setor de serviços cresce 0,5% em agosto e tem 5ª alta seguida

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Com resultado, setor atinge maior nível em quase 6 anos, mas ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico de 2014. Maiores altas no mês foram registradas nos serviços de alojamento e alimentação, e no transporte aéreo.
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Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, g1
14/10/2021 09h00 
Postado em 14 de outubro de 2021 às 12h00m


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O volume de serviços prestados no Brasil avançou 0,5% em agosto, na comparação com julho, apontam os dados divulgados nesta quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da quinta alta mensal seguida.

Já na comparação com agosto de 2020, o crescimento foi de 16,7%.

A alta do mês foi puxada pelo avanço dos serviços de alojamento e alimentação (4,5%), e de transporte aéreo (7,4%).

Embora positiva, taxa desacelerou pelo quarto mês seguido — Foto: Economia/g1
Embora positiva, taxa desacelerou pelo quarto mês seguido — Foto: Economia/g1

Com o resultado, o setor está 4,6% acima do patamar pré-pandemia, alcançando o nível mais elevado desde novembro de 2015.

"Apesar do crescimento, o setor ainda está 7,1% abaixo do recorde histórico, alcançado em novembro de 2014", destacou o IBGE.

O resultado veio dentro do esperado. A mediana das estimativas de 20 instituições financeiras e consultorias ouvidas pelo Valor Data apontava taxa de crescimento de 0,5% em agosto. As projeções variam de estabilidade a alta de 2,2%.

Avanço da vacinação e maior mobilidade

Segundo o IBGE, a recuperação do setor tem sido impulsionada pela redução das perdas dos serviços de caráter mais presencial em função do avanço da vacinação e aumento da mobilidade da população.

“O setor de serviços mantém sua trajetória de recuperação em agosto, sobretudo nos serviços considerados não presenciais, mas também nos presenciais, com o avanço da vacinação e o aumento da mobilidade das pessoas. Desde junho do ano passado, o setor acumula 14 taxas positivas e somente uma negativa, registrada em março, quando algumas atividades consideradas não essenciais foram fechadas por determinação de governos locais em meio ao avanço da segunda onda do coronavírus”, destacou o gerente da pesquisa, Rodrigo Lobo.

Embora seja a quinta taxa positiva consecutiva, a magnitude de crescimento desacelerou pelo quarto mês seguido. Segundo o gerente da pesquisa, “isso ocorre em função da base de comparação alta que foi construída a partir de junho do ano passado” depois das grandes perdas que o setor sofreu nos primeiros meses de pandemia.

Alta recorde no acumulado em 12 meses

No acumulado do ano, o setor tem alta de 11,5% frente a igual período do ano anterior. Em 12 meses, o avanço é de 5,1% em agosto – a maior taxa de crescimento para 1 ano da série histórica da pesquisa, iniciada em dezembro de 2012.

Indicador tem alta pelo terceiro mês consecutivo — Foto: Economia/g1
Indicador tem alta pelo terceiro mês consecutivo — Foto: Economia/g1

A média móvel trimestral chegou a 1,1% no trimestre encerrado em agosto, frente ao nível do mês anterior, mantendo a trajetória ascendente desde julho de 2020.

Veja o resultado dos subgrupos de cada grande atividade:

  • Serviços prestados às famílias: 4,1%
  • Serviços de alojamento e alimentação: 4,5%
  • Outros serviços prestados às famílias: -0,3%
  • Serviços de informação e comunicação: 1,2%
  • Serviços de Tecnologia de Informação e Comunicação (TIC): 1,2%
  • Telecomunicações: 0%
  • Serviços de Tecnologia da Informação: 2%
  • Serviços audiovisuais, de edição e agências de notícias: 2,1%
  • Serviços profissionais, administrativos e complementares: -0,4%
  • Serviços técnico-profissionais: -6,8%
  • Serviços administrativos e complementares: 0,4%
  • Transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,1%
  • Transporte terrestre: -0,1%
  • Transporte aquaviário: -2,3%
  • Transporte aéreo: 7,4%
  • Armazenagem, serviços auxiliares aos transportes e correio: 1,2%
  • Outros serviços: 1,5%
Destaques do mês

O avanço do volume de serviços, observado na passagem de julho para agosto foi acompanhado por quatro das cinco atividades pesquisadas, com destaque para informação e comunicação (1,2%), transportes (1,1%) e serviços prestados às famílias (4,1%).

Os serviços de tecnologia da informação apresentam o maior crescimento, operando em patamar 32,8% acima do que era observado em fevereiro de 2020. Esse grupo reúne as atividades de desenvolvimento e licenciamento de softwares, portais e provedores de conteúdo e ferramentas de buscas na internet.

Os serviços prestados às famílias tiveram a quinta alta seguida, mas ainda operam 17,4% abaixo do patamar pré-pandemia, de fevereiro de 2020.

Segundo o pesquisador, a renda é o principal limitador do crescimento das atividades de caráter mais presencial, ligadas sobretudo aos serviços prestados às famílias.

Setor de serviços apresentou, em agosto de 2021, patamar de volume de serviços prestados 4% acima do que era  observado em fevereiro de 2020 — Foto: Economia/g1
Setor de serviços apresentou, em agosto de 2021, patamar de volume de serviços prestados 4% acima do que era observado em fevereiro de 2020 — Foto: Economia/g1

Serviços profissionais têm queda e voltam a ficar abaixo do nível pré-pandemia

A única queda no mês foi no resultado dos serviços profissionais, administrativos e complementares, que recuaram 0,4% em agosto, depois de três altas mensais consecutivas. Com esse resultado negativo, o segmento voltou a ficar 0,2% abaixo do patamar pré-pandemia, se juntando aos serviços prestados às famílias.

“Esse recuo de 0,4% é uma acomodação do ritmo de crescimento. A pressão negativa veio das atividades jurídicas, atividades técnicas relacionadas à arquitetura e engenharia e soluções de pagamentos eletrônicos”, observou o gerente da pesquisa.

As atividades turísticas tiveram avanço de 4,6% em agosto, na quarta taxa positiva seguida. O indicador de turismo, entretanto, ainda se encontra 20,8% abaixo do patamar de fevereiro do ano passado.

Piora das expectativas

O setor de serviços é o que possui o maior peso na economia brasileira. Ele foi também o mais atingido pela pandemia, dadas as restrições de funcionamento impostas pelas medidas para conter o avanço da Covid-19, sobretudo aos estabelecimentos com atendimento presencial.

Apesar da recuperação do setor de serviços, a atividade econômica tem perdido fôlego nos últimos meses em meio a um cenário de incerteza elevada diante da escalada da inflação, do agravamento da crise hídrica e de deterioração das expectativas para o desempenho da economia em 2022.

As vendas do comércio varejista caíram 3,1% em agosto, na comparação com julho, revertendo os ganhos do mês anterior. Já a produção industrial recuou 0,7% em agosto, na terceira retração mensal consecutiva.

A confiança do setor de serviços recuou em setembro, após cinco meses seguidos de alta, sinalizando que os empresários ligaram o "sinal de alerta" sobre o cenário mais desafiador para os próximos meses.

A expectativa do mercado financeiro para o crescimento da economia em 2021está atualmente em 5,04%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, após tombo de 4,1% em 2020. Para 2022, a média das projeções baixou para 1,54%.

Já a estimativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), a inflação oficial do país no ano, subiu para 8,59%. Para 2022, a projeção está em 4,17%.

Enquanto setor de serviços retoma crescimento, indústria e comércio enfrentam obstáculos
Enquanto setor de serviços retoma crescimento, indústria e comércio enfrentam obstáculos

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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021

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Pesquisadores fizeram estudos para entender os efeitos de salário mínimo, imigração e educação no mercado de trabalho.
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Por g1

Postado em 11 de outubro de 2021 às 09h05m


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David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021 — Foto: UC Berkeley/Redes sociais/Stanford University
David Card, Joshua Angrist e Guido Imbens ganham Nobel de Economia 2021 — Foto: UC Berkeley/Redes sociais/Stanford University

David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens foram premiados nesta segunda-feira (11) com o prêmio Nobel de Economia 2021.

Os pesquisadores foram premiados pelo uso de experimentos naturais (situações da vida real para calcular seus impactos no mundo) para entender as relações de causa e efeito em áreas como mercado de trabalho e educação. Essa abordagem dos economistas acabou se estendendo para outras áreas e revolucionou as pesquisas de campo pelo mundo.

Veja as principais contribuições de cada estudo premiado:

  • David Card: efeitos do salário mínimo, da migração e da educação no mercado de trabalho.
  • Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens: uso de metodologia para entender o efeito de um ano a mais na escola para os estudantes.

De acordo com a Real Academia de Ciências da Suécia, "os economistas revolucionaram a pesquisa empírica nas ciências sociais e melhoraram significativamente a capacidade da comunidade de pesquisa de responder a perguntas de grande importância".

David Card recebeu o prêmio por suas contribuições empíricas para a economia do trabalho. Já Joshua D. Angrist e Guido W. Imbens foram laureados por suas contribuições metodológicas para a análise das relações de causa e efeito.

“Os estudos de Card sobre questões centrais para a sociedade e as contribuições metodológicas de Angrist e Imbens mostraram que experimentos naturais são uma rica fonte de conhecimento. A pesquisa deles melhorou substancialmente nossa capacidade de responder às principais questões causais, o que foi de grande benefício para a sociedade”, disse Peter Fredriksson, presidente do Comitê do Prêmio de Ciências Econômicas.

Os pesquisadores receberão um prêmio em dinheiro de 10 milhões de coroas suecas (US$ 1,1 milhão) - metade vai para David Card e a outra metade será dividida entre Joshua Angrist e Guido Imbens, porque a premiação é pelo estudo.

Ilustração mostra os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Ibens — Foto: Divuglação/Real Academia Sueca
Ilustração mostra os vencedores do Prêmio Nobel de Economia de 2021: David Card, Joshua D. Angrist e Guido W. Ibens — Foto: Divuglação/Real Academia Sueca

Os outros vencedores do prêmio Nobel deste ano foram:

David Card, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: UC Berkeley/Divulgação
David Card, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: UC Berkeley/Divulgação

David Card nasceu em 1956 em Guelph, no Canadá, e é professor de economia na Universidade da Califórnia, nos EUA.

Por meio de experimentos naturais na década de 90, Card analisou os efeitos do salário mínimo, da migração e da educação no mercado de trabalho. Seus estudos mostraram, por exemplo, que o aumento do salário mínimo não leva necessariamente à redução de empregos.

Outra descoberta de Card foi que os recursos das escolas são muito mais importantes para o futuro no mercado de trabalho dos alunos do que se pensava. E que a renda das pessoas que nasceram em um país pode ser melhor do que dos imigrantes que tiveram de sair de seu país para outro.

Joshua Angrist, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Reprodução/Twitter
Joshua Angrist, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Reprodução/Twitter

Joshua D. Angrist nasceu em 1960 em Columbus, Ohio, nos EUA, e é professor de economia do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), em Cambridge, nos EUA.

Guido W. Imbens nasceu em 1963 em Eindhoven, na Holanda, e é professor de economia na Universidade de Stanford, nos EUA.

Guido Imbens, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Stanford University/Divulgação
Guido Imbens, vencedor do Prêmio Nobel de Economia — Foto: Stanford University/Divulgação

Angrist e Imbens foram recompensados, de forma conjunta, "por suas contribuições metodológicas na análise das relações de causa e efeito".

Essa metodologia foi aplicada, por exemplo, para entender o efeito de um ano a mais na escola para os estudantes. Segundo o estudo, estender a escolaridade obrigatória em um ano para um grupo de alunos, mas não para outro, não afetará todos da mesma forma. Alguns alunos teriam continuado a estudar de qualquer maneira e, para eles, o valor da educação muitas vezes não é representativo de todo o grupo.

Eles concluíram ainda que um ano adicional de estudo aumentava em média o salário em 9%, ou que os americanos nascidos no último semestre do ano tinham melhores estudos.

Com isso, os dois pesquisadores demonstraram em meados da década de 90 como conclusões precisas sobre causa e efeito podem ser extraídas de experimentos naturais.

"Fiquei absolutamente chocado ao receber a ligação, então fiquei absolutamente empolgado ao ouvir a notícia", disse Imbens em um telefonema com repórteres em Estocolmo, acrescentando estar emocionado de compartilhar o prêmio com dois de seus bons amigos. "Josh Angrist foi meu padrinho de casamento, então ele é um bom amigo tanto pessoal quanto profissionalmente, e estou muito feliz em compartilhar o prêmio com ele e David", disse.

Vencedores mais velhos e apenas duas mulheres

Até agora, somente duas mulheres foram laureadas no prêmio. Em 2019, o prêmio foi atribuído a um trio de pesquisadores especializados no combate à pobreza, os americanos Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, segunda mulher distinguida na disciplina e a mais jovem laureada da história deste prêmio, na época com 46 anos.

A primeira mulher a ganhar o Nobel de Economia foi a norte-americana Ellinor Ostrom, em 2009 (veja lista dos últimos ganhadores abaixo).

Economia tem sido, até agora, o Nobel onde o perfil do futuro vencedor é o mais fácil de adivinhar: homem com mais de 55 anos de nacionalidade americana.

Nos últimos 20 anos, três quartos deles se enquadram nessa descrição. A média de idade dos vencedores também é superior a 65 anos, a maior entre os seis prêmios.

O prêmio

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969.

A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz foram anunciados na semana passada.

Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura) - seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

Últimos ganhadores do Nobel de Economia

2020: Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson (EUA), por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões.

2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (EUA), por seus seus trabalhos no combate à pobreza.

2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (EUA), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo.

2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.

2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.

2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar".

2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação".

2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.

2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.

2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.

2010: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.

2009: Ellinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.

2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional.

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domingo, 10 de outubro de 2021

Lava do tamanho de prédios escorre do vulcão de La Palma, na Espanha

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Três semanas desde que sua erupção afetou a vida de milhares de pessoas, o vulcão ainda expele rios de lava sem sinais de cessação.
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Por G1

Postado em 10 de outubro de 2021 às 15h25m


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Lava do tamanho de prédios escorre do vulcão de La Palma, na Espanha — Foto: AP Photo/Daniel Roca
Lava do tamanho de prédios escorre do vulcão de La Palma, na Espanha — Foto: AP Photo/Daniel Roca

Três semanas desde que sua erupção afetou a vida de milhares de pessoas, o vulcão da ilha espanhola de La Palma ainda expele rios de lava sem sinais de cessação. Neste domingo (10), a lava derretida foi tão grande quanto prédios de três andares e uma série de tremores balançou a terra no local.

O novo fluxo de rocha derretida que contribuiu para a destruição de mais de 1.100 edifícios. Tudo no caminho da lava - casas, fazendas, piscinas e edifícios industriais na área predominantemente agrícola - foi consumido.

Houve 21 movimentos sísmicos, o maior deles medido em 3.8, afirmou o Instituto Geológico Nacional Espanhol (ING), fazendo a terra tremer nas vilas de Mazo, Fuencaliente e El Paso.

Houve 21 movimentos sísmicos, o maior deles medido em 3.8, afirmou o Instituto Geológico Nacional Espanhol (ING) — Foto: ASSOCIATED PRESS
Houve 21 movimentos sísmicos, o maior deles medido em 3.8, afirmou o Instituto Geológico Nacional Espanhol (ING) — Foto: ASSOCIATED PRESS

O colapso de parte do cone vulcânico no sábado enviou uma inundação de lava vermelha brilhante derramando do cume Cumbre Vieja que inicialmente se abriu em 19 de setembro. O fluxo rápido carregou grandes pedaços de lava que já haviam endurecido. Um parque industrial logo foi engolfado.

“Não podemos dizer que esperamos que a erupção que começou há 21 dias termine em breve”, disse Julio Pérez, o ministro regional da Segurança nas Ilhas Canárias.

La Palma faz parte das Ilhas Canárias da Espanha, um arquipélago do Oceano Atlântico ao largo do noroeste da África cuja economia depende do cultivo da banana-da-terra das Canárias e do turismo.

População observa enquanto lava escorre de vulcão em La Palma — Foto: AP Photo/Daniel Roca
População observa enquanto lava escorre de vulcão em La Palma — Foto: AP Photo/Daniel Roca

Os novos rios de lava não forçaram a evacuação de mais residentes, uma vez que estão todos dentro da zona de exclusão que as autoridades criaram. Cerca de 6.000 residentes foram evacuados imediatamente após a erupção inicial.

Especialistas do governo estimaram que o maior dos fluxos de lava mede 1,5 km (0,9 milhas) em seu ponto mais largo, enquanto o delta da nova terra que está sendo formada onde a lava está fluindo para o Atlântico atingiu uma superfície de 34 hectares (84 acres).

O comitê científico que assessora o governo disse que se o delta continuar a crescer em direção ao mar, partes dele podem se quebrar. Isso geraria explosões, emissões de gases e grandes ondas, disse o porta-voz do comitê José María Blanco, mas não deve representar um perigo para quem está fora da zona proibida.

Lava derretida tão grandes quanto prédios de três andares escorreram pela encosta na ilha espanhola de La Palma neste domingo (10) — Foto: AP Photo/Daniel Roca
Lava derretida tão grandes quanto prédios de três andares escorreram pela encosta na ilha espanhola de La Palma neste domingo (10) — Foto: AP Photo/Daniel Roca

A indústria do turismo nas Ilhas Canárias já foi duramente atingida pela pandemia, e as autoridades pedem aos turistas que não fiquem longe.

“Esta erupção está afetando uma parte da ilha, mas La Palma ainda é um lugar seguro e pode oferecer muito a quem a visita”, disse Mariano Hernández, principal autoridade da ilha.

A última erupção em La Palma, há 50 anos, durou pouco mais de três semanas. A última erupção em todas as Ilhas Canárias ocorreu debaixo d'água na costa da ilha de El Hierro em 2011 e durou cinco meses.

O fluxo de lava, com temperaturas de até 1.240 graus celsius, destruiu os últimos edifícios que resistiam na vila de Todoque — Foto: AP Photo/Daniel Roca
O fluxo de lava, com temperaturas de até 1.240 graus celsius, destruiu os últimos edifícios que resistiam na vila de Todoque — Foto: AP Photo/Daniel Roca

Quer saber mais? Veja vídeos:

Imagem mostra casa sendo envolvida por lava do vulcão em La Palma
Imagem mostra casa sendo envolvida por lava do vulcão em La Palma


Vulcão de La Palma expele uma correnteza de lava no seu 20º dia de erupção
Vulcão de La Palma expele uma correnteza de lava no seu 20º dia de erupção


Lava vulcânica atinge mais casas em La Palma, na Espanha
Lava vulcânica atinge mais casas em La Palma, na Espanha

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