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quarta-feira, 14 de outubro de 2020

O mistério da abundância de ouro no Universo que os cientistas não conseguem resolver

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Fora da Terra, há uma quantidade de ouro que supera os cálculos e modelos que astrônomos já conseguiram produzir - e que não se explica apenas pelas colisões de estrelas de nêutrons. 
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TOPO
Por BBC  
14/10/2020 07h51 Atualizado há 4 horas
Postado em 14 de outubro de 2020 às 11h55m

            .      Post.N.\9.496    .        
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De onde vem e qual é a quantidade de ouro no Universo? Cientistas estão em busca destas respostas. — Foto: Getty Images via BBC
De onde vem e qual é a quantidade de ouro no Universo? Cientistas estão em busca destas respostas. — Foto: Getty Images via BBC

O estoque subterrâneo de reservas de ouro no planeta é estimado atualmente em cerca de 50 mil toneladas, de acordo com o Serviço Geológico dos Estados Unidos.

Mas, a cada dia que passa, essa reserva só diminui — e, na Idade Média, o árduo trabalho dos alquimistas já mostrou que o metal é impossível de ser recriado sinteticamente.

Entretanto, há um "lugar" onde existe sim uma enorme quantidade de ouro: o Universo.

Na verdade, a quantidade é tão surpreendente que os cientistas também vêm tentando descobrir a origem desse material no universo há anos.

Inclusive, um estudo divulgado essa semana indica que a quantidade de ouro fora da Terra é muito maior do que se pensava antes.

A publicação, no Astrophysical Journal, mostra que o principal meio de formação de ouro no Universo, as colisões de estrelas de nêutrons, não é suficiente para explicar a quantidade do metal existente.

"O ouro e outros metais pesados são produzidos em processos envolvendo muita energia no Universo. Porém, de acordo com cálculos atuais, apenas esses processos não são suficientes para produzir todo o ouro visto no Universo hoje", explicou à BBC News Mundo (serviço em espanhol da BBC) a astrônoma Chiaki Kobayashi, líder do estudo e pesquisadora da Universidade de Hertfordshire, Reino Unido.

Kobayashi diz que a pesquisa dela e dos colegas visa a buscar as origens deste e de outros metais.

"Não se trata apenas do ouro, que faz parte de muitas coisas em nossas vidas. Mas também do cálcio, por exemplo, que também foi criado a partir de uma explosão de estrelas", explica.

Como o ouro é produzido no Universo

Para formar uma única partícula de ouro, é necessário formar núcleos atômicos compostos por 79 prótons e 118 nêutrons cada.

"Isso significa que precisa haver uma fusão nuclear além da capacidade do ser humano. E, embora exista no Universo, não é muito frequente e, principalmente, não em lugares próximos."

A colisão de estrelas de nêutrons — corpos que são remanescentes de supernovas antigas ou grandes estrelas — têm a capacidade de criar essas partículas com um número maior de nêutrons do que prótons.

Frutos de colisões no Universo, muitos meteoritos contendo ouro acabaram caindo na Terra quando o planeta estava em formação.

E essa tem sido a explicação mais aceita até agora para a presença do ouro no Universo e no nosso planeta. No entanto, a pesquisa de Kobayashi indica que deve haver outras fontes do metal.

"Outra possibilidade pode ser quando uma supernova se extingue. Sabe-se que essa extinção pode criar uma grande quantidade de ouro por um curto período de tempo, mas, mesmo assim, ainda é insuficiente", explica Kobayashi.

"O estudo contém medições e dados de mais de 340 artigos científicos descrevendo como surgem os elementos químicos, por isso pudemos chegar a outras conclusões importantes", diz a cientista.

Foi possível explicar a formação de elementos como carbono 12 e urânio, entre outros.

"Por exemplo, nosso modelo foi capaz de calcular a quantidade de estrôncio produzida por uma colisão de estrelas de nêutrons."

Ouro acessível?

O modelo criado pela equipe de Kobayashi também tentou estimar a quantidade total de ouro existente.

"De acordo com nosso modelo, a massa de ouro produzida no Universo durante seus 13,8 bilhões de anos é 4 × 10(elevado à 42ª potência) kg, o que é apenas entre 10% e 20% do que se estima a partir de observações em meteoritos, no Sol e em outras estrelas próximas."

E isso, claro, é restrito pelas próprias limitações do conhecimento humano sobre o Universo.

"Ele pode ser infinito — não sabemos com certeza —, mas sabemos que só podemos ver uma parte do Universo", diz ele.

E, considerando a futura escassez de ouro na Terra, as pesquisas podem abrir caminho para uma exploração extraterrestre de ouro?

"É muito difícil", antecipa a especialista. "Porque embora nosso Sol, por exemplo, tenha uma quantidade significativa de ouro, a verdade é que muitas dessas colisões de estrelas que produzem o metal no espaço estão muito longe de nosso alcance."

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terça-feira, 13 de outubro de 2020

Economistas do mercado financeiro sobem para 2,47% estimativa de inflação em 2020

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Projeção de retração da economia neste ano passou de 5,02% para 5,03%. Números foram divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira (13) por meio do relatório Focus.  
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Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  
13/10/2020 08h36 Atualizado há 3 horas
Postado em 13 de outubro de 2020 às 11h40m

            .      Post.N.\9.493    .        
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Economistas do mercado financeiro elevaram sua estimativa de inflação para este ano e passaram a prever um tombo maior do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020.

As expectativas fazem parte do boletim de mercado, conhecido como relatório "Focus", divulgado nesta terça-feira (13) pelo Banco Central (BC). Os dados foram levantados na semana passada em pesquisa com mais de 100 instituições financeiras.

Segundo o relatório, os analistas dos bancos subiram a estimativa de inflação deste ano, de 2,12% para 2,47%. Foi a nona alta seguida do indicador.

Em setembro, a inflação oficial do país avançou 0,64% e foi puxada pela alta nos preços de alimentos e da gasolina. Foi a maior alta para um mês de setembro desde 2003 – quando atingiu 0,78% – e a maior taxa do ano.

Apesar da alta, a expectativa de inflação do mercado para este ano segue abaixo da meta central, de 4%, e também do piso do sistema de metas, que é de 2,5% em 2020.

Pela regra vigente, o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, pode oscilar de 2,5% a 5,5% sem que a meta seja formalmente descumprida. Quando a meta não é cumprida, o BC tem de escrever uma carta pública explicando as razões.

A meta de inflação é fixada pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Para alcançá-la, o Banco Central eleva ou reduz a taxa básica de juros da economia (Selic).

Para 2021, o mercado financeiro subiu de 3% para 3,02% sua previsão de inflação. No ano que vem, a meta central de inflação é de 3,75% e será oficialmente cumprida se o índice oscilar de 2,25% a 5,25%.

Produto Interno Bruto

No caso do comportamento do PIB, a previsão dos economistas para a retração da economia passou de 5,02% para 5,03%. Com isso, foi interrompida uma sequência de quatro semanas de melhora no indicador. Para 2021, o mercado continuou projetando uma alta de 3,5%.

O PIB é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve para medir a evolução da economia.

A expectativa para o nível de atividade foi feita em meio à pandemia do novo coronavírus, que tem derrubado a economia mundial e colocado o mundo no caminho de uma recessão. Nos últimos meses, porém, indicadores têm mostrado uma retomada da economia brasileira.

PREVISÕES DO MERCADO PARA O PIB DE 2020
(EM %)
04/01/201929/03/201905/06/201901/08/201920/11/201919/02/202013/03/202027/03/202009/04/202024/04/202008/05/202022/05/202005/06/202019/06/202003/07/202017/07/202031/07/202014/08/202028/08/202011/09/202025/09/202009/10/20200-7,5-5-2,52,55
Fonte: BANCO CENTRAL

Taxa básica de juros

Após a manutenção da taxa básica de juros em 2% ao ano em setembro, o mercado segue prevendo estabilidade na Selic neste patamar até o fim deste ano.

Para o fim de 2021, a expectativa do mercado ficou estável em 2,50% ao ano. Isso quer dizer que os analistas seguem estimando alta dos juros no ano que vem.

Outras estimativas

  • Dólar: a projeção para a taxa de câmbio no fim de 2020 subiu de R$ 5,25 para R$ 5,30. Para o fechamento de 2021, avançou de R$ 5 para R$ 5,10 por dólar.
  • Balança comercial: para o saldo da balança comercial (resultado do total de exportações menos as importações), a projeção em 2020 ficou estável em US$ 57,49 bilhões de resultado positivo. Para o ano que vem, a estimativa dos especialistas do mercado permaneceu em US$ 55 bilhões de superávit.
  • Investimento estrangeiro: a previsão do relatório para a entrada de investimentos estrangeiros diretos no Brasil, em 2020, caiu de US$ 51,26 bilhões para US$ 50 bilhões. Para 2021, a estimativa continuou em US$ 65 bilhões.

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segunda-feira, 12 de outubro de 2020

Paul Milgrom e Robert Wilson ganham Nobel de Economia 2020

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Economistas norte-americanos receberam o prêmio por seus trabalhos em novos formatos de leilões; cerimônias de entrega dos prêmios serão virtuais neste ano.  
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Por G1  
12/10/2020 06h49 Atualizado há 4 horas
Postado em 12 de outubro de 2020 às 10h55m

            .      Post.N.\9.492    .        
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Nobel de Economia 2020 vai para Paul Milgrom e Robert Wilson — Foto: Reprodução/Twitter/Universidade de Stanford/G1
Nobel de Economia 2020 vai para Paul Milgrom e Robert Wilson — Foto: Reprodução/Twitter/Universidade de Stanford/G1

Os norte-americanos Paul R. Milgrom, de 72 anos, e Robert B. Wilson, de 83 anos, professores na Universidade Stanford, foram premiados nesta segunda-feira (12) com o Nobel de Economia por seus trabalhos na melhoria da teoria e invenções de novos formatos de leilões.

"Os vencedores deste ano estudaram como funcionam os leilões. Eles também usaram seus insights para criar um novo leilão e formatos para bens e serviços que são difíceis de vender de uma forma tradicional, como frequências de rádio. Suas descobertas beneficiaram vendedores, compradores e contribuintes de todo o mundo. Os leilões estão por toda a parte e afetam o nosso dia a dia", disse a Real Academia de Ciências da Suécia.

Uma das descobertas de Milfrom e Wilson é que a oferta feita de forma racional tende a ser abaixo da melhor estimativa sobre o valor comum por causa da preocupação com a chamada “maldição do vencedor”, ou seja, pagar em excesso e, por isso, ter prejuízo.

Milgrom e Wilson criaram formatos para vender itens inter-relacionados simultaneamente. Em 1994, as autoridades dos EUA usaram um de seus projetos de leilão para vender frequências de rádio a operadoras de telecomunicações, um movimento desde então copiado em outros países. Além disso, trabalharam nos mecanismos de alocação de slots de pouso em aeroportos.

Robert Wilson mostrou, entre outras coisas, que participantes racionais em um leilão tendem a dar lances menores por medo de pagar demais.

Paul Milgrom formulou uma teoria mais geral dos leilões, que mostra, entre outras coisas, que um leilão gera preços mais altos quando os compradores obtêm informações sobre os lances planejados por outros licitantes durante o processo de licitação.

Os vencedores vão dividir o prêmio de 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 6,3 milhões).

A modalidade de leilões ganhou impulso na internet tanto em sites de compra e venda como em transações financeiras, disse Wilson, em entrevista coletiva após receber o prêmio. Mas ele confidenciou que nunca havia participado de um leilão.

"Eu mesmo nunca participei de um leilão (...) Minha esposa me lembrou que temos botas de esqui compradas no eBay, acho que foi em leilão", declarou.

Robert Wilson afirmou que guardará o prêmio recebido para a família, já que, com a pandemia, “não há muito o que fazer, não se pode viajar".

Paul Milgrom disse à Reuters que Wilson, que mora do outro lado da rua em Stanford, Califórnia, veio bater em sua porta na madrugada para lhe contar sobre o prêmio compartilhado porque seu telefone estava no modo silencioso para que ele pudesse dormir.

Mesmo com todos os dados disponíveis hoje, os licitantes geralmente pagam pela incerteza, disse Milgrom.

"Por exemplo, se você estivesse fazendo uma licitação para petróleo em alguma área e não sabe quanto petróleo está lá embaixo. Os dados não estarão disponíveis até que você perfure ou licite para rádio espectro e você deseja saber o valor dele, depende de qual será a demanda futura ou o que vai acontecer com a tecnologia futura. Você tem que fazer estimativas disso que são guiadas apenas por dados. Se suas estimativas estiverem erradas, você estará sujeito à maldição do vencedor”, explicou.
Americanos levam o Nobel de Economia por estudo sobre teoria de leilões
Americanos levam o Nobel de Economia por estudo sobre teoria de leilões

Entrega de prêmio virtual

Neste ano, a entrega dos prêmios – marcada para 10 de dezembro, aniversário de morte de Alfred Nobel – será inteiramente virtual por conta da pandemia do novo coronavírus. A cerimônia reúne os vencedores que apresentam suas pesquisas ao público.

É a primeira vez que a cerimônia de premiação dos ganhadores do Nobel de Física, Química, Medicina, Literatura e Economia não acontece em Estocolmo, desde 1944. Já o prêmio da Paz, tradicionalmente entregue em Oslo, deve acontecer em uma cerimônia fechada.

Academia sueca anuncia Nobel de Economia 2020 para Paul Milgrom e Robert Wilson (na projeção) — Foto: Anders Wiklund/TT/AP
Academia sueca anuncia Nobel de Economia 2020 para Paul Milgrom e Robert Wilson (na projeção) — Foto: Anders Wiklund/TT/AP

Quem são os vencedores

Professor Paul Milgrom é um dos ganhadores do Nobel de Economia 2020 — Foto: Reprodução/Twitter/Universidade de Stanford
Professor Paul Milgrom é um dos ganhadores do Nobel de Economia 2020 — Foto: Reprodução/Twitter/Universidade de Stanford

Paul R. Milgrom nasceu em 1948 em Detroit, Michigan, nos Estados Unidos. Obteve seu PhD em 1979 pela Universidade de Stanford, também nos Estados Unidos. É professor na mesma universidade da Califórnia.

Professor Roger Wilson é um dos ganhadores do Nobel de Economia 2020 — Foto: Reprodução/Twitter/Universidade de Stanford
Professor Roger Wilson é um dos ganhadores do Nobel de Economia 2020 — Foto: Reprodução/Twitter/Universidade de Stanford

Robert B. Wilson nasceu em Geneva, Estados Unidos, em 1937. Doutorado pela Universidade de Harvard em 1963, é professor emérito também na Universidade de Stanford.

A pesquisa de Paul Milgrom é direcionada ao projeto de leilões para vários itens exclusivos, mas relacionados. Junto com Robert Wilson, ele apresentou o projeto inicial para vendas de licenças de espectro de rádio nos Estados Unidos. Ele projetou novos leilões para publicidade na internet e para a aquisição de serviços complexos. A pesquisa sobre incentivos e complexidade são combinadas para criar leilões que são simples e diretos para os licitantes, mas que melhoram a alocação de recursos em comparação com os designs de leilão tradicionais.

Robert Wilson estuda a teoria dos jogos e suas aplicações aos negócios e economia. Sua pesquisa e ensino se concentram em design de mercado, precificação, negociação e tópicos relativos à organização industrial e economia da informação. Sua contribuição tem sido para projetos de leilões e estratégias de licitação competitiva nas indústrias de petróleo, comunicação e energia, e para o projeto de esquemas de preços inovadores.

Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson ganham o Nobel de Economia de 2020 — Foto: Reprodução/Twitter/Nobel
Paul R. Milgrom e Robert B. Wilson ganham o Nobel de Economia de 2020 — Foto: Reprodução/Twitter/Nobel

Entre os favoritos

Desigualdades, psicologia econômica, saúde ou mercado de trabalho. Para o último ganhador do Nobel, o jogo estava em aberto este ano. Mas Milgrom e Wilson eram apontados entre os favoritos.

Em 2019, o prêmio foi atribuído a um trio de pesquisadores especializados no combate à pobreza, os americanos Abhijit Banerjee e Michael Kremer e a franco-americana Esther Duflo, segunda mulher distinguida na disciplina e a mais jovem laureada da história deste prêmio.

Economia tem sido, até agora, o Nobel onde o perfil do futuro vencedor é o mais fácil de adivinhar: homem com mais de 55 anos de nacionalidade americana, como este ano.

Nos últimos 20 anos, três quartos deles se enquadram nessa descrição. A média de idade dos vencedores também é superior a 65 anos, a maior entre os seis prêmios.

O prêmio

O prêmio de Economia, oficialmente chamado de "Prêmio do Banco da Suécia em Ciências Econômicas em memória de Alfred Nobel", foi criado em 1968 e concedido pela primeira vez em 1969.

A homenagem não fazia parte do grupo original de cinco prêmios estabelecidos pelo testamento do industrialista sueco Alfred Nobel, criador da dinamite. Os outros prêmios Nobel (Medicina, Física, Química, Literatura e Paz) foram entregues pela primeira vez em 1901.

O Nobel de Economia é o último concedido este ano. Os prêmios de Medicina, Física, Química, Literatura e Paz foram anunciados na semana passada.

Embora seja o prêmio de maior prestígio para um pesquisador em economia, o prêmio não adquiriu o mesmo status das disciplinas escolhidas por Alfred Nobel em seu testamento de fundação (Medicina, Física, Química, Paz e Literatura), seus detratores zombam dele como um "falso Nobel" que representa economistas ortodoxos e liberais.

Vencedores do Nobel de 2020

  • Paz: Programa Mundial de Alimentos da ONU
  • Literatura: Louise Glück
  • Física: Roger Penrose, Reinhard Genzel e Andrea Ghez
  • Química: Emmanuelle Charpentier e Jennifer Doudna
  • Medicina: Harvey J. Alter, Michael Houghton e Charles M. Rice.
Conheça os vencedores do Prêmio Nobel 2020
Conheça os vencedores do Prêmio Nobel 2020

Últimos ganhadores do Nobel de Economia

2019: Abhijit Banerjee, Esther Duflo e Michael Kremer (EUA), por seus seus trabalhos no combate à pobreza.

2018: William D. Nordhaus e Paul M. Romer (EUA), por seus estudos sobre economia sustentável e crescimento econômico a longo prazo.

2017: Richard Thaler (Estados Unidos), por sua pesquisa sobre as consequências dos mecanismos psicológicos e sociais nas decisões dos consumidores e dos investidores.

2016: Oliver Hart (Reino Unido/Estados Unidos) e Bengt Holmström (Finlândia), por suas contribuições à teoria dos contratos.

2015: Angus Deaton (Reino Unido/Estados Unidos) por seus estudos sobre "o consumo, a pobreza e o bem-estar".

2014: Jean Tirole (França), por sua "análise do poder do mercado e de sua regulação".

2013: Eugene Fama, Lars Peter Hansen e Robert Shiller (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre os mercados financeiros.

2012: Lloyd Shapley e Alvin Roth (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre a melhor maneira de adequar a oferta e a demanda em um mercado, com aplicações nas doações de órgãos e na educação.

2011: Thomas Sargent e Christopher Sims (Estados Unidos), por trabalhos que permitem entender como acontecimentos imprevistos ou políticas programadas influenciam os indicadores macroeconômicos.

2010: Peter Diamond, Dale Mortensen (Estados Unidos) e Christopher Pissarides (Chipre/Reino Unido), um trio que melhorou a análise dos mercados nos quais a oferta e a demanda têm dificuldades para se acoplar, especialmente no mercado de trabalho.

2009: Elinor Ostrom e Oliver Williamson (Estados Unidos), por seus trabalhos separados que mostram que a empresa e as associações de usuários são às vezes mais eficazes que o mercado.

2008: Paul Krugman (Estados Unidos), por seus trabalhos sobre o comércio internacional.