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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

Chibano, a idade geológica da Terra que acabou há 126 mil anos e só agora ganhou um nome

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Mudanças ocorridas no planeta nessa época podem voltar a acontecer.
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 Por BBC  

 Postado em 19 de fevereiro de 2020 às 13h00m  

O Chibano é uma das quatro idades do Pleistoceno, uma época de muitas glaciações — Foto: Istock via BBC
O Chibano é uma das quatro idades do Pleistoceno, uma época de muitas glaciações — Foto: Istock via BBC

Uma idade geológica da Terra que começou há cerca de 770 mil anos e terminou há cerca de 126 mil anos finalmente ganhou um nome oficial.

A União Internacional de Ciências Geológicas concordou que a idade que começou com a última inversão conhecida dos polos magnéticos da Terra e terminou com o início do último grande período glacial será conhecida como Chibano ou Idade Chibana.

A Idade Chibana é uma das quatro subdivisões da época do Pleistoceno, que por sua vez faz parte do período quaternário da era Cenozóica.

O nome escolhido é uma referência ao município japonês de Chiba, onde é possível observar os ​​sedimentos que registram essa inversão dos polos magnéticos.

O fenômeno da inversão dos polos é conhecido como "inversão magnética de Brunhes-Matuyama" em homenagem ao geofísico francês Bernard Brunhes, o primeiro a concluir que o chamado polo norte magnético já foi localizado no hemisfério sul; e a seu colega japonês Motonori Matuyama, o primeiro a afirmar que o campo magnético da Terra passou por várias inversões no passado.

Os sedimentos conservados no penhasco localizado em Ichihara, no município de Chiba, permitem indentificar o início da inversão há cerca de 770 mil, um tempo de constantes glaciações.
"Nessa seção, em Chiba, está um dos melhores registros do mundo do intervalo de inversões", explicou o geólogo Stanley Finney à Eos, uma publicação especializada em notícias científicas sobre a Terra e o espaço.
"É um registro significativo da história passada da Terra que nos ajuda a entender o que pode acontecer agora."

Fenômeno que se repete
De fato, os polos magnéticos da Terra estão se movendo em uma velocidade diferente da prevista, o que poderia nos afetar de várias maneiras.

A física espacial Lucie Green explicou à BBC que "o campo geomagnético é tremendamente importante porque atua como uma barreira que nos protege da radiação solar".

Além disso, uma inversão dos polos magnéticos também pode afetar negativamente muitas de nossas tecnologias.
A Terra já inverteu seus polos magnéticos diversas vezes; a última inversão conhecida deu início à idade Chibano — Foto: Istock via BBC
A Terra já inverteu seus polos magnéticos diversas vezes; a última inversão conhecida deu início à idade Chibano — Foto: Istock via BBC


"Os efeitos provavelmente seriam notados na infraestrutura elétrica, mas também nos satélites, que são suscetíveis à radiação solar", disse o geofísico Phil Livermore.
No entanto, essa mudança é algo que acontece ao longo de milhares de anos, portanto, os animais e humanos "provavelmente se adaptariam", segundo Livermore.

A maioria dos cientistas estima que a inversão de Brunhes-Matuyama levou cerca de 22 mil anos para ocorrer, mas também existem estudos afirmando que ela aconteceu em menos tempo.
"Sabemos que a vida não acabou (durante a último inversãa)", diz Livermore.
No início da Idade Chibana, a espécie humana já havia começado a se espalhar pela Europa e também há indícios de que nossos ancestrais já conheciam o fogo.

Eras, períodos, épocas e idades
Quando se fala em tempo da Terra, as distâncias temporais são tão grandes que, em vez de dividir o tempo em anos, o geólogos falam em éons, eras, períodos, épocas... — e cada termo tem um significado diferente.
Segundo o Serviço Geológico do Brasil, éons compreendem o maior período de tempo. Os 4,54 bilhões de anos da Terra estão divididos em quatro éons, sendo o mais recente o Fanerozoico.

Os éons são divididos em eras, caracterizadas pelo modo como os continentes e os oceanos estavam distribuídos.

As eras são divididas em períodos, que por sua vez são subdivididos em épocas.
As idades, como a recém-nomeada idade Chibana, são a menor divisão do tempo geológico. Segundo o Serviço Geológico do Brasil, as idades têm no máximo 6 milhões de anos (e só as épocas mais recentes ganham esse tipo de subdivisão).

O final da Idade Chibana foi marcado pelo início do último período glacial, há cerca de 126 mil anos. O fim dessa glaciação, há cerca de 10 mil anos, deu início ao período Holoceno, conhecido por ser quando os seres humanos proliferaram pelo planeta.

As três idades do Holoceno são Gronelandesa, a Norte-Gripiana e a Meghalaiana, que vai de 4 mil anos atrás até o presente. Os nomes fazem referêcia à localização dos três estratos de sedimentos que registram os eventos geológicos que marcaram os inícios e fins dessas idades.
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    terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

    Economia brasileira cresceu 1,2% em 2019, aponta monitor do PIB da FGV

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    Segundo indicador, apesar do 3º ano seguido crescimento, economia ainda não conseguiu retornar ao patamar pré-recessão. Em dezembro, PIB ficou estagnado.
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     Por Darlan Alvarenga, G1  

     Postado em 18 de fevereiro de 2020 às 14h30m  


    A economia brasileira cresceu 1,2% em 2019, segundo o Monitor do PIB (Produto Interno Bruto), divulgado nesta terça-feira (18) pela Fundação Getulio Vargas (FGV).

    Na análise trimestral, a economia avançou 0,7% no 4º trimestre, na comparação com o terceiro anterior, após alta de 0,6% no 3º trimestre, indicando uma leve aceleração da atividade no final do ano. Na comparação com o 4º trimestre de 2018, o crescimento foi de 1,9% nos últimos 3 meses de ano.

    Já em dezembro, o PIB apresentou estagnação (variação zero), na comparação com novembro. Na comparação interanual, entretanto, houve alta de 2,3%.

    O indicador indica um crescimento em 2019 um pouco acima da esperada pelo governo e pelo mercado. O resultado oficial do PIB, que é a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, será divulgado somente em 4 de março pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) do Banco Central, considerado uma "prévia" do resultado do Produto Interno Bruto (PIB), divulgado na sexta-feira (14), apontou para um crescimento de 0,89% em 2019.

    O mercado, segundo pesquisa realizada pelo Banco Central com mais de 100 instituições financeiras na semana passada, estima uma expansão de 1,12% para a economia brasileira em 2019, após um avanço de 1,3% do PIB tanto em 2017 como em 2018.

    O Ministério da Economia também estima uma alta de 1,12% e, para o BC, o crescimento será de 1,2% no último ano.
    "Apesar de crescer pelo terceiro ano consecutivo, os resultados ainda não foram suficientemente expressivos para retornarem ao patamar dos anos anteriores a recessão econômica de 2014-2016. A preços constantes de 2019, o PIB de 2019, embora seja maior que os de 2015 a 2018, ainda é inferior aos de 2013 e 2014. A valores de 2019, o PIB per capita equivale a R$ 34.347, valor este inferior aos dos anos de 2010 a 2015", destacou a FGV.
    Para 2020, o mercado financeiro reduziu a previsão de alta do PIB para 2,23%, segundo a última pesquisa Focus do Banco Central, em meio às preocupações sobre o impacto do coronavírus na China e na desaceleração da economia global, e após resultados decepcionantes sobre o desempenho de setores como indústria e comércio na reta final do ano.
    Boletim Focus: projeção de crescimento do PIB em 2020 cai para 2,23%
    Boletim Focus: projeção de crescimento do PIB em 2020 cai para 2,23%

    Destaques de 2019
    Segundo a FGV, os destaques positivos pela ótica da demanda foram a formação bruta de capital fixo (termômetro de investimentos) e o consumo das famílias, que cresceram 2,7% e 1,8%, respectivamente.

    Pela ótica da oferta, os três grandes setores de atividade (agropecuária, indústria e serviços) cresceram, embora alguns de seus componentes como as atividades extrativa (-1,3%), indústria de transformação (-0,1%) e administração pública (-0,1%) tenham apresentado retração no ano.

    “O resultado positivo da economia em dezembro, no quarto trimestre e no ano de 2019, foi influenciado pelo consumo das famílias. Destaca-se que tal desempenho está sendo impulsionado, principalmente pelo aumento do consumo de serviços. Com relação ao investimento, a despeito do resultado positivo do ano, o resultado do quarto trimestre, em comparação ao terceiro mostra retração", observou a FGV.

    Segundo Claudio Considera, coordenador do Monitor do PIB-FGV, o resultado continua sinalizando que "a recuperação da economia está mais ancorada na expansão do consumo do que dos investimentos, o que certamente lança uma dúvida para a continuidade do crescimento deste ano".

    seu potencial, com o chamado hiato da economia atingindo um dos patamares mais baixos da história do país. O hiato do produto é a diferença entre o produto efetivo e o produto potencial.

    "Na primeira década de análise (2001-2010), a composição do produto efetivo foi muito semelhante à do produto potencial. No entanto, na década de 2011 a 2019, o crescimento do produto efetivo fica 0,8 p.p. abaixo do crescimento do produto potencial.
    A principal justificativa para essa diferença é o insumo capital: enquanto no produto potencial a contribuição do capital foi de 1,0 p.p., no produto efetivo verificou-se uma contribuição de 0,4 p.p.", apontou a FGV.


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    O mistério do navio 'fantasma' que apareceu na costa da Irlanda após uma tempestade

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    A embarcação misteriosa ficou à deriva em alto mar por mais de um ano.
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     Por BBC  

     Postado em 18 de fevereiro de 2020 às 13h55m  

    O navio de 80 metros foi visto pela última vez a milhares de quilômetros de distância em 2019 — Foto: Guarda Costeira da Irlanda/PA/BBC
    O navio de 80 metros foi visto pela última vez a milhares de quilômetros de distância em 2019 — Foto: Guarda Costeira da Irlanda/PA/BBC

    Um navio "fantasma" apareceu na costa do Condado de Cork, na Irlanda, levado pelo mau tempo que atingiu a Europa em decorrência da tempestade Dennis.

    O barco, abandonado pela tripulação, foi encontrado em meio às rochas de uma vila de pescadores em Ballycotton por uma pessoa que passava pelo local.

    O navio parece ter ficado à deriva por mais de um ano, percorrendo milhares de quilômetros no Oceano Atlântico desde que foi abandonado no sudeste das Bermudas em 2018.
    "É uma chance em um milhão", disse John Tattan, gerente de operações da Royal National Lifeboat Institution (RNLI) de Ballycotton.

    Em entrevista ao jornal Irish Examiner, ele afirmou que "nunca havia visto nada desta forma em termos de abandono".
    Mas qual é a história por trás deste navio misterioso sem tripulação?
    Rescue 117 was tasked earlier today to a vessel aground near Ballycotton, Cork. There was nobody on board. Previously the
    had rescued the 10 crew members from the vessel back in September 2018. The vessel has been drifting since and today came ashore on the Cork coastline.


    0:29
    80,8 mil visualizações
    5:55 PM · 16 de fev de 2020Buffer
    Construído em 1976, o navio, de nome Alta, teve uma série de proprietários e nomes — mais recentemente, navegava com a bandeira da Tanzânia.

    Autoridades de vários países sabiam que a embarcação estava à deriva no oceano. Ela tinha sido vista pela última vez em setembro de 2019 por um navio da Marinha Real Britânica.

    A saga que levou a embarcação para a Irlanda começou em setembro de 2018, quando navegava da Grécia para o Haiti, ainda com tripulação a bordo.
    Navio aparece na costa da Irlanda — Foto: Juliane Souza/G1
    Navio aparece na costa da Irlanda — Foto: Juliane Souza/G1

    Mas problemas não identificados levaram a uma queda de energia na embarcação, e o Alta ficou à deriva em alto mar por 20 dias, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste das Bermudas, segundo a Guarda Costeira dos EUA, que estava ciente da situação.

    Como restavam apenas dois dias de comida a bordo para a tripulação, a autoridade marítima americana lançou comida e outros suprimentos de uma aeronave.

    Quando um furacão se aproximou, decidiram resgatar os 10 tripulantes do navio avariado e levá-los para Porto Rico.
    Costa escarpada do condado de Cork, na Irlanda, onde o navio encalhou — Foto: Getty Images/BBC
    Costa escarpada do condado de Cork, na Irlanda, onde o navio encalhou — Foto: Getty Images/BBC

    "O M/V [Embarcação a Motor] Alta permanece à deriva no sudeste das Bermudas enquanto as tentativas de resgate por parte dos proprietários continuam", declarou um porta-voz do Centro de Operações Marítimas das Bermudas na época.

    O que aconteceu depois?
    Parcialmente danificado e sem tripulação, o Alta foi deixado então à deriva.
    Um ano depois, em setembro de 2019, o HMS Protector, embarcação de patrulha a serviço da Marinha Real Britânica, avistou o navio no meio do Oceano Atlântico.

    "Os esforços para recuperá-la podem continuar, mas o futuro dela (da embarcação) está nas mãos de outras pessoas", tuitou o HMS Protector, após ter verificado que não havia tripulação a bordo.

    Quem é responsável pelos "navios fantasmas"?
    Em geral, os navios danificados ou naufragados continuam sendo propriedade de seus donos, responsáveis ​​por providenciar uma solução, disse à BBC News Robert McCabe, diretor de operações costeiras da Commissioners of Irish Lights, organização marítima que presta serviço na costa da Irlanda.

    No entanto, se um navio desse tipo for considerado perigoso à navegação, as autoridades locais podem se mobilizar para rebocá-lo.
    A embarcação foi abandonada em outubro de 2018 pela tripulação, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste de Bermudas — Foto: Getty Images/BBC
    A embarcação foi abandonada em outubro de 2018 pela tripulação, a cerca de 2,1 mil quilômetros a sudeste de Bermudas — Foto: Getty Images/BBC

    "Houve vários incidentes assim no Mar da Irlanda — se não há proprietário, a Commissioners of Irish Lights se envolve", diz McCabe.

    "Ter um navio à deriva por 18 meses não é comum", acrescentou. "O fato de ter sido avistado apenas uma vez desde outubro de 2018 mostra a vastidão do oceano".

    Segundo ele, o mau tempo recente pode ter reduzido o número de navios no mar e em posição de ter avistado a embarcação.

    O que pode acontecer a seguir?
    Não há poluição visível vazando do navio, de acordo com cientistas ambientais que visitaram Ballycotton na segunda-feira.

    O Conselho do condado de Cork, a Guarda Costeira da Irlanda e a Receiver of Wrecks, autoridade que gerencia a legislação sobre naufrágios e resgate, vão decidir o que vai acontecer com o navio.
    Mas McCabe acredita que a recuperação seria cara.

    E ainda há alguns mistérios na história da embarcação que precisam ser resolvidos: Quem é o proprietário? E qual era a carga a bordo no momento em que foi abandonada?
    As respostas poderão ser fornecidas apenas quando for tomada uma decisão sobre o que fazer com o navio.

    Vídeos sobre a tempestade Dennis
    Tempestade Dennis já deixa três mortos no Reino Unido
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