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quarta-feira, 3 de julho de 2019

Os riscos – e os surpreendentes casos de sobrevivência – de viajar no trem de pouso do avião

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Acredita-se que um homem encontrado morto em um jardim de Londres no domingo tenha caído do trem de pouso de um voo que chegava ao Reino Unido do Quênia. Não é a primeira morte deste tipo presenciada em Londres. Mas onde exatamente os clandestinos se escondem e quais são as condições durante o voo? Alguém já sobreviveu?
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 Por BBC  

 Postado em 03 de julho de 2019 às 18h35m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013


O avião da Kenya Airways, como este, estava voando para Londres do aeroporto internacional Jommo Kenyatta, em Nairobi — Foto: Reuters/Thomas Mukoya/File Photo
No domingo à tarde, um homem caiu do céu em um jardim de Londres.

Seu corpo estava surpreendentemente intacto, mas uma inspeção mais próxima revelou o motivo: "Ele era um bloco de gelo", disse uma testemunha.

Segundo a polícia, acredita-se que o homem seja um viajante clandestino que caiu de um voo da Kenya Airways viajando de Nairobi para o Aeroporto de Heathrow, em Londres.

Embora um grande número de pessoas tente entrar na Europa por terra ou por mar todos os dias, há passageiros clandestinos nos aviões, ainda que seja uma ocorrência rara.

David Learmount, um jornalista de aviação, diz que é compreensível que a prática não seja comum: "É muito improvável que você sobreviva a essa jornada".

As condições de voo
O primeiro desafio para um passageiro clandestino escondido na área do trem de pouso de um avião é evitar "ser esmagado pelas rodas quando elas se dobram - logo depois de decolar", disse Learmount à BBC.

Em seguida, você corre o risco de ser frito até a morte. "Em um dia quente, os freios - que estão próximos - atingem temperaturas extremamente altas", disse ele.

Se você sobreviveu até aqui, "quando estiver no ar, terá hipotermia e falta de oxigênio", continua Learmount, "já que as condições nessa área não climatizada são muito diferentes das da cabine artificialmente climatizada".

Em voos de alta altitude - viagens aéreas de longa distância - os passageiros clandestinos podem enfrentar temperaturas de -50ºC a -60ºC (a mesma temperatura média anual registrada nas partes mais frias da Antártida).

Além do frio congelante, em alta altitude há falta de oxigênio e a pressão do ar é muito baixa - tornando difícil para os pulmões inflarem e respirar um oxigênio quase inexistente naquelas condições.

Aqueles que conseguem sobreviver ao voo - a maioria não consegue, de acordo com Learmount - ainda precisam ficar alerta até o momento do pouso.

Quando o avião se aproxima do aeroporto, as portas do alçapão se abrem e o chassi desce. É preciso ser atento e forte o suficiente para ser capaz de aguentar.

"A maioria dos clandestinos cai porque é uma posição precária, ou mais provável porque nessa altura eles já estão mortos ou inconscientes", diz Learmount.

Taxas de sobrevivência
Segundo Alastair Rosenschein, especialista em aviação, "as chances de sobrevivência são muito remotas, próximas de zero".
A Autoridade Federal de Aviação dos EUA analisou dados em todo o mundo, de 1947 a 2018.

Durante esse período, registrou 125 casos de passageiros clandestinos, em 111 voos.
Dos 125 clandestinos, 97 morreram durante a viagem, enquanto 28 sobreviveram, mas foram presos na chegada.

Os que morreram tinham caído do avião na decolagem ou no pouso, ou morrido enquanto estavam em trânsito - às vezes esmagados quando o trem de pouso mecanizado se retraía.

Enregelamento
A maioria dos sobreviventes sofreu lesões que mudaram suas vidas: hipotermia extrema ou congelamento tão grave que uma amputação de membros danificados era necessária.

Segundo dados da Autoridade Federal de Aviação, os passageiros clandestinos foram encontrados em mais de 40 países diferentes, com a maioria dos casos em Cuba (9), seguido pela China (7), República Dominicana (8), África do Sul (6) e Nigéria (7).

Em alguns casos, o país de origem não foi relatado.
Em termos de região, a maioria dos clandestinos é originária da África (34 casos), seguida pela região do Caribe (18), Europa (15) e Ásia (12).

Quando corpos caem do céu
Esta não é a primeira vez que um passageiro clandestino cai de um avião na rota de voo de Heathrow.

Em junho de 2015, um homem foi encontrado morto no telhado de um prédio de escritórios no oeste de Londres - dados de voo revelaram que ele havia caído de uma altura de 427m -, enquanto seu companheiro foi encontrado em estado crítico depois que ambos se agarraram a um voo da British Airways de Joanesburgo, África do Sul.

E três anos antes, em setembro de 2012, o corpo de um homem identificado posteriormente como José Matada, de Moçambique, foi encontrado em uma rua tranquila de Londres. Ele havia caído do trem de pouso de um voo para Heathrow de Angola.

Naquele mesmo ano, o corpo de um homem foi encontrado na parte de baixo de um avião em Heathrow depois de um voo da Cidade do Cabo.

Os sobreviventes
As chances de sobrevivência são ligeiramente melhores em voos mais curtos ou em aviões que voam em altitudes mais baixas.

Em 2010, um homem romeno de 20 anos chegou a Heathrow vindo de Viena, escondido no trem de pouso de um jato particular.

O homem que sobreviveu ao voo de dez horas da British Airways de Joanesburgo para Londres, em Heathrow, em 2015, foi encontrado inconsciente no trem de pouso do avião, tendo suportado temperaturas congelantes ao longo de uma jornada de 12.875 km.

Quem faria uma viagem dessas?
"Há sempre uma inspeção visual da parte de baixo de um avião antes de decolar", diz Learmount, "muitas vezes é realizada por um mecânico, um membro da tripulação ou, às vezes, ambos".

"Então, se alguém embarca como passageiro clandestino, isso acontece no último minuto."
Learmount diz que as pessoas mais prováveis ​​de ter acesso a um avião neste momento crucial podem ser pessoas da equipe de solo não qualificado, ou pessoas próximas a alguém com permissão suficiente.

Mas Learmount também acha que aspirantes a passageiros clandestinos não sabem quão perigosa é sua oferta, "você certamente morreria".

Histórias de sobreviventes
1969 - Armando Socarras Ramirez, 22, conseguiu resistir a um voo de Havana, Cuba, para Madri, sofrendo queimaduras, mas sem grandes danos

1996 - Pardeep Saini, 23, sobreviveu a um voo de dez horas de Delhi, na Índia, a Londres, mas seu irmão Vijay morreu, caindo do avião quando se aproximava de Heathrow

2000 - Fidel Maruhi sobreviveu à viagem de 4.000 milhas em um Boeing 747 do Taiti para Los Angeles

2002 - Victor Alvarez Molina, 22 anos, passou pelo vôo de quatro horas em um DC-10 de Cuba para Montreal, Canadá

2014 - Yahya Abdi, 15, escondida em um Boeing 767 de San Jose, Califórnia, para Maui, no Havaí

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Supermercados têm queda de 1,46% nas vendas de maio frente a abril

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No acumulado do ano, porém, faturamento teve avanço real de 2,39%, segundo dados da associação que representa o setor.
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 Por Reuters  

 Postado em 03 de julho de 2019 às 07h00m  
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Consumidor faz compra em supermercado — Foto: Paulo Whitaker/ReutersConsumidor faz compra em supermercado — Foto: Paulo Whitaker/Reuters

As vendas do setor supermercadista do Brasil caíram 1,46% em maio na comparação com abril, descontada a inflação, mas avançaram 2,92% na comparação anual, informou nesta terça-feira (2) a associação que representa o setor, Abras.

No acumulado do ano, o faturamento teve avanço real de 2,39%, segundo os dados da entidade.

"Embora para muitos pareça que estamos vivendo momentos de economia estagnada, o resultado acumulado de janeiro a maio é o melhor para o período dos últimos sete anos", ressaltou a Abras. "A recuperação está lenta, mas está acontecendo", acrescentou a entidade em nota, destacando que a queda na comparação com o mês de abril já era esperada em razão o impacto da "sazonalidade da Páscoa".

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terça-feira, 2 de julho de 2019

Produção industrial cai 0,2% em maio, diz IBGE

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No confronto com maio de 2018, entretanto (mês da greve dos caminhoneiros), houve alta de 7,1%. No ano, setor acumula queda de 0,7%.
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 Por Darlan Alvarenga e Daniel Silveira, G1  

 Postado em 02 de julho de 2019 às 12h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
Produção industrial cai 0,2% em maio, aponta IBGE
Produção industrial cai 0,2% em maio, aponta IBGE

A produção industrial brasileira registrou em maio uma queda de 0,2%, na comparação com abril, segundo divulgou nesta terça-feira (2) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), reforçando a leitura de fraqueza da economia brasileira também no 2º trimestre.

Trata-se da 3º queda mensal no ano. Com o resultado, o setor elimina parte do ganho de 0,3% do mês anterior e acumula perda de 0,7% nos 5 primeiros meses de 2019.

Produção industrial mensal
Comparação com o mês imediatamente anterior, em %
Created with Highcharts 5.0.9-11-1112,612,6-0,3-0,3-0,6-0,6-2,2-2,20,50,5-0,1-0,10,20,2-0,7-0,70,60,6-1,4-1,40,30,3-0,2-0,2mai/18jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19-15-10-5051015
Fonte: IBGE

No confronto com maio de 2018 (mês da greve dos caminhoneiros), entretanto, houve alta de 7,1% – a maior desde abril do ano passado (9,2%). De acordo com o gerente da pesquisa, André Macedo, além da paralisação dos caminhoneiros, que derrubou a produção nacional, deixando muito baixa a base de comparação, maio de 2019 teve um dia útil a mais, o que também contribuiu para a alta expressiva.

Apesar do recuo ante abril, no acumulado em 12 meses a produção industrial interrompeu a trajetória descendente iniciada em julho de 2018, ao passar de -1,1% em abril para zero em maio.
Em termos de patamar, a indústria geral ainda se encontra 17,5% abaixo do recorde de produção, alcançado em maio de 2011. “Com a entrada das informações mensais de 2019, esse distanciamento está ficando ainda maior”, destacou o gerente da pesquisa.
Produção industrial em 12 meses
Variação acumulada em 1 ano, em %
Created with Highcharts 5.0.9333,13,13,33,33,13,12,62,62,22,21,71,7110,40,40,50,5-0,1-0,1-1,1-1,100mai/18jun/18jul/18ago/18set/18out/18nov/18dez/18jan/19fev/19mar/19abr/19mai/19-2-101234
Fonte: IBGE

Entre as grandes categorias econômicas, bens de consumo semi e não-duráveis (-1,6%) e bens de consumo duráveis (-1,4%) tiveram taxas negativas. Por outro lado, os setores de bens intermediários (1,3%) e de bens de capital (0,5%) registraram crescimento.

O gerente da pesquisa apontou, porém, que "a indústria está melhor que no ano passado", pois, na comparação com maio do ano passado "todas as categorias econômicas mostram um ganho de ritmo na passagem de abril para maio“.Produção de veículos no Brasil caiu 2,4% em maio, na comparação com abril. — Foto: Pascal Rossignol/Reuters
Produção de veículos no Brasil caiu 2,4% em maio, na comparação com abril. — Foto: Pascal Rossignol/Reuters

18 dos 26 ramos apresentam queda
“Mais do que a volta ao campo negativo, chama a atenção o perfil disseminado de queda na produção", avaliou Macedo, destacando que 18 dos 26 ramos pesquisados apresentam queda em maio, na comparação com o mês imediatamente anterior.

O destaque ficou com a fabricação de veículos, que caiu 2,4% na comparação com abril, mas subiu 37,1% em relação a maio do ano passado. De acordo com o gerente da pesquisa, a paralisação dos caminhoneiros, em maio do ano passado, causou um efeito negativo que atingiu grande parte da indústria, gerando uma base de comparação baixa, com ênfase na produção de automóveis e caminhões.

Outras quedas relevantes vieram de bebidas (-3,5%), couro, artigos para viagem e calçados (-7,1%) e produtos químicos (-2%). Veja gráfico abaixo:
18 dos 26 ramos industriais apresentam queda na produção em maio — Foto: Divulgação/IBGE
18 dos 26 ramos industriais apresentam queda na produção em maio — Foto: Divulgação/IBGE

Após 4 quedas seguidas, indústria extrativa cresce 9,2%
Já a indústria extrativa foi o principal impacto positivo no mês. Com crescimento de 9,2% na produção, o resultado interrompeu uma sequência de quatro quedas seguidas, recuperando parte dos 25,6% de perdas acumuladas de janeiro a abril.

“O crescimento do setor extrativo nesse mês não quer dizer que os efeitos de Brumadinho tenham se cessado. É só uma compensação da perda intensa ocorrida no mês passado na produção do Pará, já que a chuva prejudica a extração do minério. Os efeitos de Brumadinho ficam mais visíveis quando a gente observa as comparações anuais. A indústria extrativa em maio teve uma queda de 18,2% na comparação com maio do ano passado”, destacou Macedo.

Outro impacto positivo importante no mês veio dos derivados de petróleo e biocombustíveis (3,2%), que interromperam dois meses consecutivos de queda.

“Os avanços no mês se concentraram principalmente na categoria dos bens intermediários, ou seja, matérias-primas usadas pela própria indústria, grupo que avançou 1,3%, enquanto os bens de consumo tiveram queda no período”, destacou Macedo.

Segundo Macedo, a indústria extrativa, desde o acidente na barragem de Brumadinho, é a que mais tem segurado a produção nacional ao longo deste ano. Na comparação com o patamar de produção de dezembro do ano passado, o setor opera 1,4% abaixo. "Se a gente considerasse apenas a indústria de transformação, como se a extrativa não existisse, esse patamar seria 1,2% acima daquele observado em dezembro", observou.

Economia estagnada
Os indicadores de maio já divulgados continuaram a mostrar um cenário de economia fraca, após uma queda de 0,2% do Produto Interno Bruto (PIB) no 1º trimestre, em meio a um cenário de baixa confiança de empresários e consumidores, elevada ociosidade e uma taxa de desemprego que ainda atinge 13 milhões de brasileiros.

Na semana passada, o Ministério da Economia divulgou que foram criados 32.140 empregos com carteira assinada no país em maio, o pior resultado para o mês desde 2016, quando houve fechamento de vagas. No acumulado no ano, foram gerados até maio 351.063 postos formais de trabalho.

Ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) mostrou que o Banco Central não descarta a possibilidade de uma nova recessão. O BC destacou que a economia brasileira segue operando com "alto nível de ociosidade dos fatores de produção, refletido nos baixos índices de utilização da capacidade da indústria e, principalmente, na taxa de desemprego".

Já os economistas das instituições financeiras baixaram na última semana a estimativa de alta do PIB deste ano para 0,85%, segundo a pesquisa Focus do BC. Foi a 18ª queda consecutiva do indicador. O BC, por sua vez, reduziu para 0,8% a previsão para o crescimento da economia brasileira em 2019.

Por que o Brasil não cresce?Por que o Brasil não cresce?

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