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domingo, 18 de março de 2018

Empresa sueca cria caminhão Scania mais rápido que carro esportivo alemão

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Chamado de Chimera, modelo tem mais de 2 mil cavalos e vai de 0 a 100 km/h em até 5 segundos. Preparadora também fez caminhão conversível. 

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Por G1 


Caminhão da preparadora Svempas (Foto: Divulgação/Svempas) 

Os suecos da Svempas são especialistas em criar versões especiais de caminhões da conterrânea Scania. Além de produzir modelos customizados para clientes, eles também produzem veículos de exibição, os “showtrucks”. Dois deles chamam a atenção.

O Chimera foi a quarta criação da Svempas. A empresa pegou um motor V8 de 16,4 litros da Scania, que originalmente rendia 730 cavalos e instalou algumas turbinas extras. A potência logo saltou para 1.460 cavalos.
Svempas Chimera (Foto: Divulgação/Svempas) 

Não satisfeitos, o pessoal da Svempas foi adiante na preparação. Na segunda fase, o motor ultrapassou os 2.000 cv. O resultado é que o caminhão de quase 5 toneladas acelera de 0 a 100 km/h entre 4,6 e 5 segundos – tempo um pouco melhor do que o do carro esportivo alemão Mercedes-AMG C 43.

O Chimera também tem altura menor e traz pneus slick. Para completar o visual “invocado”, o motor e a tubulação de escape ficam à mostra.
Svempas Chimera tem motor de mais de 2.000 cv (Foto: Divulgação/Svempas)

Cabelos ao vento
Outra criação ilustre da Svempas não é tão focada no desempenho, mas sim no visual. É o Red Pearl, ou Pérola Vermelha.


O modelo, baseado em um T500, teve o teto removido e o para-brisa cortado em 35 centímetros. Isso mesmo, é um caminhão conversível, ainda que seja difícil imaginar muitos dias quentes na Suécia.
Svempas Red Pearl (Foto: Divulgação/Svempas)

Outra modificação é na cabine, que teve o espaço entre os passageiros coberto por um material transparente, que permite ver o motor.

Mas a Svempas também trabalhou para melhorar o desempenho. O motor original, de 500 cv foi retrabalhado para entregar praticamente o dobro da potência.
     Post.N.\8.206 
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sábado, 17 de março de 2018

Como o leite de um dos bichos mais exóticos do mundo pode ajudar a combater superbactérias

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Segundo cientistas australianos, uma proteína no leite materno dos ornitorrincos pode ajudar a combater um problema urgente da humanidade: a resistência de bactérias aos antibióticos.

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BBC
Por BBC 
O leite materno do ornitorrinco contém uma proteína capaz de combater superbactérias (Foto: AFP)

Ornitorrincos são criaturas curiosas. Com bico de pato e pés munidos de esporões venenosos, estão entre os poucos mamíferos capazes de colocar ovos.

Eles amamentam de uma forma completamente diferente dos outros animais – e isso pode fazer com que se tornem aliados importantes dos cientistas no esforço para combater as superbactérias.

Pesquisadores australianos descobriram em 2010 que o leite do ornitorrinco contém uma proteína potente que evita a proliferação de superbactérias. O atributo, diz a equipe à frente do estudo, poderia ajudar na luta contra um dos problemas mais urgentes da humanidade: a resistência desses micro-organismos a antibióticos.

Agora, eles conseguiram isolar a estrutura da proteína e acreditam que a descoberta possa levar à criação de um novo tipo de antibiótico.

Ornitorrincos são monotremados, um pequeno grupo de mamíferos que podem botar ovos e produzir leite.

Eles não têm mamilos – em vez disso, concentram o leite na barriga e alimentam seus filhotes pelos poros na região. O leite é liberado por eles, como se fosse um "suor", e aí os filhotes são amamentados "lambendo" o líquido da barriga da mãe.

Este sistema de amamentação pode estar ligado às propriedades antibacterianas do leite, de acordo com os cientistas.

"Ornitorrincos são animais tão esquisitos que faria até sentido eles terem uma bioquímica estranha", afirmou Janet Newman, da Agência Nacional de Ciência da Austrália (CSIRO, na sigla em inglês), coordenadora da pesquisa.

Acredita-se que mamíferos tenham desenvolvido mamilos porque seria uma forma estéril de conseguir dar leite para seus filhotes sem contaminá-los com bactérias e outros micro-organismos.

No entanto, o leite do ornitorrinco acaba ficando exposto à sujeira de fora, o que deixaria os filhotes correndo risco de serem contaminados por algum agente patológico.
A proteína antibacteriana única que o leite dos ornitorrincos possui é a defesa do animal contra isso, conforme explica Julie Sharp, da Deakin University.

"Nós estávamos interessados em examinar a estrutura da proteína e as características dela para encontrar exatamente qual parte da proteína estava fazendo isso", contou.

"Os pesquisadores encontraram uma peculiaridade que dizem que nunca foi vista em mais de 100 mil diferentes estruturas de proteínas conhecidas pelos biólogos."

Eles a apelidaram de Shirley Temple, por causa de sua forma encaracolada - uma referência à atriz mirim que brilhou nos anos 1930. Newman afirma que a equipe aprofundará os estudos para "buscar informações sobre outras descobertas" nas propriedades do leite do ornitorrinco. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou um relatório em 2014 pedindo urgência na prevenção a uma eventual era "pós-antibiótico", em que as infecções mais comuns que haviam sido facilmente tratáveis por décadas poderiam voltar mais fortes e oferecendo até risco de morte.

A resistência antimicrobiana ocorre quando as bactérias acumulam uma tolerância contra os antibióticos e passam essa resistência para a próxima geração de bactérias, produzindo superespécies.

Segundo o sistema público de saúde da Inglaterra, cerca de um quinto das prescrições de antibióticos são desnecessárias, já que muitos tipos de doença podem ser curados pelo nosso próprio organismo.

Estima-se que cerca de 5 mil pessoas morrem na Inglaterra todos os anos como resultado de infecções "resistentes" a remédios. O leite do ornitorrinco poderia ajudar no combate a esse problema, conforme os estudos dos cientistas têm revelado.
ORGANIZAÇÃO MUNDIAL DE SAÚDE (OMS)
     Post.N.\8.205 
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sexta-feira, 16 de março de 2018

Mais de 60% dos brasileiros gastaram mais do que ganharam em 2017, diz pesquisa

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Para superar revés financeiro, 37% disseram que cortaram orçamento e 23% buscaram renda extra, de acordo com pesquisa da Serasa Experian.

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Por Gabriela Sarmento*, G1



Em novembro do ano passado, 61,1 milhões de pessoas estavam com dívidas atrasadas no país. Com a inadimplência em recorde histórico, segundo o órgão, os brasileiros precisaram de jogo de cintura para conseguir pagar suas contas em 2017. Segundo a pesquisa:
  • 62% das pessoas sentiram que suas despesas eram maiores que seus rendimentos ao menos uma vez nos últimos doze meses;
  • 37% tiveram que fazer cortes;
  • 23% tentaram uma renda extra;
  • 11% atrasaram ou deixaram de pagar alguma dívida;
  • 10% pediram emprestado para amigos ou parentes;
  • 7% renegociaram dívidas.

Educação financeira frágil
A pesquisa da Serasa também avaliou os conhecimentos dos brasileiros sobre finanças pessoais por meio do Indicador de Educação Financeira (IDEF). Nesse quesito, a nota do brasileiro em 2017 foi a mesma de 2015: 6,2.

“Não há no país um conjunto de ações suficientes para impactar de forma significativa a educação financeira”, afirma Luiz Rabi, economista da Serasa Experian.

O Indicador considera três subíndices: atitude, conhecimento e comportamento. Um pequeno crescimento aconteceu no primeiro que passou de 6,1 para 6,4. Já conhecimento caiu 0,1, chegando à nota 7,6, enquanto comportamento não teve alteração e permaneceu, como menor nota, em 5,4.

Este último subíndice representa 50% na média ponderada do IDEF e sua estabilidade pode ser a chave para muitas respostas. “O problema da educação financeira do brasileiro é que na prática, ele não se comporta de acordo com seu conhecimento e suas atitudes”, percebe Rabi. 

"Apesar da crise que o país passou, com forte recessão, o fato do indicador de educação financeira não ter caído na questão comportamental é um alento. O brasileiro conseguiu contornar alguns efeitos nocivos da crise, como aumento da inflação e desemprego, apertou o cinto, tomou ações defensivas e acabou atravessando essa crise de forma razoável", afirmar o economista. 

Quebra de estereótipos
No recorte por gênero, tanto homem como mulher apresentam praticamente a mesma nota em comportamento. “Aquele estereótipo famoso de que os homens, principalmente os casados, reclamam que as mulheres gastam demais é muito mais folclore do que realidade”, afirma o economista. 

Quanto maior o nível de escolaridade, maior a nota em conhecimento, no entanto no comportamento, a nota é mesma entre todos os níveis. 

Caminhos para virar o jogo
Para mudar o cenário, o economista vê alguns caminhos possíveis. Um deles é inserir os conceitos de educação financeira desde a educação fundamental. Assim, novas gerações estarão cada vez mais familiarizadas com o assunto. “Isso é feito nos países desenvolvidos. Quanto mais cedo, mais eficiente vai ser a longo prazo”. 

Numa visão mais imediata, Rabi aposta na modificação da lei do cadastro positivo, que prevê a criação de um histórico financeiros dos bons pagadores - hoje isso existe para os inadimplentes, mas não há dados centralizados para quem está com as contas em dia. 

“Isso vai forçar as pessoas a terem mais cuidado com seus pagamentos, já que a taxa de juros passa a ser compatível com seu comportamento financeiro”. 

Rabi acredita que a questão é similar ao uso do cinto de segurança nas décadas passadas. Após uma grande campanha comportamental, que incluiu até penalidades (as multas), as pessoas passaram a usar o cinto. 

“O comportamento pode ser modificado, mas leva tempo e é necessário um investimento muito grande do governo e dos órgãos ligados à questão”, finaliza o economista. 
* Sob supervisão de Marina Gazzoni 
     Post.N.\8.204 
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