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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Estudo reúne imagens inéditas do ‘cachorro fantasma’, um dos canídeos mais raros da Amazônia

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Pesquisa de mais de duas décadas na Bolívia consolida 4,6 mil fotos do enigmático cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas, espécie dependente de florestas preservadas e raramente vista na natureza.
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Por Rodrigo Peronti, Terra da Gente

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 16h25m
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Estudo reúne imagens inéditas do ‘cachorro fantasma’, um dos canídeos mais raros
Estudo reúne imagens inéditas do ‘cachorro fantasma’, um dos canídeos mais raros

O apelido boliviano faz jus ao comportamento esquivo: “cachorro fantasma”. No Brasil, ele é conhecido como cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas (Atelocynus microtis), um dos canídeos menos conhecidos do planeta e espécie restrita às florestas amazônicas.

Raro, discreto e difícil de registrar, o animal acaba de ganhar um retrato mais detalhado graças a um levantamento científico que reuniu milhares de imagens obtidas ao longo de mais de duas décadas.

Com a ajuda de armadilhas fotográficas, pesquisadores reuniram 4.635 imagens do animal entre 2001 e 2024, em um trabalho conduzido na Bolívia com apoio da Wildlife Conservation Society (WCS). O estudo registrou 594 aparições independentes do mamífero e consolidou o maior conjunto de registros já reunido para a espécie.

Segundo os autores, o trabalho representa “a maior coleção de registros confirmados” já obtida sobre o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas em toda a área conhecida de ocorrência do animal.

Cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas falgrado por pesquisadores — Foto: Guido Ayala e María Viscarra/WCS Bolívia
Cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas falgrado por pesquisadores — Foto: Guido Ayala e María Viscarra/WCS Bolívia

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Liderado pelo biólogo britânico Robert Wallace, o estudo confirmou uma forte associação do “cachorro fantasma” com áreas preservadas da Amazônia.

Os pesquisadores observaram que o animal prefere regiões contínuas de floresta madura, especialmente as chamadas florestas de terra firme — áreas não alagadas e afastadas dos rios.

Cachorro do mato flagrado à noite — Foto: felipecampos / iNaturalist
Cachorro do mato flagrado à noite — Foto: felipecampos / iNaturalist

O estudo também reforça a dependência do canídeo por ambientes conservados. Segundo os autores, os resultados “reforçam a preferência do cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas por florestas intactas”, evidenciando a importância de grandes blocos preservados de vegetação amazônica.

Com focinho alongado semelhante ao de uma raposa, pelagem densa que varia entre tons de cinza e marrom-avermelhado, além de orelhas pequenas e arredondadas, o animal tem uma característica rara entre os canídeos amazônicos: patas parcialmente palmadas, com uma membrana entre os dedos, adaptação semelhante à observada em espécies semiaquáticas.

O cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas pesa entre 6,5 e 10 quilos e raramente é visto por pesquisadores. Os hábitos discretos e a preferência por áreas remotas ajudam a explicar por que a espécie permanece cercada de mistérios mesmo após décadas de estudos.

As imagens também ajudaram a esclarecer outro aspecto pouco conhecido sobre o comportamento do animal: ao contrário do que muitos imaginavam, o “cachorro fantasma” é predominantemente diurno. Cerca de 72% dos registros ocorreram durante o dia, especialmente nas primeiras horas da manhã.

Histórico de flagrantes no Terra da Gente

Animal tem adaptação para enfrentar terrenos alagados — Foto: axelantoinefeill / iNaturalist
Animal tem adaptação para enfrentar terrenos alagados — Foto: axelantoinefeill / iNaturalist

A dificuldade de avistar o Atelocynus microtis na natureza é um desafio antigo para a ciência — e algo que o Terra da Gente acompanha de perto.

Em 2018, um raríssimo flagrante do canídeo feito pelo biólogo Hugo Costa por meio de armadilhas fotográficas no médio Rio Juruá, em Carauari (AM) foi destaque no g1. As imagens ajudaram pesquisadores a entender melhor o uso da espécie em áreas de várzea e de terra firme.

Outro canídeo raro já retratado pelo Terra da Gente é o cachorro-vinagre (Speothos venaticus), registrado de forma inédita no Parque Estadual do Turvo, no Rio Grande do Sul, em 2020 — o primeiro registro histórico documentado do animal no estado.

Sobrevivência ligada à preservação

Estudo reúne imagens inéditas do ‘cachorro fantasma’, um dos canídeos mais raros da Amazônia — Foto: jono_irvine / iNaturalist
Estudo reúne imagens inéditas do ‘cachorro fantasma’, um dos canídeos mais raros da Amazônia — Foto: jono_irvine / iNaturalist

Apesar do avanço no conhecimento sobre a espécie, os cientistas alertam que o futuro do cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas continua diretamente ligado à conservação da Amazônia.

O estudo sugere que o animal pode ser menos raro do que se imaginava em áreas bem preservadas, embora continue sendo considerado um carnívoro de baixa abundância e difícil detecção.

Segundo os pesquisadores, o cachorro-do-mato-de-orelhas-curtas talvez não seja “tão escasso quanto se pensava” em algumas regiões protegidas, especialmente dentro de territórios indígenas e unidades de conservação.

No Brasil, parte da distribuição da espécie coincide com regiões sob forte pressão do desmatamento amazônico. Como o animal evita áreas degradadas e bordas de floresta, sua sobrevivência depende da manutenção de grandes áreas contínuas de vegetação nativa.

Sem o fortalecimento de políticas de conservação e da proteção de florestas intactas, o “cachorro fantasma” corre o risco de desaparecer antes mesmo de a ciência conseguir compreender completamente seus hábitos.

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Jogador da Espanha não toca na bola nos primeiros 30 minutos e quebra recorde que durava 60 anos

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Centroavante da La Roja, Mikel Oyarzabal foi chamado de "fantasma" por jornal espanhol
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Por Redação do ge — Atlanta, EUA

Postado em 15 de Junho de 2.026 às 15h25m
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Até os 30 min do 1º tempo - Espanha não assusta Cabo Verde
Até os 30 min do 1º tempo - Espanha não assusta Cabo Verde

Mikel Oyarzabal quebrou um recorde nada satisfatório na partida entre Espanha e Cabo Verde. Segundo o site estatístico OptaJoe, o centroavante espanhol é o primeiro jogador registrado, desde 1966, a jogar os primeiros 30 minutos de uma partida da Copa do Mundo da FIFA e não tocar na bola uma única vez.

O jornal espanhol Marca publicou uma matéria sobre o fato inusitado envolvendo o atacante, dizendo que ele estava em "modo fantasma", mas destacou o fato de os europeus estarem enfrentando uma equipe muito bem montada defensivamente, o que dificulta a vida do centroavante.

"Não foi o melhor primeiro tempo da história da Seleção Espanhola. E, especificamente, para Mikel Oyarzabal. Apesar de os comandados de Luis de la Fuente enfrentarem uma sólida defesa, os espanhóis não conseguiram movimentar a bola com rapidez. Oyarzabal foi quem mais sofreu com isso. O atacante ficou perdido em meio à defesa africana e passou os primeiros trinta minutos sem tocar na bola. Isso é inédito na história da Copa do Mundo, desde que os registros começaram a ser feitos", escreveu o jornal.

Oyarzabal quebrou recorde que durava 60 anos — Foto: Reuters/Brett Davis
Oyarzabal quebrou recorde que durava 60 anos — Foto: Reuters/Brett Davis

Destaque do primeiro tempo sem gols em Atlanta, o goleiro Vozinha, de 40 anos, fechou o gol contra a favorita Espanha e gerou muitos comentários nas redes sociais:

Vozinha foi o nome do primeiro tempo entre Espanha x Cabo Verde
Vozinha foi o nome do primeiro tempo entre Espanha x Cabo Verde

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domingo, 14 de junho de 2026

Claude x ChatGPT: qual empresa sairá na frente na corrida trilionária da IA?

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Enquanto Anthropic e OpenAI preparam seus IPOs, investidores apostam em quem liderará a próxima fase da inteligência artificial.
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TOPO
Por Deutsche Welle

Postado em 14 de Junho de 2.026 às 06h00m
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Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW
Sam Altman e Dario Amodei: qual CEO sairá na frente na corrida de Wall Street? — Foto: Jens Schicke/IMAGO/Julien De Rosa/AFP via DW

Poderia ser um roteiro de Hollywood, mas é real. Dois nerds ambiciosos que, com estratégias duras e muita persistência, disputam a supremacia na Inteligência Artificial (IA).

Também não faltam reviravoltas. Dario Amodei, chefe da Anthropic, criadora do Claude, recentemente pediu uma pausa no desenvolvimento da IA, alertando que os humanos poderiam perder o controle.

Assim, os criadores do Claude saem na frente dos responsáveis pelo ChatGPT, da OpenAI, que só anunciaram sua estreia em Wall Street e submeteram a documentação necessária uma semana depois.

O momento parece favorável. As bolsas estão em alta e a IA está em evidência. Além disso, a Anthropic é avaliada atualmente em 965 bilhões de dólares, enquanto a OpenAI chega a 852 bilhões.

Um IPO poderia levar ambas ao grupo das empresas trilionárias — algo que hoje apenas gigantes como Nvidia, Apple, Alphabet, Amazon, Meta e Tesla alcançaram. Para comparação, a maior empresa alemã atualmente, a Siemens, vale cerca de 230 bilhões de dólares.

Para que serve tanto dinheiro?

A consultoria Gartner estima que os gastos globais com inteligência artificial continuarão crescendo fortemente, ultrapassando US$ 2,5 trilhões já neste ano.

A maior parte desses investimentos está na infraestrutura de IA, sobretudo na construção e aluguel de grandes data centers, responsáveis por fornecer o poder computacional necessário.

Até agora, Anthropic e OpenAI captaram recursos por meio de rodadas de investimento, nas quais empresas e fundos apostam em startups com potencial de crescimento.

Segundo o analista Harrison Rolfes, da PitchBook, a OpenAI já arrecadou US$ 185,9 bilhões desde sua fundação, enquanto a Anthropic captou US$ 126,8 bilhões.

Quem está na frente?

Para muitos especialistas financeiros, a Anthropic tem melhores perspectivas no mercado. "A Anthropic tem a melhor história para um IPO — e são sobretudo os números que convencem", afirma Rolfes.

A empresa deve faturar cerca de 47 bilhões de dólares neste ano, contra 30 bilhões da OpenAI, mesmo tendo captado menos recursos. Outro fator é o foco no mercado corporativo.

"Mais de mil empresas já gastam mais de um milhão de dólares por ano com a Anthropic", destaca o analista.

Já a OpenAI domina o segmento de consumidores com o ChatGPT, que tem mais de 900 milhões de usuários semanais — mas a maioria utiliza o serviço gratuitamente.

"Monetizar uma base tão grande de usuários grátis é um desafio", afirma Rolfes.

Pedro Domingos, professor emérito de ciência da computação da Universidade de Washington, concorda.

"A Anthropic está mais avançada nos serviços para empresas, e é daí que virá a maior parte do dinheiro. Mas isso pode mudar rapidamente". Segundo ele, a empresa tem mais demanda, mas menos capacidade computacional.
Uma disputa de egos
Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW
Claude costuma ser mais usado por empresas e ChatGPT, por usuários privados — Foto: Matteo Della Torre/NurPhoto/picture alliance via DW

A rivalidade também envolve grandes egos. Em 2021, Dario Amodei deixou a OpenAI por discordar da direção sob Sam Altman — excessivamente focada em dinheiro e insuficiente em responsabilidade.

Desde então, ele posiciona a Anthropic como defensora de uma IA mais segura e regulada.

Amodei também impôs limites quanto ao uso militar: o Claude não deveria ser utilizado para vigilância em massa nem sistemas de armas automatizados.

Isso levou o Pentágono a classificar a Anthropic como "risco de segurança na cadeia de fornecimento" — uma medida drástica, normalmente aplicada a empresas estrangeiras.

Sam Altman tenta ocupar esse espaço: a OpenAI planeja fornecer software ao Pentágono. Com isso, sua empresa vem assumindo cada vez mais o papel de "vilã" na disputa — algo irônico, considerando que a OpenAI foi fundada em 2015 com a missão de desenvolver IA de forma ética e responsável.

Especialistas acreditam que a postura de Amodei também tem um componente de marketing. Para Domingos, o sucesso rápido e a pressão crescente podem abalar a imagem da Anthropic como "a empresa do bem".

"Decisões difíceis virão, e alguns funcionários podem sair decepcionados — como aconteceu quando Amodei e outros deixaram a OpenAI". 
Corrida pela AGI

Segundo Domingos, o objetivo final das empresas é desenvolver a chamada Inteligência Artificial Geral (AGI, na sigla em inglês), capaz de realizar qualquer tarefa cognitiva humana. "Quem chegar lá primeiro terá uma vantagem praticamente impossível de alcançar".

Ainda assim, Rolfes relativiza: "Chegar primeiro não significa vencer. Para lucrar de verdade com IA, é preciso adoção ampla, confiança das empresas e boas margens".

No fim das contas, diz ele, a disputa será decidida por qual tecnologia será adotada pelas maiores empresas do mundo.

A corrida pela liderança na inteligência artificial, portanto, ainda está longe de terminar.

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sábado, 13 de junho de 2026

Exclusivo: Irã sela estoque de urânio após temor de ação dos EUA

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Governo iraniano isolou material enriquecido próximo ao nível necessário para uma bomba nuclear
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Katie Bo Lillis, Davis Winkie, Zachary Cohen e Natasha Bertrand, da CNN
13/06/26 às 03:52 | Atualizado 13/06/26 às 07:40
Postado em 13 de Junho de 2.026 às 07h55m
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2/3/2026 Vantor/Divulgação via REUTERS
Imagem de satélite mostra visão mais próxima da instalação nuclear de Natanz com novos danos  • via REUTERS

Nas últimas semanas, o Irã intensificou drasticamente seus esforços para isolar seu estoque de urânio enriquecido próximo ao nível necessário para uma bomba nuclear, provocando deliberadamente o desabamento de túneis e armando entradas com minas explosivas, segundo cinco fontes familiarizadas com informações de inteligência dos Estados Unidos.

Chegar ao estoque de meia tonelada de urânio altamente enriquecido agora é muito mais difícil, perigoso e demorado do que era há apenas um mês, quando o presidente americano, Donald Trump, sinalizava publicamente que poderia ordenar que as Forças Armadas americanas apreendessem o material, disseram as fontes.

As novas fortificações erguidas pelos iranianos acrescentam uma camada extra de complexidade ao acordo proposto pelo governo Trump com Teerã para remover e destruir o urânio do país, além de levantar dúvidas sobre quem assumirá a perigosa tarefa de escavá-lo.

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A missão diplomática iraniana junto à ONU não respondeu imediatamente a um pedido de comentário, e a Casa Branca também não respondeu de imediato aos questionamentos da CNN.

Trump afirmou repetidamente que garantir o controle desse material é uma prioridade dos EUA nas negociações em andamento para encerrar a guerra e reabrir o Estreito de Ormuz, que o Irã fechou de fato.

Segundo uma autoridade de alto escalão do governo que conversou com jornalistas na sexta-feira, os dois lados estariam se aproximando de um acordo que exigiria que o Irã entregasse seu urânio enriquecido aos Estados Unidos. O material seria destruído no local e depois retirado do país, afirmou a autoridade.

No entanto, autoridades americanas e iranianas apresentaram versões conflitantes sobre o acordo preliminar, e seus termos exatos permanecem obscuros. O suposto texto de uma minuta do acordo vazou para uma agência semioficial iraniana na sexta-feira (12), provocando uma reação furiosa de Trump nas redes sociais.

Mesmo para os próprios iranianos, segundo várias das fontes, remover o material enriquecido agora seria difícil e perigoso. A operação exigiria equipamentos pesados de escavação e trabalhos de desminagem, procedimentos complexos e arriscados.

"Se essas informações forem verdadeiras, isso certamente complicaria a recuperação do urânio altamente enriquecido", disse Scott Roecker, que chefiou o Escritório de Remoção de Material Nuclear da Administração Nacional de Segurança Nuclear dos EUA entre 2017 e 2021.

A situação também poderia abrir espaço para que o Irã dificultasse a verificação de seu cumprimento do acordo.

Caso os negociadores "exijam que o Irã leve todo o estoque para um local central para verificação e eventual remoção ou diluição do material", caberia a Teerã acessar e "fornecer o inventário completo" do urânio enriquecido, afirmou Roecker.

"Mas, nesse cenário, eu me preocuparia que o Irã alegasse que parte do urânio altamente enriquecido é irrecuperável", disse. "Não teríamos plena confiança de que o Irã não poderia voltar a ter acesso a esse material no futuro."

A comunidade internacional acredita que a maior parte do estoque esteja em túneis desabados no complexo nuclear de Isfahan, no centro do Irã, com quantidades adicionais armazenadas em outros locais.

Em maio, os militares americanos estavam preparados para realizar uma operação para apreender o material nuclear, mas ela acabou sendo considerada arriscada demais, segundo informou anteriormente a CNN.

Desde então, o Irã reforçou ainda mais as instalações onde se acredita que seu urânio altamente enriquecido esteja enterrado no subsolo.

Trump já reconheceu anteriormente os riscos envolvidos em recuperar o urânio pela força e afirmou, em entrevista à Fox News em maio, duvidar que os iranianos conseguissem acessar e retirar o material enterrado sem serem detectados pela inteligência americana.

"Sabemos exatamente o que está acontecendo", disse Trump ao apresentador Sean Hannity sobre o local. "Ninguém sequer chegou perto dele."

Mas, ao discutir publicamente o urânio como possível alvo, observam duas das fontes, o presidente pode ter dado ao Irã um incentivo para reforçar a proteção de seus ativos.

Agora, mesmo que o acordo entre Teerã e Washington seja assinado na próxima semana, são esperadas negociações técnicas adicionais para definir os detalhes do futuro programa nuclear iraniano.

A retirada do urânio do país provavelmente exigiria o envio de uma instalação móvel especializada em processamento de urânio, vinculada à Administração Nacional de Segurança Nuclear e sediada no Laboratório Nacional de Oak Ridge, no Tennessee. A CNN informou anteriormente que os principais negociadores americanos, Jared Kushner e Steve Witkoff, visitaram o laboratório neste mês.

Mas mesmo os maiores especialistas do mundo em remoção de material nuclear precisariam de um tempo considerável para concluir a tarefa. Trump afirmou a jornalistas neste mês que a operação levaria pelo menos duas semanas para ser concluída.

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