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sábado, 25 de abril de 2026

Trump já gastou mais de R$ 100 bilhões em menos de 2 meses só com mísseis contra o Irã; veja modelos e valores

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Valor considera apenas gastos com mísseis de ataque e defesa, sem contar o resto dos custos militares. Relatório mostra que parte do arsenal já foi consumida e reposição pode levar anos.
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Por Otávio Preto, G1 — São Paulo

Postado em 25 de Abril de 2.026 às 05h00m
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Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies
Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies

Na próxima terça-feira (28), a guerra entre Estados Unidos e Irã completará dois meses. Entre cessar-fogos e bombardeios, ambos os países têm gastado muito dinheiro no conflito, sobretudo com armamentos.

Nestes 55 dias desde o início do conflito (sendo 38 até o cessar-fogo, que não foi totalmente cumprido), estima-se que Donald Trump já gastou pouco mais de US$ 20 bilhões em armamentos (cerca de R$ 100 bilhões), segundo dados estimados pelo Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS).

Para efeito de comparação, o valor supera o PIB de alguns países ao redor do mundo, como Guiana, Montenegro e outras nações de menor porte.

Na última terça-feira (21), o CSIS fez um levantamento do estoque bélico dos EUA, analisando sete tipos de armas consideradas essenciais e usadas na ofensiva contra os iranianos.

  • Entre elas, estão os mísseis Tomahawk, de longo alcance e alta precisão, além de sistemas de defesa antiaérea.
  • Segundo o levantamento, os EUA podem ter usado mais da metade do estoque pré-guerra em quatro dos sete modelos analisados.
  • O estudo também aponta que os níveis anteriores ao conflito já eram considerados baixos para um eventual confronto com uma potência militar equivalente, como a China.
Veja abaixo a estimativa do instituto:

Estoque de armas essenciais dos EUA

Arma Tipo Custo de uma unidade Estoque antes da guerra Unidades usadas contra o Irã % usado
Tomahawk Míssil de cruzeiro de longo alcance US$ 2,6 milhões 3.100 cerca de 850 cerca de 27%
JASSM Míssil de cruzeiro de longo alcance US$ 2,6 milhões 4.400 cerca de 1.000 cerca de 22%
PrSM Míssil balístico de curto alcance US$ 1,6 milhão 90 de 40 a 70 de 44,4% a 77,8%
SM-3 Míssil de defesa antimíssil US$ 28,7 milhões 410 de 130 a 250 de 31,7% a 61%
SM-6 Míssil de defesa antiaérea US$ 5,3 milhões 1.160 de 190 a 370 de 16,4% a 31,9%
THAAD Sistema de defesa antimíssil US$ 15,5 milhões 360 de 190 a 290 de 52,8% a 80,6%
Patriot Sistema de defesa antiaérea e antimíssil US$ 3,9 milhões 2.330 de 1.060 a 1.430 de 45,5% a 61,4%

Fontes do The New York Times, no entanto, projetam que o gasto total dos norte-americanos com o conflito já ultrapassou US$ 28 bilhões (R$ 140 bilhões).

O Departamento de Defesa não divulgou oficialmente quantas munições foram utilizadas.

Apesar de já terem gasto boa parte de seu poderio bélico, segundo o CSIS, os EUA ainda têm mísseis suficientes para sustentar a guerra, mas podem ficar em posição vulnerável em caso de novos conflitos. Aliados como a Ucrânia também podem ser afetados, já que dependem do fornecimento de armamento norte-americano.

  • O estudo aponta ainda que, mesmo com o esgotamento desses armamentos de ponta, o país poderia seguir operando com outros tipos de armas.
  • Essas alternativas, porém, têm menor alcance, o que aumentaria o risco das operações, já que exigiriam lançamentos em posições mais próximas do alvo.

Antes mesmo do início da ofensiva, o nível dos estoques já preocupava autoridades de defesa norte-americanos. Poucos dias antes da guerra, o Washington Post revelou que o arsenal dos EUA estava em baixa por causa do apoio aos conflitos na Ucrânia e em Israel.

No início de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a escassez de armamentos de ponta, mas afirmou que o país tem estoques "praticamente ilimitados" de armas de médio e médio-alto alcance.

"Guerras podem ser travadas 'para sempre' e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos", disse.

O governo também fechou acordos recentes com a indústria de defesa para ampliar a produção. Ainda assim, segundo o CSIS, a reposição é lenta. Algumas armas levam meses para ficar prontas, e poucas unidades devem ser entregues no curto prazo.

"Historicamente, esse prazo era de cerca de 24 meses, mas, como os pedidos de munição passaram a superar a capacidade de produção nos últimos anos, os prazos de entrega se estenderam para 36 meses ou mais. A produção de todo o lote leva mais 12 meses. No total, são cerca de 52 meses — mais de quatro anos", diz.

A situação do Irã


Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 — Foto: Amir Cohen/Reuters

Uma reportagem da rede americana CBS News publicada na quarta-feira (22) apontou que o Irã pode ter mais capacidade militar do que os Estados Unidos admitem publicamente. As informações foram obtidas com fontes do governo americano com conhecimento no assunto.

  • Oficialmente, Trump afirma que os EUA "aniquilaram" a Marinha e a Força Aérea do Irã.
  • O secretário de Guerra, Pete Hegseth, disse no início de abril que os EUA tinham "dizimado" as Forças Armadas iranianas, deixando-as "ineficazes em combate por muitos anos".
  • Os EUA afirmaram ter reduzido em 90% a capacidade de mísseis balísticos e drones do Irã, enquanto Israel diz ter atingido mais de 70% dos lançadores iranianos.

Autoridades ouvidas pela CBS News afirmaram, no entanto, que o Irã ainda mantém metade do arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento intacta. Não está claro o tamanho do estoque, mas há indícios de que parte das armas esteja escondida em cavernas ou bunkers.

Na terça-feira, por exemplo, o Irã realizou um desfile militar em Teerã e exibiu mísseis balísticos nas ruas (assista abaixo). Entre os modelos apresentados estava o Khorramshahr-4, um dos mais avançados do arsenal do país, com alcance estimado em cerca de 2.000 quilômetros.

Irã exibe mísseis balísticos em desfile militar em Teerã
Irã exibe mísseis balísticos em desfile militar em Teerã

Ainda assim, as forças iranianas têm demonstrado sinais de enfraquecimento.

  • Dados obtidos pela emissora NBC News apontam que o número de lançamentos de mísseis e drones iranianos caiu drasticamente em relação aos primeiros dias da guerra.
  • No fim de março, os EUA sobrevoaram o Irã com bombardeiros B-52, o que indica limitações na defesa aérea do país.

Ainda assim, um relatório feito pelo chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, o tenente-general da Marinha James Adams, aponta que o Irã ainda tem capacidade de causar danos e continua representando um risco. O documento foi entregue a um comitê da Câmara dos EUA.

"O Irã mantém milhares de mísseis e drones de ataque de uso único capazes de ameaçar forças dos Estados Unidos e de parceiros em toda a região, apesar das perdas sofridas tanto por desgaste quanto pelo uso em combate", diz.

Por outro lado, Adams afirmou que as forças terrestres e aéreas iranianas têm equipamentos ultrapassados e treinamento limitado. Isso, somado aos danos causados pelos ataques dos EUA e de Israel, as torna "quase certamente incapazes de derrotar um adversário tecnologicamente superior".


Donald Trump — Foto: AP/Julia Demaree Nikhinson 

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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Supercarro brasileiro de R$ 1,5 milhão ganha configurador virtual aberto ao público

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Primeira unidade do Super Veloce Unico será entregue em maio; site permite personalizar cores, faixas, interior e rodas. Empresa quer, no futuro, homologar uso em vias públicas.
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Por Carlos Cereijo, g1 — São Paulo

Postado em 24 de Abril de 2.026 às 20h00m
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Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce
Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce

Quem cresceu jogando videogame, com títulos como Gran Turismo, Forza ou Need for Speed, conhece a diversão de um configurador de carros.

É ali que o jogador escolhe a pintura, define o interior, testa diferentes rodas e observa o resultado final.

Agora, essa experiência chega ao primeiro supercarro brasileiro. O Unico, da marca Super Veloce, oferece nove opções de tons em fibra de carbono, 11 cores brilhantes e quatro alternativas foscas. O site permite montar o modelo e visualizar o resultado na tela. Clique aqui e monte o seu.

O usuário pode selecionar faixas distribuídas pela carroceria e escolher entre 13 cores para pintá-las. O interior, que acomoda apenas o motorista, também pode ser personalizado. Há 11 opções de cores para os acabamentos.

Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce
Configurador do Super Veloce Unico, supercarro brasileiro — Foto: Divulgação / Super Veloce

O configurador traz ainda quatro modelos de rodas, com quatro opções de cores. Também é possível escolher uma das nove cores disponíveis para as pinças de freio. 

 Ao final da configuração, o interessado pode solicitar uma cotação à equipe de vendas da Super Veloce. Nesse ponto, a experiência deixa de ser apenas virtual. É preciso ter conta bancária farta. A estimativa é que cada unidade custe cerca de R$ 1,5 milhão. Segundo a empresa, três Unicos já foram encomendados.

Sem passageiros

O Super Veloce Unico foi apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, em novembro de 2025. A marca foi criada pelo empresário Rafael Espíndola, conhecido pelo Batmóvel adquirido pelo jogador Neymar Jr.

O carro foi desenvolvido no Brasil ao longo de dois anos, sob a liderança de Adhemar Cabral, sócio do Unico. A fabricação ocorre na zona sul de São Paulo e, por enquanto, o modelo só pode rodar em pistas fechadas. A empresa, no entanto, trabalha para obter a homologação para uso em vias públicas.

Super Veloce Unico, supercarro brasileiro com preço estimado em R$ 1,5 milhão — Foto: Divulgação / Super Veloce
Super Veloce Unico, supercarro brasileiro com preço estimado em R$ 1,5 milhão — Foto: Divulgação / Super Veloce

O carro é um monoposto, ou seja, transporta apenas o piloto. A ideia não é novidade; modelos como BAC Mono, McLaren Solus e Caparo T1 são exemplos de carros para só uma pessoa.

A estrutura é tubular, feita de aço carbono, com a opção de uso de cromo-molibdênio, material que deixa o conjunto mais rígido.

A carroceria é de fibra de carbono e pesa apenas 40 kg. Em comunicado, a marca afirma que cada detalhe do desenho tem uma função específica, como melhorar a passagem do ar, ajudar no resfriamento do motor ou aumentar a aderência ao solo.

Modelo tem motor 2.0 turbo de 360 cv e chega a 270 km/h — Foto: Divulgação / Super Veloce
Modelo tem motor 2.0 turbo de 360 cv e chega a 270 km/h — Foto: Divulgação / Super Veloce

O motor é um quatro cilindros 2.0 turbo da Ford, com 360 cv e torque de 42 kgfm. Embora os números não impressionem à primeira vista, o peso total do Unico é de apenas 700 kg. Um carro popular 1.0, por comparação, pesa cerca de 1.100 kg.

Com esse conjunto, o modelo acelera de 0 a 100 km/h em 4,5 segundos e atinge velocidade máxima de 270 km/h. O comprador pode optar por câmbio automático sequencial de seis marchas, com trocas feitas por aletas atrás do volante.

O projeto prioriza a facilidade de condução e a estabilidade em curvas rápidas. A suspensão dianteira e traseira segue o padrão usado em carros de corrida. Os freios são da Brembo, as rodas de 18 polegadas levam a marca americana Apex e os pneus semislick da Yokohama são voltados para uso em autódromos.

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Salão de Pequim: conheça o Xpeng Aridge, carro voador que carrega embutido em van híbrida; VÍDEO

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O modelo permite voos de até 20 km em um veículo totalmente elétrico, que é recarregado por uma van. Essa van tem motor híbrido e pode rodar até 1 mil km com as baterias e o tanque cheios.
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Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

Postado em 24 de Abril de 2.026 às 19h00m
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Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido
Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido

Com um nome nada fácil de pronunciar, um pequeno caminhão chama a atenção no Salão do Automóvel de Pequim: o Xpeng Aridge. A dificuldade na fala, porém, se torna irrelevante quando a caçamba se abre e revela algo inesperado: um carro voador surgindo de dentro dela.

Olhando primeiro para a parte que circula apenas no chão, o veículo lembra uma caminhonete das grandes. São 5,5 metros de comprimento, 2 metros de altura e o visual é marcado por chapas em cinza fosco e linhas retas, que lembram o estilo adotado pela Tesla na Cybertruck.

  • Trata-se de um veículo off-road, com tração nas seis rodas. Ela é garantida por dois motores elétricos, auxiliados por um motor a combustão.

O conjunto funciona principalmente com energia elétrica. Na prática, as rodas são movimentadas pelas baterias, enquanto o motor a combustão entra em ação apenas para gerar eletricidade e recarregá-las quando necessário.

(O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)

Com todas as baterias carregadas e o tanque abastecido, a Xpeng promete uma autonomia total de até 1.000 quilômetros.

Apesar de levar um carro voador inteiro na caçamba, o veículo ainda acomoda até quatro ocupantes. Durante o salão, porém, os vidros estavam completamente opacos, o que impediu a visualização do interior da parte terrestre.

O veículo aéreo, por sua vez, podia ser observado de perto e até ocupado pelo público. Diferentemente de alguns chamados “carros voadores”, ele conta com comandos físicos para controlar a direção.

Com isso, o modelo se assemelha mais a um drone pilotado como um helicóptero do que a um carro voador totalmente automático, no qual o ocupante apenas informa o destino e aguarda a chegada.

Xpeng Aridge — Foto: divulgação/Xpeng
Xpeng Aridge — Foto: divulgação/Xpeng

A marca afirma, no entanto, que também há um modo de voo em que o piloto apenas informa o destino. A partir daí, o veículo voador se encarrega sozinho de decolar, percorrer o trajeto necessário e pousar com segurança.

A experiência lembra a de um helicóptero também nos detalhes internos. Os bancos são mais rígidos do que os de um carro de luxo, e há diversos botões dedicados ao controle do voo.

Para que os rotores caibam no veículo terrestre, eles se dobram de forma semelhante a um brinquedo articulado. Segundo a Xpeng, todo esse processo é automático e leva cinco minutos. Basta o piloto pousar o veículo voador próximo ao carro para que a caçamba se abra e o drone se recolha sozinho até o encaixe correto.

Totalmente elétrico, o veículo voador tem autonomia de até 20 quilômetros. Isso deixa claro que sua proposta é atender a deslocamentos curtos. Já o sistema de baterias da parte terrestre permite recarregar o veículo voador até seis vezes.

Se toda essa experiência pareceu empolgante, a Xpeng informa que o Aridge já está em produção e tem preço de US$ 280 mil na China. Na cotação da data de publicação deste texto, o valor equivale a cerca de R$ 1,5 milhão.

A fabricante diz que começará a aceitar pedidos a partir do segundo semestre deste ano.

Saiba mais sobre o Salão do Automóvel de Pequim:


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"Irã pode ser ameaça maior sem especialistas nucleares", diz União Europeia

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Kaja Kallas, chefe de política externa do bloco, adverte que negligenciar problemas regionais, mísseis e ciberataques pode agravar a situação do país persa
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Kara Fox, da CNN
24/04/26 às 06:00 | Atualizado 24/04/26 às 06:13
Postado em 24 de Abril de 2.026 às 06h30m
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Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas
Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas17/01/2025  • REUTERS/Johanna Geron

A principal autoridade de política externa da União Europeia alertou que o Irã pode representar uma ameaça ainda maior se especialistas nucleares forem excluídos das negociações de paz.

Em um discurso na manhã desta sexta-feira (24), durante uma reunião de líderes da UE no Chipre, Kaja Kallas advertiu que qualquer acordo futuro corre o risco de ser mais fraco do que o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global), o acordo de 2015 negociado durante o governo Obama, do qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posteriormente retirou os Estados Unidos.

Esse acordo exigiu que o Irã reduzisse suas atividades nucleares sensíveis e permitisse inspeções internacionais em troca do alívio das sanções econômicas impostas pela ONU, UE e EUA.

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“Se as negociações se concentrarem apenas no programa nuclear e não houver especialistas nucleares presentes, acabaremos com um acordo mais fraco do que o JCPOA”, afirmou Kallas.

Ela também alertou que a falta de atenção a preocupações mais amplas pode agravar a situação.

“E se os problemas na região, os programas de mísseis, o apoio a grupos aliados, bem como as atividades híbridas e cibernéticas na Europa não forem resolvidos, acabaremos com um Irã mais perigoso”, disse ela.

Relembre o acordo nuclear de 2015

Um acordo nuclear entre o Irã e diversas potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, foi firmado em julho de 2015, sendo formalmente conhecido como Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA).

Na resolução histórica, Teerã concordou em desmontar grande parte de seu programa nuclear e abrir suas instalações para inspeções internacionais minuciosas em troca de bilhões de dólares em alívio de sanções.

Os proponentes do acordo afirmaram que a medida ajudaria a evitar uma retomada do programa de armas nucleares do país e, assim, reduziria as perspectivas de conflito entre o Irã e rivais regionais, incluindo Israel e Arábia Saudita.

No entanto, a resolução está em risco desde que Trump retirou os EUA em 2018.

Em retaliação à saída dos americanos e aos ataques mortais a iranianos em 2020, incluindo um dos Estados Unidos, o Irã retomou suas atividades nucleares.

Os inspetores da ONU relataram no início de 2023 que o país havia enriquecido quantidades vestigiais de urânio a níveis quase de grau de armas, gerando alarme internacional.

O presidente Joe Biden havia declarado que Washington retornaria para o JCPOA se o Irã voltasse a cumprir, mas depois de mais de dois anos de negociações intermitentes, os países não chegaram a um consenso.

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