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sexta-feira, 24 de abril de 2026

Salão de Pequim: conheça o Xpeng Aridge, carro voador que carrega embutido em van híbrida; VÍDEO

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O modelo permite voos de até 20 km em um veículo totalmente elétrico, que é recarregado por uma van. Essa van tem motor híbrido e pode rodar até 1 mil km com as baterias e o tanque cheios.
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Por André Fogaça, g1 — Pequim, China

Postado em 24 de Abril de 2.026 às 19h00m
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Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido
Salão de Pequim: carro voador embutido em van híbrida é exibido

Com um nome nada fácil de pronunciar, um pequeno caminhão chama a atenção no Salão do Automóvel de Pequim: o Xpeng Aridge. A dificuldade na fala, porém, se torna irrelevante quando a caçamba se abre e revela algo inesperado: um carro voador surgindo de dentro dela.

Olhando primeiro para a parte que circula apenas no chão, o veículo lembra uma caminhonete das grandes. São 5,5 metros de comprimento, 2 metros de altura e o visual é marcado por chapas em cinza fosco e linhas retas, que lembram o estilo adotado pela Tesla na Cybertruck.

  • Trata-se de um veículo off-road, com tração nas seis rodas. Ela é garantida por dois motores elétricos, auxiliados por um motor a combustão.

O conjunto funciona principalmente com energia elétrica. Na prática, as rodas são movimentadas pelas baterias, enquanto o motor a combustão entra em ação apenas para gerar eletricidade e recarregá-las quando necessário.

(O repórter viajou para o evento a convite da Leapmotor e GWM.)

Com todas as baterias carregadas e o tanque abastecido, a Xpeng promete uma autonomia total de até 1.000 quilômetros.

Apesar de levar um carro voador inteiro na caçamba, o veículo ainda acomoda até quatro ocupantes. Durante o salão, porém, os vidros estavam completamente opacos, o que impediu a visualização do interior da parte terrestre.

O veículo aéreo, por sua vez, podia ser observado de perto e até ocupado pelo público. Diferentemente de alguns chamadoscarros voadores, ele conta com comandos físicos para controlar a direção.

Com isso, o modelo se assemelha mais a um drone pilotado como um helicóptero do que a um carro voador totalmente automático, no qual o ocupante apenas informa o destino e aguarda a chegada.

Xpeng Aridge — Foto: divulgação/Xpeng
Xpeng Aridge — Foto: divulgação/Xpeng

A marca afirma, no entanto, que também há um modo de voo em que o piloto apenas informa o destino. A partir daí, o veículo voador se encarrega sozinho de decolar, percorrer o trajeto necessário e pousar com segurança.

A experiência lembra a de um helicóptero também nos detalhes internos. Os bancos são mais rígidos do que os de um carro de luxo, e há diversos botões dedicados ao controle do voo.

Para que os rotores caibam no veículo terrestre, eles se dobram de forma semelhante a um brinquedo articulado. Segundo a Xpeng, todo esse processo é automático e leva cinco minutos. Basta o piloto pousar o veículo voador próximo ao carro para que a caçamba se abra e o drone se recolha sozinho até o encaixe correto.

Totalmente elétrico, o veículo voador tem autonomia de até 20 quilômetros. Isso deixa claro que sua proposta é atender a deslocamentos curtos. Já o sistema de baterias da parte terrestre permite recarregar o veículo voador até seis vezes.

Se toda essa experiência pareceu empolgante, a Xpeng informa que o Aridge já está em produção e tem preço de US$ 280 mil na China. Na cotação da data de publicação deste texto, o valor equivale a cerca de R$ 1,5 milhão.

A fabricante diz que começará a aceitar pedidos a partir do segundo semestre deste ano.

Saiba mais sobre o Salão do Automóvel de Pequim:


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"Irã pode ser ameaça maior sem especialistas nucleares", diz União Europeia

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Kaja Kallas, chefe de política externa do bloco, adverte que negligenciar problemas regionais, mísseis e ciberataques pode agravar a situação do país persa
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Kara Fox, da CNN
24/04/26 às 06:00 | Atualizado 24/04/26 às 06:13
Postado em 24 de Abril de 2.026 às 06h30m
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Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas
Chefe de política externa da UE, Kaja Kallas17/01/2025  • REUTERS/Johanna Geron

A principal autoridade de política externa da União Europeia alertou que o Irã pode representar uma ameaça ainda maior se especialistas nucleares forem excluídos das negociações de paz.

Em um discurso na manhã desta sexta-feira (24), durante uma reunião de líderes da UE no Chipre, Kaja Kallas advertiu que qualquer acordo futuro corre o risco de ser mais fraco do que o JCPOA (Plano de Ação Conjunto Global), o acordo de 2015 negociado durante o governo Obama, do qual o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, posteriormente retirou os Estados Unidos.

Esse acordo exigiu que o Irã reduzisse suas atividades nucleares sensíveis e permitisse inspeções internacionais em troca do alívio das sanções econômicas impostas pela ONU, UE e EUA.

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Se as negociações se concentrarem apenas no programa nuclear e não houver especialistas nucleares presentes, acabaremos com um acordo mais fraco do que o JCPOA, afirmou Kallas.

Ela também alertou que a falta de atenção a preocupações mais amplas pode agravar a situação.

E se os problemas na região, os programas de mísseis, o apoio a grupos aliados, bem como as atividades híbridas e cibernéticas na Europa não forem resolvidos, acabaremos com um Irã mais perigoso, disse ela.

Relembre o acordo nuclear de 2015

Um acordo nuclear entre o Irã e diversas potências mundiais, incluindo os Estados Unidos, foi firmado em julho de 2015, sendo formalmente conhecido como Plano de Ação Integral Conjunto (JCPOA).

Na resolução histórica, Teerã concordou em desmontar grande parte de seu programa nuclear e abrir suas instalações para inspeções internacionais minuciosas em troca de bilhões de dólares em alívio de sanções.

Os proponentes do acordo afirmaram que a medida ajudaria a evitar uma retomada do programa de armas nucleares do país e, assim, reduziria as perspectivas de conflito entre o Irã e rivais regionais, incluindo Israel e Arábia Saudita.

No entanto, a resolução está em risco desde que Trump retirou os EUA em 2018.

Em retaliação à saída dos americanos e aos ataques mortais a iranianos em 2020, incluindo um dos Estados Unidos, o Irã retomou suas atividades nucleares.

Os inspetores da ONU relataram no início de 2023 que o país havia enriquecido quantidades vestigiais de urânio a níveis quase de grau de armas, gerando alarme internacional.

O presidente Joe Biden havia declarado que Washington retornaria para o JCPOA se o Irã voltasse a cumprir, mas depois de mais de dois anos de negociações intermitentes, os países não chegaram a um consenso.

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quinta-feira, 23 de abril de 2026

Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido?

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O destino do estoque iraniano de urânio enriquecido será um ponto fundamental das novas negociações de paz com os Estados Unidos. Mas como o urânio é enriquecido, quais os seus propósitos e como podemos saber se ele se destina a fins civis ou militares?
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TOPO
Por BBC

Postado em 23 de Abril de 2.026 às 06h00m
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Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido? — Foto: Getty Images/BBC
Irã ainda conseguiria fabricar bomba atômica com seu estoque de urânio enriquecido? — Foto: Getty Images/BBC

O estoque iraniano de urânio enriquecido voltou a chamar a atenção, depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou que Teerã havia concordado em entregá-lo, como parte de um acordo para pôr fim à guerra.

Mas, na segunda-feira (20/4), o vice-ministro de Relações Exteriores do Irã, Saeed Khatibzadeh, negou a afirmação. Ele declarou à agência de notícias AP que esta ideia é "inviável".

Enquanto os dois lados negociam um caminho para novas negociações de paz, o futuro do material certamente fará parte importante das discussões.

Mas o que é o urânio enriquecido? E por que ele é tão importante?

O que é o urânio enriquecido?

O urânio é um elemento natural, encontrado na crosta terrestre. Ele é composto principalmente de dois isótopos: U-238 e U-235.

Mais de 99% do urânio natural é U-238, que não sustenta facilmente uma reação nuclear em cadeia. Apenas cerca de 0,7% é U-235, um isótopo que pode se dividir facilmente, liberando energia em um processo conhecido como fissão nuclear.

Para transformar o urânio em um material útil, é preciso aumentar a proporção de U-235, por meio de um processo chamado enriquecimento.

Inicialmente, o urânio é transformado em gás. Este gás é introduzido em centrífugas, que são máquinas que giram em velocidades extremamente altas.

À medida que elas giram, o U-238, mais pesado, move-se levemente para cima. Já o U-235, mais leve, fica mais perto do centro da máquina.

Isso permite que o U-235 (a forma de urânio útil e mais rara) seja gradualmente separado do U-238. E este urânio mais concentrado é retirado por uma das extremidades da centrífuga.

Como a centrífuga separa os átomos de urânio — Foto: BBC
Como a centrífuga separa os átomos de urânio — Foto: BBC

Qual é a diferença entre o urânio usado em reatores nucleares e em armas?

Os diferentes níveis de enriquecimento tornam o urânio apropriado para diversos usos.

O urânio com baixo enriquecimento, normalmente com 3 a 5% de U-235, é usado como combustível em usinas comerciais de energia nuclear.

Este nível é suficiente para sustentar uma reação em cadeia controlada, mas muito inferior ao teor necessário para a bomba atômica.

O urânio altamente enriquecido, com níveis de 20% ou mais, pode ser empregado em reatores de pesquisa e o urânio em grau militar, para a produção de armas, normalmente é enriquecido até cerca de 90%.

Esta concentração gera condições ideais para que uma reação nuclear saia de controle quase instantaneamente.

E, quando há quantidade suficiente desse material, os átomos começam a se dividir com extrema rapidez, liberando imensas quantidades de energia em uma fração de segundo.

Este ponto é o que diferencia os usos civis e militares do urânio.

Em um reator, o combustível é enriquecido apenas levemente e a reação tem sua velocidade deliberadamente reduzida e cuidadosamente administrada. Com isso, a energia pode ser liberada gradualmente ao longo de vários meses ou anos.

Já em uma bomba, o objetivo é o contrário: permitir que a reação se acelere ao máximo possível.

Um acordo assinado em 2015 com seis potências mundiais — Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e a Rússia — limitou o Irã a enriquecer urânio até, no máximo, 3,67%.

O acordo também restringiu o estoque iraniano em 300 kg, limitou o número de centrífugas em operação e proibiu o enriquecimento na sua usina subterrânea de Fordo.

Mas, em maio de 2018, durante o primeiro mandato de Donald Trump, os Estados Unidos abandonaram o acordo.

Processo de enriquecimento de urânio — Foto: BBC
Processo de enriquecimento de urânio — Foto: BBC

Por que o nível de enriquecimento é importante?

Quanto mais alto o nível de enriquecimento, mais próximo estará o urânio de poder ser utilizado em uma arma nuclear.

Atingir 20% de enriquecimento é uma marca importante. Neste ponto, já foi realizada a maior parte do esforço técnico necessário para produzir material em grau militar.

Transformar urânio natural em um material enriquecido a 20% exige milhares de etapas de separação repetidas, muito tempo e energia. Já o enriquecimento de urânio de 20% para cerca de 90% exige muito menos etapas adicionais.

Isso significa que o urânio enriquecido em níveis mais altos pode ser refinado em grau militar com relativa rapidez.

Quanto urânio tem o Irã?

Um ponto central das atuais negociações é o que irá acontecer com o atual estoque de urânio enriquecido do Irã.

No início da guerra, o Irã detinha cerca de 440 kg de urânio enriquecido a 60%, segundo autoridades norte-americanas. Este material pode ser enriquecido, de forma relativamente rápida, até o nível de 90% necessário para o urânio em grau militar.

O Irã também possui cerca de uma tonelada de urânio enriquecido a 20% e 8,5 mil quilos a cerca de 3,6%, normalmente usado para fins civis, como a produção de energia ou para pesquisas médicas.

Acredita-se que a maior parte do urânio altamente enriquecido que poderia ser transformado em material para armas nucleares esteja armazenada em Isfahan.

Esta usina é uma das três instalações nucleares subterrâneas no Irã que foram alvo de ataques aéreos dos Estados Unidos e Israel no ano passado.

Enquanto os dois lados negociam um caminho para novas negociações de paz, o futuro do material certamente fará parte importante das discussões. — Foto: Google Maps/BBC
Enquanto os dois lados negociam um caminho para novas negociações de paz, o futuro do material certamente fará parte importante das discussões. — Foto: Google Maps/BBC

Mas não se sabe ao certo quanto urânio altamente enriquecido está armazenado em outros locais.

Fontes afirmam que o Irã rejeitou a exigência de uma moratória de 20 anos para o enriquecimento nuclear. Em resposta, o país propôs uma interrupção por cinco anos, como havia sido apresentado antes do início das hostilidades.

Teerã também rejeitou as exigências de entregar seu estoque de 400 kg de urânio altamente enriquecido, mantendo sua concessão anterior de diluir o urânio enriquecido a 60%.

O chefe da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), Rafael Grossi, declarou à AP em outubro do ano passado que esta quantidade, se fosse enriquecida, seria suficiente para produzir 10 bombas nucleares.

O Irã está construindo uma arma nuclear?

O Irã defende que suas instalações nucleares são totalmente destinadas a fins pacíficos e a AIEA afirma que não encontrou evidências de um programa ativo de desenvolvimento de armas nucleares.

A produção de urânio em grau militar é apenas uma etapa da construção da bomba atômica. Uma bomba operacional também exige outras etapas complexas, como o projeto e a montagem de uma ogiva e o desenvolvimento de um sistema de lançamento.

"O Irã chegou a desenvolver alguma capacidade de projeto de ogivas até 2003, quando aparentemente suspendeu o programa", segundo a especialista independente de controle de armas Patricia Lewis.

Mas ela destaca que, "após o colapso do acordo nuclear de 2015 e a falta de negociações para um novo acordo, é possível que o Irã tenha decidido iniciar novamente o desenvolvimento da produção de ogivas".

Uma avaliação da Agência de Inteligência de Defesa dos Estados Unidos afirmou, em maio de 2025, que o Irã poderia produzir urânio em grau militar suficiente para um único dispositivo "provavelmente em menos de uma semana".

Mas o organismo também declarou que o Irã "com quase certeza não estava produzindo armas nucleares", embora tenha tomado medidas que colocassem o país em posição de iniciar sua produção, se assim decidisse.

Israel afirmou possuir informações de inteligência indicando que o Irã teria realizado "progressos concretos" para o desenvolvimento de componentes para a produção de armas nucleares.

Com colaboração de Nadia Suleman e edição de Mark Shea.

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Guerra de mísseis: como estão os estoques de EUA e Irã após semanas de conflito

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Dados apontam que arsenais dos dois países sofreram redução significativa. Irã e EUA ainda têm capacidade para levar o conflito adiante, mas podem enfrentar limitações.
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Por Wesley Bischoff, g1 — São Paulo

Postado em 23 de Abril de 2.026 às 05h00m
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Irã exibe mísseis balísticos em desfile militar em Teerã
Irã exibe mísseis balísticos em desfile militar em Teerã

A guerra entre Estados Unidos e Irã reduziu significativamente os estoques de armamentos considerados essenciais dos dois países, como mísseis avançados, segundo levantamento do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) e informações de autoridades norte-americanas.

▶️ Contexto: Dados apontam que os dois países ainda têm capacidade de levar o conflito adiante, mas com limitações.

  • Um levantamento do CSIS aponta que os EUA usaram mais da metade do estoque pré-guerra em alguns tipos de armas de ponta.
  • A reposição do armamento americano pode levar anos e limita a resposta do país a possíveis novos conflitos, segundo o estudo.
  • Os EUA poderiam manter a ofensiva contra o Irã, mas usando um armamento alternativo.
  • Do lado iraniano, informações de inteligência dos EUA indicam que Teerã ainda mantém parte relevante de mísseis e lançadores intactos e escondidos.
  • Um relatório apontou que o Irã ainda têm capacidade de causar danos, mas dificilmente conseguiria vencer um adversário tecnologicamente superior.

👉 Veja, a seguir, como está a situação dos dois países em detalhes.

A situação dos Estados Unidos

Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies
Míssil sendo disparado de sistema de defesa aéreo Patriot — Foto: Reprodução/Raytheon Technologies

Na terça-feira (21), o CSIS divulgou um estudo com análise de sete tipos de armas consideradas essenciais e usadas na ofensiva contra o Irã.

  • Entre elas estão os mísseis Tomahawk, de longo alcance e alta precisão, além de sistemas de defesa antiaérea.
  • Segundo o levantamento, os EUA podem ter usado mais da metade do estoque pré-guerra em quatro dos sete modelos analisados.
  • O estudo também aponta que os níveis anteriores ao conflito já eram considerados baixos para um eventual confronto com uma potência militar equivalente, como a China.
Veja abaixo a estimativa do instituto:

Estoque de armas essenciais dos EUA

Arma Tipo Custo de uma unidade Estoque antes da guerra Unidades usadas contra o Irã % usado
Tomahawk Míssil de cruzeiro de longo alcance US$ 2,6 milhões 3.100 cerca de 850 cerca de 27%
JASSM Míssil de cruzeiro de longo alcance US$ 2,6 milhões 4.400 cerca de 1.000 cerca de 22%
PrSM Míssil balístico de curto alcance US$ 1,6 milhão 90 de 40 a 70 de 44,4% a 77,8%
SM-3 Míssil de defesa antimíssil US$ 28,7 milhões 410 de 130 a 250 de 31,7% a 61%
SM-6 Míssil de defesa antiaérea US$ 5,3 milhões 1.160 de 190 a 370 de 16,4% a 31,9%
THAAD Sistema de defesa antimíssil US$ 15,5 milhões 360 de 190 a 290 de 52,8% a 80,6%
Patriot Sistema de defesa antiaérea e antimíssil US$ 3,9 milhões 2.330 de 1.060 a 1.430 de 45,5% a 61,4%

Segundo o CSIS, os EUA ainda têm mísseis suficientes para sustentar a guerra, mas podem ficar em posição vulnerável em caso de novos conflitos. Aliados como a Ucrânia também podem ser afetados, já que dependem do fornecimento de armamento norte-americano.

  • O estudo aponta ainda que, mesmo com o esgotamento desses armamentos de ponta, o país poderia seguir operando com outros tipos de armas.
  • Essas alternativas, porém, têm menor alcance, o que aumentaria o risco das operações, já que exigiriam lançamentos em posições mais próximas do alvo.

Antes mesmo do início da ofensiva, o nível dos estoques já preocupava autoridades de defesa norte-americanos. Poucos dias antes da guerra, o Washington Post revelou que o arsenal dos EUA estava em baixa por causa do apoio aos conflitos na Ucrânia e em Israel.

No início de março, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, admitiu a escassez de armamentos de ponta, mas afirmou que o país tem estoques "praticamente ilimitados" de armas de médio e médio-alto alcance.

"Guerras podem ser travadas 'para sempre' e com muito sucesso, usando apenas esses suprimentos", disse.

O governo também fechou acordos recentes com a indústria de defesa para ampliar a produção. Ainda assim, segundo o CSIS, a reposição é lenta. Algumas armas levam meses para ficar prontas, e poucas unidades devem ser entregues no curto prazo.

"Historicamente, esse prazo era de cerca de 24 meses, mas, como os pedidos de munição passaram a superar a capacidade de produção nos últimos anos, os prazos de entrega se estenderam para 36 meses ou mais. A produção de todo o lote leva mais 12 meses. No total, são cerca de 52 meses — mais de quatro anos", diz.

A situação do Irã

Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 — Foto: Amir Cohen/Reuters
Míssil iraniano cruza o espaço aéreo israelense em meio ao conflito entre os EUA e Israel com o Irã, visto de Ashkelon, Israel, em 7 de abril de 2026 — Foto: Amir Cohen/Reuters

Uma reportagem da rede americana CBS News publicada na quarta-feira (22) apontou que o Irã pode ter mais capacidade militar do que os Estados Unidos admitem publicamente. As informações foram obtidas com fontes do governo americano com conhecimento no assunto.

  • Oficialmente, Trump afirma que os EUA "aniquilaram" a Marinha e a Força Aérea do Irã.
  • O secretário de Guerra, Pete Hegseth, disse no início de abril que os EUA tinham "dizimado" as Forças Armadas iranianas, deixando-as "ineficazes em combate por muitos anos".
  • Os EUA afirmaram ter reduzido em 90% a capacidade de mísseis balísticos e drones do Irã, enquanto Israel diz ter atingido mais de 70% dos lançadores iranianos.

Autoridades ouvidas pela CBS News afirmaram, no entanto, que o Irã ainda mantém metade do arsenal de mísseis balísticos e sistemas de lançamento intacta. Não está claro o tamanho do estoque, mas há indícios de que parte das armas esteja escondida em cavernas ou bunkers.

Na terça-feira, por exemplo, o Irã realizou um desfile militar em Teerã e exibiu mísseis balísticos nas ruas. Entre os modelos apresentados estava o Khorramshahr-4, um dos mais avançados do arsenal do país, com alcance estimado em cerca de 2.000 quilômetros.

Ainda assim, as forças iranianas têm demonstrado sinais de enfraquecimento.

  • Dados obtidos pela emissora NBC News apontam que o número de lançamentos de mísseis e drones iranianos caiu drasticamente em relação aos primeiros dias da guerra.
  • No fim de março, os EUA sobrevoaram o Irã com bombardeiros B-52, o que indica limitações na defesa aérea do país.

Ainda assim, um relatório feito pelo chefe da Agência de Inteligência de Defesa dos EUA, o tenente-general da Marinha James Adams, aponta que o Irã ainda tem capacidade de causar danos e continua representando um risco. O documento foi entregue a um comitê da Câmara dos EUA.

"O Irã mantém milhares de mísseis e drones de ataque de uso único capazes de ameaçar forças dos Estados Unidos e de parceiros em toda a região, apesar das perdas sofridas tanto por desgaste quanto pelo uso em combate", diz.

Por outro lado, Adams afirmou que as forças terrestres e aéreas iranianas têm equipamentos ultrapassados e treinamento limitado. Isso, somado aos danos causados pelos ataques dos EUA e de Israel, as torna "quase certamente incapazes de derrotar um adversário tecnologicamente superior"... "derrotar militarmente, não!... mas!? economicamente já está conseguindo aos poucos, prolongando a guerra!"

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