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sábado, 1 de novembro de 2025

Análise: Concessão de Trump a Xi está repleta de sinais de alerta

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A redução de tarifas representa uma aposta para os EUA, que enfrentam problemas em sua guerra comercial com a China: Xi tem superado Trump em todas as rodadas
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David Goldman, da CNN
30/10/25 às 23:22 | Atualizado 30/10/25 às 23:24
Postado em 01 de Novembro de 2.025 às 06h00m
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O presidente dos EUA, Donald Trump, cumprimenta o presidente chinês, Xi Jinping, antes de uma reunião bilateral na Base Aérea de Gimhae, em 30 de outubro de 2025, em Busan, Coreia do Sul  • Andrew Harnik/Getty Images

O presidente dos EUA, Donald Trump, fez uma concessão extraordinária em seu acordo histórico com o líder chinês Xi Jinping nesta quinta-feira (30): em troca de promessas de que a China vai reprimir a produção e o envio de fentanil, os Estados Unidos reduzirão em 10% as tarifas aplicadas sobre produtos chineses.

À primeira vista, trata-se de um acordo promissor, que pode restaurar parte do comércio interrompido pelas tarifas entre as duas maiores economias do mundo.

A redução fará com que a tarifa mínima sobre importações chinesas caia para 20%, e a taxa média fique em torno de 47%.

Ainda é um valor alto em comparação com o de muitos outros parceiros comerciais dos EUA, mas mais alinhado com o restante do mundo.

Mas a redução das tarifas também representa uma aposta arriscada para o governo Trump, que vem enfrentando um problema persistente em sua guerra comercial inédita com a China: Xi tem superado Trump em praticamente todas as rodadas.

O simples fato de os dois terem se encontrado pessoalmente já indica que o presidente americano cedeu a exigências de Pequim.

E, como a história mostra nesses acordos intermitentes, não está claro se os Estados Unidos realmente obterão algo significativo em troca da concessão sobre o fentanil.

Leia mais

Enquanto isso, Trump corre o risco de desgastar ainda mais a relação dos EUA com seus principais aliados — ao mesmo tempo em que se aproxima de seu maior adversário econômico.

Trump aposta que desta vez será diferente. A história sugere o contrário.

A vitória da China na guerra comercial

Trump buscava quatro resultados principais com suas tarifas sobre a China:

  • Reduzir o fluxo de fentanil para os EUA
  • Trazer de volta a manufatura para o país
  • Restabelecer o equilíbrio da balança comercial
  • Concluir a venda dos ativos da TikTok nos Estados Unidos

O governo fez progressos reais nos quatro pontos.

A China apontou ações mais firmes para evitar a exportação dos químicos usados na produção do fentanil.

Dezenas de empresas anunciaram investimentos bilionários em fábricas nos EUA. O déficit comercial entre os dois países atingiu o menor nível em 21 anos, em agosto. E Trump e Xi concordaram em um esboço de acordo sobre a TikTok.

Por outro lado, a relação fria entre as duas potências também trouxe grandes prejuízos para os EUA.

A China restringiu a exportação de minerais de terras raras — essenciais para a indústria eletrônica e o setor militar.

Também deixou de comprar soja americana, prejudicando agricultores, e abriu investigações antitruste contra empresas dos EUA.

Além disso, impôs pesadas tarifas próprias sobre produtos americanos.

Apesar de várias rodadas de negociações, Pequim continuou adiando o cumprimento de suas promessas.

As terras raras, em especial, se tornaram um ponto crítico. Garantias anteriores de um mercado livre para esses materiais nunca se concretizaram. Neste mês, a China inclusive ampliou suas restrições.

Pelo acordo de quinta-feira, Pequim concordou em reverter parte dessas novas regras, embora as restrições originais, anunciadas em abril, permaneçam em vigor.

Enquanto isso, o futuro da TikTok nos EUA continua incerto.

Após várias rodadas de conversas, a China evitou confirmar um acordo final, limitando-se a prometer que “trabalhará com os EUA” para resolver o impasse.

O próprio Trump já reconheceu, diversas vezes, que a China costuma não cumprir sua parte nos acordos.

“Tive muitas conversas com a China sobre as enormes quantidades de drogas, especialmente fentanil, sendo enviadas aos Estados Unidos — mas sem sucesso”, escreveu Trump no Truth Social, semanas após a eleição.

Ele afirmou que autoridades chinesas haviam prometido executar traficantes pegos enviando drogas para os EUA, mas “nunca cumpriram”.

Por que Trump está fazendo um acordo agora

Por que, então, Trump faria um acordo com a China sobre o fentanil, se Xi costuma recuar de suas promessas?

Primeiro, porque a China realmente tomou algumas medidas concretas.

No último verão, o país adicionou dois novos elementos usados na produção de fentanil à lista de substâncias controladas. Quando redes criminosas passaram a vender esses produtos no mercado negro, as autoridades chinesas agiram para conter as exportações.

Trump citou na quinta-feira a “ação muito forte” da China no combate ao fentanil como motivo para reduzir as tarifas sobre os produtos chineses.

Há indícios de progresso: nos últimos anos, o fentanil originado na China diminuiu.

A Agência de Combate às Drogas dos EUA (DEA) informou em seu relatório anual, divulgado em maio, que a pureza do fentanil caiu em 2024, o que sugere que os produtores no México estavam com dificuldade para obter precursores químicos.

A Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA também relatou queda nas apreensões da droga em 2024, tendência que continua em 2025.

Trump pode ou não acreditar que a China está realmente agindo, mas ele adotou um tom mais brando esta semana. “Acredito que eles vão nos ajudar com a questão do fentanil”, disse o presidente. “Eles farão o que estiver ao alcance deles.”

O segundo motivo é que a China ainda detém grande poder de barganha.

As tarifas de Trump provocaram efeitos contrários aos esperados: irritaram agricultores americanos — um eleitorado-chave — e geraram escassez de minerais de terras raras.

Além disso, Pequim se recusa a abrir completamente seu mercado para chips de inteligência artificial dos EUA, outro grande objetivo de Trump.

As tarifas continuam sendo uma das poucas alavancas que o presidente pode usar, mesmo que a China tenha encontrado novos mercados para seus produtos, reduzindo o impacto das sanções americanas.

Ainda assim, a redução das tarifas é uma das principais exigências de Pequim — e o encontro entre Trump e Xi era outra.

Ao ceder em parte dessas frentes, especialmente se a China demonstrou boa vontade no tema do fentanil, Trump ganha margem para tentar obter concessões adicionais.

Em uma declaração vaga nesta quinta-feira, o governo chinês disse que fará “ajustes correspondentes” em suas contramedidas após a decisão de Washington de cortar pela metade as tarifas.

O que vem a seguir

Um possível problema para os EUA: os outros dois países sobre os quais o governo Trump impôs tarifas relacionadas ao fentanil — México e Canadá — certamente observaram o anúncio de quinta-feira com desconfiança.

Ambos também têm adotado medidas para restringir o tráfico da droga para o território americano.

Além disso, o fentanil proveniente do Canadá representa menos de 1% do total apreendido nos EUA.

Mesmo assim, Trump ameaçou aumentar as tarifas sobre México e Canadá — enquanto reduz as da China.

O acordo pode melhorar a relação com o principal rival econômico dos EUA, mas à custa de irritar seus dois maiores parceiros comerciais e aliados históricos.

Enquanto isso, a redução nas tarifas pode beneficiar consumidores americanos, que há anos vêm pagando mais caro devido às políticas comerciais.

Ainda que lentamente, qualquer alívio será bem-vindo pelos eleitores preocupados com a inflação.

Tópicos


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sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Desemprego fica em 5,6% em setembro e repete mínima histórica, diz IBGE

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O resultado repetiu o percentual do trimestre encerrado em agosto, quando a taxa de desocupação atingiu o menor nível da série histórica do instituto, iniciada em 2012.
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Por g1 — São Paulo

Postado em 31 de Outubro de 2.025 às 11h00m
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A taxa de desemprego no Brasil ficou em 5,6% no trimestre móvel encerrado em setembro, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada nesta sexta-feira (31) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O índice se manteve estável em relação ao trimestre encerrado em agosto, quando o desemprego já havia atingido o menor patamar da série histórica iniciada em 2012. No trimestre concluído em julho, o resultado também foi o mesmo. Já em maio, a taxa era de 6,2%, e, no mesmo período de 2024, havia alcançado 6,6%.

Ao todo, 6,045 milhões de pessoas estavam sem emprego no país — o menor número já registrado na série histórica. Esse resultado representa uma queda de 3,3% (menos 209 mil) em relação ao trimestre anterior e de 11,8% (menos 809 mil) na comparação com o mesmo período de 2024.

Veja os destaques da pesquisa

  • Taxa de desocupação: 5,6%
  • Taxa de subutilização: 13,9%
  • População desocupada: 6,045 milhões
  • População ocupada: 102,4 milhões
  • População fora da força de trabalho: 65,9 milhões
  • População desalentada: 2,6 milhões
  • Empregados com carteira assinada: 39,2 milhões
  • Empregados sem carteira assinada: 13,5 milhões
  • Trabalhadores por conta própria: 25,9 milhões
  • Trabalhadores informais: 38,7 milhões

Reportagem em atualização


Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) — Foto: Divulgação/Agência Brasil
Carteira de Trabalho e Previdência Social (CTPS) — Foto: Divulgação/Agência Brasil

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Terra está se partindo: cientistas registram, pela primeira vez, uma placa tectônica se rompendo sob o oceano

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Imagens de alta resolução captadas na costa do Canadá revelam o momento em que uma zona de subducção está se fragmentando — fenômeno raro que ajuda a explicar o futuro dos terremotos e vulcões.
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Por Redação g1

Postado em 31 de Outubro de 2.025 às 08h45m
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Você sabia que nosso planeta perde peso todos os anos?
Você sabia que nosso planeta perde peso todos os anos?

Na costa da Ilha de Vancouver, no Canadá, o fundo do oceano está literalmente se partindo. Pela primeira vez, cientistas conseguiram flagrar uma placa tectônica se rompendo ativamente, em um processo que marca o início do fim de uma zona de subducção — a região onde uma placa mergulha sob a outra e alimenta cadeias de vulcões e terremotos.

A descoberta, publicada na revista Science Advances, mostra imagens sísmicas inéditas da região de Cascadia, no Pacífico Norte, onde as placas Juan de Fuca e Explorer estão se fragmentando sob a placa norte-americana.

“Esta é a primeira vez que temos uma imagem clara de uma zona de subducção em vias de extinção”, afirma o geólogo Brandon Shuck, da Universidade Estadual da Louisiana (EUA), autor principal do estudo.

Pesquisadores registraram uma zona de subducção em pleno processo de extinção, enquanto as placas tectônicas sob a região de Cascadia se rompem, pedaço por pedaço. — Foto: AI/ScienceDaily.com
Pesquisadores registraram uma zona de subducção em pleno processo de extinção, enquanto as placas tectônicas sob a região de Cascadia se rompem, pedaço por pedaço. — Foto: AI/ScienceDaily.com

O que é uma zona de subducção

As zonas de subducção são regiões profundas do planeta onde as placas oceânicas mergulham em direção ao interior da Terra, empurradas por forças tectônicas.

É nesses limites que se concentram alguns dos maiores terremotos e vulcões do planeta, como o do Japão e o do Chile.

Com o tempo, no entanto, essas regiões podem enfraquecer e se romper — fenômeno que muda a arquitetura do planeta e influencia a formação de novos continentes.

‘Ultrassom’ do fundo do mar

Para registrar o processo, os pesquisadores enviaram ondas sonoras do navio Marcus G. Langseth em direção ao fundo do mar. Os ecos retornaram a um cabo de escuta de 15 quilômetros de comprimento, revelando uma estrutura complexa sob o solo oceânico.

O método, conhecido como reflexão sísmica, funciona como um ultrassom do subsolo da Terra.

As imagens revelaram falhas, fendas e deslocamentos cortando as placas de Cascadia — algumas com dezenas de quilômetros de extensão, indício de que o processo de ruptura está em curso há cerca de 4 milhões de anos.

Uma ‘fratura viva’ no planeta

De acordo com o estudo, o rompimento está ocorrendo no ponto de encontro entre três placas tectônicas, uma região conhecida como junção tripla, onde os movimentos se tornam mais instáveis.

As análises indicam que a microplaca Explorer, uma pequena fração da antiga placa oceânica de Farallon, está se desprendendo da litosfera adjacente.

Isso significa que a subducção ali pode estar chegando ao fim, e a região tende a se transformar em uma falha transformante — onde as placas deslizam lateralmente uma sobre a outra, como ocorre na Califórnia.

“Estamos vendo o planeta se reorganizar em tempo real”, explica Shuck. “Essas falhas transformantes atuam como tesouras que cortam a crosta e criam novas fronteiras entre placas.” 
E agora?

Compreender como e por que as zonas de subducção terminam ajuda a prever mudanças na atividade sísmica e vulcânica global.

Quando uma placa se desprende, as forças internas da Terra se redistribuem, o que pode alterar padrões de terremotos, vulcanismo e até a topografia da superfície.

O modelo proposto pelos cientistas mostra que a ruptura pode abrir uma “janela” no manto, permitindo a ascensão de magma quente — o que explicaria novos vulcões observados no oeste do Canadá.

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quinta-feira, 30 de outubro de 2025

Brasil anuncia menor taxa de desmatamento na Amazônia em 11 anos

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Segundo análise do Inpe, desmatamento foi de 5.796 km², o que representa uma queda de 11%.
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Por Poliana Casemiro, Kellen Barreto, g1

Postado em 30 de Outubro de 2.025 às 15h30m
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Por que o fogo passou a ter papel de destaque no desmatamento na Amazônia?
Por que o fogo passou a ter papel de destaque no desmatamento na Amazônia?

A área desmatada na Amazônia foi de 5.796 km² entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados oficiais divulgados nesta sexta-feira (30) pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

➡️ O número representa uma queda de 11% no índice de desmatamento com relação aos 12 meses anteriores, quando o desmatamento estava em 6.288 km².

A taxa é a menor taxa já registrada em 11 anos e vem em uma sequência de quatro anos de queda. (Veja o gráfico abaixo)

🔴Os dados vêm acompanhada de um alerta. Pesquisadores identificaram um aumento expressivo da degradação florestal, processo em que a floresta perde cobertura vegetal de forma progressiva, sem chegar a ser totalmente derrubada. (Leia mais abaixo)

📈 Os números são do relatório anual do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), considerado o mais preciso para medir as taxas anuais. Ele é diferente do Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter), que mostra os alertas mensais – e que já sinalizava quedas na devastação nos últimos meses e no último ano.

As taxas na Amazônia vinham crescendo desde 2015, mas tiveram um salto chegando a 13 mil km² em 2021. O índice só voltou a cair no último ano do governo de Jair Bolsonaro, em 2022, com a marca de 11.594 km².

O anúncio foi feito em uma coletiva em Brasília há pouco menos de duas semanas para a COP30 e é uma boa notícia para o governo Lula, que quer apresentar no evento o Fundo Tropical das Florestas (TFFF), que vai permitir o financiamento para a proteção de florestas florestais, o que inclui a Amazônia.

Segundo o governo federal, a redução é resultado de uma melhor fiscalização e ações de combate na região e representa um passo promissor na meta de chegar ao desmatamento zero até 2030 -- uma meta do governo Lula.

Queda histórica, mas com alertas sobre degradação

Apesar do número histórico, pesquisadores alertam sobre o risco no aumento das áreas de degradação ambiental. Segundo o pesquisador o Inpe, a taxa este ano foi de 38%.

Os números da degradação ano a ano:

  • 2022: 7%
  • 2023: 20%
  • 2024: 27%
  • 2025: 38%

Na prática, isso significa que grandes trechos da floresta estão sendo enfraquecidos por cortes seletivos de árvores, incêndios e secas mais intensas.

O secretário João Paulo Capobianco observou que, se não houvesse o impacto do fogo e da seca extrema, “teríamos o menor índice de corte raso da história”. O alerta reflete a nova dinâmica da destruição na Amazônia — menos motosserra, mais fogo e degradação silenciosa.

O que explica a queda no desmatamento na visão do governo?

  • Fiscalização: o número de operações subiu para 9.540 ações em um ano, com 4 mil autos de infração e mais de 3 mil fazendas embargadas. A repressão direta aos grandes desmatadores foi apontada como um dos fatores centrais.
  • Crédito rural: o governo integrou o controle ambiental ao sistema financeiro, bloqueando R$ 6 bilhões em operações de crédito para produtores com histórico de desmate.
  • Municípios engajados: nos municípios que aderiram ao programa federal de combate ao desmatamento, a queda chegou a 65,5%, em média, impulsionada por R$ 800 milhões em investimentos e pela criação de escritórios locais de meio ambiente.
  • Tecnologia e monitoramento: o Inpe aprimorou o rastreamento das áreas prioritárias. O cruzamento entre alertas do Deter e análises do Prodes permitiu maior precisão na medição das taxas anuais.
  • Ação coordenada: MMA destacou a atuação conjunta com Polícia Federal e Incra, fortalecendo investigações sobre grilagem e incêndios, além do uso de embargo remoto por imagens de satélite.
  • Financiamento: a retomada do Fundo Amazônia, com R$ 3,6 bilhões aplicados em três anos e a adesão de oito países doadores, garantiu recursos para projetos de restauração e pagamento por serviços ambientais.
  • Regras mais rígidas: a nova Resolução Conama 510/2025 e a taxonomia sustentável brasileira estabelecem critérios para distinguir o desmate legal do ilegal, criando parâmetros mais claros para a fiscalização.
Queda no desmatamento entre os estados

A redução vem de uma sequência de quedas no desmatamento nos estados em que há vegetação amazônica. Veja abaixo:

  • Tocantins: 62,5%
  • Amapá: 48,15%
  • Roraima: 37,39%
  • Rondônia: 33,61%
  • Acre: 27,62%
  • Maranhão: 26,06
  • Amazonas: 16,93
  • Pará: 12,40%
O único estado que houve alta foi o Mato Grosso, com um aumento de 26,05%.

Aplicação do dobro de multas por crimes na Amazônia

As ações de fiscalização contra o desmatamento na Amazônia aumentaram 80% nos últimos três anos, segundo dados do governo federal que comparam o período de 2023 a 2025 com o triênio anterior (2020 a 2022).

💵 O valor total das multas aplicadas subiu 63%, atingindo R$ 8 bilhões. As apreensões de bens e produtos ilegais somaram 12.219 ocorrências, crescimento de 42%.

No total, foram realizadas 25.226 operações de fiscalização, contra 14.051 no período anterior. O número de autos de infração relacionados à flora também cresceu 81%, passando de 6.849 para 12.410 registros.

Entre todos os indicadores, o valor das apreensões teve o maior salto: 172%, passando de R$ 726 milhões para quase R$ 2 bilhões.

Os dados indicam um reforço na presença dos órgãos de controle ambiental, especialmente do Ibama e do ICMBio, na Amazônia — resultado de uma retomada das operações de campo e do uso de tecnologia para monitorar e punir o desmatamento ilegal.

Desmatamento no Cerrado

O desmatamento no Cerrado somou 7.235 km² entre agosto de 2024 e julho de 2025, segundo dados do Prodes Cerrado, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). O número representa uma queda de 11% no desmatamento do bioma.

O Cerrado, segundo o Inpe, segue como o bioma mais pressionado pela expansão agropecuária e pela abertura de novas áreas de cultivo. O bioma é considerado crucial para o equilíbrio climático e a conservação dos recursos hídricos do país.

Apesar disso, o cenário apresentado neste balanço anual é a com a menor taxa em cinco anos.

'Torpedo do Juízo Final': conheça Poseidon, o míssil testado por Putin que pode causar 'tsunami' radioativo

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Especialistas afirmam que a arma desafia normas tradicionais de dissuasão e pode devastar regiões costeiras. Teste envia recados para a Ucrânia e países do Ocidente.
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Por Redação g1

Postado em 30 de Outubro de 2.025 às 05h00m
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Rússia testa novo míssil movido a energia nuclear
Rússia testa novo míssil movido a energia nuclear

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta quarta-feira (29) que testou com sucesso o Poseidon, um torpedo nuclear movido a energia atômica. Segundo analistas, esse tipo de arma tem potencial de provocar "tsunamis radioativos". Por causa disso, ele ficou conhecido como "torpedo do Juízo Final".

Nos últimos dias, Putin tem feito demonstrações de força nuclear. No dia 21 de outubro, a Rússia testou o míssil de cruzeiro Burevestnik. No dia seguinte, realizou exercícios com armas nucleares.

💥 Ainda há poucas informações confirmadas sobre o Poseidon. O artefato combina características de torpedo e drone, podendo ser lançado a partir de submarinos.

  • Ele foi batizado com o nome do deus grego do mar, em uma referência à capacidade do torpedo de provocar ondas gigantes e devastar regiões costeiras.
  • De acordo com estimativas de especialistas, o torpedo tem 20 metros de comprimento, pesa cerca de 100 toneladas e tem um alcance de até 10 mil quilômetros.
  • Além disso, o armamento seria capaz de transportar uma ogiva de até dois megatons — o que representa 2 milhões de toneladas de TNT.
  • Isso equivale à energia liberada por 133 bombas atômicas iguais à que foi lançada contra Hiroshima, no Japão, em 1945.
Poseidon é classificado como o 'torpedo do Juízo Final' — Foto: Gui Sousa/Arte g1
Poseidon é classificado como o 'torpedo do Juízo Final' — Foto: Gui Sousa/Arte g1

O sistema do Poseidon seria alimentado por um reator resfriado a metal líquido, tecnologia que permite longos períodos de operação subaquática. Especialistas em controle de armas afirmam que o torpedo desafia as regras tradicionais que definem e limitam o uso de armas nucleares.

“Pela primeira vez, conseguimos não apenas lançá-lo com um motor de partida a partir de um submarino lançador, mas também ativar a unidade de energia nuclear, com a qual o dispositivo operou por um determinado período de tempo”, disse Putin.

“Não há nada igual a isso”, completou, dizendo que não há como interceptar o Poseidon.

Putin afirmou ainda que o poder do Poseidon supera o do Sarmat, míssil intercontinental também conhecido como "Satan II".

Desde que anunciou o desenvolvimento de armas do tipo, em 2018, Putin diz que os projetos são uma resposta à expansão da Otan para o leste e à decisão dos Estados Unidos, em 2001, de sair do Tratado Antimísseis de 1972.

O teste do Poseidon e o lançamento do Burevestnik, segundo analistas, têm o objetivo de enviar um recado de que a Rússia não vai ceder à pressão sobre a guerra na Ucrânia.

Enquanto isso, o presidente dos EUA, Donald Trump, reagiu dizendo que Putin deveria encerrar a guerra na Ucrânia em vez de testar mísseis movidos a energia nuclear.

Simulação mostra Poseidon em ação — Foto: Ministério de Defesa da Rússia

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