Total de visualizações de página

sexta-feira, 25 de abril de 2025

As imagens que mostram como a Terra mudou nos últimos 50 anos

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A 'Blue Marble' foi a primeira fotografia da Terra como um todo — e a única já tirada por um ser humano. Cinquenta anos depois, novas imagens revelaram mudanças visíveis na superfície do planeta.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por BBC

Postado em 25 de Abril de 2.025 às 13h00m

#.* --  Post. - Nº.\  11.607  --  *.#

A icônica Blue Marble ao lado de uma fotografia tirada 50 anos depois — Foto: NASA
A icônica Blue Marble ao lado de uma fotografia tirada 50 anos depois — Foto: NASA

"Vou te falar", afirmou o astronauta Harrison Schmitt enquanto a Apollo 17 se aproximava da Lua, "se alguma vez houve um pedaço de azul com aparência frágil no espaço, é a Terra neste momento".

Em 7 de dezembro de 1972, uma quinta-feira, a humanidade teve sua primeira visão do nosso planeta como um todo. Naquele momento, foi tirada a foto batizada de Blue Marble ("Bola de gude azul", em tradução livre) — uma imagem que mudou a maneira como vemos nosso mundo.

"Posso ver as luzes do sul da Califórnia, Bob", disse Schmitt à sala de controle terrestre cerca de uma hora e meia após o início do voo. "O campo estelar do homem na Terra está competindo com o céu."

A tripulação da Apollo 17 — o comandante Eugene Cernan, o piloto do módulo de comando Ronald Evans e o piloto do módulo lunar Harrison "Jack" Schmitt — observavam sua casa se distanciar, enquanto viajavam para o espaço na última missão tripulada à Lua.

Olhando para a Terra, Cernan comentou: "As nuvens parecem ser muito artísticas, muito pitorescas. Algumas giram no sentido horário... mas parecem ser... muito tênues, você pode... ver através destas nuvens a água azul abaixo".

É uma imagem perene da beleza, mas também da vulnerabilidade do nosso planeta — à deriva na vastidão do Universo, que não abriga nenhum outro sinal de vida que tenhamos conseguido detectar até hoje.

Mas nosso planeta também é um planeta de grandes mudanças. Os movimentos tectônicos que deslocam as massas terrestres são lentos demais para que nossos olhos percebam. No entanto, outra força — a própria humanidade — vem remodelando nosso planeta em um ritmo que podemos ver. A urbanização, o desmatamento, a poluição e as emissões de gases de efeito estufa estão alterando a aparência da Terra.

Mas, afinal, como nosso planeta mudou nos últimos 50 anos, desde que esta imagem icônica foi tirada?

A tripulação se revezou com a câmera, tirando fotos durante a viagem à Lua — Foto: NASA
A tripulação se revezou com a câmera, tirando fotos durante a viagem à Lua — Foto: NASA

Estas primeiras fotos da Terra foram tiradas pela tripulação, que se revezou no uso da câmera a bordo — uma Hasselblad 500 EL analógica manual, com filme Kodak de 70 mm —, fascinada pela visão da Terra vista do espaço.

"Todas as imagens capturadas com a Hasselblad são espetacularmente nítidas e brilhantes", diz Jennifer Levasseur, curadora do Museu Aeroespacial do Instituto Smithsonian, em Washington DC, nos EUA.

Segundo ela, a câmera foi especialmente modificada para uso no espaço. Colas, lubrificantes, peças móveis e baterias poderiam causar problemas ou falhar quando expostas às condições extremas de calor e frio do espaço. Ela também ganhou um enorme botão quadrado de disparo do obturador, para que a tripulação pudesse tirar fotos enquanto usava seus trajes espaciais.

"A outra grande modificação foi a remoção da tela de visualização — porque era vidro extra", conta Levasseur. Os astronautas "tiveram que aprender a tirar fotos sem poder ver nada", diz ela. "Sem um visor, não é possível ver o que está sendo fotografado."

Nuvens rodopiando sobre o azul do oceano, em imagem capturada pela tripulação da Apollo 17 após sua segunda passagem pela África, antes de seguir para a Lua — Foto: NASA
Nuvens rodopiando sobre o azul do oceano, em imagem capturada pela tripulação da Apollo 17 após sua segunda passagem pela África, antes de seguir para a Lua — Foto: NASA

Tirar fotos, acrescenta Levasseur, foi algo planejado meticulosamente e incluído no plano da missão. "Eles sabiam que os lançamentos anteriores não dariam a eles a (visão da) Terra como um todo, mas neste a Terra toda seria iluminada pela luz do Sol."

Cerca de cinco horas e 20 minutos depois do início do voo, a tripulação teve o primeiro vislumbre de todo o planeta. Eles estavam começando a se preparar para dormir, entrando nos sacos de dormir. Era o primeiro momento de descanso que tinham desde o lançamento.

"Suponho que estamos vendo a Terra 100% completa como jamais veremos", disse Cernan. "Bob, este é o tipo de visão que fica com você para sempre... Também não há cordas para mantê-la. Ela está lá, sozinha."

A imagem batizada de Blue Marble foi capturada a cerca de 29.000 quilômetros da Terra, enquanto o Sol iluminava o globo por trás da Apollo 17.

Depois de quase seis horas de voo, Schmitt riu. "O problema de olhar para a Terra, especialmente para a Antártida, é que ela é muito brilhante", ele afirmou, "e por isso estou usando meus óculos escuros através do monóculo".

Em terra, eram quase 5h no Johnson Space Center em Houston, no Texas, e a sala de controle estava em silêncio. "Não estou atrapalhando seu sono, estou, Bob?", perguntou Schmitt. "Continue falando. Estamos ouvindo", disse a voz que saía do comunicador da cápsula. E assim a conversa continuou por muito tempo durante o voo, com a tripulação descrevendo as nuvens à deriva sobre o oceano e os continentes do nosso planeta.

Missões anteriores da Apollo haviam fotografado a Terra parcialmente oculta pela sombra. A imagem de grande influência Earthrise, por exemplo, mostra o planeta enquanto ele se eleva atrás da Lua. Até aquele momento, nossa visão da Terra era fragmentada, sem nenhuma maneira real de visualizar o planeta em sua totalidade.

O negativo da foto Blue Marble, de 1972, está cuidadosamente armazenado no Johnson Space Center da Nasa — Foto: NASA
O negativo da foto Blue Marble, de 1972, está cuidadosamente armazenado no Johnson Space Center da Nasa — Foto: NASA

De repente, brilhando à luz do Sol, a Terra se revelou como um belo globo azul brilhante, cheio de vida e solitário na vastidão do espaço. Como resultado, acredita-se que a Blue Marble tenha exercido mais influência sobre a humanidade do que qualquer outra fotografia da história.

"Se você não consegue ver algo, é difícil visualizar que existe", diz Nick Pepin, cientista climático da Universidade de Portsmouth, no Reino Unido.

"Acho que todos nós, que fomos criados com esta [imagem] desde pequenos, provavelmente achamos difícil imaginar uma época em que não sabíamos como era a Terra. Esta foi a primeira vez que pudemos realmente olhar para trás no espaço e ver nosso lar — e as pessoas, de repente, perceberam que era uma coisa incrível, mas também um sistema fixo no qual vivemos."

A imagem oferece uma visão da Terra desde a região do Mar Mediterrâneo até a calota polar sul da Antártida. Nuvens pesadas pairam sobre o Hemisfério Sul, e quase toda a costa da África pode ser vista.

A Nasa, a agência espacial americana, dá oficialmente o crédito da imagem a toda a tripulação. Talvez nunca saibamos qual deles realmente tirou a foto, mas hoje ela é considerada uma das imagens mais reproduzidas de todos os tempos.

Mesmo enquanto estava explorando a Lua, a tripulação da Apollo 17 fez questão de tirar mais fotos de casa — Foto: NASA
Mesmo enquanto estava explorando a Lua, a tripulação da Apollo 17 fez questão de tirar mais fotos de casa — Foto: NASA

Cinquenta anos depois, às 7h39 (GMT) de 7 de dezembro de 2022, uma nova Blue Marble foi registrada por um satélite em órbita. Desta vez, um conjunto de 12 imagens tiradas com 15 minutos de intervalo revela mudanças perceptíveis na superfície do nosso planeta, resultado de 50 anos de aquecimento global.

Nas cinco décadas que separam estas duas fotos, uma das diferenças mais marcantes é a redução visível no tamanho da camada de gelo da Antártida. "Você pode ver o encolhimento da criosfera — o encolhimento da camada de gelo e a perda de neve", diz Pepin. Isso, segundo ele, é um importante indicador das mudanças climáticas.

O Deserto do Saara também cresceu, enquanto a floresta tropical "está recuando mais para o sul", ele acrescenta. Pesquisas mostram que a cobertura de árvores na vasta região do Sahel, que faz fronteira com o Deserto do Saara, está em declínio significativo. "O que se vê de forma dominante na [nova] imagem é o desmatamento e a perda de vegetação", à medida que a cobertura do solo muda de vegetação para deserto.

A nova Blue Marble foi registrada a mais de um milhão de quilômetros de distância — Foto: NASA
A nova Blue Marble foi registrada a mais de um milhão de quilômetros de distância — Foto: NASA

As novas fotos foram tiradas pela Câmera de Imagem Policromática da Terra (Epic, na sigla em inglês) da Nasa, que tem captado imagens do lado iluminado da Terra entre 13 e 22 vezes por dia desde 2015. O satélite fica no primeiro ponto de Lagrange, um ponto de equilíbrio entre o Sol e a Terra, a mais de um milhão de quilômetros do nosso planeta.

De meados de abril a meados de outubro, é tirada uma fotografia da Terra aproximadamente a cada hora e, no restante do ano, uma imagem a cada duas horas, explica Alexander Marshak, cientista de projeto da missão do satélite Deep Space Climate Observatory (Dscovr) da Nasa, que leva a câmera a bordo.

"No que diz respeito à Blue Marble, no 50º aniversário, decidimos fazer as mesmas imagens em intervalos de 15 minutos. Assim, em 15 minutos [a Terra] gira cerca de 100 km", diz Marshak. E, graças aos avanços tecnológicos, ele acrescenta, "podemos ver as mesmas imagens, mas com qualidade muito melhor", mesmo a um milhão de quilômetros de distância.

"E podemos ver muito mais do que isso", acrescenta Marshak. "Obtemos imagens em 10 comprimentos de onda, de UV [ultravioleta] ao infravermelho próximo. A partir destas imagens, podemos obter as propriedades do ozônio, das nuvens e da água. A altura das nuvens, a localização das nuvens. Podemos observar as propriedades dos aerossóis, o tamanho das partículas, a quantidade de partículas. E até mesmo a forma dos cristais de gelo [nas nuvens], usando o brilho do Sol. Podemos [ver] se eles estão orientados horizontalmente ou aleatoriamente."

Aqui vemos a Terra em um ângulo diferente da Blue Marble original — esta imagem foi tirada pela Epic em uma época diferente do ano, em 14 de abril de 2025 — Foto: Nasa Epic
Aqui vemos a Terra em um ângulo diferente da Blue Marble original — esta imagem foi tirada pela Epic em uma época diferente do ano, em 14 de abril de 2025 — Foto: Nasa Epic

"Coletamos [dados sobre] a quantidade de folhas na Terra, e não apenas isso, mas também a quantidade de folhas que são diretamente iluminadas pelo Sol", diz Marshak. Estes dados, combinados com observações da cor da superfície do oceano, podem permitir que os pesquisadores determinem a taxa de toda a atividade fotossintética na Terra.

O programa Dscovr não está em operação há tempo suficiente para tirar conclusões definitivas, observa Marshak, mas está começando a reunir dados que vão fornecer novos insights sobre como o mundo está mudando — como mudanças na cobertura e altura das nuvens, refletividade e cobertura vegetal.

Entre as outras mudanças que ocorreram desde aquela primeira foto da Terra como um todo, há 50 anos, está a quantidade de desenvolvimento e atividade humana na superfície do nosso planeta. Embora não seja visível nestas imagens do lado iluminado da Terra, outros satélites monitoram as luzes visíveis no lado escuro do nosso planeta.

Eles mostram um crescimento dramático na expansão urbana nos continentes, junto à atividade de navegação nos oceanos da Terra. Os incêndios florestais também brilham em grandes extensões de terra à noite, tendo dobrado de frequência nos últimos 20 anos.

Em 1972, a Blue Marble provocou uma reavaliação em massa do nosso lugar no Universo. Os astronautas que viram a Terra do espaço relataram um profundo sentimento de admiração, uma sensação de interconectividade, consciência ambiental e autotranscendência. Isso é chamado de "efeito da visão geral".

Na vastidão total do espaço, a beleza da Terra pode ser avassaladora. Descobriu-se que esse sentimento de intensa admiração provoca uma mudança fundamental no pensamento, uma espécie de realinhamento cognitivo, à medida que a pessoa tenta processar novas informações perceptivas.

"Surpreendente — simplesmente, uau", foi como Helen Sharman, a primeira astronauta do Reino Unido, descreveu sua primeira visão da Terra do espaço. O ano era 1991, e a química de 27 anos havia acabado de ser lançada do Cazaquistão para iniciar sua jornada até a estação espacial soviética Mir.

"Tínhamos duas janelas na espaçonave Soyuz", diz ela. "O comandante, que senta no meio, não tem janela. Mas o cosmonauta de pesquisa, que era minha função, e o engenheiro de voo — nós dois tínhamos uma. Eu estava no assento da direita, e o engenheiro de voo, no da esquerda. Durante o lançamento, meu lado da espaçonave inclinou levemente em direção à Terra. Imediatamente, a luz entrou por aquela janela".

Sharman descreve sua visão da curvatura da Terra, os "mares azuis deslumbrantes", as nuvens brancas e o espaço negro acima. A Terra, diz ela, parecia ter seu próprio brilho. "O Sol estava em um ângulo bastante baixo, de modo que se refletia no mar e depois voltava para as nuvens — e das nuvens abaixo para a Terra. Em seguida, [a luz] surgia, de modo que parecia que a Terra tinha sua própria fonte de luz."

Ela compara a cor com o "ultramarino das pinturas renascentistas". "É bem diferente do resto da natureza. É esse brilho contra a escuridão do espaço, você simplesmente vê a Terra como um grande ponto azul deslumbrante."

Depois, quando seus olhos começaram a se ajustar à escuridão do espaço, as estrelas apareceram aos bilhões. "Sabemos que provavelmente há bilhões de estrelas apenas em uma pequena parte da Via Láctea, talvez até trilhões. E achamos que pode haver até alguns trilhões de galáxias no Universo. Isso [faz você] perceber a insignificância da Terra".

Sharman vivenciou esses pensamentos conflitantes de uma só vez. "Nossa atmosfera é tão tênue. Como seria fácil apagar toda aquela camada superior, onde se encontra a maior parte da vida." Mas, por outro lado, ela acrescenta: "A Terra não é o ponto focal do Universo".

Até hoje, Sharman sonha que está "flutuando dentro de um dos módulos, e para em uma janela, olhando para fora com os outros tripulantes". A experiência de ver a Terra do espaço, diz ela, "mudou definitivamente minhas prioridades de vida". "O mais importante são as pessoas. E, claro, o meio ambiente e a ecologia que são necessários para manter a Terra funcionando."

O trânsito da Lua em frente ao globo totalmente iluminado da Terra, capturado pela Epic — Foto: Nasa Epic
O trânsito da Lua em frente ao globo totalmente iluminado da Terra, capturado pela Epic — Foto: Nasa Epic

O efeito da visão geral, dizem os especialistas, é duradouro e mais poderoso do que outros momentos de admiração. Pela primeira vez, a Blue Marble ofereceu a toda a humanidade a chance de vivenciar o fenômeno em algum grau. De fato, pesquisas mostram que é possível vivenciar o efeito da visão geral com os dois pés firmes no chão.

Assim como a Earthrise, a imagem batizada Blue Marble se tornou um emblema do movimento ambientalista. Ela retrata um planeta que precisava de cuidados em escala global.

A Blue Marble foi usada para ilustrar a hipótese de Gaia, desenvolvida nas décadas de 1960 e 1970, que propõe que a Terra e seus sistemas biológicos agem como uma enorme entidade única, que existe em um delicado estado de equilíbrio. E, embora controversa entre os cientistas, a teoria deu início a uma abordagem holística das Ciências da Terra.

'Vida' no planeta K2-18 b: descoberta empolga, mas especialista aponta que ainda faltam peças no quebra-cabeça

A imagem também se tornou um símbolo de unidade, pois pela primeira vez pudemos ver a Terra sem as fronteiras imaginadas pelo homem, que nos dividem como nos mapas. A Blue Marble foi adotada por grupos de ativistas como o Friends of the Earth e eventos como o Dia da Terra. Antes disso, as imagens de campanhas ambientais geralmente se concentravam na poluição ou em espécies ameaçadas de extinção.

A fotografia apareceu em selos postais e na sequência de abertura do documentário do ex-vice-presidente americano Al Gore, Uma Verdade Inconveniente, e inspirou pesquisas sobre os sistemas da Terra com o estabelecimento de instituições de pesquisa climática, como o Instituto Max-Planck, com sede em Munique, na Alemanha.

As nuvens e as florestas tropicais do Congo estão intrinsecamente conectadas — Foto: NASA
As nuvens e as florestas tropicais do Congo estão intrinsecamente conectadas — Foto: NASA

Observando as imagens da Terra de 1972 e 2022 lado a lado, Pepin descreve a "atmosfera inquieta" do planeta. Visíveis em ambas as imagens, nuvens se formam acima das áreas verdes da floresta tropical, demonstrando o vínculo intrínseco entre as florestas e a chuva.

"Se você observar a África [central], vai ver que a maior parte das nuvens, especialmente na [imagem] anterior, é bastante irregular, o que indica tempestades. Mas se você for mais ao norte e observar o Deserto do Saara, vai ver que não há nuvens."

"Quando você olha de cima, vê todas as conexões, as relações gerais entre as áreas", destaca Pepin. "Por exemplo, o Kilimanjaro se ergue sobre campos, com neve no topo. Se você vivesse nas encostas, talvez não soubesse que havia neve no topo, e a importância da conexão entre essas áreas."

Olhar a Terra do espaço desta forma, diz ele, "faz você apreciar as relações que existem entre diferentes partes dos ecossistemas". "Se você só consegue enxergar a sua parte, pode pensar que os problemas ambientais estão acontecendo apenas em outro lugar, e presumir que 'não é problema meu'", explica Pepin.

No entanto, a limitação, segundo ele, é a escala. "Você perde o detalhe. Você precisa de ambos. Você também precisa de verificação de campo [validação das informações em campo]."

No entanto, há uma "enorme diferença fundamental" entre estas duas imagens, diz Levasseur. "Uma foi capturada por um ser humano — e a outra, não. Ela não tem o mesmo impacto. E isso se deve ao fato de que não há nenhuma pessoa ali."

Levasseur está ansiosa pelas fotos que vão ser tiradas na próxima missão tripulada a ir até a Lua: a Artemis 2, prevista para 2026. "Não haverá outra imagem completa da Terra, do meu ponto de vista, até que os seres humanos se afastem do planeta novamente. Eu não estava viva em 1972. Será um grande momento saber que as pessoas estão nos observando de tão longe."

"Por mais que gostemos de pensar nos satélites como uma espécie de nossos substitutos", diz ela, "sei que há uma pessoa por trás daquela câmera, então, há algo diferente nela, e sempre haverá."

Leia a íntegra desta reportagem (em inglês) no site BBC Future.

Novo estudo revela por que Marte é chamado de 'planeta vermelho'

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----

Hackers da Coreia do Norte criam empresas nos EUA para atacar o setor de criptomoedas

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Golpes utilizam falsas ofertas de emprego para instalar malwares e comprometer as carteiras de criptomoedas de desenvolvedores norte-americanos.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
TOPO
Por Reuters

Postado em 25 de Abril de 2.025 às 11h10m

#.* --  Post. - Nº.\  11.606  --  *.#

Espiões fazem parte de um subgrupo dentro do Lazarus Group, uma equipe de elite de hackers norte-coreano — Foto: REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo
Espiões fazem parte de um subgrupo dentro do Lazarus Group, uma equipe de elite de hackers norte-coreano — Foto: REUTERS/Kacper Pempel/Illustration/File Photo

Hackers norte-coreanos criaram duas empresas nos Estados Unidos, violando sanções do Tesouro norte-americano, para atacar desenvolvedores que trabalham no setor de criptomoedas, de acordo com pesquisadores de segurança e documentos analisados pela Reuters.

As empresas -- Blocknovas LLC e Softglide LLC -- foram criadas nos estados do Novo México e de Nova York por meio de identidades e endereços falsos, disseram à Reuters pesquisadores da Silent Push, uma empresa norte-americana de segurança cibernética.

Uma terceira empresa, a Angeloper Agency, está vinculada à iniciativa, mas não parece estar registrada nos Estados Unidos.

“Este é um raro exemplo de hackers norte-coreanos que conseguiram estabelecer empresas registradas legalmente nos EUA e que são usadas para atacar candidatos a emprego”, disse Kasey Best, diretor de inteligência de ameaças da Silent Push.

Hackers deixam Coreia do Norte bilionária com criptomoedas

“Esses ataques utilizam perfis falsos oferecendo entrevistas, o que leva à implantação de malware sofisticado que compromete as carteiras de criptomoedas dos desenvolvedores. Eles também têm como alvo as senhas e credenciais dos trabalhadores, que podem ser usadas em ataques a outras empresas”, disse Best.

A Silent Push conseguiu confirmar diversas vítimas, "especificamente por meio da Blocknovas, que é de longe a mais ativa das três empresas de fachada", disseram os pesquisadores em um relatório compartilhado com a Reuters antes da publicação.

Hackers de elite

Os espiões fazem parte de um subgrupo do Lazarus Group, uma equipe de elite de hackers norte-coreanos ligada ao Reconnaissance General Bureau, a principal agência de inteligência estrangeira de Pyongyang, disse a Silent Push.

O FBI se recusou a comentar especificamente sobre o Blocknovas ou o Softglide.

Mas, nesta quinta-feira (24), um aviso da polícia federal norte-americana, publicado no site do Blocknovas, afirmava que o domínio foi apreendido "como parte de uma ação policial contra cibercriminosos norte-coreanos que utilizavam este domínio para enganar indivíduos com anúncios de emprego falsos e distribuir malware".

Antes da apreensão, autoridades do FBI disseram à Reuters que o departamento continua "a se concentrar em impor riscos e consequências, não apenas aos próprios atores da RPDC (Coreia do Norte), mas a qualquer um que esteja facilitando sua capacidade de conduzir esses esquemas".

Um funcionário do FBI disse que as operações cibernéticas norte-coreanas são "talvez uma das ameaças persistentes mais avançadas" enfrentadas pelos EUA.

A missão da Coreia do Norte na Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.

A Reuters analisou os documentos da Blocknovas e da Softglide registrados no Novo México e em Nova York, respectivamente. A agência não conseguiu localizar as pessoas nomeadas nos documentos.

O registro da Blocknovas listava um endereço físico em Warrenville, Carolina do Sul, que aparece no Google Maps como um terreno baldio. Já a Softglide parece ter sido registrada por um pequeno escritório de contabilidade em Buffalo, Nova York.

A atividade representa a evolução contínua nos esforços da Coreia do Norte para atingir os setores de criptomoedas, em uma tentativa de captar recursos para o governo norte-coreano.

Além de roubar moeda estrangeira por meio de golpes, a Coreia do Norte enviou milhares de profissionais de TI ao exterior para arrecadar milhões e financiar o programa de mísseis nucleares de Pyongyang, de acordo com os Estados Unidos, a Coreia do Sul e as Nações Unidas.

A presença de uma empresa controlada pela Coreia do Norte nos Estados Unidos constitui uma violação das sanções do Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac, na sigla em inglês). O Ofac faz parte do Departamento do Tesouro norte-americano.

A presença também viola as sanções das Nações Unidas que proíbem atividades comerciais norte-coreanas destinadas a auxiliar o governo ou as forças armadas do país.

O Departamento de Estado de Nova York informou à Reuters que não comenta sobre empresas registradas no estado.

O gabinete do secretário de Estado do Novo México informou à Reuters, por e-mail nesta quinta-feira, que a empresa estava registrada no sistema online de LLCs Domésticas do estado.

"O registro foi feito em conformidade com a lei estadual, utilizando um agente registrado, e não haveria como nosso escritório saber de sua conexão com a Coreia do Norte", disse um representante do gabinete.

Os hackers buscavam infectar candidatos a empregos falsos com pelo menos três tipos de malware conhecidos, vinculados a operações cibernéticas da Coreia do Norte.

O malware vinculado à campanha da Silent Push pode ser usado para roubar informações, facilitar o acesso a redes e carregar outras formas de malware.

Trump quer iPhone feito nos EUA, mas aparelho custaria 3 vezes mais, diz analista

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----

quinta-feira, 24 de abril de 2025

Dólar tem 5º dia de queda e fecha a R$ 5,69, com tarifas de Trump em foco; Ibovespa sobe ao maior patamar desde setembro

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


A moeda norte-americana caiu 0,47%, cotada a R$ 5,6916. Já o principal índice acionário da bolsa de valores brasileira encerrou em alta de 1,79%, aos 134.580 pontos, no maior patamar desde setembro de 2024.
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação g1 — São Paulo

Postado em 24 de Abril de 2.025 às 09h25m

#.* --  Post. - Nº.\  11.605  --  *.#

Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters
Notas de real e dólar — Foto: Amanda Perobelli/ Reuters

O dólar registrou o 5º dia consecutivo de queda na sessão desta quinta-feira (24) e encerrou cotado a R$ 5,69. O pregão foi mais uma vez marcado pelas reações do mercado aos desdobramentos do tarifaço do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e da guerra tarifária entre o país e a China.

O Ibovespa, principal índice acionário da bolsa de valores brasileira, B3, encerrou em alta, no maior patamar desde setembro. O índice foi impulsionado pelas bolsas de Nova York, que avançaram com apoio dos papéis de tecnologia e em meio à perspectiva de diminuição das tensões tarifárias.

Nos últimos dias, Trump trouxe um tom mais ameno para falar sobre a guerra comercial com a China, indicando um maior otimismo com a possibilidade de um acordo com Pequim.

Os posicionamentos dados pelos líderes dos dois países, no entanto, são contraditórios. De um lado, Trump afirmou nesta quinta-feira que os EUA e a China conversaram pela manhã para tentar chegar a um acordo. O governo chinês, por outro lado, negou que existam negociações comerciais em curso.

Nesse cenário, os impactos do tarifaço na economia global também continuam no radar. Dados divulgados na quarta (23), nos EUA, mostram que o país já começou a sentir os efeitos do aumento das tarifas sobre os produtos importados.

O Livro Bege, relatório produzido e divulgado pelo Federal Reserve (Fed, o banco central americano), revela que, enquanto as empresas e a população americanas buscam se adaptar e se proteger do tarifaço, os preços de alguns produtos e serviços estão subindo.

Além disso, o documento indicou que a atividade do país também dá sinais de desaceleração — o que é visto de forma negativa por investidores do mundo inteiro. Isso porque, como os Estados Unidos detêm diversas relações comerciais com diferentes nações, esse crescimento menor pode trazer impactos para a economia global.

Veja abaixo o resumo dos mercados.

Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair

💲Dólar

O dólar recuou 0,47%, cotado a R$ 5,6916. Na mínima do dia, chegou a R$ 5,6628. Veja mais cotações.

Com o resultado, acumulou:

  • recuo de 1,94% na semana;
  • queda de 0,25% no mês; e
  • perda de 7,90% no ano.

No dia anterior, a moeda americana teve queda de 0,16%, cotada a R$ 5,7184.

📈Ibovespa

Já o Ibovespa encerrou em alta de 1,79%, aos 134.580 pontos, no maior patamar desde setembro de 2024.

Com o resultado, o índice acumulou:

  • alta de 3,80% na semana;
  • avanço de 3,32% no mês; e
  • ganho de 11,89% no ano.

Na véspera, o índice teve alta de 1,34%, aos 132.216 pontos.

O que está mexendo com os mercados?

Os desdobramentos do tarifaço de Trump continuaram a impactar os mercados financeiros nesta quinta-feira (24). As atenções ficaram voltadas para as afirmações contraditórias dos líderes da China e dos Estados Unidos sobre o andamento das negociações para um acordo tarifário.

Enquanto Trump afirmou, nesta quinta-feira, que líderes dos dois países conversaram pela manhã, o governo chinês indicou que não há nenhuma negociação em andamento.

Trump já elevou as taxas norte-americanas sobre os produtos chineses a um patamar de até 245%, enquanto as tarifas da China sobre as importações dos EUA estão em 125%.

"Como departamento competente na área de relações econômicas e comerciais com o exterior, gostaria de destacar que atualmente não há negociações econômicas, nem comerciais, entre a China e os EUA", declarou o porta-voz do Ministério do Comércio chinês, He Yadong, em uma entrevista coletiva.

O porta-voz do ministério chinês afirmou que "qualquer declaração sobre o progresso das negociações econômicas e comerciais entre China e EUA carece de fundamento e base factual".

"A China pede que os EUA corrijam suas práticas equivocadas, mostrem a sinceridade necessária para as conversações (e) retornem ao caminho correto do diálogo e consulta em condições de igualdade", acrescentou.

Nos últimos dias, Trump abrandou o discurso sobre a taxação contra a China, sinalizando que um entendimento com o gigante asiático poderia "reduzir substancialmente" as tarifas aplicadas sobre os produtos chineses importados pelos EUA.

"Teremos uma negociação justa com a China", disse Trump na quarta-feira (23).

Segundo a agência de notícias Reuters, fontes familiarizadas com o assunto afirmaram que a Casa Branca avalia a possibilidade de reduzir as tarifas sobre as importações chinesas enquanto aguarda as negociações dos EUA com Pequim. Trump, no entanto, ainda não teria tomado uma decisão.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, também tem sinalizado a expectativa de uma redução nas tensões comerciais entre os dois países.

"Há a oportunidade de um grande acordo entre Estados Unidos e China", disse nesta quarta-feira. "As tarifas entre EUA e China provavelmente terão que ser reduzidas para que possa haver alguma negociação comercial", acrescentou, afirmando que as taxas estão "insustentáveis".

O tarifaço também segue repercutindo por conta dos últimos indicadores divulgados nos EUA, que já começam a mostrar os seus efeitos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) dos EUA indicou que a atividade empresarial do país desacelerou para o nível mais baixo em 16 meses em abril. O indicador foi divulgado nesta quarta-feira, pela S&P Global.

Os dados também mostraram que os preços cobrados por bens e serviços subiram, em meio à incerteza causada pelas tarifas, reforçando os temores do mercado financeiro de uma estagflação que pode colocar o Federal Reserve em uma situação difícil.

"Os preços estão subindo e a atividade econômica começou a desacelerar em algumas partes do país, à medida que as empresas e as famílias tentam se adaptar ao estabelecimento de tarifas abrangentes do presidente dos EUA", diz a equipe de análises da XP Investimentos.

Eles destacam, ainda, o Livro Bege, relatório do Fed, que "capturou as primeiras consequências das políticas de Trump, descrevendo uma corrida para a compra de carros antes do aumento das tarifas de importação".

"Mas a atividade diminuiu, pois as empresas se esforçaram para manter o ritmo das mudanças e evitar grandes investimentos em meio ao que alguns descreveram como condições caóticas. Também houve relatos de preços que estavam mudando rapidamente ou prestes a subir acentuadamente, e indícios de demissões que estavam por vir", afirma o relatório da XP.

*Com informações das agências de notícias AFP e Reuters.Donald Trump

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----

Time de cidade futurista que ainda não existe sobe para a primeira divisão na Arábia Saudita

<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>


Neom SC representa projeto de cidade futurista que custará cerca de R$ 5 trilhões e só deve ficar pronta em 2030. Time é comandado por brasileiro e tem Romarinho, ex-Corinthians, no elenco
<<<===+===.=.=.= =---____--------   ----------____---------____::____   ____= =..= = =..= =..= = =____   ____::____-----------_  ___----------   ----------____---.=.=.=.= +====>>>
Por Redação do ge — Tabuk, Arábia Saudita

Postado em 24 de Abril de 2.025 às 07h55m

#.* --  Post. - Nº.\  11.604  --  *.#

Arábia Saudita planeja time de futebol em cidade futurista de R$ 5 trilhões
Arábia Saudita planeja time de futebol em cidade futurista de R$ 5 trilhões

O novo integrante da primeira divisão da Arábia Saudita representa uma cidade que ainda nem foi construída. O Neom SC garantiu a subida para a elite do futebol local na terça-feira, quando venceu o Al-Arabi por 3 a 0. Entretanto, terá que continuar jogando em uma casa emprestada pelo menos até 2030.

O Neom representa a cidade homônima, um projeto futurista do governo saudita, cujo custo é estimado em 500 bilhões de dólares. A ideia é de que a nova cidade, construída de forma linear, com 170 quilômetros de comprimento, não tenha carros nem estradas. A previsão é de que as primeiras partes do local fiquem prontas até 2030.

Neom SC comemora a subida à primeira divisão da Arábia Saudita — Foto: Reprodução
Neom SC comemora a subida à primeira divisão da Arábia Saudita — Foto: Reprodução

Neom, inclusive, é uma das cidades incluídas no projeto da Arábia Saudita para receber jogos da Copa do Mundo de 2034, quando o país irá sediar o torneio.

Enquanto a cidade não fica pronta, o Neom SC joga na cidade de Tabuk. O clube foi fundado em 1965 com o nome de Al-Suqoor e nunca havia jogado na elite. Em 2023, o governo decidiu mudar o nome da equipe e transformá-lo em uma empresa, controlada pela companhia responsável por construir Neom.

O Neom é comandado pelo técnico brasileiro Péricles Chamusca, que conta com dois compatriotas no elenco: o atacante Romarinho, ex-Corinthians, e o meia Carlos Júnior, revelado pelo Atlético-MG.

Veja fotos do projeto de Neom:

Estádio em Neom, na Arábia Saudita, ficará a 350 metros acima do nível do mar — Foto: Divulgação / Federação Saudita Futebol
Estádio em Neom, na Arábia Saudita, ficará a 350 metros acima do nível do mar — Foto: Divulgação / Federação Saudita Futebol

Cidade futurista da Arábia Saudita deve começar a ficar pronta em 2030 — Foto: Reprodução
Cidade futurista da Arábia Saudita deve começar a ficar pronta em 2030 — Foto: Reprodução

Cidade futurista da Arábia Saudita ganhou estádio e time de futebol — Foto: Reprodução
Cidade futurista da Arábia Saudita ganhou estádio e time de futebol — Foto: Reprodução

Projeto da construção de NEOM vai custar cerca de 1 trilhão de dólares — Foto: Divulgação / NEOM
Projeto da construção de NEOM vai custar cerca de 1 trilhão de dólares — Foto: Divulgação / NEOM

++-====-------------------------------------------------   ----------------------=======;;==========----------------------------------------------------------------------  -----------====-++----