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terça-feira, 11 de fevereiro de 2025

Como tarifas de Trump a aço e alumínio do Brasil e do mundo podem prejudicar economia americana

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Aço e alumínio importados pelos EUA terão tarifa de 25% a partir de março. Brasil é segundo maior exportador.
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TOPO
Por BBC

Postado em 11 de Fevereiro de 2.025 às 18h30m

#.* Post. - Nº.\  11.504*.#

Alumínio é um dos produtos alvo de tarifas sobre importações do governo Trump — Foto: Getty Images via BBC
Alumínio é um dos produtos alvo de tarifas sobre importações do governo Trump — Foto: Getty Images via BBC

"A nossa nação precisa que aço e alumínio sejam produzidos nos Estados Unidos, não em terras estrangeiras."

A afirmação foi feita pelo presidente americano, Donald Trump, ao assinar na segunda-feira (10/2) ordens executivas que impõem tarifa de 25% sobre alumínio e aço a partir de 12 de março.

A medida afeta diretamente o Brasil — que é o segundo maior fornecedor de aço aos Estados Unidos, atrás apenas do Canadá.

A política tarifária de Trump é parte de suas promessas de campanha. Para "tornar a América grande novamente" — seu slogan eleitoral — Trump prometeu aumento de tarifas em diversos produtos importados, para privilegiar as empresas americanas contra a concorrência internacional.

Em menos de um mês no poder, Trump impôs tarifas de 10% sobre todas as importações da China para os EUA. Tarifas contra Canadá e México também foram anunciadas — mas suspensas por um mês enquanto são negociadas.

A guerra comercial travada por Trump tem por objetivo fortalecer as empresas americanas.

Mas economistas e políticos debatem se sua política tarifária pode acabar prejudicando a economia americana — já que parte do aumento das tarifas é pago pelos consumidores.

Trump assina ordem executiva com tarifas de 25% sobre aço e alumínio que entram nos EUA

Inflação e desemprego

Outra promessa de campanha de Trump foi recuperar a economia dos EUA — que enfrentou períodos de alta inflação no governo de seu antecessor, Joe Biden.

Mas economistas acreditam que tarifas sobre produtos essenciais como aço e alumínio podem gerar ainda mais inflação — pois, em última instância, os consumidores americanos acabam forçados a pagar mais caro pelo aço e o alumínio, já que o custo da tarifa é repassado no preço aos compradores.

A tarifa funciona como um imposto de importação, que incide sobre o produto e é pago em parte pelo consumidor americano.

Ou seja: a promessa de campanha de Trump de mais protecionismo pode prejudicar sua outra promessa de campanha de consertar a economia americana.

Mas o preço da tarifa será mesmo repassado ao consumidor, provocando maior inflação? Isso depende de como as empresas que compram aço nos EUA vão reagir.

Se a empresa americana compradora de aço do exterior decidir absorver o custo da tarifa, ela lucrará menos. Nesse caso, a tarifa não é sentida pelos consumidores, mas pode ter efeitos em outros pontos da indústria. As empresas podem decidir cortar outros custos — ou até empregos — para conseguir absorver o custo da tarifa.

Há ainda outro cenário: a empresa estrangeira que vende os produtos pode decidir reduzir seus preços pelo valor da tarifa para manter seus clientes nos EUA. Nesse caso, isso pode significar lucros menores para os negócios no exterior.

De qualquer forma, uma coisa é clara: os EUA dependem do aço e alumínio de países como o Brasil, Canadá e México.

Se as siderúrgicas americanas fossem capazes de produzir completamente o aço e alumínio consumido nos EUA, o impacto das tarifas ao consumidor poderia ser minimizado, já que os EUA simplesmente parariam de importar os produtos, substituindo-os por nacionais.

Mas os EUA não têm essa capacidade. Um estudo do banco Morgan Stanley sugere que pode levar três ou mais anos para a indústria siderúrgica americana construir novas fábricas e expandir sua produção.

Portanto quaisquer tarifas de importação neste momento provavelmente levarão a preços mais altos aos consumidores americanos.

EUA não têm capacidade de produzir todo o aço consumido no país e dependem de importações — Foto: Getty Images via BBC
EUA não têm capacidade de produzir todo o aço consumido no país e dependem de importações — Foto: Getty Images via BBC

Os americanos são grandes importadores mundiais de aço, e compram do resto do mundo quase 25% do aço que consomem, segundo dados do Instituto Americano de Ferro e Aço. No caso do alumínio, a dependência do exterior é ainda maior.

Aço e alumínio são usados em diversos produtos industriais, e também são essenciais para a construção civil.

Duas entidades fizeram alertas sobre o impacto negativo das tarifas na economia americana.

O Cato Institute, um think tank libertário baseado em Washington e financiado por grandes industriais, disse esta semana que "proteger a siderurgia americana pode ser uma jogada política boa, mas é uma receita para perdas significativas para a economia americana, especialmente para a indústria".

O instituto cita alguns estudos que mostram que há impacto negativo, como o aumento de US$ 4,57 bilhões em custos para a economia e a perda de 75 mil empregos na indústria — como resultado de aço e alumínio importados mais caros por causa das tarifas.

O Cato Institute também alerta que tarifas mais altas fazem com que os próprios produtores nacionais de aço e alumínio aumentem seus preços — aproveitando-se do fato de que poderão ter margens maiores de lucro diante dos importados mais caros.

"Quando a administração Trump ameaçou impor tarifas generalizadas ao México e ao Canadá, que representavam cerca de 35 por cento de todas as importações de aço dos EUA em 2024, os produtores nacionais de aço responderam aumentando os seus preços", afirma o instituto.

Outra entidade que critica a política de Trump é a Tax Foundation, um think tank baseado em Washington voltado para a política tributária americana.

A Tax Foundation lembra que muitas tarifas contra importados foram criadas no primeiro governo Trump e mantidas por Biden. Para a fundação, o conjunto de tarifas reduzirão no longo prazo o PIB americano em 0,2%, com perda de 142 mil postos de emprego.

"Evidências históricas e estudos recentes mostram que tarifas são impostos que aumentam os preços e reduzem as quantidades disponíveis de bens e serviços para empresas e consumidores dos EUA, o que resulta em menor renda, redução de empregos e menor produção econômica", diz a Tax Foundation.

A Tax Foundation diz que tarifas impostas pelo governo de George W. Bush em 2002 ao aço importado provocaram o fechamento de 200 mil vagas nas indústrias que compram aço. Esse número de empregos, segundo a entidade, é maior do que todos os empregos do setor siderúrgico da época.

Há estudos que dizem que as tarifas que Trump aplicou em sua primeira administração, além de afetar empresas estrangeiras, também prejudicaram as empresas locais e os próprios consumidores americanos.

Famílias acabaram tendo que pagar preços mais altos. E a arrecadação de impostos resultante da imposição de tarifas foi muito baixa em comparação com o que o governo arrecada por meio de impostos individuais e corporativos.

Um exemplo disso é o caso do imposto sobre máquinas de lavar estrangeiras que Trump aplicou em 2018 durante seu primeiro mandato.

Um estudo realizado por três economistas concluiu que o preço das máquinas de lavar nos Estados Unidos subiu 12% como efeito direto dessa tarifa.



Governo e indústria querem entender medidas de Trump antes de reagir

Apoio a tarifas de Trump

Mas há grupos que dizem o contrário: que tarifas podem beneficiar a economia americana.

É o caso da Coalizão para uma América Próspera (CPA), uma organização sem fins lucrativos que representa setores da indústria americana, que elogiou Trump na segunda-feira.

"A decisão do presidente Trump de implementar tarifas globais é um passo fundamental para restaurar a estabilidade da indústria americana, salvaguardando a produção doméstica e garantindo que esses setores críticos não sejam prejudicados por um aumento nas importações", disse Zach Mottl, diretor da CPA.

"A única maneira de reconstruir a capacidade industrial doméstica é por meio de políticas comerciais fortes e executáveis, e essas tarifas são um grande passo na direção certa."

A entidade acusa o México de "inundar o mercado americano" com aço e alumínio, violando um acordo de 2019 em que o país se comprometia a manter exportações para os EUA nos níveis de 2015 a 2017. Segundo a CPA, o México vinha ignorando o acordo, exportando mais de 400% acima do limite permitido para alguns produtos.

"Esta decisão [de Trump] envia uma mensagem clara de que os dias de países estrangeiros explorando o mercado dos EUA às custas de produtores e trabalhadores americanos acabaram", disse Jon Toomey, presidente da CPA.

"Nossos membros e os trabalhadores americanos que eles empregam já foram diretamente prejudicados pelo aumento das importações de aço e alumínio. O presidente Trump está colocando a indústria americana em primeiro lugar, e a CPA apoia firmemente esta ação."

Retaliações

Até o momento o Brasil ainda não respondeu como reagirá às tarifas anunciadas por Trump contra o aço e o alumínio importados. O Brasil é o segundo país que mais exportou aço para os EUA, atrás apenas do Canadá.

Aço importado pelos EUA — Foto: BBC
Aço importado pelos EUA — Foto: BBC

O próprio Brasil também pratica protecionismo no setor do aço. Em outubro, após mais de um ano de análise, a Câmara de Comércio Exterior (Camex) elevou para 25% o imposto de importação para 11 tipos de produtos de ferro e de aço. Antes disso, esses produtos pagavam de 10,8% a 14% para entrarem no país.

O pedido foi feito pelo Sindicato Nacional da Indústria de Trefilação e Laminação de Metais Ferrosos (Sicetel) que acusava "concorrência desleal dos produtos importados".

Alguns países vêm reagindo com retaliações.

A China reagiu a Trump com tarifas sobre carvão, gás natural, petróleo, máquinas agrícolas, caminhonetes e alguns carros de luxo.

No caso do alumínio e aço, União Europeia e Canadá também prometeram reações.

Mas, no Reino Unido, o governo do primeiro-ministro Keir Starmer não pretende retaliar imediatamente.

Segundo o diretor do Instituto de Assuntos Econômicos do Reino Unido, Tom Clougherty, tarifas retaliatórias afetam negativamente consumidores locais — mais do que atingir o país alvo das medidas.

"Tarifas são um imposto sobre consumidores domésticos. Com o custo de vida alto e o crescimento lento, elas são a última coisa de que o Reino Unido precisa agora", diz Clogherty.

"Essa lógica não muda só porque outros países impõem tarifas sobre a importação de seus produtos. Tarifas retaliatórias simplesmente aumentam a dor. O governo deve prestar pouca atenção ao que outros países fazem em resposta ao protecionismo dos EUA."

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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2025

Mais da metade dos rios do Brasil está sob 'pressão' e com vazão em risco, aponta estudo sobre nível de poços

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Pesquisa que analisou quase 18 mil poços em todo o território nacional mostrou que 55,4% apresentaram níveis de água abaixo da superfície dos rios.
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Por Júlia Carvalho, g1

Postado em 10 de Fevereiro de 2.025 às 05h50m

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Reservatório da represa de Itaparica, no rio São Francisco, fotografado a partir da Estação Espacial Internacional, em 2016. — Foto: Nasa/Wikimedia Commons
Reservatório da represa de Itaparica, no rio São Francisco, fotografado a partir da Estação Espacial Internacional, em 2016. — Foto: Nasa/Wikimedia Commons

A superexploração das águas subterrâneas já ameaça o fluxo da maioria dos rios brasileiros. De acordo com um novo estudo realizado por pesquisadores da Universidade de São Paulo, em parceira com colegas americanos, mais da metade dos rios do país já apresenta risco na redução do nível das águas.

A pesquisa, publicada na revista científica "Nature Communications", analisou quase 18 mil poços em todo o território nacional e percebeu que a maioria deles, 55%, fica abaixo das superfícies dos riachos próximos. Isso implica que esses riachos próximos provavelmente estão se infiltrando no subsolo e podem acabar perdendo fluxo.

Segundo os pesquisadores, a exploração desses riachos causa a percolação do rio para o subsolo, o que poderia comprometer o fluxo de água. ️A percolação é o movimento da água através do solo. À medida que a água se infiltra nas camadas mais profundas da terra, ela atinge a água subterrânea, conhecida também como lençol freático.

➡️ Para um rio ganhar ou perder água depende principalmente da diferença entre o seu nível e o do poço (formação que armazena água subterrânea) mais próximo.

Além de comprometer a vazão dos rios, o que pode afetar a disponibilidade de água para consumo humano, os ecossistemas aquáticos e até a paisagem, o uso excessivo de água subterrânea pode favorecer o afundamento do solo ou ainda o colapso da superfície.

"Esse cenário já foi observado na Índia e na Califórnia, e o Brasil pode vir a enfrentar problemas semelhantes se não houver planejamento e controle adequados", alerta Paulo Tarso Sanches de Oliveira, um dos autores do estudo, em entrevista à Agência Fapesp.
Áreas mais afetadas

O estudo também mapeou quais áreas do país correm mais risco de perderem fluxo de água para a reserva subterrânea.

⚠️Os resultados mostram que a maioria dos "rios perdedores" no país (69%) estão localizados principalmente em áreas áridas ou áreas com uso agrícola intensivo.

No caso da bacia do São Francisco, por exemplo, 61% dos rios analisados têm potencial de perda de fluxo de água. Nessa região, a utilização frequente das águas subterrâneas para a irrigação é o que pode comprometer a disponibilidade de água nos rios.

Já na bacia do rio Verde Grande, um afluente do São Francisco que se estende pelo norte de Minas Gerais e sudoeste da Bahia, a situação é ainda mais preocupante. No local, até 74% dos rios podem ser impactados pela diminuição do fluxo.

Rios com vazão em risco — Foto: Arte/g1
Rios com vazão em risco — Foto: Arte/g1

"Essas duas bacias são cruciais para a agricultura e geração de energia hidrelétrica no Brasil. O que está acontecendo põe em risco não apenas a sustentabilidade local, mas também a segurança hídrica, alimentar e energética em grande escala”, comenta Oliveira.

Os pesquisadores alertam que a perfuração indiscriminada de poços para irrigação agrícola ou consumo privado é um dos fatores de maior impacto nesse cenário. Um estudo brasileiro, publicado em 2021, mostrou que cerca de 88% dos poços no Brasil eram ilegais.

Necessidade de monitoramento

Para tentar evitar que o prejuízo aos rios realmente aconteça, o estudo destaca a necessidade de integrar a gestão de águas superficiais e subterrâneas. Além disso, também é necessário o investimento no monitoramento hidrológico.

"O Brasil tem potencial para ampliar a irrigação de forma sustentável, mas é necessário planejar melhor o uso integrado das águas subterrâneas e superficiais para evitar impactos negativos", afirma José Gescilam Uchôa, autor principal do estudo.

Caso mapeamentos de campo não sejam realizados para orientar políticas públicas, a situação pode piorar muito nos próximos anos.

"O alerta é ainda mais relevante diante das projeções que indicam um aumento superior a 50% nas áreas irrigadas no país nos próximos 20 anos, o que pressionará ainda mais os recursos hídricos superficiais e subterrâneos”, prevê Oliveira.

Primeiro mês de 2025 foi o janeiro mais quente da história

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domingo, 9 de fevereiro de 2025

Companhia aérea asiática ganha o prêmio de melhor do mundo em 2025; veja ranking

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A Korean Air foi eleita a Companhia Aérea do Ano de 2025, superando a vencedora do ano passado, a Qatar Airways. Conforto do passageiro foi citado como uma das principais razões para o prêmio.
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Por Redação g1

Postado em 09 de Fevereiro de 2.025 às 12h45m

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Companhia aérea asiática é eleita a melhor do mundo em 2025 — Foto: Reprodução/Airline Ratings
Companhia aérea asiática é eleita a melhor do mundo em 2025 — Foto: Reprodução/Airline Ratings

A Korean Air foi eleita a Companhia Aérea do Ano de 2025, superando a vencedora do ano passado, a Qatar Airways. O prêmio é do AirlineRatings.com, site de segurança da aviação e classificação de produtos que análise companhias aéreas do mundo.

Um dos principais motivos para empresa de bandeira sul-coreana levar o prêmio para casa foi o "foco excepcional no conforto do passageiro, particularmente na Classe Econômica".

Ao contrário de muitos concorrentes, a Korean Air resistiu à redução do espaço dos assentos, garantindo uma experiência de viagem mais confortável, segundo a premiação.

Outro ponto importante é que a companhia aérea distribuí alguns "mimos" para os passageiros, como chinelos e porções generosas de refeição em voos de longa distância.

A recente fusão da companhia aérea com a Asiana Airlines — a maior consolidação da história da aviação asiática — também é um dos principais fatores que contribuíram para o primeiro lugar no topo.

"Os investimentos significativos em aeronaves modernas e com baixo consumo de combustível demonstraram seu comprometimento com a inovação e a prontidão para o futuro, solidificando sua vitória", afirma o site.

Além de reconhecer as melhores companhias aéreas de serviço completo e de baixo custo, este ano o site adicionou uma nova categoria: Melhores Companhias Aéreas Híbridas.

Segundo a CEO da AirlineRatings, Sharon Petersen, o objetivo é "celebra as companhias aéreas híbridas e seu impacto positivo significativo na indústria de viagens".

Veja as 25 principais companhias aéreas de serviço completo em 2025:

  1. Korean Air
  2. Qatar
  3. Air New Zealand
  4. Cathay Pacific
  5. Singapore Airlines
  6. Emirates
  7. Japan Airlines
  8. Qantas
  9. Etihad
  10. Turkish Airlines
  11. EVA Air
  12. Fiji Airways
  13. Virgin Atlantic
  14. ANA
  15. Aero Mexico
  16. Air Caraibes
  17. Thai Airways
  18. STARLUX Airlines
  19. Vietnam Airlines
  20. Sri Lankan Airlines
  21. Air France
  22. KLM (companhia aérea está testando um modelo híbrido em algumas rotas)
  23. Air Calin
  24. Air Mauritius
  25. Garuda Indonesia

Veja as 20 melhores companhias aéreas de baixo custo para 2025:

  1. Jetblue
  2. Westjet
  3. Virgin Australia
  4. Delta Airlines
  5. United
  6. American Airlines
  7. Lufthansa
  8. Air Canada
  9. LOT Polish Airlines (está sob mudança e em breve poderá ser serviço completo)
  10. TAP Portugal
  11. Alaska Airlines
  12. SWISS
  13. Avianca
  14. Iberia
  15. British Airways
  16. Finnair
  17. Austrian Airlines
  18. Hawaiian
  19. ITA
  20. SAS

Veja as 20 principais companhias aéreas híbridas para 2025:

  1. AirAsia
  2. Jetstar
  3. AirBaltic
  4. HK Express
  5. Easyjet
  6. FlyDubai
  7. Ryanair
  8. Scoot
  9. Breeze
  10. Southwest
  11. SKY Airline
  12. FlyNas
  13. TUI
  14. Norwegian
  15. Indi GO
  16. Air Arabia
  17. Volaris
  18. Jet2
  19. Wizz
  20. Vueling
Veja mais:

Você sabe quais são os melhores destinos culturais pra se turistar?

Melhores destinos para viajar sozinho em 2025, segundo turistas; veja único sul-americano

Veja os 10 destinos de viagem que serão tendência em 2025; só tem um brasileiro na lista

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Manuscrito queimado pelo Vesúvio é decifrado com ajuda de IA

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Inteligência artificial, raios X e tomografias computadorizadas ajudaram no processo de compreensão do papiro carbonizado
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Por www.msm.com 
História de Eduardo Lima  

o6 de fevereiro de 2.025 - Atualizadop há o2 dias
Postado em 09 de Fevereiro de 2.025 às 07h00m

#.* Post. - Nº.\  11.501*.#


'Pergaminhos de Herculano': Cientistas 'desenrolam' digitalmente documentos queimados pelo Monte Vesúvio



"Nojo". Essa foi uma das primeiras palavras que pesquisadores leram em um pergaminho antigo que foi carbonizado na erupção do monte Vesúvio – a mesma que destruiu a cidade de Pompeia, há quase 2.000 anos.

O pergaminho é só um de centenas que foram encontrados na biblioteca de uma mansão romana em Herculano, cidade vizinha a Pompeia que também foi enterrada sob as cinzas vulcânicas do Vesúvio no ano 79 d.C. Essa cidade foi descoberta um pouco antes de sua colega mais famosa, em 1709. Diferente de Pompeia, as cinzas que cobriram Herculano preservaram madeira e alguns materiais orgânicos, como alimentos e papiro.

Vários papiros foram encontrados na mansão, que pode ter sido do sogro de Júlio César. O problema é que a maioria deles estava tão carbonizada que a tinta preta tinha se tornado ilegível, e os pergaminhos viravam pó assim que os pesquisadores tentavam abri-los.

Um desses papiros, chamado de PHerc. 172 pelos arqueólogos, foi desvendado com a ajuda de imagens 3D de raio-x. O exame de imagem possibilitou que os pesquisadores desenrolassem o pergaminho digitalmente, sem abrir – e destruir – essa relíquia histórica. Em seu estado atual, ele mais parece um pedaço de pedra do que um papiro enrolado:

O artefato está armazenado na biblioteca Bodleian, na Universidade de Oxford, no Reino Unido. Esse já é o quinto pergaminho desvendado virtualmente pelos pesquisadores do Vesuvius Challenge, uma competição que incentiva as pessoas a usarem inteligência artificial de aprendizado de máquina para conseguir ler os papiros.

Ajude a decifrar o pergaminho

O pergaminho PHerc. 172 é, por enquanto, o papiro com mais texto recuperável dos destroços de Herculano, mas ainda não foi lido completamente. A equipe está usando inteligência artificial e outros modelos computacionais para reconstruir o texto e realçar a tinta, que é tão preta quanto o carvão que o papiro virou. As primeiras informações sobre o pergaminho foram divulgadas pela equipe da biblioteca Bodleian.

Eles já conseguiram identificar algumas colunas de texto, com 26 linhas cada uma. Pesquisadores da Universidade de Oxford já estão trabalhando no assunto, mas a equipe do Vesuvius Challenge está chamando mais cientistas – profissionais ou cidadãos – que queiram ajudar.

A palavra "nojo", que já foi identificada duas vezes no espaço de algumas colunas de texto, é uma tradução do original em grego antigo διατροπή. 

Os pesquisadores conseguem enxergar a tinta desse pergaminho mais facilmente pelas imagens de raio-x. Ele é muito mais legível que os outros pergaminhos que já foram desvendados pelo Vesuvius Challenge. A hipótese é que essa tinta provavelmente tinha algum ingrediente mais denso, como chumbo, que ajuda o texto a aparecer mais nas imagens de raio-x.

Atualmente, os pesquisadores estão trabalhando em refinar as imagens do manuscrito PHerc. 172, para deixar as linhas de texto mais visíveis. A meta dos cientistas é chegar ao centro do pergaminho, onde o título da obra provavelmente está preservado.

O raio-x da relíquia e de vários outros pergaminhos foi feito num síncrotron – um acelerador de partículas circular – no Reino Unido. Os dados foram disponibilizados pelo Vesuvius Challenge, que já ofereceu prêmio de US$ 700 mil (R$ 4 milhões) para pessoas que decifraram 2000 letras gregas de outro pergaminho.

Esse outro papiro, que já foi desvendado, pode ter sido escrito pelo filósofo epicureu Filodemo. No texto, ele fala de fontes de prazer, como música e comida, e pergunta a si mesmo se as experiências prazerosas vêm da abundância ou da escassez, da pintura completa ou dos pequenos detalhes. Tópicos mais positivos que nojo, sem dúvida.

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