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quinta-feira, 14 de setembro de 2023

Real tem a 3ª maior desvalorização frente ao dólar entre moedas sul-americanas nos últimos 10 anos; entenda

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Em setembro de 2013, era possível comprar US$ 1 com aproximadamente R$ 2,30. Hoje, é preciso desembolsar quase R$ 5,00. Peso argentino é a pior moeda frente ao dólar.
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Por Artur Nicoceli, g1

Postado em 14 de setembro de 2023 às 07h00m

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Foto de arquivo mostra notas de dólar em Westminster, Colorado — Foto: Reuters/Rick Wilking
Foto de arquivo mostra notas de dólar em Westminster, Colorado — Foto: Reuters/Rick Wilking

Entre as principais moedas sul-americanas, o real teve o terceiro pior desempenho em relação ao dólar nos últimos 10 anos. De acordo com um levantamento da consultoria financeira L4 Capital e dados da plataforma financeira Investing, a moeda nacional perde apenas para o peso argentino e o peso uruguaio.

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Na janela de referência, o peso argentino teve uma desvalorização de 98,37% de 2013 para cá — um reflexo da severa crise econômica que o país enfrenta há anos e que tem feito derreter o valor de sua moeda. Na esteira da crise argentina e com problemas próprios de inflação, o peso uruguaio teve um recuo de 70,24% no período. (saiba mais abaixo)

Já o real perdeu 54% de seu valor em relação ao dólar. Isso significa que os turistas brasileiros e as empresas que dependem de contratos feitos com base na moeda norte-americana sentiram o valor pago em suas transações mais que dobrar durante o período.

Mas cabe a observação de que a valorização do dólar não é só demérito da América do Sul. Há também um movimento de maior aplicação de recursos nos Estados Unidos, que valoriza a moeda.

Como os EUA são a maior economia do mundo, os investidores tendem a ter mais segurança sobre os retornos financeiros que terão e, assim, acabam voltando os olhos para lá em momentos de maior insegurança ou aversão ao risco para aplicações financeiras.

Nesta reportagem você vai entender:

Veja abaixo o ranking da desvalorização das principais moedas sul-americanas em 10 anos, a partir da queda no preço de cada moeda frente ao dólar:

  • Argentina: o peso argentino teve queda de 98,37%;
  • Uruguai: o peso uruguaio teve queda de 70,24%;
  • Brasil: o real teve queda de 54,04%;
  • Colômbia: o peso colombiano teve queda de 51,82%;
  • Chile: o peso chileno teve queda de 43,50%;
  • Paraguai: o guarani teve queda de 38,72%;
  • Peru: o novo sol peruano teve queda de 25,24%;
  • Bolívia: o boliviano teve queda de 0,17%.

A Venezuela não pode ser considerada porque o país mudou de moeda nos últimos dez anos. Equador também não entra na conta porque a moeda oficial do país é o dólar, assim como a Guiana Francesa, que usa o euro. Guiana e Suriname não foram considerados no levantamento.

O real nos últimos 10 anos

Os últimos anos no Brasil foram fortemente marcados por dois grandes fatores: a crise de 2015-2016 e a pandemia da Covid-19.

No primeiro caso, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro caiu nos dois anos, confirmando a pior recessão da história do país. Em 2015, a economia já havia recuado 3,8%, e no ano seguinte teve nova retração de 3,6%.

Essa sequência, de dois anos seguidos de baixa, só tinha sido vista no Brasil entre 1930 e 1931, quando os recuos foram de 2,1% e 3,3%, respectivamente.

"Isso prejudicou o real porque investidores não gostam de incertezas econômicas", afirma o sócio da L4 Capital. Com isso, houve um aumento pela demanda do dólar, já que os EUA são conhecidos como um país estável. Houve um forte movimento de vender real, o que reduziu o valor da moeda.

Já a pandemia influenciou a cotação da moeda brasileira porque o país decidiu abrir as torneiras dos gastos públicos para tentar amenizar o impacto da crise econômica. Essa decisão também gerou dúvida nos investidores sobre quais seriam as possibilidades de o país conseguir arcar com seu patamar elevado de dívida e manter uma agenda de austeridade fiscal.

Mais uma vez, a incerteza trouxe um movimento de migração dos investidores para países mais seguros. Tanto que o real perdeu cerca de 16,65% do seu valor frente ao dólar entre fevereiro de 2020 (quando começou a pandemia) e maio de 2023 (quando a OMS declarou fim de emergência em relação à Covid-19).

Veja a variação do dólar ante o real nos últimos dez anos:

Em setembro de 2013, início do comparativo, era possível comprar US$ 1 com R$ 2,2836. Hoje, é preciso desembolsar quase R$ 5,00.

Especialistas entrevistados pelo g1 dizem que há ainda outras razões que explicam a desvalorização da moeda brasileira nos últimos 10 anos e sua manutenção em patamares baixos. Veja abaixo:

Quanto ao primeiro ponto, Adilson Seixas, CEO da Loara Crédito, reforça que a alta dos juros nos Estados Unidos pesa no valor da moeda brasileira porque há uma migração dos investidores para economias com maior previsibilidade.

Trata-se da mesma dinâmica de preferir aplicações mais seguras e previsíveis, com o bônus de que os juros estão mais altos e vão render melhores retornos.

A expectativa é que o Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) mantenha os juros inalterados, entre 5,25% e 5,50% ao ano na próxima reunião, em 20 de setembro. Esse, porém, é o maior patamar em 22 anos.

Já o déficit fiscal — quando governo gasta mais do que arrecada — pesa no valor do real porque o governo precisa emitir mais dinheiro para suprir os gastos, ampliando o saldo negativo.

“Há mais dinheiro brasileiro circulando no mercado do que moeda norte-americana, o que desvaloriza o preço do real”, explica Rodrigo Leite, professor de finanças do Instituto de Pós-Graduação e Pesquisa em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Nos dados mais recentes, as contas do governo federal registraram déficit primário de R$ 35,9 bilhões em julho — o segundo pior resultado para o mês na séria histórica, iniciada em 1997. E é exatamente o déficit que puxa o terceiro fator que desvaloriza o real: a dívida pública.

Leite, da UFRJ, justifica que o endividamento faz investidores enxergarem o Brasil com dificuldade de honrar com seus compromissos econômicos — e, assim, decidem também vender os reais para comprar câmbio de países mais seguros, derrubando o preço da moeda brasileira.

“A probabilidade de um calote do Brasil com uma dívida como agora, que tem 80% do PIB, é muito maior do que na época que estava por volta dos 50% do PIB,[em 2013 e 2014]”, afirma o professor.

Já quanto a instabilidade institucional, os especialistas justificam que as mudanças políticas recentes — sejam as mudanças de direção na presidência ou as relações ruidosas entre os Poderes da República — trouxeram imprevisibilidade para a cena política e econômica.

Assim, os investidores renovam os receios e voltam a procurar países onde conseguem ter segurança maior sobre as decisões político-econômicas, que podem ou não afetar os investimentos.

Resultado pior na Argentina

A pior moeda latino-americana frente ao dólar é o peso argentino. Quem quisesse comprar 1 dólar, em setembro de 2013, precisava pagar quase 5 pesos argentinos. Atualmente, a relação é de cerca de 340 pesos para US$ 1 — considerando, é claro, o câmbio oficial.

Nesse caso, os principais motivos pela queda no câmbio argentino são as políticas econômicas do governo e a dívida externa do país.

Allan Augusto Gallo Antonio, professor de economia do Mackenzie, justifica que no primeiro caso, o governo argentino “gasta tanto” que precisa colocar moeda em circulação para arcar com os custos recorrentes, o que desvaloriza o peso.

O excesso de moeda em circulação também tende a impactar a inflação. Atualmente, a Argentina vive uma inflação anual média que ultrapassa os 100%.

Quanto às questões externas, o país sul-americano tinha uma dívida com o Fundo Monetário Internacional (FMI) de aproximadamente US$ 45 bilhões.

A captação aconteceu principalmente em 2018, durante o governo de Mauricio Macri, que buscava segurar a crise cambial e tentou zerar o déficit orçamentário do país através de fortes ajustes de gastos em diversas áreas do governo.

“Hoje, [a Argentina] é o principal devedor do FMI e, em decorrência dessas variáveis, tem assistido sua moeda derreter”, afirma Gallo Antonio. Os dois motivos também afastam investidores, que buscam vender o peso argentino para comprar moeda de países mais seguros.

Vale destacar que as commodities são um terceiro ponto, ainda que com menos peso que os dois apresentados acima. Isso porque o país depende muito da exportação de carne, o que traz reflexos diretos na balança comercial e na receita em dólar na Argentina.

Veja do desempenho do peso argentino frente ao dólar:

Para tentar solucionar a desvalorização do peso, o governo argentino anunciou algumas medidas para tentar fortalecer a economia local, como linhas de crédito a taxas subsidiadas para trabalhadores e bônus para aqueles que recebem ajuda alimentar e aposentados.

Além disso, o governo também informou que vai eliminar impostos sobre a exportação de produtos agrícolas com valor industrial agregado — como vinho, arroz e tabaco — e a entrega de fertilizantes. É estimado um prejuízo global de US$ 20 bilhões em 2023, ou quase 3% do PIB, devido à seca regional.

O ministro da Economia da Argentina, Sergio Massa, prevê ainda criar de um fundo de US$ 770 milhões para financiar exportações. O valor será via aportes financeiros do Banco Nación e do Banco de Inversión y Comercio Exterior (Bice).

O peso argentino sofreu forte desvalorização nos últimos meses — Foto: Getty Images
O peso argentino sofreu forte desvalorização nos últimos meses — Foto: Getty Images

Cotação do dólar na América do Sul

Veja abaixo a situação em outros países do continente.

  • 👉Em setembro de 2013, o Uruguai conseguia comprar US$ 1 com quase 22,3 pesos uruguaios; hoje, precisam gastar perto de 38;
  • 👉Há dez anos, os colombianos conseguiam comprar US$ 1 com quase 2 mil pesos colombianos; hoje, precisam desembolsar cerca de 4 mil
  • 👉No mesmo período, os chilenos conseguiam comprar US$ 1 com cerca de 650 pesos chilenos; hoje, precisam desembolsar aproximadamente 900;
  • 👉Os paraguaios pagavam perto de 4,4 mil guaranis (nome da moeda do Paraguai) em setembro de 2013; hoje, 7,2 mil
  • 👉Em setembro de 2013, os peruanos conseguiam comprar US$ 1 com quase 3 novo sol (moeda do Peru); hoje, precisam desembolsar perto de 4;
  • 👉Nos últimos dez anos, os bolivianos precisaram pagar cerca de 6,91 bolivianos da bolívia (nome da moeda) para comprar 1 dólar
O que acontece em outros países?

Segundo lugar entre as maiores desvalorizações, o Uruguai sofre com dois grandes problemas: inflação e reflexos da crise na Argentina.

O país enfrenta um problema inflacionário, no qual os preços subiram 110% nos últimos 10 anos. Na prática, enquanto as pessoas gastavam 10 pesos uruguaios para comprar um pão em 2013, por exemplo, atualmente precisam desembolsar 21.

Normalmente, os salários não acompanham o aumento nos custos, o que acaba pesando no orçamento familiar.

Além disso, a crise argentina também se reflete em uma grande diferença de preços entre os dois países.

"Lá no Uruguai o combustível, por exemplo, custa setenta pesos (1,58 dólar) por litro e aqui na Argentina pagamos vinte pesos (0,53 dólar), então é muito melhor para nós", disse Robert de Lima, que viajou menos de 45 km do Uruguai até Gualeguaychu à Reuters.

Os altos níveis de desemprego e falências foram relatados nas cidades fronteiriças, o que forçou o governo do Uruguai, em maio, a introduzir medidas econômicas para ajudar a proteger os comerciantes. Entre as ações estavam algumas isenções fiscais e descontos em gasolina e medicamentos.

O presidente uruguaio, Luis Lacalle Pou, reconheceu que há um problema com a diferença entre os preços praticados no país e os vistos na Argentina, com exigências de governadores regionais para que seja implementado um imposto de importação temporário sobre as mercadorias estrangeiras transportadas pela fronteira.

E como a crise na Argentina não tem solução prevista no curto prazo, há uma insegurança dos moradores e turistas sobre como ficarão os preços no Uruguai que optam, assim, por procurar países mais baratos para viajar ou realizar compras.

Como uma moeda comum pode afetar o Brasil e países vizinhos

Como uma moeda comum pode afetar o Brasil e países vizinhos

A Colômbia, por sua vez, enfrentou um cenário de complexidade e desafios abrangendo diversos aspectos.

“A criminalidade e violência associadas ao narcotráfico, por exemplo, persistiram, e protestos sociais refletiram preocupações com desigualdade e acesso a serviços. Além disso, desafios fiscais, como déficits orçamentários, e questões estruturais limitaram o crescimento econômico e a capacidade de investimento”, justifica Gallo Antonio, professor do Mackenzie.

A inflação no país fechou em 13,12%, no maior patamar desde março de 1999. Entre os destaques, estavam os preços dos alimentos, do transporte e dos serviços públicos.

Já o Chile, segundo Gallo Antonio, vivenciou períodos de estabilidade política por muitos anos. A eleição de Gabriel Boric em 2021, no entanto, trouxe certa instabilidade, uma vez que ele fez sua propaganda política construída em propostas populistas.

“Ele sempre falava em elevar os gastos e até uma possível constituinte”, afirma o professor. Essas medidas afastaram investidores, que também venderam a moeda local e desvalorizaram o câmbio do país.

E por conta do aumento de dinheiro em circulação, o Chile encerrou 2022 com uma taxa de inflação ao consumidor de 12,8% — marcando o valor mais elevado em três décadas. Tudo em um contexto em que os chilenos estavam acostumados a enfrentar um aumento anual nos custos de vida de aproximadamente 3%.

Gabriel Boric em uma entrevista coletiva após a votação do plesbicito sobre o projeto de Constituição, em Punta Arenas, Chile, no último domingo, 4 de agosto.  — Foto: AP Photo/Andres Poblete
Gabriel Boric em uma entrevista coletiva após a votação do plesbicito sobre o projeto de Constituição, em Punta Arenas, Chile, no último domingo, 4 de agosto. — Foto: AP Photo/Andres Poblete

Expectativa para próximos anos

A expectativa dos entrevistados é que as moedas latino-americanas não consigam se valorizar nos próximos meses. O CEO da Loara Crédito, por exemplo, diz que a tendência é que o dólar ganhe força, uma vez que é a moeda mais negociada no mundo e perspectiva de baixa de juros não está próxima.

“Os Estados Unidos é um país com maior grau de liberdade econômica que consegue atrair investimentos, impulsionando constantemente o crescimento da sua moeda", diz.

Em relação à moeda brasileira, Seixas afirma que o dólar é, historicamente, mais valorizado do que o real. "O real tende a se depreciar muito mais rápido por ser uma moeda de um país emergente, que tem uma economia mais instável quando comparada às economias desenvolvidas", acrescentou.

Já para o professor da UFRJ, Rodrigo Leite, a expectativa é que o dólar se mantenha estável em relação às moedas sul-americanas.

“[Porém], para o real, existe uma expectativa positiva se o governo conseguir implementar as medidas fiscais, conseguir diminuir o déficit e projetar, no ano que vem, um superávit [valor captado em exportação é maior do que o gasto em importação]”, disse.

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quarta-feira, 13 de setembro de 2023

USP sobe em ranking e vira a melhor universidade da América Latina e do Caribe

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Relatório internacional da QS Quacquarelli Symonds, especialista global em educação, exalta qualidade dos professores brasileiros e nível elevado das pesquisas acadêmicas.
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Por g1

Postado em 13 de setembro de 2023 às 12h20m

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Praça do Relógio, na cidade universitária da USP — Foto: Divulgação
Praça do Relógio, na cidade universitária da USP — Foto: Divulgação

"Vice-campeã" em 2022, a Universidade de São Paulo (USP) subiu uma posição neste ano e passou a ser considerada a melhor instituição de ensino superior da América Latina e do Caribe. Segundo a 13ª edição do QS World University Ranking, divulgada nesta quarta-feira (13), o "pódio" ficou da seguinte forma:

A QS Quacquarelli Symonds, especialista global em educação superior e elaboradora do relatório, destacou os pontos fortes das universidades brasileiras:

  • "nível excepcional de treinamento de corpo docente", por causa do número de professores com doutorado;
  • volume significativo de pesquisas de "alta qualidade", com "intensa colaboração internacional"(como o artigo da USP sobre o uso da "terra preta" da Amazônia para combater o desmatamento);
  • reputação "excelente" da USP entre empregadores;
  • bom tamanho de turmas, como no caso da Universidade de Pernambuco (UFPE).

"O sucesso do Brasil é um testemunho bem-vindo da resiliência de seu sistema de ensino superior, que tem enfrentado desafios de financiamento nos últimos anos", afirma Ben Sowter, vice-presidente sênior da QS.

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Quais universidades brasileiras estão no top 50?

Entre as 50 melhores universidades da América Latina e do Caribe, aparecem também na lista:

  • 8º - Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)
  • 10º - Universidade Estadual Paulista (Unesp)
  • 14º - Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG)
  • 17º - Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio)
  • 18º - Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS)
  • 23º- Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC)
  • 25º - Universidade de Brasília (UnB)
  • 27º - Universidade Federal de São Paulo (Unifesp)
  • 30º - Universidade Federal de São Carlos (UFSCar)
  • 37º - Universidade Federal do Paraná (UFPR)
  • 48º - Universidade Federal de Pernambuco (UFPE)
Quais são as 10 melhores universidades da América Latina?

De acordo com o ranking, a lista é a seguinte:

  1. Universidade de São Paulo - Brasil
  2. Pontifícia Universidade Católica do Chile (UC) - Chile
  3. Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) - Brasil
  4. Tecnológico de Monterrey - México
  5. Universidade do Chile - Chile
  6. Universidade de Los Andes - Colômbia
  7. Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) - México
  8. Universidade Federal do Rio de Janeiro - Brasil
  9. Universidade de Buenos Aires (UBA) - Argentina
  10. Universidade Estadual de São Paulo (Unesp) - Brasil
Vídeos

Abaixo, conheça a história do aluno da USP que ajuda jovens de escola pública a entrarem na universidade:

Aluno da USP cria projeto para ajudar alunos de escola pública a entrar na universidadeAluno da USP cria projeto para ajudar alunos de escola pública a entrar na universidade
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Vida alienígena? Nasa analisa molécula em planeta distante que na Terra só é produzida por seres vivos

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Pesquisadores encontraram indícios que, segundo eles, costumam ocorrer quando há vida em um planeta.
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TOPO
Por Pallab Ghosh

Postado em 13 de setembro de 2023 às 08h35m

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O K2-18 b orbita uma pequena estrela fria mostrada em vermelho, longe o suficiente para que sua temperatura suporte vida. — Foto: NASA via BBC
O K2-18 b orbita uma pequena estrela fria mostrada em vermelho, longe o suficiente para que sua temperatura suporte vida. — Foto: NASA via BBC

Um telescópio da NASA pode ter descoberto possíveis evidências de vida em um planeta distante.

Isso porque pode ter sido detectada uma molécula chamada sulfeto de dimetila (DMS). Ao menos na Terra, isso só é produzido por organismos vivos.

Os pesquisadores frisam que essa possível detecção no planeta a 120 anos-luz de distância "não é robusta" e são necessários mais dados para confirmar a sua presença.

A descoberta foi feita pelo Telescópio Espacial James Webb da NASA. Os pesquisadores também encontraram metano e CO2 na atmosfera do planeta.

A detecção desses gases pode significar que o planeta, denominado K2-18 b, tem um oceano de água.

O professor Nikku Madhusudhan, da Universidade de Cambridge, que liderou a pesquisa, disse à BBC News que toda a sua equipe ficou "chocada" quando viu os resultados.

"Na Terra, o DMS é produzido apenas pela vida. A maior parte dele na atmosfera terrestre é emitido pelo fitoplâncton em ambientes marinhos", disse.
Precaução

Mas o professor Madhusudhan descreveu a detecção do DMS como provisória e disse que seriam necessários mais dados para confirmar a sua presença. Esses resultados são esperados em um ano.

"Se for confirmado, seria uma grande descoberta e sinto a responsabilidade de acertar se estamos fazendo uma afirmação tão grande."

É a primeira vez que os astrônomos detectam a possibilidade de DMS em um planeta orbitando uma estrela distante. Mas esses resultados são tratados com cautela, observando que uma afirmação feita em 2020 sobre a presença de outra molécula, chamada fosfina, que poderia ser produzida por organismos vivos nas nuvens de Vênus, que foi contestada um ano depois.

Mesmo com esse cenário ainda incerto, Robert Massey, que é pesquisador independente e vice-diretor da Royal Astronomical Society de Londres, disse estar entusiasmado com os resultados.

"Estamos caminhando lentamente em direção ao ponto em que seremos capazes de responder à grande questão de saber se estamos sozinhos no Universo ou não", disse ele.

Estou otimista de que um dia encontraremos sinais de vida. Talvez nessa descoberta atual, talvez em 10 ou mesmo 50 anos teremos evidências tão convincentes e que poderão ser melhor explicadas.
— Robert Massey, pesquisador independente e vice-diretor da Royal Astronomical Society de Londres.

O telescópio responsável pela possível descoberta, o JWST, é capaz de analisar a luz que passa pela atmosfera do planeta distante. Essa luz contém a assinatura química de moléculas em sua atmosfera. Os detalhes podem ser decifrados dividindo a luz nas suas frequências constituintes — mais ou menos como um prisma criando um espectro de arco-íris. Se faltarem partes do espectro resultante, este terá sido absorvido por produtos químicos na atmosfera do planeta, permitindo aos investigadores descobrir a sua composição.

No vídeo abaixo o g1 explica por que o James Webb é um supertelescópio.

Compare as fotos do supertelescópio James Webb com seu antecessorCompare as fotos do supertelescópio James Webb com seu antecessor

O feito é ainda mais notável porque o planeta está a mais de 1,1 milhão de bilhões de quilômetros de distância, o que faz com que a quantidade de luz que chega ao telescópio espacial seja minúscula.

Assim como o DMS, a análise espectral detectou abundância dos gases metano e dióxido de carbono com bom grau de confiança.

As proporções de CO2 e metano são consistentes com a existência de um oceano de água sob uma atmosfera rica em hidrogênio. O telescópio Hubble da Nasa já havia detectado a presença de vapor d'água anteriormente, razão pela qual o planeta, denominado K2-18b, foi um dos primeiros a ser investigado pelo muito mais poderoso JWST, mas a possibilidade de um oceano é um grande passo à frente.

Receita para a vida

A capacidade de um planeta suportar vida depende da sua temperatura, da presença de carbono e provavelmente de água. As observações do JWST parecem sugerir que o K2-18 b preenche todos esses requisitos. Mas só porque um planeta tem potencial para sustentar vida não significa que tenha, e é por isso que a possível presença de DMS causa tanto impacto.

O que torna o planeta ainda mais intrigante é que ele não é como os planetas rochosos, semelhantes à Terra, descobertos em órbita de estrelas distantes que são candidatas à vida. O K2-18b tem quase nove vezes o tamanho da Terra.

Os exoplanetas (planetas que orbitam outras estrelas) com tamanhos entre os da Terra e de Netuno são diferentes de tudo que existe no nosso sistema solar. Isso significa que esses "sub-Neptunos" são mal compreendidos, tal como a natureza das suas atmosferas, de acordo com o pesquisador Subhajit Sarkar da Universidade de Cardiff, que é outro membro da equipe de análise

"Embora esse tipo de planeta não exista no nosso sistema solar, os sub-Netunos (com massa menor que o gigante Netuno) são o tipo de planeta mais comum conhecido até agora na galáxia", disse ele.

"Obtivemos o espectro mais detalhado de uma zona habitável de sub-Netuno até o momento, e isso nos permitiu descobrir as moléculas que existem em sua atmosfera."

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terça-feira, 12 de setembro de 2023

Mais de 5 mil pessoas morrem, e 10 mil estão desaparecidos após passagem de tempestade na Líbia

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Ministro estima que a tempestade mediterrânea Daniel matou 5,3 mil pessoas além de deixar 25% da cidade de Derna debaixo d'água.
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Por g1

Postado em 12 de setembro de 2023 às 06h45m

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Fortes chuvas deixam cidades da Líbia debaixo d'água
Fortes chuvas deixam cidades da Líbia debaixo d'água

Mais de 5,3 mil pessoas morreram na Líbia após uma tempestade atingir o país no domingo (10), informou a agência de notícias do país.

Um representante do Crescente Vermelho, equivalente à Cruz Vermelha nos países de maioria islâmica, afirmou que cerca de 10 mil pessoas estão desaparecidas.

“Os corpos estão por toda parte - na água, nos vales, sob os edifícios", disse Hichem Chkiouat, ministro da Aviação Civil e também integrante do Comitê de Emergência criado após as enchentes.

As informações divulgadas pelo governo e órgãos líbios podem não ser precisas porque, desde 2011, o país está politicamente dividido entre leste e oeste. Por conta disso, os serviços públicos entraram em colapso. O governo internacionalmente reconhecido em Trípoli não controla as áreas orientais, o que dificulta a obtenção de dados na região.

Destruição na cidade de Derna, na Líbia, tomada pela água após tempestade — Foto: Esam Omran Al-Fetori/Reuters
Destruição na cidade de Derna, na Líbia, tomada pela água após tempestade — Foto: Esam Omran Al-Fetori/Reuters


Uma visão geral da cidade de Derna nesta terça-feira, 12 de setembro de 2023. Tempestade mediterrânea Daniel causou inundações devastadoras na Líbia que romperam barragens e varreram bairros inteiros em várias cidades costeiras — Foto: AP Photo/Jamal Alkomaty
Uma visão geral da cidade de Derna nesta terça-feira, 12 de setembro de 2023. Tempestade mediterrânea Daniel causou inundações devastadoras na Líbia que romperam barragens e varreram bairros inteiros em várias cidades costeiras — Foto: AP Photo/Jamal Alkomaty

A cidade de Derna, de 125 mil habitantes, foi uma das mais atingidas. Derna fica na costa da Líbia e é cortada ao meio por um rio sazonal. Duas barragens nesse rio foram rompidas pela força da água.

Devido à tempestade, as ruas foram tomadas pela água, casas foram inundadas, edifícios foram destruídos, carros acabaram virados e moradores foram arrastados.

A tempestade mediterrânea Daniel que atingiu a Líbia no domingo (10) também afetou as cidades de Benghazi, Sousse, Al Bayda e Al-Marj.

Mapa mostra a cidade de Derna, atingida por tempestade na Líbia — Foto: g1
Mapa mostra a cidade de Derna, atingida por tempestade na Líbia — Foto: g1

Antes de chegar à Líbia, a tempestade Daniel levou estragos à Grécia, Turquia e Bulgária.

A tempestade agora está sobre o Egito. A intensidade das chuvas e do vento diminuiu, mas mesmo assim preocupa as autoridades, que colocaram o país em alerta.

A Líbia pediu ajuda internacional para se recuperar da tragédia. Países como os Estados Unidos e a Turquia enviaram aviões com suprimentos para o país africano.

Vala comum com mortos na Libia, em 12 de setembro de 2023 — Foto: Ayman Al-Sahili/Reuters
Vala comum com mortos na Libia, em 12 de setembro de 2023 — Foto: Ayman Al-Sahili/Reuters

Regime parlamentarista da Líbia

A Líbia vive um regime parlamentarista instituído na cidade de Tripoli, capital do país, sob a chancela de Abdulhamid al-Dbeibah. O governo é consequência de uma revolta popular mobilizada em 2011 com apoio da Otan contra o então líder Muammar Gaddafi.

Isso porque, em 2014, o país se dividiu em duas frentes: uma alinhada à Otan, que é reconhecida internacionalmente, e outra liderada por Osama Hamad, que controla o leste do país.

Em 2021, al-Dbeibah foi escolhido primeiro-ministro com a premissa de realizar novas eleições para todo o país. No entanto, a votação ainda não ocorreu por conta de desentendimentos entre os grupos acerca das regras do pleito.

Enchente na Líbia

Uma visão geral da cidade de Derna nesta terça-feira, 12 de setembro de 2023. Tempestade mediterrânea Daniel causou inundações devastadoras na Líbia que romperam barragens e varreram bairros inteiros em várias cidades costeiras — Foto: AP Photo/Jamal Alkomaty

Destruição na cidade de Derna, na Líbia, após fortes enchentes — Foto: Governo da Líbia via AP

Equipe da Crescente Vermelha trabalha em meio a inundação após tempestade na cidade de Al Bayda, na Líbia, no dia 11 de setembro de 2023 — Foto: Crescente Vermelha/AFP
Veja imagens da enchente que atingiu a cidade de Derna
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segunda-feira, 11 de setembro de 2023

PF coleta amostras de ouro extraído da Terra Yanomami para identificar 'DNA' do minério e combater venda ilegal

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Coleta ocorreu nas regiões de Surucucu, Xitei, Homoxi, Cabeceira do Rio Catrimani e Paapiu. Objetivo também é identificar contaminação por mercúrio na região onde os indígenas vivem.
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Por g1 RR — Boa Vista

Postado em 11 de setembro de 2023 às 07h10m

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Operação DNA do Ouro ocorreu em cinco regiões da Terra Yanomami. — Foto: Comando Conjunto Ágata Fronteira Norte/Divulgação
Operação DNA do Ouro ocorreu em cinco regiões da Terra Yanomami. — Foto: Comando Conjunto Ágata Fronteira Norte/Divulgação

A Polícia Federal coletou amostras de ouro extraído da Terra Indígena Yanomami para identificar características determinantes de que o minério foi retirado ilegalmente da região. A ação, denominada “DNA do Ouro”, ocorreu entre os dias 4 a 6 deste mês de setembro.

A coleta do material ocorreu nas regiões de Surucucu, Xitei, Homoxi, Cabeceira do Rio Catrimani e Paapiu. O transporte dos policiais federais foi realizado pelas Forças Armadas, em duas aeronaves.

A análise do ouro ocorre com a combinação de morfologia, mineralogia, composição química e isotópica, que permitem a construção de parâmetros objetivos na rastreabilidade. O trabalho permite detectar a região de onde o metal foi retirado, identificando se ele é legalizado ou não.

De acordo com as Forças Armadas, o objetivo da ação também é verificar a possível contaminação por mercúrio, metal usado por garimpeiros durante a exploração de ouro, na região onde os indígenas vivem.

Altamente tóxico, o mercúrio é o único metal líquido em temperatura ambiente que se une facilmente ao ouro, formando uma liga metálica. Esse material, então, é aquecido, o mercúrio se evapora e o ouro se funde sozinho. O excesso restante desse processo é lançado diretamente nos rios, causando poluição ambiental e impactando na saúde dos indígenas.

Coleta de amostras de ouro extraído ilegalmente da Terra Yanomami é feita pela Polícia Federal. — Foto: Comando Conjunto Ágata Fronteira Norte/Divulgação
Coleta de amostras de ouro extraído ilegalmente da Terra Yanomami é feita pela Polícia Federal. — Foto: Comando Conjunto Ágata Fronteira Norte/Divulgação

Segundo o chefe do Setor de Perícias em Geologia da PF, Erich Adam Moreira Lima, com o apoio das Forças, a intenção é seja possível estabelecer um catálogo do ouro existente no solo de distintas regiões do Brasil.

"Nesse sentido, todas as informações coletadas serão inseridas no Banco Nacional de Perfis Auríferos - BANPA. Esse cadastro permitirá que as investigações sejam mais ágeis e eficazes, por conseguirem identificar, mais rapidamente, se o ouro foi retirado de garimpos ilegais”, explicou Erich.

A ação foi realizada no contexto da Operação Ágata Fronteira Norte, uma operação interagências coordenada entre Órgãos de Segurança Pública, Agências e Forças Armadas.

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