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quinta-feira, 10 de março de 2022

Veja os principais bens do bilionário russo Roman Abramovich, dono do Chelsea

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Reino Unido bloqueou os bens de Abramovich em razão da conexão dele com Vladimir Putin. Bilionário é considerado o 142º homem mais rico do mundo, segundo ranking da Forbes.
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Por Paola Patriarca, g1

Postado em 10 de março de 2022 às 13h10m

Post.- N.\ 10.241

O proprietário do Chelsea Football Club, Roman Abramovich, é um dos oligarcas russos mais famosos do mundo — Foto: Getty Images
O proprietário do Chelsea Football Club, Roman Abramovich, é um dos oligarcas russos mais famosos do mundo — Foto: Getty Images

O bilionário russo Roman Abramovich, que teve os bens bloqueados pelo Reino Unido nesta quinta-feira (10) em razão da conexão dele com o presidente da Rússia, Vladimir Putin, é considerado o 142º homem mais rico do mundo, segundo o último ranking da Forbes.

Além de ser dono do clube inglês de futebol Chelsea FC, Abramovich possui participações na gigante do aço Evraz, Norilsk Nickel. Atualmente, sua fortuna está avaliada em cerca de US$ 12,3 bilhões e seu patrimônio líquido já atingiu o pico de US$ 23,5 bilhões em 2008.

Abramovich diz que vai vender o Chelsea e doar lucro para vítimas da guerra na UcrâniaAbramovich diz que vai vender o Chelsea e doar lucro para vítimas da guerra na Ucrânia

Em 2005, o bilionário vendeu uma participação de 73% na petrolífera russa Sibneft para a gigante do gás estatal Gazprom por US$ 13 bilhões.

Além dos investimentos, o russo também é conhecido por ser dono do segundo maior iate do mundo, Eclipse de 533 pés, comprado por quase US$ 400 milhões em 2010, conforme a Forbes. O bilionário possui um Boeing 767-300ER batizado de "The Bandit".

A Forbes ainda aponta que Abramovich também já gastou US$ 2,5 bilhões na região de Chukotka, extremo leste da Rússia, onde trabalhou como governador e presidente da Duma local de 2001 a 2013, e já transferiu mais de US$ 90 milhões em propriedades de Nova York para a ex-esposa, Dasha Zhukova.

Veja os principais bens de Abramovich, segundo a Forbes:

  • Fortuna: US$ 12,3 bilhões.
  • Pico do patrimônio líquido: US$ 23,5 bilhões em 2008.
  • Investimentos: Chelsea FC e na gigante do aço Evraz, Norilsk Nickel. Em 2005, vendeu a participação de 73% na petrolífera russa Sibneft para a gigante do gás estatal Gazprom por US$ 13 bilhões.
  • Imóveis: fez a transferência de mais de US$ 90 milhões em propriedades de Nova York para a ex-esposa.
  • Iate: Eclipse de 533 pés, comprado por quase US$ 400 milhões, em 2010.
Bloqueio de bens
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o dono do Chelsea, Roman Abramovich — Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/AFP e Ben Stansall/AFP
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, e o dono do Chelsea, Roman Abramovich — Foto: Alexei Druzhinin/Sputnik/AFP e Ben Stansall/AFP

No início do mês, Abramovich havia colocado à venda o clube inglês e disse que destinaria o lucro para vítimas da guerra na Ucrânia. Porém, com o bloqueio dos bens anunciados nesta quinta-feira (10), a venda será impedida.

De acordo com a agência de notícias Reuters, o Reino Unido anunciou o congelamento de ativos para Roman Abramovich e sanções a seis outros oligarcas russos.

O governo britânico afirmou que o Chelsea poderá continuar jogando e quem já tem ingressos poderá ir aos jogos. Contudo, ficam suspensas a venda de novos ingressos e mercadorias do time, bem como a negociação de jogadores.

“As sanções de hoje fazem parte do suporte constante do Reino Unido pelo povo da Ucrânia. Seremos impiedosos na perseguição àqueles que permitem a morte de civis, destruição de hospitais e ocupação ilegal de territórios soberanos”, disse o primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

Veja quem são os outros bilionários sancionados pelo Reino Unido:

  • Igor Sechin, CEO da Rosneft
  • Oleg Deripaska, acionista do grupo En+
  • Dmitri Lebedev, chefe do banco Rossiya
  • Alexei Miller, CEO da Gazprom
  • Nikolai Tokarev, presidente da Transneft

Juntos, a soma dos bens dos sete bilionários russos, entre eles Abramovich, fica em torno de US$ 19 bilhões. Uma porta-voz do Abramovich afirmou que ainda não pode fazer comentários sobre a decisão do governo britânico.

Fachada do Chelsea FC em Londres — Foto: REUTERS/Hannah Mckay
Fachada do Chelsea FC em Londres — Foto: REUTERS/Hannah Mckay

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quarta-feira, 9 de março de 2022

Navio que naufragou em 1915 na Antártica é encontrado no fundo do mar; veja vídeo

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O navio é o Endurance, que foi comandado pelo explorador Ernest Shackleton no começo do século 20 e naufragou em novembro de 1915.
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Por g1

Postado em 09 de março de 2022 às 11h00m

Post.- N.\ 10.240

Telas mostram imagens do Endurance, navio que naufragou em 1915 e foi encontrado em 2022 — Foto: Esther Horvath / Falklands Maritime Heritage Trust / AFP
Telas mostram imagens do Endurance, navio que naufragou em 1915 e foi encontrado em 2022 — Foto: Esther Horvath / Falklands Maritime Heritage Trust / AFP

Os destroços de um navio que naufragou na Antártica, no Polo Sul, há mais de 100 anos, foram encontrados por uma equipe de buscas há mais de 3.000 metros de profundidade. O anúncio da descoberta foi feito nesta quarta-feira (9).

O navio é o Endurance, que foi comandado pelo explorador Ernest Shackleton no começo do século 20.

Navio que naufragou em 1915 foi encontrado na costa da Antártica
Navio que naufragou em 1915 foi encontrado na costa da Antártica

Com três mastros, o navio naufragou em novembro de 1915. Shackleton estava tentando fazer a primeira travessia por terra da Antártica.

Equipamento usado na expedição para encontrar o Endurance, navio naufragado em 1915 no Polo Sul — Foto: Esther Horvath / Falklands Maritime Heritage Trust / AFP
Equipamento usado na expedição para encontrar o Endurance, navio naufragado em 1915 no Polo Sul — Foto: Esther Horvath / Falklands Maritime Heritage Trust / AFP

Outras tentativas de encontrar o naufrágio fracassaram por causa das condições do tempo no Mar de Weddell, onde está o navio.

A localização foi definida pelo capitão da embarcação, Frank Worsley, em 1915. O Endurance foi encontrado a cerca de seis quilômetros da posição descrita pelo capitão.

A missão que encontrou o naufrágio chama-se Endurance22, e foi organizada por um fundo das Ilhas Malvinas. Eles empregaram veículos subaquáticos que têm câmeras de alta definição e scanners para rastrear o que há no fundo do mar.

Barco da expedição que descobriu o naufrágio do Endurance, um navio que afundou na Antártica em 1915 — Foto: Esther Horvath / Falklands Maritime Heritage Trust / AFP
Barco da expedição que descobriu o naufrágio do Endurance, um navio que afundou na Antártica em 1915 — Foto: Esther Horvath / Falklands Maritime Heritage Trust / AFP

As imagens mostram que o barco está em boas condições —é possível ver claramente o nome no navio.

“Estamos muito felizes pela nossa sorte, esse é, de longe, o melhor naufrágio de navio de madeira que já vi, está intacto, em um estado brilhante de conservação”, disse Mensum Bound, diretor da expedição.

O grupo que encontrou o naufrágio é liderado pelo explorador britânico John Shears. Eles trabalharam em uma embarcação sul-africana que quebra gelo, a Agulhas II.

Além de buscar o naufrágio, a equipe também pesquisa efeitos da mudança climática.

Uma das grandes histórias de sobrevivência da humanidade

Em 1915, a equipe inteira do Endurance (28 marinheiros) conseguiu voltar para casa. Essa é considerada uma das grandes histórias de sobrevivência da humanidade.

Eles atravessaram pelo gelo formado no mar, comendo focas e pinguins, até que conseguiram navegar em três barcos de salva-vidas e chegar até a ilha de Elephant, que é inabitada.

De lá, Shackleton e alguns marinheiros remaram 1.300 quilômetros em um dos barcos de salva-vidas até a ilha de Georgia do Sul. Uma estação de caça de baleias ajudou os náufragos.

Shackleton fez várias tentativas para resgatar o resto de sua equipe, e conseguiu leva-los para a terra na quarta vez.

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terça-feira, 8 de março de 2022

Como PIB e cenário econômico ajudam a entender o futuro dos negócios

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Especialistas contam o que pode acontecer na agropecuária, na indústria e nos serviços. Previsão para 2022 é de crescimento pequeno.
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Por Thaís Matos, g1

Postado em 08 de março de 2022 às 10h05m

Post.- N.\ 10.239

O PIB brasileiro de 2021 recuperou as perdas durante a pandemia e teve um resultado que, à primeira vista, enche os olhos: crescimento de 4,6%, R$ 8,7 trilhões em valores correntes. Mas as previsões para a atividade econômica em 2022 não são animadoras.

Para este ano, a pesquisa Focus, do Banco Central, prevê que a economia brasileira deve crescer só 0,3%. E um levantamento do Monitor do PIB, da Fundação Getúlio Vargas, mostrou que a economia caminha para uma nova estagnação.

"Naturalmente, esse número é apenas uma projeção e muitos fatores ao longo do ano podem elevar ou contrair essa taxa de variação. Essa projeção sugere que não devemos ter forte expansão de renda em 2022", explica ao g1 Felippe Serigati, professor de economia da FGV.

"Na realidade, no momento, devido principalmente aos conflitos externos, não podemos descartar o cenário de registrarmos uma leve contração em 2022 (ou seja, que a sociedade brasileira consiga gerar em 2022 um volume de renda ligeiramente inferior àquele que foi gerado em 2021)."

Para completar, vivemos um aumento grande dos preços acompanhado de aumento dos juros para tentar contê-lo. Brasileiros de diversos setores podem levar em conta esses fatores para entender como lidar com seus negócios e investimentos este ano.

Evolução anual do PIB do Brasil — Foto: Economia g1
Evolução anual do PIB do Brasil — Foto: Economia g1


... Agropecuária

O setor se beneficia dos preços altos das commodities, principalmente pela menor oferta devido à invasão da Ucrânia, já que Rússia e Ucrânia são dois importantes fornecedores de grãos para o mercado internacional, explica Serigati.

Mas a alta na cotação das commodities agrícolas também deve elevar os custos de produção, complementa. Ou seja, dá pra ganhar mais na venda do produto, mas produzi-lo também vai ficar mais caro.

"Não está claro para quais culturas e em quais regiões a elevação do preço recebido compensará o forte aumento nos custos de produção. Na realidade, há incerteza a respeito do acesso a alguns insumos de produção, independente do seu preço", avalia o professor.

Além da guerra, o agro também pode sofrer com efeitos do clima – esse, aliás, foi um dos grandes vilões do setor em 2021. "Como ainda estamos operando sob uma La Niña clássica, provavelmente atravessaremos o 1º, o 2º e parte do 3º trimestres com escassez hídrica (notadamente na Região Sul) e risco de geadas (principalmente durante o inverno)", diz.

O que é o PIB e quais os impactos dele?
O que é o PIB e quais os impactos dele?

E a indústria?

A indústria passa por três décadas de "não atualização e grande defasagem em relação a tecnologias", analisa Fernando Ribeiro, professor de economia do Insper. A tendência, segundo o professor, é que esse cenário até piore em 2022 "agravado por créditos mais severos, negócios com menos oportunidades e confiança de consumidor e comerciantes abalada", diz.

Os problemas nas cadeias de suprimentos que vivemos durante a pandemia também jogam contra.

"A indústria de Construção Civil deve apresentar um desempenho menos acelerado que aquele observado em 2021, seja devido à elevação da taxa de juros (que encarece o crédito), seja devido às incertezas da economia brasileira, ou por causa da elevação dos seus custos de produção (commodities minerais e metálicas)", diz Serigati.

Já o setor de transformações deve ter um 2022 com "dinamismo limitado", explica, por conta também dos custos de produção e da contração do poder de compra do mercado doméstico.

Mas nem todo mundo vai sofrer. Para Serigati, a indústria mais associada às commodities (como os setores de óleo e gás, e de minerais e metais) pode ter um 2022 "mais razoável". "Naturalmente, depende da situação dos seus custos de produção", pondera.

E nos serviços? É hora de abrir ou expandir negócio?

O setor de serviços, que teve a maior recuperação em 2021, deve crescer com menos intensidade neste ano devido à queda do poder de compra da população, avalia Serigati.

Abrir um negócio – ou expandir o que já tem – é sempre um desafio, pois envolve questões logísticas e financeiras próprias do negócio, como fidelização de clientes. Além disso, quem pensa em abrir ou aumentar precisa também olhar para o cenário macroeconômico do país, alerta Fernando Ribeiro.

"De maneira geral, está altamente desafiador por vários motivos: o crédito está caro, a logística travada por causa da produção, a atividade está mais baixa, a confiança mais abalada e inflação mais rígida do que anteriormente previsto", analisa.
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segunda-feira, 7 de março de 2022

Mais de 6 milhões de pessoas morreram de Covid-19 no mundo, diz levantamento

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Monitoramento é da Johns Hopkins; especialistas dizem que subnotificação é provável e que a doença se tornou uma de 'não vacinados'.
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Por g1

Postado em 07 de março de 2022 às 10h50m

Post.- N.\ 10.238

Reprodução da página da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que aponta mais de 6 milhões de mortes pela Covid-19. — Foto: Reprodução/Johns Hopkins
Reprodução da página da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, que aponta mais de 6 milhões de mortes pela Covid-19. — Foto: Reprodução/Johns Hopkins

O mundo ultrapassou, nesta segunda-feira (7), a marca de 6 milhões de mortos por Covid-19, segundo monitoramento da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos.

O número foi alcançado pouco mais de 4 meses depois de o globo registrar 5 milhões de óbitos pela doença.

Os Estados Unidos são o país com o maior número de mortes: 958,4 mil, de acordo com a Hopkins. O Brasil está em segundo, com 652.207, segundo o consórcio de veículos de imprensa. Só no último mês foram 22 mil óbitos registrados, a maior quantidade mensal desde agosto do ano passado.

Ao todo, 4 países da América, 4 da Europa e dois da Ásia compõem os dez com mais mortes em todo o mundo (veja gráfico):

Países com mais mortes por Covid-19
Mundo ultrapassou 6 milhões de óbitos nesta segunda-feira (7)
958.437958.437652.207652.207515.036515.036348.467348.467319.604319.604210.907210.907162.582162.582155.782155.782149.918149.918140.264140.264EUABrasilÍndiaRússiaMéxicoPeruReino UnidoItáliaIndonésiaFrança0100k200k300k400k500k600k700k800k900k1.000k1.1…
Fonte: Consórcio de veículos de imprensa/g1 (Brasil) e Johns Hopkins

No mundo

Veja alguns destaques da pandemia pelo mundo:

  • Hong Kong teve a maior média móvel de mortes confirmadas em relação à população na última semana, segundo o "Our World in Data", ligado à Universidade de Oxford. A cidade vai testar toda a sua população, de 7,5 milhões de pessoas, três vezes neste mês, disse a agência de notícias Associated Press.
  • Polônia, Hungria, Romênia e outros países do Leste Europeu continuam com alto número de mortes, ao mesmo tempo em que recebem 1,5 milhão de refugiados da Ucrânia – que tem apenas 35% da população vacinada contra a Covid-19 e 112 mil mortes.
  • Apesar da alta disponibilidade de vacinas, os Estados Unidos têm menos de 65% da população totalmente vacinada. No Brasil, 72,5% da população já recebeu duas doses de vacina.
  • As ilhas remotas do Pacífico – cujo isolamento as protegeu por mais de dois anos – agora estão enfrentando seus primeiros surtos e mortes, alimentados pela variante ômicron. Mas o cenário é desigual: Tonga, que tem 66% da população totalmente vacinada, ainda não registrou mortes mesmo com o primeiro surto, em janeiro. Já nas Ilhas Salomão, que só têm 12% dos habitantes vacinados, já são mais de 100 mortes.

À Associated Press, o professor Tikki Pang, da Universidade Nacional de Singapura, disse que a Covid-19 é uma "doença dos não vacinados".

“Esta é uma doença dos não vacinados – veja o que está acontecendo em Hong Kong agora, o sistema de saúde está sobrecarregado”, disse Pang, ex-diretor de política de pesquisa e cooperação com a Organização Mundial de Saúde. “A grande maioria das mortes e dos casos graves estão no segmento vulnerável e não vacinado da população.”

Segundo o "Our World in Data", Hong Kong tem 69,84% da população com duas doses de vacina.

Subnotificação

Apesar da enormidade do número, o mundo sem dúvida ultrapassou 6 milhões de mortes há algum tempo – por causa da subnotificação.

Também à AP, o chefe de dados do "Our World in Data", Edouard Mathieu, disse que, conforme os números de excesso de mortalidade nos países são estudados, é provável que haja quatro vezes o número de mortos oficialmente relatado por causa da pandemia.

“As mortes confirmadas representam uma fração do número real de mortes devido à Covid, principalmente por causa de testes limitados e desafios na atribuição da causa da morte”, disse Mathieu. “Em alguns países, principalmente ricos, essa fração é alta e a contagem oficial pode ser considerada bastante precisa, mas em outros é altamente subestimada", completou.

Milhões

Veja, abaixo, quanto tempo se passou entre cada milhão de mortes por Covid:

Evolução da pandemia
Hospital atende a paciente com Covid-19 em Sofia, na Bulgária, em foto de 15 de outubro — Foto: Stoyan Nenov/Reuters
Hospital atende a paciente com Covid-19 em Sofia, na Bulgária, em foto de 15 de outubro — Foto: Stoyan Nenov/Reuters

O primeiro milhão de mortes foi marcado por uma primeira onda na Europa, em março e abril de 2020, que assustou o mundo e levou os países a adotarem severas medidas de restrição para diminuir a proliferação do vírus.

O segundo milhão de vítimas foi marcado por uma aceleração constante no número de óbitos primeiro na Europa, impulsionada pela variante alfa, detectada inicialmente no Reino Unido, e posteriormente nos EUA, o que levou o mundo a atingir na época o recorde de mortes diárias.

O terceiro milhão de óbitos foi marcado por uma forte queda no número de mortes tanto nos EUA quanto na Europa, após severas restrições e com a aceleração da vacinação. Ao mesmo tempo, os óbitos já começavam a crescer na América do Sul e na Ásia, a partir de março.

Já o quarto milhão foi marcado por uma disparada da pandemia na América do Sul e na Ásia, sobretudo por causa do Brasil e da Índia.

O quinto milhão, alcançado em novembro, viu altas de casos e mortes na Rússia.

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