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sábado, 13 de julho de 2019

Que devemos fazer se um dia encontrarmos vida extraterrestre?

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Eis a opinião dos cientistas O cinema e a literatura nos mostram diferentes cenários de como seria um primeiro contato entre seres humanos e extraterrestres. Mas além da ficção, cientistas e outros pesquisadores de várias partes do mundo querem estar prontos caso o encontro ocorra. 
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 Por BBC  

 Postado em 13 de julho de 2019 às 16h00m  
GIPOPE - GARIBA'S Logística for 2012 - 2013
No mundo há várias organizações que enviam sinais ao espaço em busca de uma resposta — Foto: Getty Images via BBCNo mundo há várias organizações que enviam sinais ao espaço em busca de uma resposta — Foto: Getty Images via BBC

Não é uma pergunta que nos fazemos todos os dias, mas há pessoas que dedicam suas vidas a obter a resposta para um dilema que poderia afetar o curso da humanidade.

Como devemos reagir se um dia formos contatados por inteligência extraterrestre?
Clássicos como "Contatos Imediatos do Terceiro Grau", de Steven Spielberg, o hit dos anos noventa "Independence Day", com Will Smith e mais recentemente "A Chegada", de Denis Villeneuve, que teve oito indicações ao Oscar em 2016, despertam muito interesse nessa pergunta.

Mas agora um grupo de astrônomos, físicos e astrobiólogos de prestigiadas universidades britânicas querem levar a questão a um cenário real e as ouvir as opiniões das pessoas sobre o que devemos fazer se formos contatados por outro planeta.

Estes cientistas fazem parte da Rede de Pesquisa para a Busca de Inteligência Extraterrestre do Reino Unido (UKSRN, na sigla em inglês), que lançou recentemente uma pesquisa global que qualquer um pode responder dando sua opinião sobre como devemos reagir a um possível contato alienígena.
Até agora não havia um protocolo mundial para como reagir a um contato alienígena — Foto: Getty Images via BBCAté agora não havia um protocolo mundial para como reagir a um contato alienígena — Foto: Getty Images via BBC

Há um plano?
A pesquisa inclui perguntas como "se fosse descoberto que há inteligência extraterrestre, o que você faria?" e "o que você considera uma fonte confiável para obter informações sobre o contato extraterrestre?" e dá opções de respostas. Também perguntam quem deveria, se é que alguém deveria, controlar mensagens da Terra para extraterrestres.

O objetivo da pesquisa é ouvir a opinião das pessoas para fazer planos em caso de haver um encontro com inteligência alienígena.

Embora as organizações independentes dedicadas a encontrar contato extraterrestre desenvolvam diretrizes e protocolos em caso de isso acontecer, a verdade é que não há nenhum plano oficial internacional.

"Nunca houve qualquer protocolo de governos ou organizações globais como as Nações Unidas," diz à BBC Mundo Douglas Vakoch, presidente da Mensagens para Extraterrestres Inteligentes (METI, na sigla em inglês), uma organização dedicada ao envio de sinais interestelares.
Em relação a esses protocolos, Vakoch explica que nenhum desses documentos tem "força legal".

Então, se não há nenhum plano definido, como devemos agir se um visitante cósmico vier nos cumprimentar? Esta questão gera debate entre os estudiosos do assunto.
Qual deve ser a mensagem, se formos nos comunicar? — Foto: Getty Images via BBCQual deve ser a mensagem, se formos nos comunicar? — Foto: Getty Images via BBC

O que deveríamos fazer?
Para alguns, a discussão começa a partir do modo como a pergunta é feita.

"Mesmo na Terra achamos difícil chegar a um acordo sobre o que entendemos por inteligência, o que entendemos por vida e o que entendemos por comunicação", diz à BBC Mundo o astrofísico Charley Lineweaver, pesquisador do Instituto de Ciências Planetárias da Universidade Nacional da Austrália.

"Com tantas incógnitas, é difícil fazer uma pergunta bem definida".
No entanto, em meio a tanta incerteza, Lineweaver acredita que é essencial, ao nos fazermos essas perguntas, "nos desfazer do que Hollywood fez com as nossas opiniões sobre alienígenas."

Vakoch diz que há décadas a discussão centrou-se nas condições sob as quais uma resposta deveria ser enviada, se seria uma resposta genérica ou se dependeria do tipo de sinal a ser recebido, qual deveria ser a mensagem, se seria melhor enviar uma única mensagem ou de vários países. Essas são algumas das perguntas que circulam.

Vakoch, em todo caso, não tem dúvida do que, segundo ele, deveria ser feito.
"Uma vez que detectemos a primeira civilização alienígena, temos que responder", diz ele.

O METI, um instituto dedicado à busca de inteligência extraterrestre que contou com o apoio do cosmólogo Carl Sagan, reconhece que as possibilidades de detectar a inteligência extraterrestre "podem ser baixas".

De qualquer forma, seu protocolo diz que se um contato extraterrestre for confirmado, o Secretário Geral das Nações Unidas deve ser notificado e as provas devem ser fornecidas, e elas também devem estar disponíveis para toda a comunidade científica.

"A detecção de inteligência extraterrestre deve ser disseminada de maneira aberta e oportuna por meio de canais científicos e da mídia", diz o documento do METI.

Para Vakoch, apesar de os protocolos clamarem por um consenso no caso de um sinal ser detectado, "na realidade qualquer um com um transmissor pode fazer o que quiser", explica ele. "Seria impossível impor um silêncio global" e, para ele, embora isso possa parecer caótico, não seria algo necessariamente ruim.

"A consequente cacofonia da Terra proporcionará aos alienígenas uma apresentação comovente da humanidade, revelando o fato de que nem todos falamos com uma só voz."
Devemos temer um encontro alienígena? — Foto: Getty Images via BBCDevemos temer um encontro alienígena? — Foto: Getty Images via BBC

Oportunidade ou ameaça?
Vakoch acredita que a melhor maneira de se preparar para um primeiro contato é enviar todo tipo de mensagem para o espaço, desde músicas e fotos até códigos de computador.
"Devemos dar-lhes oportunidades para nos entender", diz ele.

Mas nem todos concordam em tentar um contato extraterrestre.
"Se os alienígenas nos visitassem, o resultado seria muito semelhante ao que aconteceu quando Colombo chegou à América", disse o físico Stephen Hawking em entrevista ao canal de televisão Discovery Channel em 2010. "Os americanos nativos não se deram bem."

Hawking, apesar de apoiar projetos de contato extraterrestre, também chegou a dizer que esses encontros seriam "um desastre" e que, em vez de buscar contato, era melhor "manter a cabeça baixa", como disse à National Geographic em 2004.

Outros, no entanto, concordam com o otimismo de Vakoch.
"Quando se trata de alienígenas, devemos nos preparar para passar uma boa impressão", diz o astrofísico e escritor Ethan Siegel à BBC Mundo.

"Muitas pessoas inicialmente terão medo de todo tipo de consequências negativas que podem ser imaginadas, mas (o contato extraterrestre) seria o ápice da esperança, da oportunidade de sermos humildes diante de tudo que a natureza tornou possível."

"Seria uma grande oportunidade para nós, como civilização, tentar abrir caminhos no universo."

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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Governo reduz para 0,81% previsão de alta do PIB em 2019

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Último dado divulgado pelo governo previa um crescimento de 1,6% para o PIB deste ano. Previsão de inflação para 2019 passou de 4,1% para 3,8%.
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 Por Laís Lis, G1 — Brasília  

 Postado em 12 de julho de 2019 às 16h25m  

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O governo reduziu a expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2019, de 1,6% para 0,81%. A revisão foi anunciada nesta sexta-feira (12) pelo Ministério da Economia.

Esse foi o terceiro corte nas previsões do governo para crescimento da economia. O orçamento desse ano foi elaborado prevendo que a economia cresceria 2,5%. Em março essa previsão caiu para 2,2% e em maio para 1,6%.
Para 2020, a previsão de crescimento do PIB caiu de 2,5% para 2,2%. Já a previsão de inflação para 2019 foi revisada de 4,1% para 3,8%.

A meta central deste ano para a inflação é de 4,25%, e o intervalo de tolerância do sistema de metas varia de 2,75% a 5,75%.

As previsões divulgadas ficaram próximas as do último relatório Focus divulgado pelo Banco Central (BC). O relatório, feito com base em informações de analistas do mercado financeiro, prevê um crescimento de 0,82% para o PIB de 2019 e uma inflação de 3,8%.

Segundo o documento divulgado pelo Ministério da Economia, indicadores mensais disponíveis para o segundo trimestre de 2019 indicam que a recuperação econômica continua lenta. Esses indicadores mais fracos de atividade econômica levaram à revisão da previsão de crescimento da economia.

Previsão de PIB
  • Brasil: 0,8%
  • Agropecuária: 0,5%
  • Indústria: -0,1%
  • Serviços: 1%
Reforma da Previdência
O documento aponta, ainda, que a aprovação da reforma da Previdência terá um papel protagonista para a retomada do crescimento econômico.

"A retomada do crescimento da economia brasileira deverá passar necessariamente por um conjunto de reformas de reequilíbrio fiscal, onde a nova Previdência assume papel de protagonismo, bem como reformas pró-mercado", informa o documento.

O subsecretário de política macroeconômica, Vladimir Kuhl Teles, afirmou durante a coletiva que a não aprovação da reforma da Previdência teriam um impacto catastrófico em termos de crescimento do PIB e que o governo teria que reduzir brutalmente a projeção de crescimento, o que levaria a uma recessão.

“Você pode até não aumentar a sua projeção de crescimento, mas se não aprovar você teria que reduzir de forma brutal a previsão de crescimento, inclusive para o ano corrente e o ano que vem. Provavelmente você entraria em uma recessão”, disse.

Segundo ele, a aprovação da reforma não deve ter um impacto grande nesse ano, mas impactará mais a previsão de crescimento a partir do próximo ano. “É possível que tenha impacto este ano, mas não substancial”, disse.

Já com relação a 2020, a Secretaria de Política Econômica avalia que a redução da previsão de crescimento se deve "substancialmente ao efeito base, ou seja, o menor patamar do PIB neste ano afetará o desempenho do PIB em 2020".

Durante a coletiva para apresentar as novas previsões, o secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, afirmou que a aprovação da reforma da Previdência tem potencial para aumentar em 0,5 ponto percentual por ano o crescimento anual do PIB.

Ou seja, se o PIB fosse crescer 1% no ano, a aprovação da nova Previdência tem potencial para elevar esse crescimento para 1,5%.

Políticas econômicas
O secretário de políticas macroeconômicas do Ministério da Economia, Adolfo Sachsida, afirmou que o país paga hoje por políticas econômicas erradas feitas durante os anos de 2006 a 2016.

Sachsida afirmou ainda que a aprovação de reformas pró-mercado é essencial para que o país tenha crescimento sustentável e de longo prazo. “Não existe mágica. Equilíbrio fiscal e reformas, esse é o caminho de um crescimento econômico sustentável e de longo prazo”, disse.
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Arqueólogos encontram ossadas de um homem, um cavalo e um cachorro em navio funerário viking

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Embarcações foram descobertas no ano passado na Suécia, mas escavações começaram apenas em junho deste ano.
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 Por G1  

 Postado em 12 de julho de 2019 às 12h00m  
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Crânio e ossada de um homem foram descobertas dentro do barco funerário.  — Foto: Divulgação/ArkeologernaCrânio e ossada de um homem foram descobertas dentro do barco funerário. — Foto: Divulgação/Arkeologerna

Pesquisadores do Museu Histórico-nacional sueco anunciaram na última quinta-feira (4) terem encontrado ossadas de um homem, um cavalo e um cachorro em um dos dois navios funerários vikings descobertos em outubro de 2018 no sítio arqueológico de Gamla Uppsala (Velha Upsália), na Suécia.

O sítio está localizado a aproximadamente 70km de Estocolmo e as embarcações estavam enterradas em um porão e poço construídos durante a Idade Média. As construções danificaram um dos barcos, mas também protegeram o que mantinha as ossadas e que foi encontrado intacto.
"Essa é uma escavação única, o último barco que desenterramos nesta área foi há 50 anos", celebrou Anton Seiler, arqueólogo do Museu Histórico-nacional sueco.
O enterro de navios era uma prática comum na Suécia na Era de Vendel (550–800 d.C) e na Era Viking (800-1050 d.C) e os mortos eram sepultados com joias preciosas ou armamentos. Apenas indivíduos de alto status social recebiam esta honraria, os demais eram destinados a rituais de cremação.

A descoberta se soma aos dez navios-funerários documentados no país. A região central da Suécia concentra o maior número de sítios arqueológicos deste tipo.
Em um dos dois barcos encontrados na Suécia foram desenterradas ossadas de um homem, cavalo e cão. — Foto: Divulgação/ArkeologernaEm um dos dois barcos encontrados na Suécia foram desenterradas ossadas de um homem, cavalo e cão. — Foto: Divulgação/Arkeologerna

Vestígios vikings
A embarcação que permaneceu intacta durante os séculos preservou as ossadas mas também itens como uma espada, lança, escuto e um pente. Madeira e pregos de ferro usados na construção dos navios também foram encontradas.
A equipe responsável pela descoberta considerou que o estado de preservação do navio representa uma oportunidade "particularmente interessante" para o estudo das antigas tradições funerárias a partir de métodos modernos de análise e documentação.
Um dos barcos funerários da era viking (entre 800 e 1050 a.C.) estava intacto — Foto: Divulgação/ArkeologernaUm dos barcos funerários da era viking (entre 800 e 1050 a.C.) estava intacto — Foto: Divulgação/Arkeologerna

”Estamos muito animados porque a descoberta de navios-funerários são muito raras. Nós vamos poder usar métodos modernos que vão gerar novos resultados, hipóteses e respostas. Também vamos reforçar a região de Upsália como referência para este tipo de escavação”, diz Seiler.

Os objetos descobertos serão expostos nos museus de Upsália e no Museu de História Nacional de Estocolmo.

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