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sábado, 29 de junho de 2019

Eclipse solar total será visível no Chile e na Argentina; teste que provou teoria de Einstein será refeito

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G1 e TV Globo acompanharão o fenômeno no Observatório La Silla, o primeiro do Observatório Europeu do Sul (ESO) construído no Chile. Próximo eclipse do tipo será visto no Brasil apenas em 2045.
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 Por Carolina Dantas e Maju Coutinho, G1 e TV Globo  

 Postado em 28 de junho de 2019 15h45m  
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VÍDEO: Entenda como ocorre um eclipse solar total
VÍDEO: Entenda como ocorre um eclipse solar total


Um eclipse solar total poderá ser visto no Chile e na Argentina na próxima terça-feira (2). Em algumas áreas do Brasil ocorre de forma parcial, já que estamos fora da área que será abraçada pela sombra resultante do alinhamento entre Sol, Lua e Terra. Quem estiver dentro desta faixa dos países vizinhos vai experimentar um privilégio visual: a Lua vai bloquear os raios e, por quase 2 minutos, só será possível ver a coroa do Sol.

O fenômeno só ocorrerá no Brasil em 2045. Se aos brasileiros resta esperar, a comunidade científica celebra o fato de o dia virar noite justamente em uma região onde está um centro de pesquisa com grandes telescópios: o Observatório La Silla, próximo à cidade de La Serena, no Chile.

O G1 e a TV Globo acompanharão o fenômeno direto do local e com transmissão em tempo real.
Localização do Observatório La Silla, no Chile — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1
Localização do Observatório La Silla, no Chile — Foto: Guilherme Luiz Pinheiro/G1

Em La Serena, a fase parcial começa às 15h23 e a total às 16h39 (às 16h23 e 17h39 no Brasil, respectivamente). Os eclipses totais do Sol, apesar de ocorrerem com certa frequência, não acontecem nos mesmos lugares sempre. Os astrônomos dizem que provavelmente, com os ciclos de alternâncias dos locais, os terráqueos terão uma única chance de assistir na vida.

O fenômeno visível em 2 de julho não será um dos mais longos – em alguns casos, os eclipses solares podem chegar a 7 minutos de escuridão, mas, neste caso, ocorrerá em 1 minuto e 52 segundos. A faixa de terra com a versão total engloba parte do Chile e da Argentina. Os hotéis nessas regiões estão lotados, com 96% de ocupação, e com preços exorbitantes – é possível encontrar diárias por até R$ 30 mil.

Pesquisas científicas
É raro a sombra coincidir com a localização de um observatório com grandes telescópios. Segundo o Observatório Europeu do Sul (ESO), nos últimos 50 anos foram apenas duas vezes: uma em 1961, no L'Observatoire de Haute-Provence, na França; e em 1991, no Mauna Kea, no Havaí. Agora no deserto do Chile, os anfitriões abrirão as portas para 1 mil visitantes.

Além da festa, os cientistas do La Silla resolveram aproveitar a oportunidade para fazer pesquisas extras. Eles vão repetir o experimento científico feito em 1919 em Sobral, no Ceará. Com fotos do céu antes e depois do eclipse, os pesquisadores que estiveram no Ceará conseguiram imagens que provaram que a gravidade do sol (deformação do Espaco-Tempo) altera até o caminho da luz percorrida por outras estrelas até a Terra. Foi o passo decisivo para comprovar a Teoria da Relatividade Geral de Albert Einstein.
Previsão de como será a visualização do eclipse no Observatório La Silla, no Chile — Foto: ESO
Previsão de como será a visualização do eclipse no Observatório La Silla, no Chile — Foto: ESO

Outros estudos também serão feitos durante o eclipse. O momento ajuda na observação da coroa solar. O Sol, inclusive, tem alguns mistérios que estão em pesquisa pelas agências espaciais: saber mais sobre os ventos solares e entender os motivos de atmosfera externa ser mais quente do que a superfície.

Missões espaciais, duas neste ano (PUNCH e TRACERS) e uma em 2018 (Parker Solar Probe), foram lançadas em busca de novas descobertas solares. No entanto, o momento do eclipse é ótimo para fazer imagens da coroa, a atmosfera externa, e buscar informações sobre o Sol. Isso também ocorrerá também em 2 de julho.
"Temos cada vez câmeras melhores, cada vez mais rápidas. Então, nesse eclipse vamos ter imagens muito rápidas, captar pequenos movimentos que não eram detectáveis antes na coroa", explica Eugênio Reis, pesquisador do Observatório Nacional.
Lua cobre o sol durante eclipse total em 21 de agosto de 2017 nos EUA — Foto: Ted S. Warren/AP PhotoLua cobre o sol durante eclipse total em 21 de agosto de 2017 nos EUA — Foto: Ted S. Warren/AP Photo

Agenda e tipos de eclipse
Abaixo, veja uma relação com os tipos de eclipse, a agenda e localização:
Eclipse solar total: Sol, Lua e Terra alinhados, com o Sol totalmente encoberto pela Lua da perspectiva da Terra. Em 2019, teremos no dia 2 de julho no Chile.

Eclipse solar parcial: Sol, Lua e Terra, com Sol parcialmente encoberto pela Lua da perspectiva da terra. O próximo será em 30 de abril de 2022, no Pacífico e na América do Sul.

Eclipse solar anular: Sol, Lua e Terra alinhados, mas com o Sol mais próximo e a Lua mais distante da Terra. Com isso, um anel de luz é visto ao redor do Sol. Em 2019, teremos em 26 de dezembro na Ásia e Austrália. Teremos outro em 21 de junho de 2020, na África, parte da Europa e Ásia.

Eclipse solar híbrido: Sol, Lua e Terra alinhados, mas a curvatura da Terra faz com que seja observado como anular em alguns locais e total em outros. O próximo visto será em 20 de abril de 2023, na Indonésia, Austrália, Papua-Nova Guiné.

Eclipse lunar total: Sol, Terra e Lua alinhados, com a Lua totalmente encoberta pela sombra da Terra. O próximo ocorre em 26 de maio de 2021, na Ásia, Austrália, Pacífico e Américas.

Eclipse lunar parcial: Sol, Terra e Lua alinhados, com a Lua parcialmente encoberta pela sombra da Terra. Em 2019, teremos no dia 16 de julho na América Latina.

Eclipse lunar penumbral: Sol, Terra e Lua alinhados, mas com a Lua na parte da penumbra (sombra mais fraca causada pela Terra). Próximo em 10 de janeiro de 2020, na Europa, África, Ásia e Austrália.

Como a frequência é calculada?
Nem sempre os humanos souberam calcular a data dos eclipses na Terra. Os chineses achavam que um dragão comia o Sol. Os egípcios, uma serpente. No final, era sempre um mau presságio sem coincidência geométrica.

"Não conheço nenhum povo antigo que comemorasse o eclipse, nenhum deles considerava um bom presságio. Todos esses eventos que fugiam da previsibilidade eram um prenúncio de algo incomum", explica o astrônomo Hélio Jacques Rocha Pinto.

Alguns falam a descoberta é dos babilônios, outros dos chineses, mas a verdade é que a série Saros mudou a forma de enxergar o fenômeno. Observando o céu, os humanos descobriram que os eclipses se repetem a cada 18 anos, 11 dias e 8 horas. Com esse cálculo unido à rotação da Terra, a agência espacial americana (Nasa) consegue saber todos os futuros acontecimentos até depois do ano 3000.

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sexta-feira, 28 de junho de 2019

Após 4 quedas seguidas, confiança de serviços registra alta em junho

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Em médias móveis trimestrais, o índice recuou pela quarta vez consecutiva.
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 Por G1  

 Postado em 28 de junho de 2019 às 18h35m  
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Empresa de telemarketing, em João Pessoa, na Paraíba — Foto: Dani Fechine/G1Empresa de telemarketing, em João Pessoa, na Paraíba — Foto: Dani Fechine/G1




A confiança do setor de serviços registrou alta em junho, interrompendo uma sequência de 4 quedas seguidas, segundo pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada nesta sexta-feira (28).

O Índice de Confiança de Serviços (ICS) subiu 2,2 pontos em junho, para 91,2 pontos. Em médias móveis trimestrais, entretanto, o índice recuou pela quarta vez consecutiva, desta vez em 0,6 ponto.

Segundo a FGV, houve alta em 9 das 13 atividades pesquisadas, com o avanço sendo determinado principalmente pelo crescimento de 3 pontos do Índice de Expectativas (IE-S), para 95,0 pontos, e de 1,2 ponto do Índice de Situação Atual (ISA-S), para 87,5 pontos.

“Apesar da melhora pontual, o resultado sugere que os empresários ainda estão calibrando suas expectativas e que ainda não conseguem perceber uma recuperação significativa do momento atual. Essa combinação de resultados indica que ainda não é possível vislumbrar uma retomada mais forte do setor de serviços nos próximos meses, mantendo o ritmo gradual de recuperação ao longo do ano”, afirma Rodolpho Tobler, economista da FGV IBRE.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (NUCI) do setor de Serviços subiu 0,6 ponto percentual, para 82,6%, registrando pela primeira vez no ano a segunda alta consecutiva.

Os indicadores de confiança entre os diferentes segmentos da economia mostraram uma leve recuperação em junho, embora a leitura dos analistas ainda seja de uma cenário de estagnação.


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    Confiança do consumidor cai em junho pelo 2º mês seguido, diz pesquisa

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    Levantamento foi feito pelo Ibope, a pedido da CNI. Queda da confiança em junho é resultado, especialmente, da piora da percepção dos brasileiros sobre o emprego.
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     Por Alexandro Martello, G1 — Brasília  

     Postado em 28 de junho de 2019 às 15h45m  
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    O Índice Nacional de Expectativa do Consumidor (INEC) caiu para 1,4 ponto em junho, na comparação com abril, para 47 pontos, informou nesta sexta-feira (28) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

    A entidade realizou pesquisa, em parceria com o Ibope, com 2 mil pessoas em todo o país, de 20 a 23 de junho.

    Essa foi a segunda queda consecutiva do indicador, que continua acima da média histórica de 46,1 pontos. O INEC varia de zero a cem pontos. Quando está abaixo dos 50 pontos, mostra que consumidores estão sem confiança.

    O indicador, segundo a CNI, ajuda a antecipar variações na atividade econômica. Consumidores menos confiantes tendem a diminuir as compras. Com a redução do consumo, aumentam as dificuldades de recuperação da economia.

    "A queda da confiança em junho é resultado, especialmente, da piora da percepção dos brasileiros sobre o emprego e o aumento do endividamento das famílias", avaliou a CNI.

    O índice de expectativas em relação ao desemprego, um dos componentes do ICEI, subiu de 54,7 pontos em abril para 56,4 pontos em junho, enquanto o índice de endividamento avançou de 49 pontos para 51 pontos.

    Os indicadores variam de zero a cem pontos. Quanto mais acima dos 50 pontos, maior é a expectativa de aumento do desemprego nos próximos seis meses e maior é o nível de o endividamento das famílias.

    Por regiões
    De acordo com o levantamento, a confiança dos brasileiros é menor entre os moradores da região Nordeste, onde o INEC recuou para 45,3 pontos neste mês. Nas regiões Norte e Centro-Oeste, o índice é de 47,7 pontos, no Sudeste é de 47 pontos, e no Sul, de 49,3 pontos.

    "Entre as diferentes faixas etárias, a maior queda do otimismo foi registrada entre as pessoas que têm entre 35 e 44 anos de idade. Nessa faixa da população, o INEC caiu 2,7 pontos entre abril e junho e está em 45,9 pontos", acrescentou a entidade.

    Ainda segundo a CNI, o INEC também recuou para todos os graus de instrução, sobretudo entre aqueles com ensino médio e superior. Entre os que têm ensino superior, a queda foi de 2,1 pontos e o INEC ficou em 47,5 pontos. Com a retração de 1,9 pontos, o INEC ficou em 47 pontos entre os que têm o ensino médio.

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    quinta-feira, 27 de junho de 2019

    Brasil criou em maio 32 mil empregos formais, diz Ministério da Economia

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    Saldo é resultado de 1,347 milhão de contratações e 1,315 milhão de demissões. Embora positivo, este é o pior desempenho para um mês de maio desde 2016. 
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     Por Yvna Sousa, TV Globo — Brasília  

     Postado em 27 de junho de 2019 às 19h20m  
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    Brasil cria 32 mil empregos formais em maio, pior resultado para o mês desde 2016
    Brasil cria 32 mil empregos formais em maio, pior resultado para o mês desde 2016

    Em maio, foram criados 32.140 empregos com carteira assinada em todo o país. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nesta quinta-feira (27) pelo Ministério da Economia.

    O saldo é resultado de 1.347.304 contratações e 1.315.164 demissões. Embora positivo, este é o menor desempenho para o mês desde 2016, quando houve fechamento de vagas. Em maio do ano passado, foram gerados 33.659 novos postos de trabalho formais.

    No último levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) sobre o tema, havia, em abril, 13,2 milhões de brasileiros desempregados.

    Setores
    De acordo com o Ministério da Economia, houve abertura de vagas em cinco dos oito setores econômicos. A maior geração ocorreu no setor agropecuário e o pior desempenho foi no comércio.

    Veja o resultado por setor:
    • Agropecuária: +37.373
    • Construção Civil: +8.459
    • Serviços: +2.533
    • Administração pública: +1.004
    • Extrativa mineral: +627
    • Serviços Industriais de Utilidade Pública: -415
    • Indústria de transformação: -6.136
    • Comércio: -11.305
    O fechamento de vagas no comércio é uma tendência desde o início da crise econômica. Também nesta quinta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que mais de 411 mil postos de trabalho e 80 mil empresas fechadas em quatro anos no setor.

    Emprego por região
    Em maio, houve abertura de vagas em quatro das cinco regiões brasileiras:
    • Norte: +4.110
    • Nordeste: +3.319
    • Centro-Oeste: +6.148
    • Sudeste: +29.498
    • Sul: -10.935
    Emprego formal em 2019
    Os dados mostram que de janeiro a maio deste ano, houve geração de 351.063 postos de trabalho, resultado de 6.922.959 admissões e 6.571.896 desligamentos. O desempenho foi 7,9% menor do que o registrado no mesmo período de 2018 (geração de 381.166 vagas).

    No ano, todos os setores econômicos registram mais contratações do que demissões, exceto o comércio – que registrou o fechamento de 86.147 vagas.

    Trabalho intermitente e parcial
    A modalidade de trabalho intermitente – que permite que o trabalho ocorra em dias alternados ou por algumas horas – gerou 7.559 novas contratações em maio.

    Já o trabalho parcial, que permite jornadas de até 30 horas por semana, permitiu a criação de 1.377 postos de trabalho.
    No ano, essas modalidades geraram 38.189 novos empregos.

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