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terça-feira, 3 de abril de 2018

Produção volta a subir em fevereiro e indústria tem melhor 1º bimestre desde 2011

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Setor teve alta de 0,2% na comparação, após recuo de 2,2% em janeiro. Indústria registra alta de 4,3% no acumulado no ano, na comparação com o 1º bimestre de 2017.

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Por Daniel Silveira e Darlan Alvarenga, G1 

A produção da indústria brasileira cresceu 0,2% em fevereiro frente a janeiro, na série com ajuste sazonal, puxada pelo desempenho da categoria de bens de consumo duráveis, segundo pesquisa do setor divulgada nesta terça-feira (3) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado positivo vem depois de um recuo de 2,2% em janeiro, que interrompeu uma sequência de 4 meses de alta.

Em relação a fevereiro de 2017, a indústria cresceu 2,8%, 10ª alta consecutiva nessa base de comparação. No acumulado nos últimos doze meses avançou 3,0%, o melhor resultado desde junho de 2011 (3,6%).

Apesar da alta, a produção industrial brasileira cresceu menos que o esperado, indicando um ritmo ainda lento de recuperação do setor. A expectativa dos analistas de mercado era de alta de 0,55% na variação mensal, segundo pesquisa da agência Reuters.

Produção industrial mensal
Comparação com o mês imediatamente anterior, em %
0,60,6-0,1-0,10,30,30,60,60,30,33,13,1-2,2-2,20,20,2julagosetoutnovdezjanfev-3-2-101234

dez
3,1

Fonte: IBGE

Melhor 1º bimestre desde 2011
No acumulado nos primeiros meses de 2018, a indústria cresceu 4,3%. Trata-se da maior alta para o 1º bimestre desde 2011, quando houve crescimento de 4,7%.

O IBGE revisou o resultado de janeiro. Ao invés do recuo de 2,4% na comparação com dezembro, a retração foi de 2,2%. Segundo o gerente da Coordenação de Indústria do IBGE, André Macedo, a revisão ocorreu devido a um ajuste na metodologia de ajuste sazonal.

Segundo gerente da pesquisa, André Macedo, embora o ritmo da produção industrial esteja menor que o observado no final do ano passado, “o patamar da produção de fevereiro é o segundo maior desde agosto de 2015”.

Apesar da recuperação, o patamar da produção em fevereiro ainda está 15,1% abaixo do pico histórico, observado em maio de 2011.
“Existe um movimento de recuperação gradual e lento [da indústria brasileira], mas que ainda está longe de recuperar as perdas registradas em 2014 e 2015”
Variação da produção industrial no acumulado no 1º bimestre
Na comparação com o mesmo período do ano anterior
4,74,7-5,4-5,42,32,31,31,3-7,1-7,1-11,5-11,50,90,94,34,320112012201320142015201620172018-10-505-1510

2014
1,3

Fonte: IBGE

Efeito Copa
No mês, a produção de bens intermediários teve recuo de 0,7 por cento, enquando a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis caiu 0,6 por cento.

Na outra ponta, os bens de consumo duráveis registraram ganhos de 1,7 por cento, e a fabricação de bens de capital, uma medida de investimento, teve pequena alta de 0,1 por cento.

Na passagem de janeiro para fevereiro, o destaque foi a categoria de bens de consumo duráveis, categoria que abrange o segmento de eletroeletrônicos e o setor automobilístico, com crescimento de 1,7%. A indústria de bens de consumo teve alta de 1,2%. Já o segmento de bens de capital, considerado uma medida de investimento, teve pequena alta de 0,1%.

Por outro lado, o setor de bens intermediários teve recuo de 0,7%, enquando a de bens de consumo semiduráveis e não duráveis caiu 0,6% no mês.

Na comparação com fevereiro de 2017, bens de consumo duráveis registou alta de 15,6%. Segundo o IBGE, foi o 16° resultado positivo consecutivo nesta base de comparação.

Entre os bens de consumo duráveis, um dos destaques ficou por conta do aumento da produção de televisores. Considerando todo o setor de eletrodoméstico da chamada linha marrom, composta por televisores, aparelhos de som e similares, o aumento em fevereiro foi de 41,1% frente ao mesmo mês do ano passado.

“Esse crescimento já era esperado, porque, tradicionalmente, há uma produção expressiva de TVs nos três meses anteriores à Copa do Mundo” afirma Macedo.

Desempenho por setores
Entre os setores, as principais influências positivas foram: perfumaria, sabões, produtos de limpeza e de higiene pessoal (4,4%), veículos automotores, reboques e carrocerias (0,9%), produtos de metal (3,1%); produtos diversos (7,4%); couro, artigos para viagem e calçados (4,1%), máquinas, aparelhos e materiais elétricos (2,6%) e bebidas (1,8%).

Entre as atividades em queda, o desempenho que mais pressionou a produção geral foi o das indústrias extrativas (-5,2%). Outras influências negativas no mês foram produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-8,1%), produtos alimentícios (-0,8%), coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-1,3%), máquinas e equipamentos (-2,7%), manutenção, reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-11,3%), impressão e reprodução de gravações (-14,8%) e metalurgia (-1,5%).
Desempenho das primcipais atividades no acumulado no 1º bimestre (Foto: Divulgação/IBGE)Desempenho das primcipais atividades no acumulado no 1º bimestre (Foto: Divulgação/IBGE)

Desempenho no acumulado no ano
No acumulado nos 2 primeiros meses do ano, a indústria registrou desempenho positivo nas quatro grandes categorias econômicas, 21 dos 26 ramos, 57 dos 79 grupos e 57,4% dos 805 produtos pesquisados.

Entre as atividades, veículos automotores, reboques e carrocerias (21,7%) exerceu a maior influência positiva, seguida por equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos (30,4%), metalurgia (9,2%), produtos alimentícios (3,6%), bebidas (10%), máquinas e equipamentos (8,0%), celulose, papel e produtos de papel (8,4%), produtos de borracha e de material plástico (5,7%), produtos de madeira (16,5%), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (7%), produtos de metal (3,8%) e móveis (10%).

Entre as cinco atividades em queda, as principais influências foram de coque, produtos derivados do petróleo e biocombustíveis (-5,9%) e de indústrias extrativas (-2,7%).

Entre as grandes categorias econômicas, o maior dinamismo foi verificado na produção de bens de consumo duráveis (17,9%) e bens de capital (12,6%), impulsionadas, em grande parte, pela ampliação na fabricação de automóveis (14,4%) e eletrodomésticos (26,5%), na primeira; e de bens de capital para equipamentos de transporte (22,7%), para construção (65,7%) e de uso misto (24,7%), na segunda.

Os setores de bens intermediários (2,9%) e de bens de consumo semi e não-duráveis (2,2%) também acumularam taxas positivas no ano, embora abaixo da média nacional (4,3%). 
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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Como é o 'Satan 2', o míssil intercontinental 'invencível' testado pela Rússia

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O Ministério da Defesa da Rússia anunciou que um teste com o novo míssil balístico foi realizado na sexta-feira e que o RS-28 Sarmat, chamado de 'Satan 2' pela Otan, vai entrar em funcionamento a partir de 2021.

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BBC
Por BBC 
POSTADO EM 02 DE ABRIL DE BRIL DE 2018 ÀS 21H35M 

Sarmat, ou 'Satan 2', foi anunciado pela Rússia como uma arma 'invencível' (Foto: Russian Defense Ministry Press Service via AP) 

O governo da Rússia afirma ser uma de suas mais poderosas armas. E a qualifica como "invencível", "indetectável" e "sem limitação de alcance", capaz de cruzar os polos e de provocar o mesmo impacto tanto na Europa quanto nos Estados Unidos.

A confirmação que os russos estavam construindo um super míssil veio no ano passado, mas foi somente no início deste mês que o presidente Vladimir Putin garantiu que os testes desse novo sistema haviam "entrado em uma fase ativa".

O Ministério da Defesa da Rússia anunciou na sexta-feira (30) que aprovou com êxito seu novo míssil balístico intercontinental, o RS-28 Sarmat, que a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) chama de "Satan 2".

Os russos publicaram um vídeo de seu lançamento e, de acordo com a agência estatal Sputnik, o míssil foi disparado a partir da base Plesetsk, em Arkhangelsk, perto do Circulo Polar Ártico. Foi o segundo teste de que se tem notícia, desde dezembro passado.

Segundo o comunicado, o Sarmat é "capaz de atacar alvos através do Polo Norte e do Polo Sul" e pode chegar a pontos tão distantes como os EUA e a Europa.

Depois do lançamento, o porta-voz do Pentágono, Johnny Michael, assegurou que os EUA não receberam nenhum aviso de Moscou sobre o teste. "Deixo para o Ministério da Defesa da Rússia explicar onde um teste de ejeção se enquadra nos estágios iniciais do desenvolvimento de um programa de mísseis intercontinentais e até onde o objeto em questão viajou", disse Michael.

Até o momento, não se sabe o alcance real do míssil testado na sexta tampouco a trajetória que ele percorreu.

Segundo a Estrela Vermelha, publicação do Ministério de Defesa russo, o exercício realizado na sexta foi um pré-lançamento e representa a continuidade da primeira etapa das fases de voo.

A agência Sputnik, por sua vez, estima que o míssil estará em funcionamento a partir de 2021 e que a produção em série vai começar em 2020.

'Satan 2'
O míssil está entre o arsenal de novas armas nucleares "invencíveis" que Putin apresentou há um mês - que inclui um míssil de cruzeiro nuclear e um míssil intercontinental hipersônico.


De acordo com o repórter da BBC Richard Galpin, o Sarmat é apresentado com um substituto para os mísseis Voyevoda (chamados de Satan 1), da era soviética, ainda que tenha capacidade bem maior que a versão do passado.

Acredita-se que o sistema esteja sendo desenvolvido pelo menos desde 2011 e que tenha um peso de aproximadamente 200 toneladas.
Segundo a apresentação de Putin, o Sarmat tem um alcance maior que o do Satan 1, o que o permitiria voar sobre os polos e atacar objetos em qualquer parte do planeta.


Ele teria uma fase de voo ativa curta - por isso seria mais difícil de ser interceptado por sistemas de defesa antimísseis -, seu alcance seria mais longo e teria ogivas mais poderosas.

A agência de notícia estatal russa TASS já havia antecipado em 2016 que o míssil teria um alcance que iria além de 11 mil quilômetros (quase o diâmetro da Terra, que tem 12.742 quilômetros) e suas ogivas pesariam mais de 100 toneladas.

No entanto, muitos especialistas duvidaram dos dados divulgados, questionando se eram informações reais ou se faziam parte do sistema de propaganda russo.

Estimativas feitas por outros especialistas, a partir dos dados fornecidos pelo governo russo, consideram que o míssil poderia transportar até 10 cargas atômicas.

Uma das principais inovações, segundo Putin, é a capacidade de levar uma grande quantidade de ogivas guiadas, o que significa que poderia fazer lançamentos individuais sobre alvos distintos.

"Estará equipado com uma ampla gama de ogivas nucleares de alto rendimento, incluída as hipersônicas e os sistemas mais modernos de penetração de defesa antimíssil", explicou Putin no início de março.

Além disso, ele afirmou que "o novo sistema praticamente não tem limites de alcance" e que era "indetectável".

"Devido a suas características, nenhum sistema de defesa antimíssil, nem mesmo os futuros, é um obstáculo. Ele é invencível", completou o presidente russo.

Mas muitos especialistas consideraram exageradas as afirmações de Putin, em especial porque não levar em conta os possíveis avanços de tecnologia antimíssil. Outros ponderam, contudo, que o já existente Voyevoda há anos facilmente superaram mecanismos de defesa antimísseis dos Estados Unidos.

O anúncio da Rússia aumenta a receio de que uma nova corrida nuclear possa estar por acontecer. Outras potências, como a China, também trabalham suas próprias armas de nova geração e o presidente dos EUA, Donald Trump, pediu recentemente que se aumente o arsenal nuclear do país. 
     Post.N.\8.226 
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