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quarta-feira, 21 de março de 2018

No 12º corte seguido, BC baixa juro para 6,5% ao ano, novo piso histórico

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Taxa é a menor de toda a série histórica do Banco Central, que começou em 1986. Em nota, Copom sinalizou a possibilidade de novo corte na Selic na próxima reunião, em maio.

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Por Alexandro Martello e Yvna Sousa, G1 e TV Globo, Brasília 
Postado em 21 de março de 2018 às 19h00m 
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central anunciou nesta quarta-feira (21) a redução da taxa básica de juros da economia brasileira de 6,75% ao ano para 6,5% ao ano.

Foi o 12º corte consecutivo na Selic. A taxa de 6,5% ao ano é a menor desde a adoção do regime de metas para a inflação, em 1999, e também de toda a série histórica do BC, iniciada em 1986.

A decisão confirma a previsão da maior parte dos economistas do mercado, colhida pelo próprio BC na semana passada. Ela também afeta o rendimento das cadernetas de poupança. (Leia mais abaixo)

Em comunicado, o Copom sinalizou que pode fazer uma nova redução moderada da taxa básica de juros na próxima reunião, em 16 de maio. O novo corte viria para garantir que seja alcançada, ao final do ano, a meta de inflação de 4,5%.

Taxa Selic em % ao ano, considerando as datas de reunião do Compom
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Fonte: BC

A possibilidade de novo corte contraria a expectativa dos analistas, que esperavam que a reunião desta quarta colocasse fim ao atual ciclo de redução da Selic, iniciado em 2016.

"A evolução do cenário básico tornou adequada a redução da taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual nesta reunião. Para a próxima reunião, o comitê vê, neste momento, como apropriada uma flexibilização monetária moderada adicional [novo corte na Selic]. 

O Comitê julga que este estímulo adicional mitiga o risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas", informou o Copom na comunicado.
BC reduz os juros para 6,5% ao ano e diz que vai cortar mais
BC reduz os juros para 6,5% ao ano e diz que vai cortar mais

Por outro lado, o Copom informou que, se a economia evoluir como o previsto, não serão necessários cortes adicionais na Selic nas reuniões seguintes à de maio.

"Para reuniões além da próxima, salvo mudanças adicionais relevantes no cenário básico e no balanço de riscos para a inflação, o Comitê vê como adequada a interrupção do processo de flexibilização monetária, visando avaliar os próximos passos, tendo em vista o horizonte relevante naquele momento", diz o texto.

A taxa definida pelo BC influencia nos juros praticados pelos bancos. Entretanto, apesar de a Selic estar na mínima histórica, os juros bancários seguem elevados. Em janeiro (último dado disponivel), as taxas do cheque especial e do cartão de crédito rotativo estavam acima de 300% ao ano.
 (Foto: ´Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas)(Foto: ´Rafael Neddermeyer / Fotos Públicas

Como as decisões são tomadas
A definição da taxa de juros pelo BC tem como foco o cumprimento da meta de inflação, fixada todos os anos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

Para 2018, a meta central de inflação é de 4,5%. Para 2019, é de 4,25%. O sistema, porém, prevê uma margem de tolerância, para cima e para baixo. Isso significa que a meta não seria descumprida pelo Banco Central caso a inflação neste ano ficasse entre 2,5% e 6,5%.

Normalmente, quando a inflação está alta, o BC eleva a Selic. A expectativa é que a subida da taxa também eleve os juros cobrados pelos bancos, ou seja, que o crédito fique mais caro e, com isso, freie o consumo, fazendo a inflação cair. Essa medida, porém, afeta a economia e gera desemprego.

Quando as estimativas para a inflação estão em linha com as metas predeterminadas pelo CMN, o BC reduz os juros. É o que está acontecendo neste momento. Para 2018 e 2019, o mercado estima um IPCA de 3,63% e de 4,20%, respectivamente.

Comparação com outros países
Com a redução de juros promovida pelo Copom nesta quarta, o Brasil caiu de quinto para sexto lugar no ranking mundial de juros reais (calculados com abatimento da inflação prevista para os próximos 12 meses), compilado pelo MoneYou e pela Infinity Asset Management.

Com os juros básicos em 6,5% ao ano, a taxa real do Brasil soma 2,54% ao ano, atrás da Turquia (5,95% ao ano), Argentina (4,56% ao ano), México (3,57% ao ano), Rússia (3,36% ao ano) e Índia (2,67% ao ano).

Rendimento da poupança
As decisões do Banco Central sobre a Selic também afetam o rendimento da poupança, que vai cair novamente a partir desta quarta-feira. A regra atual, em vigor desde maio de 2012, prevê corte nos rendimentos da poupança sempre que a Selic estiver abaixo de 8,5% ao ano.

Nessa situação, a correção anual das cadernetas fica limitada a um percentual equivalente a 70% da Selic, mais a Taxa Referencial, calculada pelo BC. A norma vale apenas para depósitos feitos a partir de 4 de maio de 2012.

Com a nova queda dos juros, desta vez para 6,50% ao ano, a correção da poupança passará a ser de 4,55% ao ano, mais Taxa Referencial.

Mesmo assim, segundo cálculos da Associação Nacional de Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a poupança continuará sendo uma "excelente opção de investimento, principalmente sobre os fundos cujas taxas de administração sejam superiores a 1% ao ano".
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terça-feira, 20 de março de 2018

Ducati começa venda da Panigale V4 Speciale no Brasil por R$ 269 mil

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Moto derivada da MotoGP tem motor V4 de 226 cavalos de potência.

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Por G1, São Paulo

A Ducati começou a pré-venda de sua nova esportiva V4 Panigale no Brasil, modelo que substitui a 1299 Panigale. Com tecnologia derivada da MotoGP, a primeira versão a chegar é a edição limitada Speciale que pode ser reservada nas concessionárias da empresa no país.

Para adquirir a moto, que tem apenas 1.500 unidades numeradas pelo mundo, é necessário fazer o pagamento de 20% do valor da moto, ou seja, R$ 53.800. De acordo com a fabricante, somente 3 unidades estarão disponíveis para o Brasil no momento e elas chegam em setembro.

Na Speciale, o V4 de 1.103 cc rende 226 cavalos de potência, 12 a mais que a versão V4, para apenas 174 kg.
Ducati lança moto derivada da MotoGP para as ruas, a Panigale V4
Ducati lança moto derivada da MotoGP para as ruas, a Panigale V4

Dispositivos de segurança da Panigale V4 Speciale
  • Modos de pilotagem;
  • Modos de Potência;
  • Bosch Cornering ABS EVO;
  • Ducati Controle de Tração (DTC) EVO;
  • Ducati Wheelie Control (DWC) EVO;
  • Ducati Slide Control (DSC);
  • Controle de Freio do Motor (EBC) EVO;
  • Calibração Automática de Pneus.
  • Itens de série
  • Ducati Power Launch (DPL);
  • Ducati Quick Shift (DQS) up/down EVO;
  • Farol em LED completo com luz diurna (DRL);
  • Suspensão eletrônica Ducati (DES) EVO com suspensão e amortecedor Ohlins;
  • Botões de ajuste rápido;
  • Rodas de alumínio forjadas Marchesini;
  • Defletor dianteiro / traseiro de fibra de carbono;
  • Alça superior usinada com número de identificação.
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Brasil precisa crescer 3,2% ao ano para se tornar ‘medianamente desenvolvido’ até 2035, aponta BNDES

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Presidente do banco, Paulo Rabello de Castro, disse em conferência que com planejamento o país poderá erradicar a pobreza extrema em 18 anos.

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Por Daniel Silveira, G1 
Sede do BNDES no centro do Rio de Janeiro. (Foto: REUTERS/Sergio Moraes)

Para que o Brasil alcance um desenvolvimento sustentável até 2035, o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) estima a necessidade de um crescimento da economia de, ao menos, 3,2% ao ano. A estimativa foi apontada nesta terça-feira (20) durante conferência realizada pelo banco em sua sede, no Rio de Janeiro.

Na abertura da conferência foi apresentada uma síntese de agendas setoriais que, segundo o banco, precisam ser trabalhadas pelo país. O presidente do BNDES, Paulo Rabello de Castro, afirmou que o estudo aponta para a possibilidade de desenvolvimento econômico do país no prazo sugerido.

“Em 18 anos, o objetivo é tornar o Brasil medianamente desenvolvido e erradicar a pobreza extrema”, afirmou Rabello.
Na Serra de SC, 13 mil famílias vivem na pobreza e extrema pobreza, diz pesquisa (Foto: Reprodução/NSC TV)  

Investimento em infraestrutura e TI
Sem pautas objetivas, o estudo reuniu os resultados de um workshop técnico realizado pelo banco no começo de março. De modo geral, aponta para a necessidade de investir em infraestrutura e em tecnologias da informação e comunicação e combater as desigualdades regionais do país.

Ao falar do estudo, o economista do BNDES Fernando Puga apontou para três cenários de desenvolvimento da economia do país.
  1. Destravar: projeta um PIB de 2,8% ao ano para “destravar” a economia.
  2. Potencializar: sugere um crescimento de 3,9% ao ano para “potencializar” o desenvolvimento.
  3. Transformar: sugere que o Brasil precisa crescer 4% ao ano para “transformar” sua realidade econômica.
Puga destacou, no entanto, que o banco trabalha com uma projeção do PIB de 3,2% ao ano para alcançar a meta mediana de desenvolvimento do país nos próximos 18 anos.
Segundo ele, a agenda setorial tem como objetivo “Estar em 2035 num nível de renda e desenvolvimento como a Grécia e Portugal”.

O diretor de Planejamento do BNDES, Carlos da Costa, enfatizou a necessidade de manter planejamento constante das ações econômicas, mas ponderou a impossibilidade de fazer projeções concretas.

“Vivemos num mundo volátil, complexo e ambíguo. A gente não tem a menor pretensão de projetar o que vai acontecer até 2035”, afirmou.
BNDS.
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