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quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Desaceleração na China, Índia e Rússia vai persistir, diz OCDE


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Segundo a organização com base em Paris, países desenvolvidos continuarão enfrentando problemas nos próximos trimestres

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Reuters
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PARIS — A desaceleração nas economias emergentes China, Índia e Rússia vai persistir nos próximos trimestres, enquanto as perspectivas para a zona do euro permanecem fracas, afirmou nesta quinta-feira a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

O instituto com base em Paris afirmou que seu indicador composto antecedente para a China permaneceu estável em julho ante junho em 99,1, uma taxa consistente com uma desaceleração econômica e abaixo da média de longo prazo de 100.

O indicador para a Índia também permaneceu estável mas no nível ainda mais baixo de 98,1, enquanto o índice para a Rússia caiu para 99,1, ante 99,6 em junho.

Países desenvolvidos também continuarão a enfrentar problemas nos próximos trimestre, disse a OCDE, que na semana passada reduziu as estimativas de crescimento para a maioria dos países do G7, dizendo que a crise da dívida da zona do euro se espalhou para o centro da região.

— Indicadores antecedentes compostos, desenhados para antever momentos de viradas na atividade econômica relativos a tendência, mostra que a perda de força deve persistir nos próximos trimestres na maioria das principais economias de dentro e de fora da OCDE — disse a OCDE em comunicado.

O indicador para os Estados Unidos caiu para 100,8 ante 100,9. A leitura para a zona do euro permaneceu bem abaixo da marca de 100, caindo para 99,4 ante 99,5. Em meio às maiores economias da zona do euro, a Itália foi a que teve desempenho mais fraco, caindo para 98,8 ante 98,9.
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Pesquisadores decifram a biodiversidade das Ilhas Cagarras


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Entre as descobertas do estudo, está uma planta considerada extinta na cidade do Rio e duas novas espécies da fauna: uma perereca e uma barata-do-mato

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A planta “Gymnanthes nervosa”, considerada extinta na cidade do Rio
Foto: Fernando Moraes / Projeto Ilhas do Rio
A planta “Gymnanthes nervosa”, considerada extinta na cidade do RioFernando Moraes / Projeto Ilhas do Rio
RIO - Uma caça ao tesouro acontece a cinco quilômetros da Praia de Ipanema. As expedições não são promovidas por aventureiros em busca de pedras preciosas, mas por um grupo de pesquisadores atrás da inestimável biodiversidade até então pouco conhecida das Ilhas Cagarras, que vem sendo decifrada e mapeada por eles há quase um ano e meio. Entre as descobertas do estudo, que faz parte do projeto Ilhas do Rio, está uma planta considerada extinta na cidade do Rio e duas novas espécies da fauna: uma perereca e uma barata-do-mato.

As descobertas foram tema de debate na segunda e na terça-feira no Museu do Meio Ambiente, no Jardim Botânico, onde pesquisadores discutiram as características dos ecossistemas das ilhas e que medidas podem ajudar no combate a ações de degradação, como a poluição e a pesca predatória.
O biólogo e coordenador do projeto Ilhas do Rio, Carlos Rangel, conta que o estudo, realizado pela ONG Instituto Mar Adentro, ainda está em andamento, mas já traz importantes contribuições para a comunidade científica e também para a sociedade:

— Identificamos cerca de 150 espécies de peixes e 162 de plantas. Na parte terrestre, realizamos pesquisas com aves e já registramos mais de cinco mil indivíduos de fragatas. É a segunda maior população de fragatas da costa brasileira. A partir desse estudo, serão criadas as ferramentas de combate à poluição.

Responsável pelo estudo sobre a fauna nas ilhas, o pesquisador do Museu Nacional Fernando Moraes conta que a equipe de biólogos do projeto precisou fazer três expedições até conseguir alcançar o cume da Ilha Redonda, a mais alta de todas as que compõem o arquipélago.

— Lá identificamos uma nova espécie de barata-do-mato. Na mesma ilha, também encontramos algumas novas espécies de esponja marinha. Já na Ilha Comprida, nos deparamos com a descoberta mais relevante: uma espécie nova de perereca, que vive dentro das bromélias. Coletamos um indivíduo de cada uma dessas espécies, que entrou para a coleção das Cagarras que já existe no Museu Natural. Além das fotos e das filmagens que fizemos, essa coleção também pode ser emprestada para escolas e, assim, a população tem a oportunidade de conhecer esses animais de perto.

Poluição é grande ameaça
O inventário florístico das ilhas ficou por conta do biólogo Massimo Bovini, do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico. O catálogo tem, até agora, 162 espécies de plantas identificadas, entre elas uma que é considerada extinta na cidade do Rio.

— A Gymnanthes nervosa não era coletada desde 1940. Nós a encontramos no cume da Ilha Redonda, a 240 metros de atitude.
Bovini acrescenta que outra espécie de vegetação de grande relevância, a Rudgea minor, também foi encontrada.
— Ela está na categoria “vulnerável”, o que significa que, num curto prazo, até dez anos, se continuarem as ameaças, vai correr o risco de desaparecer.

Entre as ameaças mencionadas pelo biólogo está a poluição, um mal com o qual o Monumento Natural das Ilhas Cagarras convive devido à sua localização geográfica. Próximo à Baía de Guanabara e ao emissário submarino de Ipanema, o arquipélago sofre com a constante ação de agentes poluidores. Para a bióloga e chefe do parque, Fabiana Bicudo, o primeiro passo no caminho da proteção já foi dado — a criação da unidade federal de conservação marinha de proteção integral pela lei 12.229, de 2010. Os estudos que vêm sendo feitos no arquipélago pelo projeto Ilhas do Rio definirão as etapas seguintes.

— Devido ao fato de o Monumento Natural estar muito próximo à cidade do Rio de Janeiro, ele também recebe diretamente diversos potenciais impactos da Região Metropolitana, como influências da poluição marinha vinda da Baía de Guanabara, poluição gerada pelo descarte de sedimentos retirados em operações de dragagens na região do Porto do Rio, poluição sanitária vinda diretamente e sem tratamento pelo emissário submarino de Ipanema e também por hidrocarbonetos do intenso tráfego de grandes embarcações na área.

Segundo Bicudo, outro fator também prejudicial à vida marinha do arquipélago são as atividades pesqueiras irregulares. Apesar da fiscalização feita pelo Instituto Chico Mendes, algumas embarcações ainda insistem na pesca ilegal, dentro das áreas do arquipélago. A pesca só é permitida a partir de uma distância de dez metros do costão rochoso das ilhas.
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Livro sobre morte de Bin Laden diz que fuzil do terrorista não tinha bala


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G1 leu obra de militar de tropa de elite que atuou em missão no Paquistão.
Mulher da CIA monitorou casa; operação não era de assassinato, diz militar.

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13/09/2012 07h01 - Atualizado em 13/09/2012 08h58
Tahiane Stochero Do G1, em São Paulo

Livro bin laden (Foto: Editora Paralela/divulgação)
Livro sobre a morte de bin laden é lançado no Brasil
(Foto: Editora Paralela/divulgação)

O fuzil AK-47 que Osama bin Laden tinha em seu quarto quando foi morto em maio de 2011 no Paquistão pelos Seals, unidade de elite da Marinha dos Estados Unidos, estava dentro de um armário e sem munição na câmara. Uma pistola, também dentro do armário, estava ainda dentro do coldre.

A revelação de que o terrorista mais procurado do mundo foi morto sem reagir consta no livro “Não há dia fácil – um líder da tropa de elite americana conta como mataram Osama bin Laden”, publicado nos EUA em 11 de Setembro e que chega ao Brasil traduzido pela Editora Paralela.

Escrito por um ex-Seal que participou da operação sob o pseudônimo de Mark Owen, o livro revela ainda que a missão não era de assassinato: se tivesse a oportunidade, a tropa deveria capturá-lo vivo.


Um dos destaques da obra é revelar bastidores da preparação para a “Operação Lança de Netuno”, como foi denominada pelas Forças Armadas norte-americanas.

O Team 6 dos Seals, considerada a melhor unidade da Marinha, treinou por três semanas a invasão à casa onde Bin Laden vivia em Abbottabad, cidade na fronteira do Paquistão com o Afeganistão que abriga uma academia militar.

A casa era monitorada por aviões não tripulados e dois informantes que trabalhavam para Bin Laden e para os EUA com o objetivo de não deixar o terrorista fugir.


Em uma base na Carolina do Norte, a CIA, agência de inteligência norte-americana, construiu uma maquete da casa de Bin Laden em tamanho real. Os Seals tiveram que simular a operação para que o governo tivesse certeza que daria certo. Com a demora do presidente Barack Obama em dar o aval para que a ação fosse colocada em prática, houve temor de que a informação sobre a localização do autor dos ataques de 11 de Setembro vazasse. Os militares simplesmente não acreditavam que a ordem da Casa Branca viria.
O terrorista Osama bin Laden em foto não datada (Foto: AP)
O terrorista Osama bin Laden foi morto em
operação em maio de 2011 (Foto: AP)
O mote do livro - o momento da morte de Bin Laden - é, porém, o pior trecho: falta ação, e o autor não descreve como os militares o mataram, limitando-se a dizer que ouviu dois disparos feitos por fuzil com silenciador usado pelos Seals.

Owen disse ter sido o segundo homem da equipe a entrar no quarto de Bin Laden, encontrando-o no chão, ainda vivo, com uma marca de tiro no lado direito da cabeça. Ele fez alguns disparos, para que o terrorista morresse.

O soldado relembra ter tirado fotos e colhido amostras de sangue de Bin Laden. Mas foi uma criança – uma menina que estava no quarto – que confirmou: o corpo era o do terrorista mais procurado do mundo.

O autor peca em não explicar o porquê de, num grupo com 24 militares divididos em duas equipes, ele ter participado da ação secundária – a invasão da casa anexa, onde vivia o segurança de Bin Laden – e também do ataque à casa principal, onde o terrorista estava no terceiro andar. Após matar o segurança, o herói do livro entrou na residência e avançou junto com os companheiros.
Capa do livro sobre operação que matou Bin Laden e que será lançado em 11 de setembro (Foto: Reuters)
Lvro sobre operação que matou Bin Laden foi
lançado em 11/09 nos EUA (Foto: Reuters)
Temor de acidente
Os momentos mais eletrizantes da caçada estão na chegada e na saída do Team 6 da residência em Abbottabad. Um helicóptero Black Hawk, que levava o grupo, sofreu uma pane e caiu no terreno.

O temor de morrer em um acidente aéreo sem cumprir a missão ou ser capturado pelo Exército do Paquistão rondou a cabeça dos soldados.

A retirada do grupo, carregando o corpo do terrorista, também foi corrida: com tempo cronometrado, explosivos foram colocados para destruir os destroços do helicóptero que não funcionava mais. Outra aeronave foi chamada para buscar a tropa, mas chegou com combustível contado.


Agente da CIA
Como em todo livro militar, uma mulher, loira, rouba a cena: uma agente da CIA foi a responsável por ter confirmado a localização de Bin Laden no Paquistão e por planejar a operação. Ela monitorava a casa e sabia todos os detalhes do dia a dia do terrorista, desde a especificação das fechaduras das portas, até onde estavam os seguranças e a que horas ele saía para caminhar no terreno ao lado da casa, onde o helicóptero dos Seals caiu.

No embarque para o Paquistão, junto com os Seals, Owen questionou a agente da CIA sobre qual a garantia de que Bin Laden estava lá. Diante da incredulidade do soldado, ela respondeu: “100% de certeza”.

Membro dos Seals, Mark Owen falou ao programa "60 Minutes", da emissora americana CBS (Foto: Divulgação/BBC)
Membro dos Seals Mark Owen narrou operação
que matou terrorista (Foto: Divulgação/BBC)
Quando a tropa retornou da operação, com o corpo do terrorista, foi recebida pelo atual chefe das Forças Especiais dos EUA, almirante William McRaven. Segundo o Seal, o almirante quis ver o rosto do morto e ainda brincou com os soldados que se amontoavam ao redor, pedindo para um subordinado de 1,95 metro de altura se deitar ao lado do terrorista para confirmar sua altura.

Ao ver o corpo de Bin Laden, a agente da CIA chorou. Sua missão havia chegado ao fim.

“Não há dia fácil” não diz que destino foi dado ao corpo de Bin Laden e nem o motivo que levou o Seal a deixar a Marinha. Ex-colegas, que acusam Owen de revelar segredos da ação, afirmaram em livro divulgado nos EUA que ele foi expulso por mau relacionamento. À rede de TV CBS, Mark Owen rebateu: “Esta história é por milhares de americanos e americanas, que por 11 anos lutaram na guerra ao terror (após os ataques do 11 de Setembro). O Team 6 foi responsável apenas pelos últimos 40 minutos”.
Uma história que faz parte da História.

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