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A moeda americana caiu 0,62%, cotada em R$ 5,1878, no menor nível do ano até agora. Já o principal índice da bolsa brasileira tinha alta na última hora do pregão.
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Por Redação g1 — São Paulo
Postado em 09 de Fevereiro de 2.026 às 10h00m
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Entenda o que faz o preço do dólar subir ou cair
O dólar fechou a sessão desta segunda-feira (9) em queda de 0,62%, cotado a R$ 5,1878 — no menor patamar desde maio de 2024 e no menor nível do ano até agora. O Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, operava em alta na última hora do pregão.
▶️A moeda americana perdeu força ao redor do planeta nesta segunda-feira, após notícias de que reguladores chineses estariam recomendando que os bancos do país diminuíssem a exposição aos Treasuries (títulos do Tesouro americano), ou seja, reduzissem o volume desses papéis nas carteiras para diminuir o risco. As informações foram divulgadas pela Bloomberg News.
- A notícia aumentou a percepção no mercado de que investidores estrangeiros estariam evitando ativos dos Estados Unidos e enfraqueceu o dólar em relação a outras moedas do mundo — inclusive o real brasileiro.
▶️ Ainda no exterior, investidores também avaliaram falas do assessor econômico da Casa Branca, Kevin Hassett. Ele afirmou que o crescimento do emprego poderá ser menor nos EUA nos próximos meses. O cenário reforça a perspectiva de que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) deva ser mais cauteloso na condução dos juros no país.
- ▶️ O cenário político internacional também ficou no radar dos mercados nesta segunda. Entre os destaques, ficou a vitória de António José Seguro como novo presidente de Portugal e a conquista de dois terços do Parlamento japonês pelo Partido Liberal Democrata (PLD), da primeira-ministra Sanae Takaichi.
▶️ No Brasil, o foco esteve com novas falas do presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, que participou de evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC). Galípolo fez comentários sobre a situação do Banco Master, em liquidação extrajudicial desde novembro do ano passado, reiterando que o caso gerou uma comoção desproporcional ao tamanho da instituição.
▶️ Na agenda, o Boletim Focus mostrou uma nova queda na projeção de inflação para 2026, agora em 3,97%. A temporada de balanços corporativos também segue no radar. Por aqui, o BTG Pactual divulgou lucro líquido ajustado de R$ 4,6 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 40,3% em um ano.
Veja abaixo mais detalhes do dia no mercado.
💲Dólar
- Acumulado da semana: -0,62%;
- Acumulado do mês: -1,14%;
- Acumulado do ano: -5,48%.
- Acumulado da semana: +0,87%;
- Acumulado do mês: +0,87%;
- Acumulado do ano: +13,54%.
Os desdobramentos do caso do Banco Master continuam a ficar no centro das atenções. Nesta segunda-feira, o destaque ficou com os comentários do presidente do BC, Gabriel Galípolo, que participou de um evento da Associação Brasileira de Bancos (ABBC).
Galípolo afirmou que o caso do Banco Master gerou confusão e desinformação no debate público, sobretudo sobre a legalidade de oferecer rendimentos acima do mercado — o que, por si só, não justificaria uma intervenção do BC, segundo o banqueiro central.
Isso porque, segundo ele, não existe uma regra que proíba bancos de captar recursos pagando juros mais altos, como fazia o Master. "Aquilo não configuraria um objeto para você liquidar o banco”, disse.
“Tinha gente que cobrava que liquidasse o banco porque existiam CDBs sendo emitidos a uma taxa superior ao CDI. Não se trata disso", completou.
Na avaliação do presidente do BC, o problema central estava na combinação entre dificuldades de liquidez, dúvidas sobre a qualidade dos ativos e suspeitas envolvendo carteiras de crédito, o que levou à intensificação da supervisão a partir do fim de 2024.
Os prejuízos ligados ao caso, no entanto, continuam a aumentar. Um levantamento feito pela GloboNews com base nos balanços mais atualizados disponibilizados pelo Ministério da Previdência Social, pelo menos oito fundos previdenciários estaduais e municipais que investiram em letras financeiras do Banco Master estão deficitários.
Eleições internacionais
- Portugal
Portugal elegeu António José Seguro, do Partido Socialista, como novo presidente no segundo turno da eleição no país. Com quase todos os votos apurados, ele teve cerca de 67% dos votos, contra 33% de André Ventura, líder do partido de extrema direita Chega.
Seguro venceu com apoio de partidos de centro e se apresentou como um candidato moderado, defensor da democracia e contrário ao discurso radical e anti-imigração do rival. Ventura reconheceu a derrota, mas disse que seu partido continua crescendo no país.
A eleição ocorreu em meio a fortes tempestades, que adiaram a votação em algumas cidades. Mesmo assim, a maioria dos portugueses conseguiu votar normalmente.
- Japão
Já o partido da primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, venceu a eleição antecipada e garantiu pelo menos dois terços das cadeiras do Parlamento, segundo a emissora pública NHK.
Com essa maioria, o governo ganha força para aprovar suas propostas com mais facilidade.
Takaichi, primeira mulher a governar o país, é conservadora, tem apoio do presidente dos EUA, Donald Trump, e defende posições duras sobre segurança, economia e imigração. Ela dissolveu o Parlamento em janeiro para tentar ampliar sua base política — e conseguiu.
A votação aconteceu em meio a nevascas, que dificultaram o acesso de eleitores às urnas em algumas regiões. Apesar disso, o resultado confirmou as pesquisas, que já apontavam ampla vitória do partido da premiê.
Agenda econômica e corporativa
- Temporada de balanços corporativos
A divulgação dos resultados corporativos do quarto trimestre continua no radar dos mercados. Por aqui, o BTG Pactual informou nesta manhã que teve um lucro recorde no fim de 2025.
Entre outubro e dezembro, o banco ganhou cerca de R$ 4,6 bilhões, um aumento de 40% em relação ao mesmo período do ano anterior. Também faturou mais, com R$ 9,1 bilhões em receitas, superando as expectativas do mercado.
Agora, o mercado volta a atenção para os próximos resultados previstos para esta semana, com destaque para o Banco do Brasil, que divulga seus números na quarta-feira (11) e a Vale, na quinta-feira (12)
A expectativa é que os executivos da mineradora comentem sobre o caso mais recente envolvendo o nome da companhia. Nesta segunda-feira, a Justiça de Minas Gerais determinou a paralisação de todas as operações da empresa no Complexo Minerário de Fábrica, em Ouro Preto, na Região Central do estado.
Segundo a decisão, as atividades só poderão voltar após comprovação da segurança das estruturas. Por enquanto, ficam permitidas apenas ações para reduzir riscos e evitar danos ambientais.
- Boletim Focus
Outro destaque do dia ficou com o Boletim Focus. Segundo o documento, o mercado financeiro reduziu pela quinta semana seguida a previsão de inflação para 2026, de 3,99% para 3,97%, segundo o boletim Focus do Banco Central. Se confirmada, a taxa ficará abaixo da inflação registrada em 2025 (4,26%).
- As projeções para os anos seguintes foram mantidas: 3,8% em 2027 e 3,5% em 2028 e 2029.
- Para os juros, a expectativa é de queda da Selic, hoje em 15% ao ano, para 12,25% no fim de 2026.
- O crescimento do PIB em 2026 segue estimado em 1,8%, abaixo do ritmo projetado para 2025.
- Já o dólar deve encerrar 2026 em torno de R$ 5,50, segundo as previsões do mercado.
Nos Estados Unidos, o clima nos mercados financeiros foi bastante positivo nesta segunda-feira, conforme empresas de tecnologia recuperavam boa parte das perdas da última semana, e à medida que investidores aguardam novos indicadores importantes da atividade econômica do país.
Em Wall Street, o Dow Jones tinha alta de 0,12%, enquanto o S&P 500 subia 0,62% e o Nasdaq avançava 1,07%
Na Europa, o índice pan-europeu STOXX 600 atingiu um novo recorde de fechamento nesta segunda-feira, acompanhando uma recuperação global do mercado acionário. O índice avançou 0,70%.
Entre os demais índices da região, destaque para o DAX, na Alemanha, que avançou 1,19%. Em Madri, o Ibex-35 teve alta1,40%, enquanto o PSI20, de Lisboa, subiu 1,13%.
Na Ásia, os mercados tiveram um dia de forte recuperação, impulsionados pelo desempenho recorde de Wall Street na sexta-feira, e pela alta das bolsas japonesas após a vitória eleitoral da primeira-ministra Sanae Takaichi no fim de semana. As ações chinesas também reagiram bem, com o melhor resultado em um mês.
Analistas recomendaram que os investidores mantivessem suas posições antes do feriado do Ano Novo Lunar, avaliando que a recente queda — de mais de 4% desde o pico de 29 de janeiro — pode ter chegado ao fim.
No fechamento, os índices da região registraram altas expressivas. Em Hong Kong, o Hang Seng subiu 1,76%, para 27.027 pontos. Em Xangai, o SSEC avançou 1,41%, para 4.123 pontos, e o CSI300 ganhou 1,63%, chegando a 4.719 pontos.
No Japão, o Nikkei disparou 3,9%, para 56.363 pontos. Na Coreia do Sul, o KOSPI subiu 4,10%, para 5.298 pontos, enquanto Taiwan registrou alta de 1,96%, para 32.404 pontos. Em Cingapura, o Straits Times avançou 0,54%, para 4.960 pontos.
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Dólar — Foto: Karolina Grabowska/Pexels
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