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domingo, 24 de maio de 2026

China lança missão para se preparar para ida à Lua; astronauta chinês passará um ano no espaço pela primeira vez

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Foguete lançado às 12h deste domingo (24) - no horário de Brasília - levará a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes para a estação espacial onde um deles permanecerá por um ano inteiro.
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TOPO
Por France Presse

Postado em 24 de Maio de 2.026 às 14h05m
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China lança missão para se preparar para ida à Lua
China lança missão para se preparar para ida à Lua

A China lançou, neste domingo (24), sua missão Shenzhou-23, na qual um astronauta passará um ano no espaço pela primeira vez, uma etapa crucial em sua ambição de enviar humanos à Lua até 2030.

O veículo lançador de foguetes Longa Marcha 2F decolou em meio a uma nuvem de chamas e fumaça às 23h08 (12h08 no horário de Brasília) do centro de lançamento de Jiuquan, localizado no deserto de Gobi, no noroeste da China, segundo imagens exibidas pela emissora estatal CCTV.

O foguete levará a espaçonave Shenzhou e seus três tripulantes para a estação espacial Tiangong ("Palácio Celestial", em chinês), onde um deles permanecerá por um ano inteiro.

A China lançou a missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial Tiangong, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov
A China lançou a missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial Tiangong, a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

A missão também marca o primeiro voo espacial de um astronauta de Hong Kong: Li Jiaying, de 43 anos, que antes trabalhava para a polícia no território semiautônomo chinês.

Os outros membros da tripulação são o comandante Zhu Yangzhu, um engenheiro aeroespacial de 39 anos; e Zhang Zhiyuan, um ex-piloto da força aérea de mesma idade que viajará ao espaço pela primeira vez.

Essa experiência permitirá que os cientistas estudem os efeitos da microgravidade prolongada, essenciais para potenciais missões futuras à Lua ou mesmo a Marte.

Graças a investimentos maciços, o gigante asiático desenvolveu consideravelmente seu programa espacial e agora compete com os Estados Unidos e seu programa Artemis para retornar à superfície lunar.

Além da estadia orbital de um ano, a tripulação realizará inúmeros experimentos relacionados às ciências da vida, dos materiais, física de fluidos e medicina.

Atrofia muscular, radiações, fadiga...

A seleção do astronauta encarregado de passar um ano em órbita ocorrerá posteriormente, dependendo do progresso da missão Shenzhou-23, afirmou um funcionário da Agência Espacial Tripulada da China (CMSA) neste sábado (23).

Os astronautas Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, o primeiro astronauta de Hong Kong, acenam durante uma cerimônia de despedida antes de participarem da missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial  chinesa Tiangong — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov
Os astronautas Zhu Yangzhu, Zhang Zhiyuan e Lai Ka-ying, o primeiro astronauta de Hong Kong, acenam durante uma cerimônia de despedida antes de participarem da missão espacial Shenzhou-23 rumo à estação espacial chinesa Tiangong — Foto: REUTERS/Maxim Shemetov

Os "principais desafios" serão "os efeitos sobre o ser humano": "perda de densidade óssea, atrofia muscular, exposição a radiações, distúrbios do sono e fadiga comportamental e psicológica", explicou à AFP Richard de Grijs, astrofísico e professor da Escola de Ciências Matemáticas e Físicas da Universidade Macquarie, na Austrália.

Ele também enfatizou a importância da confiabilidade dos sistemas de reciclagem de água e ar, assim como a capacidade de gerenciar potenciais emergências médicas longe da Terra.

"A China tornou-se muito competente nessas áreas, mas a duração é importante. Um ano em órbita coloca o equipamento e a tripulação em um regime operacional diferente das missões Shenzhou, mais curtas", ressaltou De Grijs.

Até agora, as tripulações permaneciam na estação Tiangong por seis meses antes de serem substituídas.

"Nave dos sonhos"

A China ainda está na fase de desenvolvimento e teste dos equipamentos necessários para enviar astronautas à Lua nesta década.

Este ano, está programado o voo de teste em órbita da espaçonave Mengzhou ("Nave dos Sonhos"). Esta espaçonave substituirá a Shenzhou em missões tripuladas à Lua.

Pequim espera ter construído até 2035 o primeiro segmento de uma base científica habitada em um satélite da Terra, chamada Estação Internacional de Pesquisa Lunar (ILRS).

O gigante asiático investiu bilhões de dólares nos últimos trinta anos para equiparar seu programa espacial aos dos Estados Unidos, Rússia e Europa.

Seu progresso tem sido particularmente visível na última década.

Em 2019, a China pousou uma sonda espacial no lado oculto da Lua, uma conquista sem precedentes em todo o mundo, e em 2021, pousou um pequeno robô em Marte.

A China foi oficialmente excluída da Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011, ano em que os Estados Unidos proibiram sua agência espacial, a Nasa, de colaborar com Pequim.

Isso levou o gigante asiático a desenvolver seu próprio projeto de estação espacial.

A estação espacial chinesa, chamada Tiangong (Palácio Celestial), é um complexo orbital habitável e totalmente operacional em órbita baixa da Terra. Ela abriga tripulações em rotação constante e recentemente recebeu a missão Shenzhou-23, que levou três astronautas para uma estadia recorde, com um dos membros previsto para ficar até um ano no espaço.
A estrutura da Tiangong opera a uma altitude entre (340 km) e (450 km) e pesa entre 80 e 100 toneladas, funcionando como o principal laboratório de microgravidade e posto avançado de Pequim.
Detalhes Principais e Operações

  • Módulo Central (Tianhe): Lançado em 2021, é a 
  • a espinha dorsal da estação, fornecendo suporte de vida e controle.
  • Tripulação: Geralmente composta por três a seis astronautas que se revezam em missões de longa duração.
  • Contexto: A China foi banida do acesso à Estação Espacial Internacional (ISS) em 2011 devido a leis dos Estados Unidos, o que motivou a construção independente da Tiangong como seu próprio posto avançado de pesquisa.
Acompanhamento e Rastreamento
    Você pode acompanhar a localização exata da Tiangong em tempo real ao redor do globo usando rastreadores orbitais como o AstroViewer para ver quando ela passará visível próxima à sua região.
    Se você tiver interesse, posso:
    • Informar mais detalhes sobre os experimentos científicos conduzidos a bordo da 
    • estação.
    • Explicar as diferenças de tamanho e arquitetura entre a Tiangong e a Estação Espacial Internacional (ISS).
    • Gostaria de focar em algum aspecto específico?
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