##=Ruídos foram acelerados em 16 vezes para que possam ser audíveis.
Número de mortos já ultrapassou 8.100; há mais de 12 mil desaparecidos.
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##= Um laboratório da Universidade Politécnica de Catalunha (UPC), na Espanha, gravou o som do terremoto seguido de um tsunami que atingiu o Japão no último dia 11, cujo número de mortos já ultrapassou 8.100 e há mais de 12 mil pessoas desaparecidas.
O áudio do evento sísmico, detectado por uma rede de observatórios submarinos localizados em cada lado do epicentro, está disponível no site Listening to the Deep Ocean Environment (Lido) - ouça aqui o barulho do terremoto.
http://listentothedeep.com/acoustics/index2.php?web=soundlibrary&lang=en
De acordo com a universidade, a gravação foi fornecida pela Agência Japonesa para Ciências Marinhas e da Terra (Japan Agency for Marine-Earth
Science and Technology). A rede de observatórios fica próxima à ilha japonesa de Hatsushima.
Áudio foi acelerado
O sistema pode ser usado para ouvir, simultaneamente, o que acontece nos diferentes observatórios. De acordo com a universidade, os dados publicados foram acelerados em 16 vezes para que possam ser audíveis pelos humanos.
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domingo, 20 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Visita de Obama custa cerca de R$ 120 milhões por dia
##= Visitas de chefes de Estado costumam ser caras, e as do presidente norte-americano Barack Obama estão entre as mais custosas do mundo, superando os US$ 70 milhões (R$ 120 milhões) diários.
Entre as especificidades do tour que começa no Brasil neste sábado está a “Besta”, uma limusine completamente blindada supostamente capaz de resistir a qualquer tipo de arma, inclusive mísseis e lança-chamas.
O veículo é avaliado em US$ 300 mil (R$ 500 mil) e também conta com “compartimento de pânico” completamente selado e com capacidade para 12 horas de oxigênio. Dois exemplares foram levados até Brasília e Rio de Janeiro para transportar Obama e a família por curtas distâncias.
Para trazer a comitiva, que terá entre 400 e 1.000 pessoas, entre funcionários, cozinheiros, médicos e agentes de segurança, são usados seis aviões. Três cargueiros levam central de comunicações, helicópteros, jipes, armas e as limusines. Há também uma aeronave para reabastecimento, o famoso Air Force One (com a comitiva) e uma cópia idêntica para despistar. A segurança é feita por até oito caças F-15 e por um modelo usado como radar.
Em Brasília, o grupo do presidente norte-americano deve passar alguns momentos no hotel cinco estrelas Royal Tulip, único desse padrão na cidade, próximo ao lago Paranoá. Os aposentos foram reservados há dias e suas diárias custam, no mínimo, R$ 400. As duas suítes presidenciais, também solicitadas, saem por R$ 10 mil. O hotel Kubitscheck Plaza foi contatado para abrigar a imprensa dos Estados Unidos.
No Rio de Janeiro, Obama deve passar duas noites no JW Marriot, em Copacabana. A suíte presidencial custa a partir de R$ 2.054.
Refeições
Não se sabe o que será servido ao presidente no Rio de Janeiro, mas para o almoço de sábado agendado com Dilma Rousseff em Brasília está prevista uma feijoada com linguiça e picanha. Porém, para o presidente, que é vegan e não consome nada de origem animal, a banqueteira Renata La Porta vai preparar uma alternativa sem carne e com cogumelos e frutas secas. A equipe de segurança acompanha a elaboração do prato e prova antes de Obama.
Além disso, frutas brasileiras como manga, maracujá, carambola e mamão papaia estarão à disposição dos convidados, assim como vinho tinto nacional produzido em uma vinícola do Rio Grande do Sul.
Dilma mudou o até então usado sistema de self-service. Agora garçons levarão a comida até os convidados. Apenas três foram credenciados para servir Obama.
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sexta-feira, 18 de março de 2011
Acesso à rede no Brasil cresce 9,6% e chega a 73,9 milhões de internautas
##= O número de pessoas com acesso à internet no Brasil atingiu 73,9 milhões no quarto trimestre de 2010, segundo pesquisa do Ibope Nielsen Online divulgada nesta sexta-feira (18). O número, que considera todo tipo de acesso, seja residencial, no trabalho, em escolas ou em lan houses, representa um crescimento de 9,6% em um ano: o país tinha 67,5 milhões de internautas no final de 2009.
O acesso à internet no trabalho e em domicílios teve crescimento ainda maior, de acordo com o Ibope, que utilizou números do mês de fevereiro de 2011 e de 2010 para a comparação separada por locais de conexão.
O total de pessoas com conexão em pelo menos um desses dois ambientes chegou a 56 milhões em fevereiro de 2011, o que significou um crescimento de 19,2% sobre os 47 milhões do mesmo mês do ano anterior. O total de pessoas que moram em domicílios com acesso à internet cresceu 24% nesse período e chegou a 52,8 milhões, segundo o Ibope.
Das 56 milhões de pessoas que têm acesso à internet no trabalho ou em residências, 41,4 milhões foram usuárias ativas em fevereiro, crescimento de 12,7% na comparação com os 36,7 milhões de fevereiro de 2010.
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Japão eleva para 5 nível do acidente nuclear em Fukushima
.VIENA - O Japão elevou para 5, numa escala de 1 a 7, o nível do acidente nuclear no complexo de Fukushima, informou nesta sexta-feira a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). A mudança caracteriza os problemas na usina como acidente, já que, até o nível 4, a definição é de incidente; e equipara a gravidade do que está acontecendo no Japão ao ocorrido em Three Mile Island, nos Estados Unidos, em 1979. A Autoridade de Segurança Nuclear (ANS) da França já havia elevado o nível do acidente japonês de 4 para 6. O 7 só foi usado para o acidente de Chernobyl, em 1986.
Autoridades japonesas reiniciaram as operações para resfriar o reator 3 utilizando caminhões equipados com canhões de água. Ao menos sete veículos do Exército se revezarão na operação para evitar que as barras de combustível derretam e provoquem um desastre nuclear.
No próximo sábado, a eletricidade pode ser restabelecida nos reatores 1 e 2, informou a agência de segurança nuclear do país. Na última quinta-feira, o Japão informou à AIEA que engenheiros conseguiram colocar um cabo de energia da rede externa no reator número 2 da usina nuclear de Fukushima . O cabo de mil metros de extensão ligará a rede principal de energia ao reator, para reativar o funcionamento das bombas de água responsáveis pelo seu resfriamento. A instalação está sem luz desde o terremoto da semana passada.
O Japão parou durante um minuto nesta sexta-feira para lembrar as milhares de vítimas do terremoto e da tsunami que aconteceram há uma semana
A polícia do Japão disse que mais de 6.500 pessoas foram mortas e mais de 10 mil estão desaparecidas. As autoridades que acreditam que alguns deles deviam estar fora da região no momento do desastre, mas a força da tsunami pode ter levado muitas pessoas para o mar. Na tsunami que atingiu a Indonésia em 2004, a maior parte dos corpos não foi encontrada.
Autoridades japonesas reiniciaram as operações para resfriar o reator 3 utilizando caminhões equipados com canhões de água. Ao menos sete veículos do Exército se revezarão na operação para evitar que as barras de combustível derretam e provoquem um desastre nuclear.
No próximo sábado, a eletricidade pode ser restabelecida nos reatores 1 e 2, informou a agência de segurança nuclear do país. Na última quinta-feira, o Japão informou à AIEA que engenheiros conseguiram colocar um cabo de energia da rede externa no reator número 2 da usina nuclear de Fukushima . O cabo de mil metros de extensão ligará a rede principal de energia ao reator, para reativar o funcionamento das bombas de água responsáveis pelo seu resfriamento. A instalação está sem luz desde o terremoto da semana passada.
O Japão parou durante um minuto nesta sexta-feira para lembrar as milhares de vítimas do terremoto e da tsunami que aconteceram há uma semana
A polícia do Japão disse que mais de 6.500 pessoas foram mortas e mais de 10 mil estão desaparecidas. As autoridades que acreditam que alguns deles deviam estar fora da região no momento do desastre, mas a força da tsunami pode ter levado muitas pessoas para o mar. Na tsunami que atingiu a Indonésia em 2004, a maior parte dos corpos não foi encontrada.
quinta-feira, 17 de março de 2011
17/03/2011 10h04 - Nuvem radioativa chegará à Europa, dizem especialistas franceses





##=Nuvem radioativa chegará à Europa, dizem especialistas franceses
Segundo previsões, radiação vinda de usina nuclear japonesa atingirá países europeus semana que vem, mas não será nociva à população.
##=Especialistas franceses afirmam que uma nuvem radioativa causada pelas explosões na central de Fukushima Daiichi, no Japão, deverá chegar à Europa na próxima semana, mas estimam, no entanto, que ela não será nociva à saúde.
Segundo Jean-Marc Peres, chefe do serviço de fiscalização da radioatividade no meio ambiente do Instituto de Radioproteção e Segurança Nuclear (IRSN) da França, "é muito provável que a nuvem seja detectada a partir da próxima semana no território francês".
O IRSN criou o site "Criter Japon", que permite à população ter acesso ao nível de radiação na França. A radiação é medida por sensores espalhados pelo país quase em tempo real, com apenas uma hora de defasagem em relação à coleta dos dados.
O site mostra as áreas do país onde estão situados os sensores, e legendas em cores explicam os níveis de radioatividade.
O site "Criter Japon" tem tido "um número tão grande de acessos" que tem ficado fora do ar, informa o IRSN.
O especialista do instituto afirma, no entanto, que em razão do fenômeno de dispersão das partículas radioativas durante o trajeto de vários milhares de quilômetros entre o Japão e a Europa, "é certo que o nível de radioatividade da nuvem ficará abaixo do limite nocivo à saúde".
Em um debate no Parlamento francês na quarta-feira, a ministra do Meio Ambiente, Nathalie Kosciusko-Morizet, também não excluiu a possibilidade de que a Europa seja afetada pelo acidente nuclear em Fukushima, mas afirmou que o impacto radioativo "não deverá causar problemas".
Iodo
O governo francês pediu na quarta-feira ao órgão responsável por urgências de saúde no país para fazer um levantamento do estoque de pastilhas de iodo na França, substância que impede que a radioatividade tenha efeitos sobre a tiroide.
O objetivo, segundo as autoridades, é determinar se a França está pronta para enfrentar a passagem de uma nuvem radioativa, ou mesmo uma catástrofe nuclear.
Segundo jornais franceses, várias pessoas já procuraram comprimidos de iodo em farmácias.
O presidente francês, Nicolas Sarkozy, organizou na quarta-feira uma reunião ministerial de crise sobre a ameaça nuclear no Japão. "A situação é extremamente preocupante, muito grave", disse Sarkozy.
O ministro do Interior, Claude Guéant, anunciou nesta quinta-feira que a França "está pronta" para acolher japoneses que precisem de cuidados médicos por conta de exposição à radiação.
"Temos hospitais especializados, com serviços de hematologia adaptados. Os franceses que foram repatriados do Japão também terão, claro, um acompanhamento médico específico", disse o ministro.
Situação em Fukushima é séria, mas segue estável, diz AIEA

Funcionário da agência, porém, admmite que ainda pode haver piora nas condições
VIENA - A situação da usina nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão, não piorou nas últimas 24 horas, mas continua muito séria, afirmou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo Graham Andrew, assessor especial do diretor-geral da AIEA, a agência acredita que três dos seis reatores da usina sofreram danos em seus respectivos núcleos e que a situação das piscinas de quatro reatores ainda é preocupante, mesmo depois de elas terem recebido mais água para auxiliar no resfriamento das varetas de combustível nuclear."A situação continua muito séria, mas não houve piora significativa desde ontem (quarta). Não piorou, o que é positivo, mas ainda é possível que haja piora", disse Andrew. "Podemos dizer que a situação é razoavelmente estável em comparação a ontem."
Andrew disse que a AIEA considera adequadas as medidas de segurança adotadas pelo Japão antes do terremoto e do acidente nuclear em Fukushima. "Tenho certeza que o Japão fez a melhor preparação possível", disse Andrew, acrescentando que a combinação de um forte terremoto e do tsunami que o seguiu era imprevisível.
"A natureza nos surpreendeu", disse Andrew, ressaltando que a AIEA ainda considera a energia nuclear muito segura. "A probabilidade de um evento como esse é baixa. A indústria nuclear possui um bom histórico de segurança."
O terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami posterior que atingiram o nordeste do Japão na sexta destruíram boa parte da região e causaram danos ao complexo de Fukushima. Os seis reatores da usina sofreram explosões e incêndios e houve vazamento de material radiativo na atmosfera. Dezenas de pessoas entraram em contato com as partículas nocivas e foram contaminadas. As informações são da Dow Jones.
quarta-feira, 16 de março de 2011
Carro que faz 500 km por litro é exposto em São Paulo

CARRO DESENVOLVIDO POR ESTUDANTES BRASILEIRO FAZ 500 KM COM I LITRO DE COMBUSTÍVEL...

...FAZ 500 KM COM I LITRO DE COMBUSTÍVEL...
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##= Alunos da FEI desenvolveram também veículo feito direto no alumínio.
A mostra tem entrada gratuita e vai até o próximo dia 2.
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##= 16/03/2011 08h00 - Atualizado em 16/03/2011 08h00
Carro que faz 500 km por litro é exposto em São Paulo
Alunos da FEI desenvolveram também veículo feito direto no alumínio.
A mostra tem entrada gratuita e vai até o próximo dia 2.
Rafael Italiani
Do G1, em São Paulo
A Fundação Educacional Inaciana (FEI) expõe no Conjunto Nacional, em São Paulo, dois protótipos de automóveis elaborados com tecnologia de ponta com o objetivo de serem leves ou econômicos. Entre eles, está um carro que promete fazer 500 quilômetros por litro de combustível e outro construído diretamente no alumínio.
O design do X-20 chama a atenção do público entre os outros modelos que estão no local. O conversível de alumínio conta com um motor Corvette V8 e foi desenvolvido para ser leve e rápido na pista. “Foi um coisa inédita que fizemos. Construímos a forma do carro diretamente no alumínio, o que eliminou uma etapa que seria o modelo para fazer o molde”, diz Ricardo Bock, professor do curso de engenharia mecânica da FEI.
Com cerca de 840 kg, a máquina atinge os 100 km/h em pouco menos de 4 s. Além disso, o X-20 tem 550 cavalos de potência e transmissão Porsche.
500 km com 1 litro de gasolina
Também desenvolvido por alunos da FEI, o X-16, mesmo sendo leve, tem uma proposta totalmente diferente. Feito 100% em carbono e com 38 kg, ele pode alcançar apenas os 45 km/h. No entanto, o tanque com capacidade para cerca de 1 litro de gasolina tem autonomia de 500 km. “Ele foi desenvolvido exatamente para isso”, afirma Bock. Ainda de acordo o professor, uma outra curiosidade do modelo econômico é que o banco do piloto foi feito de acordo com o corpo de uma mulher, que, segundo Bock, tem o esqueleto mais leve.
Para as características do mercado de produção em massa, os modelos são “inviáveis”, diz o professor. “Nós queremos formar engenheiros diferentes e que tenham percepção social”, afirma o professor.
Entrada gratuita
Quem quiser conferir os protótipos, basta ir ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, 2.073, de segunda a sexta-feira, das 8h às 23h. Nos sábados e domingos, a exposição fica aberta entre as 10h e as 23h. Os visitantes também podem ver outros carros, como a Jordan usada por Rubens Barrichello em 1994, modelos de outras competições e capacetes usados por Ayrton Senna. A entrada é gratuita e a exposição termina no próximo dia 2. O evento faz parte da 2ª Semana Cultural da Velocidade (Velocult) e, além dos carros, reúne troféus, objetos pessoais de pilotos e outros artigos curiosos do mundo da velocidade.
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terça-feira, 15 de março de 2011
Preços de chips disparam como efeito do desastre no Japão

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Cidade de Hiroshima antes e depois da Bomba atômica ser lançada em seu território.
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##= SEUL - Os preços de componentes tecnológicos importantes continuavam avançando nesta terça-feira, enquanto os danos causados pelo devastador terremoto e tsunami japonês da última sexta-feira ameaçavam prejudicar as cadeias mundiais de produção industrial por prazo mais longo do que muitos observadores imaginavam.
Dezenas de empresas japonesas, de fabricantes de componentes a grupos de eletrônica e montadoras de automóveis, estão mantendo suas fábricas fechadas, e os danos à infraestrutura, incluindo estradas, redes de energia, ferrovias e portos, devem demorar meses para que sejam reparados.
A perspectiva de perturbações mundiais nos suprimentos levaram empresas de todo o mundo a uma corrida por fontes alternativas de componentes de alta tecnologia, um setor em que o Japão continua a ser um dos protagonistas dominantes.
O grupo de pesquisa IHS iSuppli afirmou que o terremoto e suas consequências podem resultar em escassez significativa de certos componentes eletrônicos e causar fortes aumentos de preços.
- Embora haja pouca informação de danos efetivos nas linhas de produção de eletrônicos, o impacto sobre os transportes e a infraestrutura resultará em complicações, resultando em escassez e alta de preços - afirmou a iSuppli.
- Entre os componentes afetados foram incluídos chips de memória flash NAND, DRAM, componentes lógicos padronizados, painéis de cristal líquido (LCD) e outros materiais para LCDs - afirmou a empresa.
Os preços de chips de memória flash NAND no mercado à vista continuaram em alta nesta terça-feira, subindo em quase 3% após a alta de 20% na véspera, enquanto os preços dos chips de memória DRAM subiram mais 0,2% depois dos 7% da segunda-feira, de acordo com a DRAMeXchange, que acompanha os negócios nesses mercados.
O Japão responde por um quinto da produção mundial de semicondutores, o que inclui 40% dos chips de memória flash usados em todo tipo de aparelho, de celulares inteligentes a tablets e computadores.
Mesmo que os embarques de componentes sejam afetados pelo terremoto por apenas duas semanas, a escassez e seu impacto sobre os preços devem perdurar até o terceiro trimestre, segundo a iSuppli.
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Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto

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## = Tremor seguido de tsunami devastou a costa noroeste do Japão.
Quatro dias após o terremoto, não foram registrados episódios de violência.
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** = O desespero, a destruição e o caos que o Japão enfrenta desde o terremoto e o tsunami que assolaram o país na última sexta-feira foram vistos também no Haiti e no Chile, ano passado. Mas, ao contrário dos países ocidentais, o Japão enfrenta a crise humanitária de uma forma mais organizada e menos violenta. Até agora, nenhum episódio de saque ou briga foi registrado no país, o contrário do que ocorreu no Haiti, que precisou da intervenção do Exército e de forças da ONU, e da cidade chilena de Concepción, que teve de decretar toque de recolher após quase todas as lojas da cidade terem sido roubadas.
A explicação para isso, segundo estudiosos de Japão ouvidos pelo G1, está num conjunto de aspectos históricos, sociais, políticos e até religiosos, além do enorme preparo que o país tem para lidar com esse tipo de catástrofe. "É aquele lugar comum de dizer que os japoneses são educados para trabalhar em grupo. É uma ênfase diferente do que acontece no Ocidente de modo geral. No Japão, desde pequenos, eles aprendem a trabalhar em grupo. Essa característica é um fator que conta bastante. Depois, tem o fato de pensar na coletividade", explica Ronan Alves Pereira, professor de estudos japoneses da Universidade de Brasília (UnB).
"Há uma orientação a não se apropriar das coisas dos outros. Não quer dizer que não exista, mas os índices de roubo e criminalidade são muito mais baixos do que em muitos países ocidentais. Também adicionaria o componente político-administrativo. Como o país sempre foi vítima de grandes tragédias, sempre houve uma orientação da parte do governo de preparar a população para catástrofes assim. [...] Por último, eu apontaria o fator tecnologia e desenvolvimento econômico. Em um lugar como o Haiti não há preparação. O nível do investimento publico não chega nem de longe ao nível do investimento no Japão, com construções mais resistentes inclusive."
O professor viveu cinco anos no Japão e no segundo dia que estava no país vivenciou um terremoto. Ele conta que acompanhou o fluxo para fora do prédio e ficou observando atento como os japoneses se comportavam. No momento, a UnB tem vários estudantes brasileiros morando no Japão, e, segundo Ronan, todos estão bem após o tremor.
País mais preparado
Organizações internacionais estão enviando equipes de ajuda para o Japão. Mas, de acordo com a porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), a organização não planeja organizar uma operação maior de assistência se não for solicitada. "O país enfrenta três emergências: uma pelo terremoto, outra pelo tsunami e outra de caráter nuclear. Mas eles estão indo muito bem. É o país mais bem preparado para esse tipo de catástrofe. Não estamos falando do Haiti ou do Paquistão. Os japoneses são treinados desde pequenos para lidar com terremotos e têm muito senso de disciplina e calma", disse Elisabeth Byrs ao G1.
O terremoto de magnitude 8,9 gerou um tsunami e abalou a estrutura de complexos nucleares do noroeste do país. O número oficial de mortos chegou a 1.833, segundo a Polícia Nacional. Há 2.361 desaparecidas, de acordo com balanço divulgado na noite desta segunda-feira (14).
Confiança
O psicólogo e professor de japonês Marcos Hiroyuki Suguiura acredita que além do preparo para catástrofes, os japoneses são "educados para ter um comportamento social. Muito do que eles fazem é movido pela ideia de ‘vai ser bom pra mim, mas também para os outros’. O mais forte acho que é essa característica de pensar no outro, mesmo que possa fazer mal para si num primeiro momento."
Outro ponto importante, segundo Marcos, é a confiança de que a ajuda virá do governo. "Eles sabem que a ajuda vai vir da sociedade, que tem alguém olhando por eles, então eles confiam e esperam."
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