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quinta-feira, 17 de março de 2011

Situação em Fukushima é séria, mas segue estável, diz AIEA


Funcionário da agência, porém, admmite que ainda pode haver piora nas condições
VIENA - A situação da usina nuclear de Fukushima Daiichi, no nordeste do Japão, não piorou nas últimas 24 horas, mas continua muito séria, afirmou a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA). Segundo Graham Andrew, assessor especial do diretor-geral da AIEA, a agência acredita que três dos seis reatores da usina sofreram danos em seus respectivos núcleos e que a situação das piscinas de quatro reatores ainda é preocupante, mesmo depois de elas terem recebido mais água para auxiliar no resfriamento das varetas de combustível nuclear."A situação continua muito séria, mas não houve piora significativa desde ontem (quarta). Não piorou, o que é positivo, mas ainda é possível que haja piora", disse Andrew. "Podemos dizer que a situação é razoavelmente estável em comparação a ontem."

Andrew disse que a AIEA considera adequadas as medidas de segurança adotadas pelo Japão antes do terremoto e do acidente nuclear em Fukushima. "Tenho certeza que o Japão fez a melhor preparação possível", disse Andrew, acrescentando que a combinação de um forte terremoto e do tsunami que o seguiu era imprevisível.

"A natureza nos surpreendeu", disse Andrew, ressaltando que a AIEA ainda considera a energia nuclear muito segura. "A probabilidade de um evento como esse é baixa. A indústria nuclear possui um bom histórico de segurança."

O terremoto de magnitude 9,0 e o tsunami posterior que atingiram o nordeste do Japão na sexta destruíram boa parte da região e causaram danos ao complexo de Fukushima. Os seis reatores da usina sofreram explosões e incêndios e houve vazamento de material radiativo na atmosfera. Dezenas de pessoas entraram em contato com as partículas nocivas e foram contaminadas. As informações são da Dow Jones.

quarta-feira, 16 de março de 2011

Carro que faz 500 km por litro é exposto em São Paulo


CARRO DESENVOLVIDO POR ESTUDANTES BRASILEIRO FAZ 500 KM COM I LITRO DE COMBUSTÍVEL...

...FAZ 500 KM COM I LITRO DE COMBUSTÍVEL...
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##= Alunos da FEI desenvolveram também veículo feito direto no alumínio.
A mostra tem entrada gratuita e vai até o próximo dia 2.
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##= 16/03/2011 08h00 - Atualizado em 16/03/2011 08h00

Carro que faz 500 km por litro é exposto em São Paulo
Alunos da FEI desenvolveram também veículo feito direto no alumínio.
A mostra tem entrada gratuita e vai até o próximo dia 2.
Rafael Italiani
Do G1, em São Paulo

A Fundação Educacional Inaciana (FEI) expõe no Conjunto Nacional, em São Paulo, dois protótipos de automóveis elaborados com tecnologia de ponta com o objetivo de serem leves ou econômicos. Entre eles, está um carro que promete fazer 500 quilômetros por litro de combustível e outro construído diretamente no alumínio.

O design do X-20 chama a atenção do público entre os outros modelos que estão no local. O conversível de alumínio conta com um motor Corvette V8 e foi desenvolvido para ser leve e rápido na pista. “Foi um coisa inédita que fizemos. Construímos a forma do carro diretamente no alumínio, o que eliminou uma etapa que seria o modelo para fazer o molde”, diz Ricardo Bock, professor do curso de engenharia mecânica da FEI.

Com cerca de 840 kg, a máquina atinge os 100 km/h em pouco menos de 4 s. Além disso, o X-20 tem 550 cavalos de potência e transmissão Porsche.

500 km com 1 litro de gasolina
Também desenvolvido por alunos da FEI, o X-16, mesmo sendo leve, tem uma proposta totalmente diferente. Feito 100% em carbono e com 38 kg, ele pode alcançar apenas os 45 km/h. No entanto, o tanque com capacidade para cerca de 1 litro de gasolina tem autonomia de 500 km. “Ele foi desenvolvido exatamente para isso”, afirma Bock. Ainda de acordo o professor, uma outra curiosidade do modelo econômico é que o banco do piloto foi feito de acordo com o corpo de uma mulher, que, segundo Bock, tem o esqueleto mais leve.

Para as características do mercado de produção em massa, os modelos são “inviáveis”, diz o professor. “Nós queremos formar engenheiros diferentes e que tenham percepção social”, afirma o professor.

Entrada gratuita
Quem quiser conferir os protótipos, basta ir ao Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, 2.073, de segunda a sexta-feira, das 8h às 23h. Nos sábados e domingos, a exposição fica aberta entre as 10h e as 23h. Os visitantes também podem ver outros carros, como a Jordan usada por Rubens Barrichello em 1994, modelos de outras competições e capacetes usados por Ayrton Senna. A entrada é gratuita e a exposição termina no próximo dia 2. O evento faz parte da 2ª Semana Cultural da Velocidade (Velocult) e, além dos carros, reúne troféus, objetos pessoais de pilotos e outros artigos curiosos do mundo da velocidade.
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terça-feira, 15 de março de 2011

Preços de chips disparam como efeito do desastre no Japão


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Cidade de Hiroshima antes e depois da Bomba atômica ser lançada em seu território.
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##= SEUL - Os preços de componentes tecnológicos importantes continuavam avançando nesta terça-feira, enquanto os danos causados pelo devastador terremoto e tsunami japonês da última sexta-feira ameaçavam prejudicar as cadeias mundiais de produção industrial por prazo mais longo do que muitos observadores imaginavam.

Dezenas de empresas japonesas, de fabricantes de componentes a grupos de eletrônica e montadoras de automóveis, estão mantendo suas fábricas fechadas, e os danos à infraestrutura, incluindo estradas, redes de energia, ferrovias e portos, devem demorar meses para que sejam reparados.

A perspectiva de perturbações mundiais nos suprimentos levaram empresas de todo o mundo a uma corrida por fontes alternativas de componentes de alta tecnologia, um setor em que o Japão continua a ser um dos protagonistas dominantes.

O grupo de pesquisa IHS iSuppli afirmou que o terremoto e suas consequências podem resultar em escassez significativa de certos componentes eletrônicos e causar fortes aumentos de preços.

- Embora haja pouca informação de danos efetivos nas linhas de produção de eletrônicos, o impacto sobre os transportes e a infraestrutura resultará em complicações, resultando em escassez e alta de preços - afirmou a iSuppli.

- Entre os componentes afetados foram incluídos chips de memória flash NAND, DRAM, componentes lógicos padronizados, painéis de cristal líquido (LCD) e outros materiais para LCDs - afirmou a empresa.

Os preços de chips de memória flash NAND no mercado à vista continuaram em alta nesta terça-feira, subindo em quase 3% após a alta de 20% na véspera, enquanto os preços dos chips de memória DRAM subiram mais 0,2% depois dos 7% da segunda-feira, de acordo com a DRAMeXchange, que acompanha os negócios nesses mercados.

O Japão responde por um quinto da produção mundial de semicondutores, o que inclui 40% dos chips de memória flash usados em todo tipo de aparelho, de celulares inteligentes a tablets e computadores.

Mesmo que os embarques de componentes sejam afetados pelo terremoto por apenas duas semanas, a escassez e seu impacto sobre os preços devem perdurar até o terceiro trimestre, segundo a iSuppli.
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GIPOPE-GARIBA'S Logística for 2011-2012: Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto

GIPOPE-GARIBA'S Logística for 2011-2012: Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto

Preparo e espírito de grupo explicam ausência de saques após terremoto



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## = Tremor seguido de tsunami devastou a costa noroeste do Japão.
Quatro dias após o terremoto, não foram registrados episódios de violência.
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** = O desespero, a destruição e o caos que o Japão enfrenta desde o terremoto e o tsunami que assolaram o país na última sexta-feira foram vistos também no Haiti e no Chile, ano passado. Mas, ao contrário dos países ocidentais, o Japão enfrenta a crise humanitária de uma forma mais organizada e menos violenta. Até agora, nenhum episódio de saque ou briga foi registrado no país, o contrário do que ocorreu no Haiti, que precisou da intervenção do Exército e de forças da ONU, e da cidade chilena de Concepción, que teve de decretar toque de recolher após quase todas as lojas da cidade terem sido roubadas.

A explicação para isso, segundo estudiosos de Japão ouvidos pelo G1, está num conjunto de aspectos históricos, sociais, políticos e até religiosos, além do enorme preparo que o país tem para lidar com esse tipo de catástrofe. "É aquele lugar comum de dizer que os japoneses são educados para trabalhar em grupo. É uma ênfase diferente do que acontece no Ocidente de modo geral. No Japão, desde pequenos, eles aprendem a trabalhar em grupo. Essa característica é um fator que conta bastante. Depois, tem o fato de pensar na coletividade", explica Ronan Alves Pereira, professor de estudos japoneses da Universidade de Brasília (UnB).

"Há uma orientação a não se apropriar das coisas dos outros. Não quer dizer que não exista, mas os índices de roubo e criminalidade são muito mais baixos do que em muitos países ocidentais. Também adicionaria o componente político-administrativo. Como o país sempre foi vítima de grandes tragédias, sempre houve uma orientação da parte do governo de preparar a população para catástrofes assim. [...] Por último, eu apontaria o fator tecnologia e desenvolvimento econômico. Em um lugar como o Haiti não há preparação. O nível do investimento publico não chega nem de longe ao nível do investimento no Japão, com construções mais resistentes inclusive."

O professor viveu cinco anos no Japão e no segundo dia que estava no país vivenciou um terremoto. Ele conta que acompanhou o fluxo para fora do prédio e ficou observando atento como os japoneses se comportavam. No momento, a UnB tem vários estudantes brasileiros morando no Japão, e, segundo Ronan, todos estão bem após o tremor.

País mais preparado
Organizações internacionais estão enviando equipes de ajuda para o Japão. Mas, de acordo com a porta-voz do Escritório da ONU para a Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha), a organização não planeja organizar uma operação maior de assistência se não for solicitada. "O país enfrenta três emergências: uma pelo terremoto, outra pelo tsunami e outra de caráter nuclear. Mas eles estão indo muito bem. É o país mais bem preparado para esse tipo de catástrofe. Não estamos falando do Haiti ou do Paquistão. Os japoneses são treinados desde pequenos para lidar com terremotos e têm muito senso de disciplina e calma", disse Elisabeth Byrs ao G1.

O terremoto de magnitude 8,9 gerou um tsunami e abalou a estrutura de complexos nucleares do noroeste do país. O número oficial de mortos chegou a 1.833, segundo a Polícia Nacional. Há 2.361 desaparecidas, de acordo com balanço divulgado na noite desta segunda-feira (14).

Confiança
O psicólogo e professor de japonês Marcos Hiroyuki Suguiura acredita que além do preparo para catástrofes, os japoneses são "educados para ter um comportamento social. Muito do que eles fazem é movido pela ideia de ‘vai ser bom pra mim, mas também para os outros’. O mais forte acho que é essa característica de pensar no outro, mesmo que possa fazer mal para si num primeiro momento."

Outro ponto importante, segundo Marcos, é a confiança de que a ajuda virá do governo. "Eles sabem que a ajuda vai vir da sociedade, que tem alguém olhando por eles, então eles confiam e esperam."

segunda-feira, 14 de março de 2011

Você sabe o que é 1 trilhão de dólares?


US$ -1 TRILHÃO DE DOLARES



US$ - 1.000.000.000 DOLARES

US$ - 100.000 DOLARES

OS$ - 1.000.000 DOLARES

US$ - 10.000 DOLARES

Você sabe o que é 1 trilhão de dólares?

Toda essa conversa de “pacote de estímulos” e “salvamentos financeiros…”
1 bilhão de dólares…
100 bilhões de dólares…
800 bilhões de dólares…
1 TRILHÃO de dólares…
Você tem idéia do que isso significa?

Bem, vamos começar com uma nota de $100 dólares.
Atualmente, esta é a maior nota em circulação nos E.U.A.
Muitas pessoas já viram uma delas, poucos possuem uma no bolso, e é garantia de fazer amigos onde quer que vá.


Um pacote de cem notas de $ 100 dólares é inferior a 1 / 2 polegada de espessura e contém $ 10.000 dólares. Encaixa facilmente no seu bolso e é mais do que suficiente para uma semana ou duas de diversão da pior (ou melhor) espécie.




Acredite ou não, esta pequena pilha abaixo é de US $ 1 milhão de dólares (100 pacotes de $ 10.000). Você poderia colocar esta quantia em um saco de papel de supermercado e passear por aí com ele facilmente.


Enquanto que a merreca de $ 1 milhão parece bem inexpressiva, $ 100 milhões é um pouco mais respeitável. Ele se encaixa perfeitamente em um palete de madeira padrão, veja:


e $ 1 bilhão de dólares…agora parece que estamos chegando a algum lugar…





Em seguida, vamos olhar para um trilhão de dólares. Este número é o que temos ouvido nos últimos meses, nas notícias do mercado financeiro e sobre a crise mundial. O que é um trilhão de dólares? Trata-se de um milhar de milhões. É o número 1 seguido por 12 zeros.

Está pronto para isto? É bastante surpreendente.

Vá em frente …

Senhoras e senhores … Eu lhes apresento o tamanho de $ 1 trilhão de dólares:






E repare que os paletes são pilhas duplas. Observe o tamanho do “homem” de camisa vermelha no canto esquerdo!

Portanto, da próxima vez que você ouvir alguém falar por aí sobre “trilhão de dólares” … isso é o que eles estão falando.
Este é o tamanho da conversa!!

Viajante sofre com recusa de dólar antigo


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Em alguns países, cédulas são recebidas por 20% menos que o valor de face; na Europa, só se aceitam séries posteriores às de 1996
14 de março de 2011 | 0h 00
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## - Turistas brasileiros que viajam ao exterior com dólares enfrentam cada vez mais uma armadilha que pode deixá-los sem dinheiro para pagar contas e acertar até mesmo hospedagens de hotéis. Algumas séries de notas de US$ 100 são menos aceitas por comerciantes, hotéis, taxistas e casas de câmbio em diferentes países. Ou só são aceitas por valor inferior - em alguns casos, chegando a 20% menos.


Com novas cédulas sendo jogadas no mercado a cada ano pelo governo americano, algumas séries antigas que ficaram associadas a problemas de falsificação, como as de 2001 e 2003, estão marcadas no comércio internacional. E as das décadas de 1980 para trás têm recusa certa em alguns países. Segundo Rogério Silva, da mesa de operações de câmbio do Banco Paulista, houve diversos relatos de notas não aceitas durante a última Copa do Mundo de futebol, na África do Sul, por fazerem parte desses grupos.

Carudas. Quanto mais recente, mais facilmente a nota é aceita por um estabelecimento comercial. As notas preferidas são as feitas a partir de 1996, que têm uma figura grande de Benjamin Franklin, e não apenas o rosto dentro de um círculo no meio do bilhete, como as anteriores. As "carudas" têm mais dispositivos de segurança contra falsificações, como um numeral 100 que muda de cor conforme a nota é balançada.

Praticamente só elas são recebidas por lojistas de Europa, Ásia, Oriente Médio e Chile. Quem vai viajar deve ter cuidado redobrado: as notas anteriores a 1996 são consideradas igualmente válidas pelo governo americano e, por isso, acabam vendidas em várias casas de câmbio no Brasil.

A nota de 1988, por exemplo, é recusada amplamente - por causa das fraudes verificadas naquele ano. Em 2001, já com o novo modelo, notas falsas foram encontradas no Peru, com suspeita de que viessem do Paquistão. Por conta disso, as notas que começam em séries CB e AB, com o código B2 abaixo, também ficaram marcadas.

A professora Eico Uemura, de 68 anos, foi uma das vítimas das notas "suspeitas" e acabou perdendo dinheiro. Conta que uma nota sua de 1988 não foi aceita em um serviço de câmbio de uma loja de departamentos na Rússia. Na Dinamarca, passou por problema semelhante, mas, como precisava trocar parte do dinheiro que levava aceitou um valor menor. "Fui pega de surpresa. Agora, só peço as carudas", afirma.

Até no Mercosul. A OMDTVM, que assim como o Banco Paulista também comercializa notas antigas, orienta quem vai a Argentina, Paraguai e Bolívia, em especial, para optar por notas feitas desde 1996 . Em Cidade del Este, lojas têm placas próximas aos caixas informando que séries que começam com "D" não são aceitas.

No Paraguai, as restrições têm valor definido. Notas de US$ 100 antigas são aceitas, porém, com 10% ou 20% a menos do que o valor para negociações. A justificativa dos comerciantes é que existe o risco de que seja falsa - e também há dificuldade de passar a nota adiante.

As agências orientam seus clientes a levarem moedas do próprio pais. Comprar dólar para depois trocar no país visitado é perder dinheiro, alerta a Confidence Cambio. O diretor Fábio Agostinho diz haver problemas na Venezuela e na Bolívia. Ali, os mais receosos são os comerciantes que não têm luz negra e outros equipamentos para atestar que a nota é verdadeira.
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Encontrados dois mil mortos na costa de Miyagi, no Japão

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## - MIYAGI - Cerca de 2.000 corpos foram encontrados nesta segunda-feira no litoral oriental de Miyagi (nordeste do Japão) três dias depois do terremoto, embora a apuração oficial da tragédia se mantenha por enquanto em quase 1.600 mortos e mais de 1.400 desaparecidos.

Mil corpos foram achados na península de Ojika e outros mil na cidade de Minamisanriku na província de Miyagi, segundo informou a agência Kyodo.

Nesta comunidade litorânea, as autoridades ainda não puderam localizar desde a sexta-feira cerca de 9.500 pessoas, a metade da população.

No entanto, alguns meios de imprensa acreditam que é possível que muitos destes desaparecidos fugiram a tempo para a vizinha localidade de Tome, também em Miyagi.

O número oficial de 1.627 mortos também exclui entre 200 e 300 cadáveres que se constataram, mas que ainda têm que ser recuperados pelas equipes de resgate em Miyagi, a província mais afetada pelo terremoto de 8,9 graus de magnitude na escala Richter e pelo posterior tsunami.

Cerca de cem mil militares na operação de salvamento continuam vasculhando a região na busca de vítimas presas sob os escombros ou arrastadas mar adentro pela onda gigante de dez metros de altura.

Em muitos núcleos urbanos, como a cidade de Sendai, continuam aparecendo corpos nas praias e o trabalho das equipes de resgate se vê dificultado pelas constantes réplicas e a magnitude da devastação causada pelo terremoto, o maior da história do Japão.

Mais de 400 mil habitantes foram evacuados por causa do desastre, a maior crise do Japão desde a Segunda Guerra Mundial, segundo o primeiro-ministro, Naoto Kan.

A Agência Meteorológica japonesa indicou na noite deste domingo que há 70% de possibilidades que até nesta quarta-feira ocorram réplicas de até 7 graus e várias embaixadas recomendaram a seus cidadãos não viajar para o Japão.

domingo, 13 de março de 2011

13/03/2011 09h34 - Atualizado em 13/03/2011 10h54



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## - Globo Rural contou história do local que conserva tesouros naturais incríveis.
Até mistérios da evolução do nosso planeta podem ser desvendados.
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** = A Amazônia, o Cerrado, o Pantanal, a Mata Atlântica e os Pampas não são só brasileiros, mas há um importante bioma que é só nosso, que não existe nos países vizinhos. É a caatinga, o principal bioma do sertão nordestino.

O Globo Rural percorreu milhares de quilômetros para contar a história desse lugar que conserva tesouros naturais incríveis. Na medida em que entendemos um pouco do que é a caatinga, nós conseguimos desvendar até mesmo certos mistérios da evolução do nosso planeta.

Mata branca ou na linguagem dos índios tupis, caatinga. Esse é o único bioma exclusivamente brasileiro. Lugar onde as chuvas são poucas e concentradas em quatro, cinco meses do ano. Durante todo o período seco, as plantas da caatinga ficam praticamente sem folhas. Uma floresta de galhos retorcidos, espinhos, aparentemente pobre em biodiversidade.

saiba mais

Todo ano, quase três mil hectares de vegetação nativa viram lenha Na Paraíba, agricultores encaram o desafio de produzir e preservar Agroecologia traz renda e qualidade de vida para assentados Logo depois das primeiras chuvas, com pouca água, as plantas que pareciam mortas, renascem e a gente consegue enxergar a riqueza e a diversidade de espécies que compõem a caatinga.

Para conhecer melhor esse bioma, o Globo Rural visitou o semiárido nordestino em duas épocas bem distintas: o período seco, entre outubro e novembro de 2010; e a estação das chuvas, no começo de 2011. Quatro estados foram percorridos: Pernambuco, Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará.

Na primeira parada, começamos a entender como essa região se formou. Para isso, o programa chegou a Crato, no sul do Ceará.

A Chapada do Araripe é uma formação que ocupa parte dos estados do Ceará, Piauí, Pernambuco e Paraíba. Há milhões de anos esse lugar guarda um tesouro geológico: uma incomparável quantidade de fósseis, que são restos de animais e vegetais incrustados nas rochas. Para conservá-los, em 2006 foi criado o primeiro Geopark das Américas, dirigido pelo biólogo Álamo Saraiva. “Geopark é um programa da Unesco, que tem como objetivo principal a preservação de áreas de interesse geológico”.

Essa história começa há mais de 100 milhões de anos, quando África e América formavam um único continente. A separação aconteceu por causa da movimentação de porções da crosta terrestre, as chamadas placas tectônicas.

Na divisão dos territórios, houve um rebaixamento dessa área e grandes lagos se formaram. Mais tarde, houve o suroerguimento, o levantamento desses lagos. O sedimento que estava no fundo aflorou, dando origem à chamada bacia sedimentar do Araripe.

“Como o período era também chamado de aquecimento global esse lado estava secando”, diz o doutor Idalécio Freitas. Ele é geólogo do parque e explica que esse paredão conserva os registros dos períodos de chuva e de seca, dos últimos 110 milhões de anos. “Esse níveis mais escuros que vemos no calcário são relativos ao período mais úmido, com um pouco de matéria orgânica. Os riscos mais claros, períodos mais secos, de pouca chuva”.

As áreas demarcadas pelo parque são os geossítios. Um que fica em Santana do Cariri, no meio de uma área de extração comercial de pedras, as lajotinhas usadas como piso e revestimento que conservam muito mais do que dados climáticos. “Aqui tem exemplo de alguns seres que se encontravam dentro do lago, habitavam o lago ou viviam no entorno dele. A gente encontrava muitos peixes e muitos restos vegetais, mostrando que naquela época, a gente já tinha uma vegetação que ocupava um nicho da caatinga. A maior parte da vegetação era composta pelo grupo dos pinheiros, araucariáceas, vegetação que encontramos no Paraná, São Paulo e Rio Grande do Sul”, disse Álamo Saraiva.

A poucos quilômetros, outro geossítio espetacular. Um lugar onde dentro de toda pedra tem um peixe fossilizado. “Nós estamos na lama do que sobrou do fundo de um lago sobre influência marinha, ou seja, era um ambiente de água salgada. Toda pedra dessa, chamada de concreção, tem um peixe, porque foi ele que fez a formação dessa concreção. Se a gente abrir,dá para ver o olho preservado, a coluna, a espinha do peixe. Uma das características dos fósseis da Bacia do Araripe é manter o sentido tridimensional da peça e o tecido mole preservado, então vemos coluna vertebral e costelas, mas dá para ver estruturas minúsculas de pele, raias na cauda, as nadadeiras, tudo fica preservado”.

Para comprovar o que diz, Doutor Álamo abre mais uma pedra e vemos mais um peixe fossilizado. “Tem um ditado que diz que cada enxadada é uma minhoca. Aqui seria, cada enxadada é um fóssil”.

As melhores peças coletadas, estão reunidas no Museu da Universidade Regional do Cariri, localizado em Santana.

Em uma sala, uma coleção de troncos fossilizados. Parece madeira, mas é tudo rocha. No acervo de plantas ainda têm pinha pré-histórica, folhas, galhos e os primeiros registros de plantas capazes de produzir frutos.

Na coleção de insetos, abelhas, vespas e uma libélula, que de tão bem preservada, virou símbolo do museu. “A gente teve aqui uma explosão de insetos principalmente do grupo das abelhas, marimbondos, e também dos dependentes que têm uma ligação direta das plantas com flores. Eles são polinizadores”.

Muitos fósseis são bem parecidos com seus descendentes atuais. Caso dos escorpiões, aranhas, pererecas, tartarugas... E as conchinhas que só aparecem onde já teve água salgada.

Uma cena surpreendente: um peixão que morreu entalado tentando engolir outro e acabou fossilizado. “De uma maneira geral, entre micro e macro fósseis, já conseguimos descrever perto de 500 espécies. Muita coisa ainda tem para ser descoberta e muito mistério ainda vai ser desvendado”, finalizou Álamo.
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