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quarta-feira, 31 de dezembro de 2025

Por que o Mirassol é a maior surpresa da era dos pontos corridos do Brasileirão

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O ge compara a jornada histórica do caçula de 2025 com outras campanhas marcantes do período na Série A. Veja três motivos que credenciam a façanha do time paulista como a grande zebra
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Por Arcílio Neto e Gabriel Castro — Mirassol, SP

Postado em 31 de Dezembro de 2.025 às 12h55m
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Assista o especial: "Mirassol: A Sensação do Brasileirão"
Assista o especial: "Mirassol: A Sensação do Brasileirão"

Não restam dúvidas que o Mirassol foi a grande história do futebol brasileiro em 2025. O caçula da Série A, e representante de uma cidade de apenas 65 mil habitantes, foi o 4° colocado do Brasileirão com sobras e se classificou direto para a fase de grupos da Libertadores do ano seguinte.

Muito além da posição e dos 67 pontos, o Leão caipira empolgou o país com um futebol autoral e muito ofensivo. Não à toa foi o terceiro melhor ataque da elite com 63 gols marcados.

Com tudo isso na mesa, abre-se a discussão: o Mirassol é a melhor história de um não campeão da era dos pontos corridos da Série A?

Rafael Guanaes, técnico do Mirassol, comemora vitória sobre o Vasco, em São Januário — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Rafael Guanaes, técnico do Mirassol, comemora vitória sobre o Vasco, em São Januário — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

O ge entra a fundo no debate e destrincha as comparações com outras campanhas de sucesso da primeira divisão nacional, de 2003 em diante.

Para não ficar em cima do muro, os autores desta reportagem já dão o spoiler do veredito: sim, o Mirassol é a maior surpresa da era dos pontos corridos do Brasileirão. Entenda o por que, a partir de agora.

Outras surpresas históricas do Brasileirão

Antes do Mirassol, outros times fora do eixo também brilharam na Série A.

O Coritiba aparece como um dos primeiros destaques relevantes. Em 2003, a equipe somou 73 pontos, mas o campeonato ainda era disputado com 24 clubes e 46 rodadas, formato diferente do atual com 20 times e 38 rodadas.

No mesmo ano, o São Caetano viveu o ponto alto de sua trajetória recente e protagonizou a campanha mais simbólica entre os times de menor expressão que surpreenderam o país.

Após dois vice-campeonatos seguidos no antigo formato de mata-mata em 2000, contra o Vasco, e em 2001, diante do Athletico Paranaense, além do vice na Libertadores de 2002 para o Olimpia do Paraguai, o Azulão manteve o nível em 2003.

O próprio Furacão, aliás, foi vice-campeão brasileiro em 2004, perdendo a taça para o Santos. O Athletico fez 86 pontos, com um aproveitamento de 62% em 46 rodadas. Dagoberto, Jadson e Washington (artilheiro com 34 gols) eram os destaques daquele time. Esta não chegou a ser uma surpresa, já que o clube havia conquistado o Brasil três anos antes, em 2001.

Athletico Paranaense foi vice-campeão brasileiro em 2004 — Foto: Athletico
Athletico Paranaense foi vice-campeão brasileiro em 2004 — Foto: Athletico

Na estreia dos pontos corridos, terminou o Brasileirão em 4º lugar com 74 pontos, enfrentando e superando grandes equipes ao longo da competição. Naquela altura, porém, não era nenhuma novidade, já que o clube estava consolidado no cenário nacional.

O Goiás também se coloca entre as maiores surpresas da era dos pontos corridos. Em 2005, o clube encerrou o Brasileirão em 3º lugar, com 74 pontos, em uma das campanhas mais expressivas de sua história.

Em 2006, o Paraná alcançou uma marca histórica ao terminar o Brasileirão no top 5, impulsionado pelo artilheiro Josiel, que se tornou símbolo daquela era.

Josiel, artilheiro pelo Paraná no Brasileirão de 2005 — Foto: Agência Lance
Josiel, artilheiro pelo Paraná no Brasileirão de 2005 — Foto: Agência Lance

Outra campanha inesquecível foi a da Chapecoense, em 2017. Um ano depois do trágico acidente aéreo, o clube bateu seu recorde na elite nacional: foi o 8° colocado com 54 pontos e garantiu a vaga na Libertadores do ano seguinte. A Chape recusou a proposta de imunidade da CBF e foi liderada por nomes como Jandrei, Apodi, Fabrício Bruno, Reinaldo, Rossi e Wellington Paulista.

O Fortaleza voltou à elite em 2019 e rapidamente chamou atenção ao encerrar o campeonato em 9º lugar com 53 pontos em seu retorno da Série B, indicando um crescimento que seria ainda maior nos anos seguintes.

Em 2020, o Bragantino retomou a Série A com força, finalizando sua campanha no 10º lugar. Em 2021, o Fortaleza registrou seu primeiro grande feito na era dos pontos corridos ao terminar o Brasileirão em 4º lugar com 58 pontos.

O Bragantino seguiu sua evolução e, em 2023, conquistou a 6ª colocação com 62 pontos, desempenho que levou o clube à disputa da pré-Libertadores. A equipe acabou eliminada na terceira fase pelo Botafogo por 3 a 2 no agregado.

Marinho comemora gol em Fluminense x Fortaleza, pelo Brasileirão 2024 — Foto: Alexandre Durão
Marinho comemora gol em Fluminense x Fortaleza, pelo Brasileirão 2024 — Foto: Alexandre Durão

Em 2024, o Fortaleza viveu sua melhor campanha no novo formato ao somar 68 pontos, superando a marca que o Mirassol alcançaria no ano seguinte. Na Libertadores de 2025, o clube avançou até as oitavas de final, quando foi eliminado pelo Vélez Sarsfield.

Outro time que ganhou destaque nacional em campanhas fora do eixo foi o Vitória de 2013, com o atacante Dinei como principal nome do elenco.

Por fim, em 2025, o Mirassol entrou para esse grupo seleto ao terminar a Série A em 4º lugar em seu ano de estreia na elite.

A distância dos grandes para os menores se tornou ainda maior nos últimos anos. Com o boom dos valores de cotas de TV e de premiações de campeonatos, os gigantes do país passaram a ter ainda mais predominância financeira. A montanha a ser escalada pelos pequenos ficou ainda maior.

O universo das SAFs também ajudou muitos clubes a mudarem de prateleira com os milhões de reais investidos por mecenas. Ou seja, é muito mais difícil se enfiar entre os grandes em 2025 do que em 2003.

As missões do Mirassol para disputar a Libertadores de 2026
As missões do Mirassol para disputar a Libertadores de 2026

Para o Mirassol, o cenário é ainda mais delicado porque o clube não tem nenhum investidor. O time gasta apenas o que entra de cotas (de competições e de TV) e de vendas de jogadores. Diferentemente do que muitos pensam, o Leão não é uma SAF.

É administrado há anos pelo mentor e razão do sucesso do clube: o vice-presidente Juninho Antunes. Cabe a ele administrar o que entra de dinheiro. O gestor nunca colocou toda a verba no time, sempre prezando por investir em estrutura, tanto no CT (de R$ 15 milhões), quanto no estádio. Estratégia que clubes como o São Caetano, por exemplo, não adotaram no passado.

Gestor do Mirassol, Juninho Antunes se emociona com classificação à fase de grupos da Libertadores — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF
Gestor do Mirassol, Juninho Antunes se emociona com classificação à fase de grupos da Libertadores — Foto: Jorge Rodrigues/AGIF

O Mirassol gastou apenas R$ 6,5 milhões de reais com contratações em 2025. Valor 100 vezes abaixo dos quase R$ 700 milhões investidos pelo Palmeiras. O Leão comprou os zagueiros Jemmes e João Victor. A maioria veio dos demais jogadores por empréstimo ou sem custo.

A folha salarial do time amarelo e verde foi de apenas R$ 4,1 milhões e era a segunda menor de toda a Série A, mais cara apenas que a do Juventude.

Outro abismo deste Mirassol é o arrecadado em patrocínio. Nenhum dos outros 19 times da Série A receberam tão pouco em 2025. O Leão faturou menos de R$ 1 milhão por mês, mantendo seu patrocinador máster há 18 anos por gratidão. É um dos dois únicos times que não têm uma casa de aposta no principal espaço de seu uniforme.

Camisa do Mirassol no estádio Maracanã — Foto: Divulgação/Agência Mirassol
Camisa do Mirassol no estádio Maracanã — Foto: Divulgação/Agência Mirassol

Todos esses obstáculos só foram superados com uma gestão inovadora e um projeto de futebol que soube aproveitar o empurrão inicial da venda de Luiz Araújo, em 2017.

A negociação que rendeu cerca de R$ 6 milhões à época foi o primeiro passo de uma escalada que chegou à Série A do Brasileiro, cinco anos depois do time sequer ter uma divisão nacional.

2) Cidade pacata, torcida pequena

O Mirassol chegou à Série A em 2025 como o time da menor cidade do Brasileirão dos últimos 40 anos. A última vez que a elite nacional teve um clube de um município menor foi em 1985, com a Catuense, de Catu, na Bahia.

Mirassol, que fica na Região Metropolitana de São José do Rio Preto, tem apenas 65 mil habitantes. A população não seria capaz de lotar três estádios brasileiros (Maracanã, Mané Garrincha e Morumbis)

Estádio José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol — Foto: Felipe Novoa - Nopontovoa
Estádio José Maria de Campos Maia, o Maião, em Mirassol — Foto: Felipe Novoa - Nopontovoa

Com isso, tem mais dificuldade de reunir grandes públicos. Na maioria das partidas, mesmo no Brasileirão, eram cerca de 4 mil torcedores nas arquibancadas.

Em outros jogos, o público superava os 11 mil, que significavam 17% do total da população da cidade.

Com menos gente no estádio, o caldeirão fica um pouco menos hostil que outros palcos por aí. Mas, isso não foi problema: ao lado do Flamengo, o Mirassol foi um dos dois únicos invictos da Série A, com campanha de 12 vitórias e sete empates nos seus domínios.

Mosaico da torcida do Fortaleza — Foto: Baggio Rodrigues/AGIF
Mosaico da torcida do Fortaleza — Foto: Baggio Rodrigues/AGIF

Com públicos menores, consequentemente, o time arrecadava menos renda, sendo mais um fator de desequilíbrio financeiro com seus pares. As outras surpresas do passado, como Coritiba, Paraná, Fortaleza e Goiás estão em capitais e contam com torcidas grandes e apaixonadas.

São Caetano e Bragantino são de cidades menores, mas que tinham, respectivamente, o dobro e o triplo de população que Mirassol. Outra diferença é que estes dois paulistas dispunham (ou dispõem) de investimentos generosos de mecenas ou de empresas como a Red Bull.

3) Jogando por uma bola? Que nada!

Por fim, outro fator que torna a campanha do Mirassol ainda mais especial é o estilo de jogo ofensivo e prazeroso de se assistir. Neste ponto, o mérito é totalmente do técnico Rafael Guanaes que, assim como o clube, era um estreante na Série A.

O Leão já tinha uma cultura de ataques potentes, mas poucos imaginavam que seria capaz de mantê-lo no meio de gigantes na elite nacional. Guanaes foi corajoso, e o Mirassol topou essa loucura.

Danielzinho e Reinaldo comemoram gol do Mirassol — Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol
Danielzinho e Reinaldo comemoram gol do Mirassol — Foto: JP Pinheiro/Agência Mirassol

O time amarelo e verde marcou 63 gols em 38 jogos e só balançou as redes menos do que Palmeiras e Flamengo.

O Mirassol encarou os grandes da mesma forma, dentro e fora de casa. Foi o primeiro time no ano de 2025 a ter mais posse de bola que o Flamengo, no duelo do fim do primeiro turno, em pleno Maracanã.

A regularidade da campanha foi tamanha que a equipe ficou dentro do G-5 da 16ª rodada em diante. Foram incríveis 15 rodadas na 4ª posição, incluindo as 11 últimas.

Gabriel comemora gol do Mirassol sobre o Palmeiras — Foto: Pedro Zacchi/Agência Mirassol
Gabriel comemora gol do Mirassol sobre o Palmeiras — Foto: Pedro Zacchi/Agência Mirassol

Outra marca registrada foi a regularidade de um time que nunca ficou mais de três jogos sem vencer uma partida. O desempenho quase não oscilou em nenhum momento e foram pouquíssimos as apresentações ruins.

As metas foram sendo batidas, rodada após rodada, e os comandados de Rafael Guanaes nunca relaxaram. Sedentos, resilientes, inovadores e jogando muito futebol. Os apaixonados pelo esporte não vão esquecer tão cedo desse danado do Mirassol 2025.

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Tanzaniana e etíope são campeões da São Silvestre 2025; brasileiros terminam em terceiro

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Sisilia Panga e Muse Gizachew vencem edição centenária da prova, em São Paulo. Núbia de Oliveira e Fábio Jesus chegam em terceiro
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Por Redação do ge — São Paulo

Postado em 31 de Dezembro de 2.025 às 09h50m
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Prova masculina | Melhores momentos | São Silvestre 2025
Prova masculina | Melhores momentos | São Silvestre 2025

Muse Gizachew surpreendeu com um sprint final na reta de chegada da 100ª edição da São Silvestre, realizada na manhã desta quarta-feira (31), em São Paulo. O corredor etíope ultrapassou o queniano Jonathan Kipkoech nos 50 metros finais de prova, e conquistou o topo do pódio. O brasileiro Fábio Jesus ficou com a terceira posição. Na prova feminina, a tanzaniana Sisilia Panga foi a campeã, enquanto Núbia Oliveira repetiu o resultado de 2024, com o terceiro lugar.

Gizachew anotou 44min28s depois de um sprint final surpreendente, que lhe garantiu a vitória na centésima edição da São Silvestre. O etíope ultrapassou Jonathan Kipkoech, do Quênia, que finalizou em 44min32s. O brasileiro Fábio Jesus completou o pódio com o tempo de 45min06s.

Muse Gizachew, da Etiópia, vence a São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli
Muse Gizachew, da Etiópia, vence a São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli


Muse Gizachew, da Etiópia, vence a São Silvestre 2025 — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Muse Gizachew, da Etiópia, vence a São Silvestre 2025 — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli

O atleta baiano aproveitou o momento para falar sobre as dificuldades enfrentadas na modalidade e a falta de incentivo ao atletismo no país.

- É muito treino e muita dedicação para a gente chegar aqui. Brigar com os africanos não é fácil. A gente treina demais, se dedica demais. Que pena que o Brasil não incentiva o esporte que é o atletismo, um esporte tão importante. Eu treino na rua, porque não liberam as pistas para a gente participar - contou o brasileiro.

Fábio Jesus fica em terceiro lugar na São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli
Fábio Jesus fica em terceiro lugar na São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli

Top 5:

1º lugar - Muse Gizachew (Etiópia) - 44min28s
2º lugar - Jonathan Kipkoech (Quênia) - 44min32s
3º lugar - Fábio Jesus Correia (Brasil) - 45min06s
4º lugar - William Kibor (Quênia) - 45min28s
5º lugar- Reuben Poghisho (Quênia) - 45min46s

Prova Feminina

Sisilia Panga conseguiu interromper o reinado das quenianas na 100ª edição da corrida de São Silvestre, realizada na manhã desta terça-feira (31), em São Paulo. A tanzaniana superou Cynthia Chemweno (52min31s) e terminou em primeiro lugar (51min08s). A brasileira Núbia de Oliveira repetiu a classificação de 2024 com a terceira posição (52min42s).

Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, é campeã da São Silvestre 2025 — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli
Sisilia Ginoka Panga, da Tanzânia, é campeã da São Silvestre 2025 — Foto: REUTERS/Amanda Perobelli


Nubia de Oliveira Silva fica em terceiro na São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli
Nubia de Oliveira Silva fica em terceiro na São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli

Com um tempo 42 segundos menor do que em 2024, Núbia Oliveira comentou o bom desempenho na prova.

- Foi uma excelente prova. Meu objetivo era chegar aqui e ser melhor que no ano passado, e graças a Deus consegui melhorar minha marca. Mas o objetivo que vim buscar aqui, o lugar mais alto do pódio, não saiu este ano, mas tenho fé que isso vai acontecer. A prova de hoje me deu ainda mais confiança, mais vontade de voltar para casa e dar continuidade ao meu trabalho - disse Núbia.

Nubia de Oliveira Silva fica em terceiro na São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli
Nubia de Oliveira Silva fica em terceiro na São Silvestre 2025 — Foto: Marcos Ribolli

Top 5:

1º lugar: Sisilia Ginoka Panga (Tanzânia) - 51min08s
2º lugar: Cynthia Chemweno (Quênia) - 52min31s
3º lugar: Núbia de Oliveira (Brasil) - 52min42s
4º lugar: Gladys Pucuhuaranga (Peru) - 53min50s
5º lugar: Vivian Kiplagati (Quênia) - 54min12s

Prova feminina | Melhores momentos | São Silvestre 2025
Prova feminina | Melhores momentos | São Silvestre 2025

Últimos Campeões da São Silvestre

Masculino

2025 - Muse Gizachew (Etiópia)
2024 - Wilson Too (Quênia)
2023 - Timothy Kiplagat (Quênia)
2022 - Andrew Rotich (Uganda)
2021 - Belay Bezabh (Etiópia)
2019 - Kibiwott Kandie (Quênia)
2018 - Belay Bezabh (Etiópia)
2017 - Dawit Admasu (Etiópia)
2016 - Leul Ale-me (Etiópia)
2015 - Stanley Biwott (Quênia)
2014 - Dawit Admasu (Etiópia)
2013 - Edwin Kipsang Rotich (Quênia)
2012 - Edwin Kipsang Rotich (Quênia)
2011 - Traiu Bekele (Etiópia)
2010 - Marílson G. dos Santos (Brasil)

Feminino

2025 - Sisilia Panga (Tanzânia)
2024 - Agnes Keino (Quênia)
2023 - Catherine Reline (Quênia)
2022 - Catherine Reline (Quênia)
2021 - Sandrafelis Tuei (Quênia)
2019 - Brigid Kosgei (Quênia)
2018 - Sandrafelis Tuei (Quênia)
2017 - Flomena Daniel (Quênia)
2016 - Jemina Sumgong (Quênia)
2015 - Ymer Ayalew (Etiópia)
2014 - Ymer Ayalew (Etiópia)
2013 - Nancy Kipron (Quênia)
2012 - Maurine Kipchumba (Quênia)
2011 - Priscah Jeptoo (Quênia)
2010 - Alice Timbilili (Quênia)
2009 - Pasalia Chepkorir (Quênia)
2008 - Yimer Wude Ayalew (Etiópia)
2007 - Alice Timbilili (Quênia)
2006 - Lucélia Peres (Brasil)

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terça-feira, 30 de dezembro de 2025

Ibovespa dispara 33,95% em 2025 e tem maior alta em nove anos, apesar dos juros elevados

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Segundo especialistas ouvidos pelo g1, fatores como a queda dos juros nos EUA, a expectativa de cortes no Brasil e o preço atrativo das ações brasileiras contribuíram para a alta da bolsa em 2025.
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Por André Catto, g1 — São Paulo

Postado em 30 de Dezembro de 2.025 às 05h00m
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O Ibovespa, principal índice da bolsa, disparou em 2025, e encerrou o ano com uma alta de 33,95%, no maior avanço anual desde 2016, quando registrou valorização de 38,9%, segundo levantamento da consultoria Elos Ayta.

O desempenho positivo responde a uma série de fatores, mesmo em um cenário de juros elevados no país, em que a Selic encerra 2025 em 15% ao ano — maior patamar em 20 anos.

Segundo dados da B3, o Ibovespa acumulou 32 recordes de fechamento ao longo deste ano. É o maior número desde 2019, quando atingiu 40 recordes, em um período de valorização do mercado.

Segundo especialistas ouvidos pelo g1, o bom desempenho da bolsa brasileira no ano se deve, principalmente, aos seguintes fatores:

  • Cortes de juros nos Estados Unidos, com expectativa de novas reduções no ano que vem;
  • Realocação de investimentos em meio a incertezas sobre as contas públicas e a política econômica de Donald Trump nos EUA, o que favoreceu ativos brasileiros;
  • Expectativa de cortes de juros no Brasil, com o mercado já olhando para 2026;
  • Maior resiliência do Brasil nas tensões comerciais com os EUA, reduzindo impactos sobre empresas exportadoras;
  • Ações de empresas brasileiras ainda negociadas abaixo dos níveis pré-pandemia, o que atraiu investidores;
  • Expectativa de mudanças no cenário político, em especial na condução das contas públicas, com a proximidade das eleições de 2026.
Veja abaixo, ponto a ponto, os principais aspectos que influenciaram o desempenho do Ibovespa em 2025.
O peso de fatores externos

O cenário internacional teve influência decisiva sobre a alta do Ibovespa neste ano, segundo analistas do mercado financeiro. Um dos principais vetores foi a mudança de postura do Federal Reserve (Fed), o banco central dos EUA.

O Fed cortou os juros americanos três vezes em 2025, reduzindo a taxa da faixa de 4,25% a 4,50% ao ano para 3,50% a 3,75% ao ano — o menor patamar desde setembro de 2022. A expectativa também é de redução em 2026.

  • 🔎 Na prática, juros menores nos EUA diminuem o rendimento das Treasuries, os títulos do governo americano, que são vistos como os investimentos mais seguros do mundo. O movimento faz investidores buscarem aplicações mais rentáveis em mercados emergentes. Nesse cenário, o Brasil tem se destacado, favorecendo a bolsa e o real.

Lauro Sawamura Kubo, gestor de fundos de investimento da Patagônia Capital, ressalta também que cresceu o receio em relação às contas públicas dos EUA. Neste ano, ocorreu a paralisação do governo (shutdown) mais longa da história, o que piorou as incertezas de investidores com os rumos do país.

Com esse conjunto de fatores, perde força a ideia de os EUA serem uma reserva de valor, e investidores passam a buscar alternativas, analisa, citando o Brasil como destino importante.

A esse cenário se somam a pressão e as tentativas de interferência de Donald Trump no BC americano — o que deixou os mercados mais tensos — e a política comercial do republicano, marcada pelo tarifaço, que também levou investidores globais a reorganizar seus portfólios.

Não se trata de uma perda de protagonismo dos EUA, mas de uma redistribuição. A alocação em Treasuries estava muito acima do nível neutro, e isso beneficia mercados como o brasileiro, diz Harrison Gonçalves, CFA Charterholder e membro do CFA Society Brazil. 
Ações brasileiras vistas como 'pechincha'

Na avaliação de analistas ouvidos pelo g1, empresas brasileiras sólidas estavam sendo negociadas a valores baixos — ou seja, com ações aquém de seu potencial.

"A bolsa brasileira ainda não havia retomado, de forma consistente, os níveis anteriores à pandemia, enquanto outros mercados já tinham avançado mais, aponta Marcos Praça, diretor de análise da ZERO Markets Brasil.

Segundo ele, o pessimismo mal dimensionado ficou para trás, e grandes empresas brasileiras se mostraram sólidas, atraindo investidores que passaram a enxergar suas ações como pechinchas.

  • 🔎 A bolsa brasileira passou a ser vista como relativamente barata e com maior potencial de retorno. Com investimentos no exterior oferecendo ganhos menores, investidores anteciparam compras de ações brasileiras apostando em uma recuperação.

Outro fator determinante foi a capacidade de adaptação do mercado brasileiro diante das tensões comerciais provocadas pelo tarifaço de Trump, mesmo depois da elevação das taxas para 50% com uma longa lista de exceções.

"Mesmo com esse cenário ruim, o país mostrou resiliência, remanejou as exportações, apresentou números ainda maiores e ainda anulou as tarifas", afirma Marcos Praça, acrescentando que o movimento ajudou a manter o Ibovespa no campo positivo.

Mais tarde, em novembro, mais 200 produtos alimentícios — incluindo café, carne, açaí e manga — também foram retirados da sobretaxa. Mesmo com a melhora de cenário, o governo brasileiro ainda trabalha para derrubar todas as tarifas a produtos brasileiros.

B3, bolsa de valores brasileira. — Foto: Divulgação/ B3
B3, bolsa de valores brasileira. — Foto: Divulgação/ B3

Crescimento apesar dos juros altos

A taxa básica de juros brasileira está no maior patamar em quase 20 anos — o que tende a atrair investidores para aplicações de renda fixa. Ainda assim, as expectativas para 2026 contribuíram para impulsionar o Ibovespa.

Felipe Tavares, economista-chefe da BGC Liquidez, explica que diversos aspectos estão interligados e que a perspectiva de corte de juros é um elemento importante para a atração de capitais para a bolsa. Até o fim de 2026, o mercado financeiro projeta uma redução da Selic para 12,25% ao ano.

Eu destacaria o corte dos juros americanos, a manutenção da Selic em 15%, o fluxo de capitais resultante e a bolsa com preços atrativos, o que cria oportunidades, afirma.

O mercado financeiro é, por natureza, voltado à antecipação de cenários, acrescenta Harrison Gonçalves, do CFA Society Brazil. Assim, o principal foco está na alocação de capital com base na valorização futura esperada dos ativos.

"O fato de a bolsa se valorizar mesmo em um ambiente de juros ainda elevados indica que o mercado está olhando para o médio e longo prazo — algo em torno dos próximos cinco anos — e não apenas para as condições atuais", diz.

Contas públicas em segundo plano?

A preocupação com os cofres públicos do Brasil ganhou destaque ao longo dos últimos anos. O tema, entretanto, ficou temporariamente "na gaveta", enquanto o mercado acompanha com otimismo a redução dos juros americanos e os preços baixos das ações brasileiras.

Isso, porém, não significa que o tema tenha sido completamente esquecido. Para os analistas, o problema fiscal ainda limita o pleno crescimento da economia brasileira e deve voltar a ganhar peso no debate.

"Os temores fiscais ficaram em segundo plano por fatores temporários. O risco continua muito elevado. Ninguém acredita que houve melhora nesse aspecto", diz Lauro Sawamura Kubo, da Patagônia Capital.

"No próximo ano, teremos um período eleitoral e, historicamente, independentemente de quem esteja no governo — seja à direita ou à esquerda — esse é um momento marcado por mais gastos e medidas populistas. Portanto, é provável que isso volte a ocorrer", acrescenta.

Além disso, a desconfiança com as contas públicas tem pressionado o Banco Central a manter os juros brasileiros elevados, mesmo com a inflação caminhando para encerrar 2025 dentro do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), apontam os especialistas.

200 mil pontos? O que esperar para 2026 com eleições

A volatilidade registrada no Ibovespa no início de dezembro indica como o índice pode se comportar ao longo de 2026, ano eleitoral. O anúncio da pré-candidatura do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), por exemplo, fez o dólar disparar e a bolsa recuar mais de 4% em apenas um dia.

Analistas avaliam que a entrada do filho de Jair Bolsonaro (PL) na corrida eleitoral fragmenta a oposição e reforça as chances de reeleição de Lula (PT).

  • 🔎 Para o mercado, a escolha dificulta a convergência em torno de um candidato de centro-direita — como Tarcísio de Freitas, visto como mais competitivo para unificar a direita e enfrentar Lula — e amplia a incerteza sobre ajustes fiscais mais consistentes.

Para Felipe Tavares, da BGC Liquidez, esse é justamente um termômetro do que pode ocorrer no ano que vem. A polarização traz volatilidade adicional ao mercado, o que gera mais tensão no dia a dia, diz.

Apesar da tensão gerada pelo cenário político interno, a volatilidade externa tende a ser menor em 2026, o que pode suavizar parte do impacto sobre o mercado, pondera.

Para o economista, a possível combinação de cortes na taxa Selic e de alternância no ciclo político pode levar a bolsa a atingir os 200 mil pontos no próximo ano. Ele avalia, no entanto, que cenários adversos podem frustrar essa perspectiva positiva.

Marcos Praça, da ZERO Markets Brasil, destaca que diversos fatores complexos devem orientar o fluxo de recursos em 2026. É difícil atribuir uma pontuação precisa ao Ibovespa ao fim do ano, mas eu diria algo entre 170 mil e 200 mil pontos, diz.

Einar Rivero, da consultoria Elos Ayta, lembra que, com base no histórico, o índice reflete uma sucessão de ciclos econômicos e políticos, mais do que uma trajetória contínua, em que "períodos de forte valorização frequentemente sucedem anos de ajustes profundos, e vice-versa".

A leitura dos últimos 26 anos mostra que o comportamento do índice está diretamente associado à combinação entre cenário macroeconômico, ambiente político e percepção de risco, fatores que moldam, ano a ano, o humor do mercado brasileiro, conclui.
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