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segunda-feira, 18 de julho de 2011

Jornalista que denunciou escândalo das escutas está morto, diz jornal

 

INTERNACIONAL - - NOTÍCIAS

 


Ex-repórter do 'News of the World' foi encontrado morto, diz 'The Guardian'.
Demitido do tabloide, ele foi o primeiro a denunciar uso de escutas ilegais.

 

 

Do G1, em São Paulo


#*-+-*# O jornalista Sean Hoare, ex-repórter de celebridades do tabloide "News of the World" e o primeiro a afirmar que o editor Andy Coulson sabia das escutas telefônicas praticadas pelo jornal, foi encontrado morto, afirma o jornal inglês “The Guardian”.

Segundo o “Guardian”, Hoare foi encontrado morto na casa dele, em Watford. Ele trabalhou nos tabloides "Sun" e "News of the World" com Coulson antes de ser demitido por problemas com álcool e drogas.

A polícia de Hertfordshire ainda não confirmou a identidade do homem, diz o jornal, mas em um comunicado, confirmou a morte de um homem no endereço dele às 10h40 desta segunda-feira (18), por razões ainda desconhecidas. “Uma investigação policial no local do incidente está em andamento”, diz o texto.


Envolvido no caso de escutas ilegais, jornal britânico interrompe as atividades após 168 anos (Foto: Sang Tan / AP)Envolvido no caso de escutas ilegais, jornal britânico interrompe as atividades após 168 anos (Foto: Sang Tan / AP)


Hoare denunciou o uso de escutas ilegais usadas pelo "News of the World" com suas fontes inicialmente no jornal “The New York Times”. Na época, ele afirmou que não apenas Coulson sabia das escutas ilegais, como encorajava a equipe a interceptar ligações telefônicas de celebridades em busca de notícias exclusivas.
Numa entrevista posterior à BBC, Hoare também afirmou ter recebido uma orientação pessoal de Coulson, então editor do "NoW", para fazer as escutas.

Ex-assessor do primeiro-ministro James Cameron à época, Coulson sempre negou o uso de escutas telefônicas pelo tabloide que editou.
Jornal dominical mais vendido do Reino Unido, o "News of the World", do magnata Rupert Murdoch, encerrou as atividades no início do mês após 168 anos sob a acusação de ter realizado ao menos 4 mil escutas ilegais desde 2000.

Infográfico News of the world (Foto: Arte G1)

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