Objetivo:
“Projetando o futuro e o desenvolvimento autossustentável da sua empresa, preparando-a para uma competitividade e lucratividade dinâmica em logística e visão de mercado, visando sempre e em primeiro lugar, a satisfação e o bem estar do consumidor-cliente."
Rajadas de rádio foram observadas pela primeira vez em 2017, durante uma explosão solar. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 Postado em 28 de fevereiro de 2023 às 10h30m #.*Post. - N.\ 10.696*.#
O Sol visto pelo Solar Orbiter em luz ultravioleta extrema a uma
distância de aproximadamente 75 milhões de quilômetros. — Foto: ESA
& NASA/Solar Orbiter/EUI; Processamento de dados: E. Kraaikamp (ROB)
Uma equipe internacional de astrônomos descobriu a origem de um padrão misterioso de ondas de rádio vindas do nosso Sol e semelhantes ao batimento do coração humano.
O padrão de emissão, que se repete a cada 10 e 20 segundos,
foi observado pela primeira vez em julho de 2017, pelo radiotelescópio
Expanded Owens Valley Solar Array (EOVSA), um dos maiores observatórios
de rádio do mundo, localizado na Califórnia, nos Estados Unidos.
Mas somente agora um estudo publicado recentemente na revista Nature
Communications revelou que as rajadas de rádio solar podem ter sido
resultado de uma explosão a mais de 5.000 quilômetrosacima da superfície do Sol, na sua atmosfera.
“Essa
é uma descoberta inesperada”, disse Sijie Yu, autor do estudo e
astrônomo afiliado ao Centro de Pesquisa Solar-Terrestre do Instituto de
Tecnologia de Nova Jersey, onde o radiotelescópio é operado.
O sol de perto: ESA divulga imagem do astro com resolução mais alta já feita até hoje
Mas o que são essas rajadas?
As rajadas de rádio solar são intensas de ondas de rádio do Sol, frequentemente associadas a erupções solares e conhecidas por apresentar sinais padronizados repetitivos.
Diferentemente do que imaginamos quando olhamos para o espaço, o Solnão é uma bola estática. Os campos magnéticos do astro estão a todo tempo produzindo uma “dança” de gás e plasma, o material que forma a estrela.
E o que intriga os cientistas por muito tempo é o fato de que a dinâmica de aquecimento dessas regiões é algo único.
Por isso, entender esses processos é fundamental para descobrir como
essas explosões solares surgem e como isso influencia o nosso clima
espacial.
Isso é importante porque não é somente a aurora boreal
que é provocada pelos efeitos da atividade solar. Sinais de Internet, o
GPS e até a transmissão de energia elétrica podem ser impactados por
essas tempestades geomagnéticas, daí a importância de prevermos esses
eventos.
Ilustração mostra o EOVSA capturando a explosão de rádio. — Foto: Sijie Yu of NJIT/CSTR; Yuankun Kou of NJU; NASA SDO/AIA
Esse padrão de batimento cardíaco é importante para entender como a
energia é liberada e dissipada na atmosfera do Sol durante essas
explosões incrivelmente poderosas no Sol. No entanto, a origem desses
padrões repetitivos, também chamados de pulsações quase periódicas, tem
sido um mistério e uma fonte de debate entre os físicos solares.
— Sijie Yu, astrônomo
Embora esses pulsos não sejam incomuns, a equipe de cientistas também
descobriu uma fonte secundária em um local na superfície do Sol onde
correntes elétricas se quebram e se reconectam, o que também pode estar
alimentando essas explosões.
E esta foi a primeira vez que um sinal de rádio do tipo foi localizado
nessa região, mais um fator que pode ajudar os pesquisadores a entender a
dinâmica desses eventos explosivos.
Avião foi colocado em uma praia na Indonésia e oferece piscina, deck com lareira e heliponto. Inauguração está marcada para abril de 2023. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por g1 27/02/2023 16h56 Atualizado há uma hora Postado em 27 de fevereiro de 2023 às 18h00m #.*Post. - N.\ 10.695*.#
Homem 'transforma' Boeing 737 em hotel de luxo; diária custa R$ 36 mil — Foto: Reprodução/Expedia
A partir de abril de 2023, o turista que for para Bali, na Indonésia,
poderá escolher um Boeing 737 para ficar hospedado. Isso porque o
projetista Felix Demin transformou uma aeronave aposentada em hotel de
luxo.
A diária custa US$ 7 mil (cerca de R$ 36.309 na cotação atual).
Chamado de Private Jet Villa, o "hotel" está localizado em um penhasco
perto da praia de Nyang-Nyang. Ele tem apenas dois quartos e conta com
piscina, deck com lareira e heliponto. Uma das asas, com vista para o
mar, pode ser usada para a produção de fotos "instagramáveis". (Veja abaixo).
"Mesmo antes de comprá-lo, pensei que era possível convertê-lo em algum
tipo de objeto único e decidi me concentrar na criação de uma vila",
disse Demin à "CNN americana".
Demin conta que levou dois meses para planejar o negócio. Para levar o
737 até o penhasco, ele teve que desmontar a avião e chegou a consultar a
equipe da Boeing para isso. "Afrouxamos 50 mil parafusos", contou.
O psiquiatra Robert Waldinger conta revelações de uma pesquisa que, há 85 anos, acompanha as vidas de centenas de pessoas. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Alejandra Martins, BBC 24/02/2023 21h34 Atualizado há 11 horas Postado em 25 de fevereiro de 2023 às 08h35m #.*Post. - N.\ 10.694*.#
'Creio que há um instinto para prosperar, para sobreviver. Todos
estamos tentando ser felizes', diz o psiquiatra Robert Waldinger — Foto:
DIVULGAÇÃO
O que você vai ler a seguir é muito mais do que uma entrevista.
É o resultado de décadas de um estudo com centenas de pessoas sobre o que realmente importa na vida.
Há 85 anos, a Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, conduz o mais longo estudo científico sobre felicidade da história.
O "Estudo sobre o Desenvolvimento Adulto" começou em 1938 com cerca de
700 adolescentes. Alguns deles eram estudantes de Harvard, outros viviam
nos bairros mais pobres de Boston.
A pesquisa os acompanhou ao longo de suas vidas, monitorando
periodicamente suas alegrias e dificuldades, seu estado físico e mental.
E agora, também inclui os parceiros e filhos dos participantes
iniciais.
Robert Waldinger, professor de psiquiatria na universidade e mestre zen, é o quarto diretor do estudo.
Sua palestra de 2015 na plataforma TED foi vista mais de 40 milhões de
vezes. E ele é coautor de um novo livro, The good life ("A boa vida", em
tradução livre) sobre as principais lições do estudo.
Waldinger explicou à BBC News Mundo, o serviço em espanhol da BBC, por
que a qualidade dos nossos relacionamentos é o principal indicador de
nossa felicidade e saúde à medida que envelhecemos. E lembrou que nunca é
tarde para "energizar" as relações ou construir novas conexões.
Leia a entrevista abaixo.
BBC - Qual foi a descoberta que mais chamou a atenção no estudo?
Robert Waldinger - Não foi nenhuma surpresa que as pessoas em relacionamentos mais calorosos sejam mais felizes. Isso faz sentido.
Mas a surpresa foi a de que as pessoas que têm relacionamentos mais
calorosos permanecem fisicamente mais saudáveis à medida que
envelhecem.
A questão que surge é: como os relacionamentos podem torná-lo menos
propenso a desenvolver diabetes tipo 2 ou doença arterial coronariana?
Outros estudos mais tarde descobriram a mesma coisa, e percebemos que esse é um achado forte.
Passamos os últimos dez anos em nosso laboratório tentando entender
como os relacionamentos afetam nossos corpos e mudam nossa fisiologia.
Assim como buscamos cuidar da nossa aptidão física, psiquiatra defende
que cultivemos também uma 'aptidão social' — Foto: GETTY IMAGES
BBC - Qual é sua hipótese para isso?
Waldinger -
O estresse é uma parte natural da vida. Se algo estressante acontecer
comigo esta manhã, haverá mudanças em meu corpo: a frequência cardíaca
aumentará, minha pressão arterial aumentará. Esta é a chamada "reação de
luta ou fuga".
Mas espera-se que nosso corpo volte ao equilíbrio, ao normal, uma vez que o estresse foi embora.
Algo que percebemos é que a solidão e o isolamento são estressantes.
Se algo incômodo, estressante, aconteceu, posso ir para casa e
conversar com minha esposa ou ligar para um amigo. Se eles forem bons
ouvintes, posso sentir meu nível de estresse diminuir. Mas se não tenho
ninguém assim, se estou isolado e sozinho, acreditamos que o corpo
permanece em um grau latente de "reação de luta ou fuga".
Isso significa que haverá níveis mais altos de hormônios do estresse,
como o cortisol, circulando em meu sangue, e níveis mais altos de
inflamação em meu corpo. E esses fatores gradualmente desgastam e atacam
diferentes sistemas corporais. Dessa forma, o isolamento social e a
solidão podem afetar as artérias coronárias e as articulações.
BBC
- Você assegura no livro que uma vida boa é uma vida complicada — há
felicidade, mas também dor. Ter bons relacionamentos nos ajuda a
processar melhor as emoções difíceis?
Waldinger -
Sim, eles nos ajudam a gerir melhor as emoções porque as relações
muitas vezes nos permitem falar sobre o que sentimos. E, em primeiro
lugar, temos um sentimento de pertencimento.
Somos animais sociais. Provavelmente evoluímos assim porque é mais
seguro estar em grupo. E sentir que pertencemos a um grupo é uma forma
de aliviar o estresse.
Quando você sente que é a única pessoa com um problema, você não se
sente bem. Em vez disso, se conversa com outras pessoas que têm esse
problema, isso fará com que você se sinta menos sozinho. É um sentimento
muito poderoso e acreditamos que seja um importante regulador do
estresse.
BBC - No livro, você fala da importância de se manter uma "aptidão social". O que significa isto?
Waldinger -
Cunhamos esse termo para torná-lo análogo ao fitness, porque vimos que
cuidar de nossos relacionamentos é como exercitar um músculo.
Se ficarmos sentados a vida toda, nossos músculos atrofiarão. E da
mesma forma, olhando para as vidas das pessoas que participaram do
estudo, vimos que bons relacionamentos podem murchar não porque haja um
problema, mas por descuido.
O que estamos começando a ver é que, se você cuidar ativamente de seus
relacionamentos da mesma forma que cuida de seu corpo ou de uma planta
em sua casa, esses relacionamentos permanecerão fortes.
BBC
- No livro, você dá várias sugestões para nutrir ou energizar um
relacionamento. Uma delas é "reconhecer alguém quando faz algo de bom".
Como fazer isso?
Waldinger -
Somos muito bons em prestar atenção ao que não gostamos e ao que está
errado. E com outras pessoas, tendemos a estar muito sintonizados com o
que nos incomoda ou nos ofende, quando alguém faz algo que eu acho
errado.
Mas muitas vezes tomamos como dadas as coisas que as pessoas fazem bem.
Por exemplo, minha esposa adora cozinhar e prepara o jantar quase todas
as noites. E eu tenho que me lembrar que não devo considerar isso como
algo garantido.
Da mesma forma, resolvo tudo que tem a ver com tecnologia, e ela tem
que lembrar que dá muito trabalho fazer as coisas funcionarem.
Então é uma forma de praticar a gratidão, onde nos perguntamos: como
seria minha vida se essa pessoa não fizesse essas coisas ou se essa
pessoa não estivesse na minha vida? É isso que queremos dizer com
"reconhecer alguém por fazer algo bom", por fazer algo que se não
estivesse na sua vida te faria se sentir infeliz.
BBC - Outra sugestão sua para cuidar dos relacionamentos é manter uma "curiosidade radical". Do que se trata?
Waldinger - Quando estamos com alguém há muito tempo, seja cônjuge, familiar ou amigo, presumimos que conhecemos essa pessoa.
Existem estudos sobre como estamos sintonizados com os sentimentos de
outra pessoa. A pesquisa mostra que, especialmente quando saímos pela
primeira vez com alguém, somos muito bons em sintonizar o que a outra
pessoa está sentindo.
Mas quando estamos juntos há cinco, dez, vinte anos, sabemos muito
menos o que ela sente. Podemos pensar que seria o contrário, que quanto
mais tempo juntos, mais sabemos, mas o que acontece é que começamos a
supor que conhecemos a outra pessoa.
Então, o que estamos falando é de reverter isso e despertar a curiosidade.
BBC - Em outra palestra, você mencionou um exemplo de curiosidade radical com sua esposa...
Waldinger - Estou com minha esposa há 37 anos. E o que faço é me perguntar: como posso voltar a ter curiosidade sobre quem ela é hoje?
Isso tem a ver com uma instrução de um dos meus mestres zen.
Na meditação zen, você se senta em uma almofada e medita continuamente.
Já meditei milhares de vezes. E a instrução é perguntar a si mesmo
enquanto faz algo que você já fez mil vezes: o que há aqui que eu nunca
percebi antes?
Você pode fazer isso mesmo enquanto escova os dentes. Se eu te
perguntar qual dente você escova primeiro, aposto que você tem que
pensar, porque faz isso automaticamente. Então, hoje, quando for escovar
os dentes, pode fazê-lo com uma curiosidade radical.
BBC - Você poderia compartilhar conosco algo que notou sobre sua esposa depois de mais de 30 anos juntos?
Waldinger -
Descobri, por exemplo, que ela passou a usar brincos de prata em vez de
ouro como antes, porque seu cabelo agora é grisalho em vez de castanho.
É algo pequeno, mas é algo que eu não tinha notado.
BBC - Talvez algumas pessoas sintam que não têm "uma boa vida" porque não têm muitos amigos... O número importa?
Waldinger -
É importante, mas é uma coisa muito individual. Alguns são muito
tímidos e, para essas pessoas, ter muitas pessoas por perto é
estressante. Outras pessoas que são mais extrovertidas, por outro lado,
precisam de muitas pessoas em suas vidas e isso lhes dá energia.
Uma pessoa tímida pode precisar de um relacionamento próximo ou dois.
Ter mais pode ser estressante e cansativo. Mas a pessoa extrovertida
pode querer muitos, muitos relacionamentos.
Portanto, cada um de nós precisa determinar por si mesmo: quanta atividade social é boa para mim e minha vida?
BBC
- Muitas pessoas podem pensar: "Eu tento cultivar as minhas amizades,
mas sou sempre aquele que liga, aquele que ouve". Você aconselharia
essas pessoas a serem francas com seus amigos sobre como se sentem?
Waldinger -
Sim, acho que seria bom porque algumas pessoas não percebem isso. Você
pode dizer a um amigo: "Sempre sou eu que ligo para você. Gostaria que
me ligasse de vez em quando ou me convidasse para tomar um café".
Mas haverá algumas pessoas que nunca o farão. Então eu diria a você que
isso não significa que você tenha que cortar essas amizades. Mas você
também pode buscar outras amizades que sejam mais mútuas.
Cada pessoa deve avaliar o quanto de socialização deseja para sua vida, recomenda Waldinger — Foto: GETTY IMAGES
BBC - Muitas trocas hoje são virtuais. Para os relacionamentos, qual é a melhor maneira de usar as redes sociais?
Waldinger -
Não é minha área de pesquisa, mas há estudos sobre isso e as primeiras
descobertas indicam que a forma como usamos as redes sociais realmente
importa.
Se as usarmos ativamente para nos conectar com outras pessoas, isso
aumentará nosso bem-estar. E o exemplo que gosto de usar é um amigo meu
que, na pandemia, se reconectou por Facebook com seus amigos do ensino
fundamental. Agora, eles tomam um café virtual todos os domingos de
manhã no Zoom. Eles têm momentos maravilhosos falando sobre suas vidas e
sua infância. É um exemplo de uma conexão ativa via rede social, e
todos ficam mais felizes por isso.
Por outro lado, existe o uso passivo das redes sociais, quando
consumimos os feeds do Instagram ou do Facebook, onde todos postam belas
imagens de suas vidas. Por que não postamos fotos de quando estamos
infelizes?
Isso pode fazer com que outras pessoas que veem essas imagens sintam
que "todo mundo está tendo uma vida boa e eu sou o único que está
passando por momentos difíceis". Esse tipo de consumo passivo de mídia
social nos faz sentir pior, e os adolescentes são particularmente
vulneráveis a isso. Muito vulneráveis.
Então, como as redes sociais não vão acabar, o que podemos fazer é ser
mais ativos em usá-la para nos conectar com outras pessoas e não apenas
olhar passivamente para o que outras pessoas postam. Isso é terrível
para nós.
BBC
- Uma palavra que não aparece muito no livro é "arrependimento". Alguns
lidam com isso quando chegam a um determinado estágio de suas vidas e
pensam, por exemplo, que poderiam ter entendido alguém melhor. Há algo
no estudo que possamos aprender sobre como lidar com o arrependimento?
Waldinger -
Quando os participantes chegaram aos 80 anos, fizemos a seguinte
pergunta: quando você olha para trás em sua vida, do que mais se
arrepende?
Houve dois grandes arrependimentos.
Uma delas era algo do tipo: "Gostaria de não ter passado tanto tempo no
trabalho e passado mais tempo com as pessoas de quem gosto." Portanto,
há uma razão para aquele conhecido clichê de que "ninguém em seu leito
de morte gostaria de ter passado mais tempo no escritório".
O outro arrependimento particularmente expresso pelas mulheres foi:
"Gostaria de não ter passado tanto tempo me preocupando com o que as
outras pessoas pensam."
Portanto, se me perguntarem quais arrependimentos eu gostaria de
evitar, a resposta seria passar bastante tempo com pessoas queridas e
não gastar tanto tempo se preocupando com o que as outras pessoas
pensam.
BBC - Você falou sobre como evitar arrependimentos. Mas o que fazer quando eles já estão presentes?
Waldinger -
Ao lidar com o arrependimento, não adianta ficar com raiva de nós
mesmos, nos bater com força. A única utilidade do arrependimento é se
ele nos informar sobre o que gostaríamos de fazer diferente no futuro.
Use o arrependimento para aproveitar a vida que tem pela frente.
BBC
- No livro, há um capítulo intitulado "Nunca é tarde demais". Qual é a
mensagem principal que você quer passar com essa frase?
Waldinger -
Algumas pessoas me disseram: "É tarde demais para mim. Não sou bom em
relacionamentos. Isso nunca vai acontecer na minha vida". Algumas das
pessoas que dizem isso têm 20 anos e dizem que é tarde demais para elas,
e outras pessoas que dizem isso são mais velhas.
Mas o que vemos nas histórias do livro, que são de vidas reais, é que
as pessoas encontram conexões que não esperavam em diferentes momentos
de suas vidas, sejam conexões amorosas ou amizades. Portanto, para
aqueles que acreditam que essas coisas nunca acontecerão com eles,
diríamos: você não tem como saber.
A mensagem é que vale a pena continuar trabalhando nisso porque a
qualquer momento da vida você pode criar novas e boas conexões.
BBC - Você é um mestre zen. A meditação desempenhou um papel importante em sua vida?
Waldinger - Tem tido um grande papel. A meditação zen é sobre aprender o que é estar vivo.
Você se torna muito mais familiarizado com a experiência de olhar para
uma flor por cinco minutos, ou de comer uma refeição conscientemente,
saboreando cada mordida. É realmente um mergulho profundo na experiência
de estar vivo.
E isso se encaixa muito bem com o estudo de todas essas vidas. Porque é
uma forma diferente de estudar a experiência de ser humano.
Da mesma forma, em meu trabalho como psiquiatra, tenho o privilégio de
ouvir as pessoas falarem detalhadamente sobre suas vidas. E tudo isso
para mim é um trabalho fascinante. Todas são maneiras diferentes de
aprender sobre a experiência humana.
BBC
- No livro, você afirma que a atenção é a forma mais básica de amar. Há
uma bela frase: "Uma vida boa não é o destino, mas o caminho e com quem
você caminha... E fazendo isso, segundo a segundo, você pode decidir a
que e a quem você dá sua atenção". Você pode nos falar sobre esse poder
de escolher a cada momento em que prestamos nossa atenção?
Waldinger -
Essa é uma citação de um dos meus mestres zen. Seu nome é John Tarrant e
sim, uma das coisas que sabemos é que nossa atenção é algo pelo qual as
pessoas brigam.
Essas telas que tanto amamos são projetadas para nos cativar, porque as
pessoas ganham dinheiro chamando nossa atenção e mantendo-a.
Agora, mais do que nunca, o caminho de menor resistência é ficar o
tempo todo na frente das telas. Então a pergunta é: podemos
intencionalmente desviar nossa atenção dessas telas para as pessoas de
quem gostamos?
Há uma escritora chamada Linda Stone que escreve sobre algo que ela
chama de atenção parcial contínua, que é o que estamos dando cada vez
mais uns aos outros. Isso é um problema: estou falando com você, mas na
verdade estou olhando para minha tela.
Queremos chamar a atenção para isso. Pense: com quem você se importa?
Você poderia dar a essa pessoa toda a sua atenção? Essa é a pergunta que
devemos nos fazer.
BBC
- Com o privilégio que você teve de estudar todas essas vidas, você
diria para alguém que, por exemplo, teve uma infância muito conturbada
ou enfrentou momentos muito difíceis, que todos podemos encontrar dentro
de nós os recursos para seguir em frente e prosperar?
Waldinger -
Acho que existe um instinto de prosperar, de sobreviver. Estamos todos
tentando ser felizes. Uma das razões pelas quais minha palestra TED se
tornou viral, como alguém me disse, não é porque eu sou bonito. É porque
todo mundo quer ser feliz. E então há em nós esse impulso de encontrar
maneiras de prosperar.
Acho que existe uma energia em todos nós que está procurando por isso e
isso é bom. Embora eu possa ser muito pessimista sobre para onde o
mundo está indo, acho que as pessoas sempre foram assim. E isso abriu
caminho para novas possibilidades, é algo que faz parte de nós.
BBC - No seu caso pessoal, quais são os componentes básicos de uma boa vida?
Waldinger -
É estar envolvido em atividades que são importantes para mim e que
considero significativas. Minha pesquisa, meu trabalho como psiquiatra,
minha meditação zen, essas coisas são muito importantes para mim. E, por
exemplo, eu queria muito estar aqui, conversando com você agora. Porque
eu dou muita importância para essas ideias e quero que elas alcancem as
pessoas. Isso é significativo para mim.
Para mim, então, uma boa vida é fazer atividades que tenham significado
para mim e realizá-las com pessoas que são importantes e que se
preocupam comigo.
BBC
- Você termina o livro com uma chamada à ação. O que você convidaria as
pessoas a fazerem quando terminarem de ler esta entrevista?
Waldinger -
Eu diria: pense em alguém de quem você sente falta, alguém com quem
você não se sente tão conectado quanto gostaria ou alguém que você quer
ter certeza de que sabe que você está pensando nele ou nela. E envie uma
mensagem de texto, ou um e-mail, ou ligue para eles e apenas diga: oi,
eu estava pensando em você e queria falar com você.
Basta fazer isso e você verá o que volta para você. Você poderá ficar
surpreso com quantas pessoas ficarão felizes por você ter entrado em
contato com elas. Então dê agora esse pequeno passo, levará 15 segundos
para fazê-lo.
Imóvel de 66 m² concorreu com construções da Índia, México, Alemanha e Vietnã. <<<===+===.=.=.= =---____-------- ----------____---------____::____ ____= =..= = =..= =..= = =____ ____::____-----------_ ___---------- ----------____---.=.=.=.= +====>>> Por Alex Araújo, g1 Minas — Belo Horizonte 23/02/2023 11h56 Atualizado há uma hora Postado em 23 de fevereiro de 2023 às 13h00m #.*Post. - N.\ 10.693*.#
'Casa no Pomar do Cafezal', do artista Kdu dos Anjos — Foto: Leonardo Finotti/Divulgação
A Casa no Pomar do Cafezal ou Barraco do Kdu, na Vila Cafezal, na Região Centro-Sul de Belo Horizonte, é a campeã na categoria Casa do Ano no projeto internacional de arquitetura ArchDaily.
A informação foi confirmada, nesta quinta-feira (23), pelo artista Kdu dos Anjos, proprietário do imóvel.
A casa do Kdu
O imóvel fica na Vila Cafezal, no Aglomerado da Serra.(veja galeria de fotos abaixo).
Veja as fotos do 'Barraco do Kdu'
9 fotos
Imóvel de 66 m² concorreu com construções da Índia, México, Alemanha e Vietnã.
Kdu falou que, em 2022, o projeto da casa – feito pelo arquiteto Fernando Maculan – foi um dos mais curtidos na internet e, no mesmo ano, ficou entre os 50 mais interessantes do Brasil.
O artista destacou que a casa, que tem 66 m², foi construída, propositadamente, com os tijolos expostos, sem reboco e pintura, e que as peças foram colocadas deitadas
Casa no Aglomerado da Serra vence concurso mundial de arquitetura
Veja mais informações do projeto arquitetônico aqui.